sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CAPITOLO 6 - Frutti Per Kagua - 1972



Grupo italiano formado no começo dos anos 70 a partir da fusão entre duas bandas falidas da região da Toscana. Formou-se então um quinteto liderado pelo tecladista Jimmy Santerini e pelo baterista Luciano Casa, sendo que neste caso, Casa tocava apenas violão de 12 cordas e ajudava nos vocais. 

A banda teve seu auge em 1971 quando assinou com a subsidiária italiana da gravadora RCA para lançar um disco que só foi consumado algum tempo depois. Nesse mesmo ano a banda participou de festivais em sua cidade natal, Viareggio e ainda chegou a abrir um show do Led Zeppelin em Roma para centenas de milhares de pessoas. 

Em 1972 a banda perde os dois principais membros sendo substituídos pelo excelente e já falecido tecladista Antonio Favilla e o flautista/sax Loriano Berti, que deixou a banda logo após o lançamento desse disco em questão.

Com todas essas estranhas mudanças na formação ao longo do curto período de sua duração, a banda conseguiu manter uma essencial qualidade no que diz respeito a técnica de seus músicos com a perfeita harmonia vocal do também baterista Lorenzo Donati. 

O disco é composto por apenas cinco mas grandiosas faixas sendo a primeira delas uma verdadeira joia digna ao que conhecemos por progressivo italiano. A faixa de quase 19 minutos dá nome ao disco e é conduzida com extrema perfeição por Berti com belíssimas passagens de flauta em todo o seu decorrer. Em certos momentos nota-se uma nítida semelhança ao estilo Ian Anderson de se conduzir o instrumento mas sem esquecer do toque sutil que só o progressivo italiano pode oferecer aos ouvidos dos mais exigentes.

A segunda parte do disco é composta de faixas menores com vocais bastante expressivos, dando mais ênfase as passagens de violão e guitarra se mesclando a tenros solos de Moog acompanhado de um tímido, porém, belíssimo Hammond.

Infelizmente, a banda se dissolveu após o lançamento desse disco que, por incrível que pareça, não atingiu o sucesso esperado tanto por seus membros quanto pela gravadora. Sabe-se que Favilla se juntou a uma suposta segunda formação do Campo di Marte alguns anos depois que também não obteve sucesso.

Tenho esse disco em particular como obra essencial a minha lista de bandas italianas. Além dos poderosos medalhões, o Capitolo 6 certamente foi peça fundamental para o desenvolvimento do progressivo italiano no começo da década de 70. 

Hoje paga-se muito por esse raro registro lançado originalmente em 1972 pelo selo Ricordi It (RCA) que continha na capa interna o índio de corpo inteiro. Em 1994, o salvador selo italiano Mellow Records relança o disco em CD tornando possível o acesso dos fãs a uma bela raridade como essa. 



TRACKS:

1. Frutti per Kagua
2. Grande spirito
3. Il tramonto di un popolo
4. L'ultima notte 
 




domingo, 12 de outubro de 2014

YES - In The Beginning - 1969


É sempre uma honra poder falar do início de carreira desta banda que se tornou um dos maiores ícones do rock progressivo de todos os tempos. Sua formação original foi fundamental para todo o crescimento da banda no decorrer de seus 45 anos de estrada e sempre nos presenteando com belos e clássicos discos. Um deles é seu trabalho de estréia "YES" lançado em 1969 que, certamente é um de meus favoritos.  


Nessa época a banda seguia uma linha menos progressiva e ainda estava em fase de desenvolvimento, dando menos ênfase aos fortes teclados de Kaye e destacando mais a destreza de Banks, na maioria das vezes acompanhado de uma linda guitarra Rickenbacker. A banda ainda contava com o feeling jazzy de Bruford sempre acompanhado pelo também nervoso Rickenbacker de Squire, que dava um peso a mais ás belas composições escritas por seu líder maior e detentor da voz mais linda e marcante do progressivo, Jon Anderson.

Após as gravações do álbum "Time And A Word" de 1970, Peter Banks foi literalmente chutado da banda. Nessa época, o YES já estava com projetos mais voltados para o progressivo sinfônico e precisavam de um guitarrista com uma formação mais clássica, sendo Banks substituído por Steve Howe, que mudou por completo toda a roupagem do YES lançando em seguida um dos discos mais marcantes do progressivo, "The YES Album".

Após sua saída, Banks deu continuidade a sua carreira de músico e em 1971 fundou a excelente banda Flash juntamente com Peter Barden (Camel). No ano seguinte, lança seu álbum homônimo com a participação especial de Tony Kaye nos teclados. O Flash seguia mais ou menos a mesma linha do primeiro disco do YES, com arranjos regrados a fortes linhas de guitarra e e belas passagens de Arp, piano elétrico e órgão. O Flash não durou muito tempo, lançou apenas três discos e a banda acabou se dissolvendo em 1973.

Banks ainda chegou a trabalhar em um projeto paralelo de Jan Akkerman (Focus) em 1972 e no ano seguinte lança seu primeiro e excelente trabalho solo intitulado por "Two Sides Of Peter Banks".

Esse bootleg em questão foi gravado ao vivo em três diferentes datas durante o mês de Outubro de 1969 na Alemanha e Inglaterra. As faixas são basicamente do primeiro álbum sendo as outras do "Time And A Word", lançado no ano seguinte. Além de conter duas versões diferenciadas da faixa "Eleanor Rigby" com uma roupagem bem fora do propósito da versão original composta pelos Beatles. Versões essas muito boas inclusive.

O destaque maior está na última faixa "I See You", onde Peter Banks protagoniza excelentes solos de guitarra por quase 20 minutos, muito bem acompanhado pela mágica bateria de Brufford. A maioria do tempo somente os dois dão um show a parte que, certamente vale por todo esse registro. 
Pelo menos a grande maioria dos registros não oficiais do YES lançados em 1969 e 1970 são de péssima qualidade sonora e com este não é diferente. Cada faixa possui uma certa oscilação na qualidade, portanto, recomendo que apenas os colecionadores baixem esse arquivo. Posso disponibilizá-lo em FLAC a quem se interessar mas já adianto que não muda muita coisa.

Mesmo com esse porém, vale a pena ter guardado um registro desse porte pois são poucos os materiais disponíveis da banda durante essa época onde tudo começou.


TRACKS:

1. Introduction*
2. No Opportunity Necessary, No Experience Needed*
3. Dear Father*
4. Every Little Thing*
5. Something Coming*
6. Eleanor Rigby**
7. Dear Father***
8. Eleanor Rigby***
9. I See You (Banks Solo)***

*10/10/69 => Essen, Alemanha
**10/69 => Hamburg, Alemanha 
*** 10/69 => Shefield, Inglaterra




sábado, 4 de outubro de 2014

[BOOTLEG EXCLUSIVO] GONG - Teapots In São Paulo - 2013


Dando continuidade aos bootlegs exclusivos do PRV, hoje presenteio a todos com uma épica apresentação do Gong durante uma breve passagem pelo Brasil. Não estive presente mas quem viu ao vivo disse ter sido uma experiência única, uma verdadeira viagem lisérgica ao planeta verde habitado pelos simpáticos gnomos Pot Head Pixies. 

Apesar da idade avançada, Allen ainda é sinônimo de muita energia e contagiante presença de palco, fazendo com que o Gong em pleno século XXI ainda soe como uma banda altamente psicodélica, não deixando nada desejar ao que era durante o auge de toda sua a criatividade.  

Esse registro foi gravado na capital paulista em 24 de Maio de 2013 no Sesc Belenzinho e apresenta faixas de álbuns que vão desde seus primórdios até o mais recente trabalho lançado em 2009..
Pude notar que o set list escolhido por seu mentor é basicamente um resumo de toda a saga de Zero-The Hero durante suas alucinantes aventuras pelo planeta verde, incluindo sua última parte lançada em 2000 com o nome de "Zeroid". 


Vale muito destacar alguns dos músicos que acompanharam Allen neste show que certamente ficaram a altura de alguns ilustres membros que passaram pelo Gong ao longo dos anos. 

Começando pelo guitarrista brasileiro Fábio Golfetti é que tem a árdua tarefa de substituir nada menos que Steve Hillage nesta tour. Hillage tem um projeto paralelo voltado para a música eletrônica com o nome de System 7 e não pôde (infelizmente) acompanhar a banda durante sua passagem pelo Brasil.
Golfetti é um velho conhecido dos admiradores do prog nacional por ser membro fundador e atual guitarrista da aclamada banda paulista Violeta de Outono, além do excelente projeto The Invisible Opera Company Of Tibet criado por Daevid Allen em 2001.

Em 1992 Daevid veio ao Brasil para participar da conferência mundial RIO-92, onde se apresentou ao lado de Fabio Golfetti. Depois disso, inúmeras parcerias em diversos projetos surgiram e desde então Golfetti acompanha Allen pelo mundo em suas apresentações.


Outro que vale a pena ser lembrado é o jovem saxofonista e também flautista Ian East que cumpriu com honras o também difícil dever de substituir Didier Malherbe, um dos ilustres fundadores da banda.

A única parte ruim dessa apresentação foi a ausência de Gilli Smyth, esposa e sempre companheira de Allen desde que o mesmo foi extraditado para a França nos anos 60. Sem ela, certamente a banda não seria a mesma coisa já que Smyth foi responsável pela parceria mais incrível do rock progressivo. Mesmo sem sua fiel escudeira, Allen veio acompanhado pelo filho Orlando no comando das baquetas. O menino já vem tocando na banda já faz algum tempo e em hora alguma decepcionou. 

Estou começando a amadurecer uma ideia de fazer algumas postagens em video por aqui e hoje será meu primeiro teste. Além do arquivo da íntegra do show em FLAC, disponibilizo também alguns vídeos de excelente qualidade dessa apresentação em particular.

Boa viagem de preferência com uma xícara de chá!




TRACKS:

1. One by One/757 2. Radio Gnome Invisible 3. Zero The Hero and the Witch's Spell 4. Escape Control Delete 5. Tropical Fish/Selene 6. Rational Anthem 7. Flute Salad 8. Oily Way 9. Outer Temple 10. Inner Temple 11. Master Builder 12. I've Bin Stone Before & Mister Long Shanks/O Mother 13. Zeroid 14. Revolution Intro 15. Opium for the People 16. Dynamite 17. You Can't Kill Me





YANDEX




VÍDEOS:





quarta-feira, 24 de setembro de 2014

STRAWBS - Hempstead - 1976


Apesar do Strawbs ser uma das bandas mais conceituadas da Inglaterra, minha simpatia por ela não é das maiores. Posso dizer que já tentei de tudo para gostar, uma pessoa muito próxima tentou abrir minha mente durante anos mas sinceramente, não sei o que acontece, não desce...

 Não há absolutamente nada de errado com a banda em particular, seus arranjos são de extremo bom gosto além de conter excelentes músicos em suas diversas formações, tais como o membro fundador David Cousins, o baterista Richard Hudson ao qual tenho muito apreço e nosso tão querido mestre Rick Wakeman que participou das gravações do álbum From The Witchwood lançado em 1971 e de algumas outras obras. 

Pelo fato de não conhecer a banda mais profundamente, creio que sejam meio raros os registros ao vivo do Strawbs e revirando meu acervo me deparei com este que, possui um setlist condizente com a carreira de sucesso obtida pela banda durante os anos 70. 

Neste bootleg gravado na cidade americana de Hempstead em 3 de Dezembro de 1976, encontramos faixas de álbuns em evidência na época como Nomadness e Deep Cuts ambos desse mesmo ano e alguns bons clássicos cultivados pela banda ao longo de sua carreira. Faixas como "Hero and Heroine" e "Autumn" são os grandes destaques que valem por todo o resgisto. Sem contar com a linda canção "Lemon Pie" que marcou certos momentos importantes da minha vida.

Já me adianto em dizer que a qualidade do audio não é das melhores, a gravação veio direto da platéia e até onde eu saiba, não houve nenhum tipo de mixagem da fita original. Possuo a versão em FLAC a quem se interessar mas não muda muito em termos de qualidade. 



TRACKS:

01. The Golden Salamander v1-Simple Visions-The Golden Salamander v3
02. Ghosts
03. I Only Want My Love To
04. Hard Hard Winter
05. Autumn
06. The Soldier's Tale
07. Turn Me Round
08. My Friend Peter
09. The River - Down By The Sea
10. Lemon Pie
11. So Close And Yet So Far
12. Out In The Cold - Round And Round
13. Hanging In The Gallery
14. The Promise Land
15. Hero And Heroine
16. Banjo Tune
17. Lay Down - New World


YANDEX

domingo, 14 de setembro de 2014

KRAAN - Live - 1975

Banda essencial aos admiradores do fusion que teve início no começo dos anos 70. No começo da carreira a banda vivia mais de belas improvisações em estúdio e em festivais da Alemanha. 

Dois anos após sua criação, a banda lança seu primeiro e excelente disco homônimo, uma verdadeira aula de jazz/fusion.

Esse registro que vos apresento foi gravado em Berlin no ano de 1974 e lançado no ano seguinte. Trata-se de uma excelente mistura de fusion com pitadas irreverentes de psicodelia. 

Destaco com louvor instrumentos como sax e baixo, este último executado com maestria pelo senhor Hellmut Hattler que pra mim é um dos maiores baixistas do gênero. Basta vocês escutarem a faixa "Nam Nam" pra se ter uma ideia do que estou falando.

Esse registro foi considerado como um dos melhores registros ao vivo de todos os tempos. Infelizmente, após o sucesso desse disco a banda caiu um pouco lançando trabalhos mais fracos e sem a mesma energia dos anteriores, mesmo assim o Kraan ainda é uma das bandas mais queridas de toda a Alemanha.



TRACKS:

1. Jerk of Life
2. Nam Nam
3. Holiday am Matterhorn including Gipfelsturm
4. Sarahs Ritt durch den Schwarzwald
5. Andy Nogger
6. Andy Nogger - Gutter King
7. Hallo Ja Ja, I don't know
8. Lonesome Liftboy
9. Kraan Arabia



YANDEX

domingo, 7 de setembro de 2014

EMERSON, LAKE AND PALMER - Promenade Gates - 1972



Experiência única foi poder ver esse trio em plena forma ao vivo em 1997 no Mineirinho vazio mas que foi literalmente incendiado quando Keith Emerson começou a dedilhar aquele Modular que mais parecia um monstro no palco. Impressionante como um instrumento daquele porte é capaz de explorar timbres de tal grandeza que nossos ouvidos são capazes de captar. 
Cheguei a tirar algumas fotos daquele show que, muitos anos depois, uma delas foi autografada por Carl Palmer durante uma apresentação solo em São Paulo. A linda pessoa que pegou esse autógrafo me fez uma surpresa tão grande que a enquadrei juntamente  a foto com o poster do show. 

Sempre disse que o ELP foi uma banda de extrema criatividade liderada por grandiosos nomes que tiveram colaboração mais que indispensável para toda cena britânica da época. Todos os três membros vieram de bandas que abriram as portas para esse gênero musical que tanto nos impressiona a cada dia. Carl Palmer, começou muito bem ao lado do excêntrico Arthur Brown, Keith Emerson foi peça fundamental para o sucesso do Nice entre os anos de 1967 e 1971 e Greg Lake foi membro fundador do Crimson, banda de extrema importância nascida no fim dos anos 60 que foi peça fundamental para o surgimento da cena progressiva britânica abrindo portas para centenas de outras bandas.

Neste bootleg consta uma pequena mas essencial apresentação do trio no Academy Of Music de Nova York em 4 de Abril de 1972 e conta excelentes versões de faixas como Hoedown, Pictures e os 26 minutos de pura criatividade e competência em Tarkus. Sem esquecer de uma linda improvisação no piano feita por Emerson e a última faixa fecha o disco com a maestria das baquetas de Carl Palmer num solo com mais de 20 minutos de duração que vale por todo o registro.

A qualidade não é excelente mas com certeza dá pra se ter um gostinho do que era uma apresentação ao vivo e de qualidade desse trio que me abriu muitas portas em termos de conhecimento musical. 


TRACKS:

1. Hoedown
2. Tarkus
3. Take A Pebble
4. Lucky Man
5. Piano Improvisation
6. Pictures At An Exhibition
7. Rondo (Drum Solo)


YANDEX

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

PANNA FREDDA - Uno - 1971


Infelizmente são poucas as pessoas que possuem certo conhecimento por essa excelente banda romana que foi pioneira para o estouro do progressivo italiano no fim dos anos 60. 

Lançaram apenas esse registro intitulado por Uno que traz um som pra lá de obscuro mesclando um nervoso Hammond a pesadas guitarras conduzidas com maestria e demasiada técnica. 

O disco é um tanto pesado e conta com o forte e belo vocal de Angelo Giardinelli, líder da banda e visionário que almejava mudar o conceito do progressivo italiano da época fazendo com que seu som tentasse, de certa forma, se aproximar as raízes do funk americano dos anos 60. Sem sucesso...

Insisto em dizer, que esse registro é bastante interessante e que além de ótimas passagens de Hammond, possui também belos efeitos conduzidos por um potente sintetizador.            
                          
Assim como muitas bandas italianas independentes, o Panna Fredda participou de diversos festivais pela Itália e o selo Vedette decidiu então lançar este que seria seu único registro que não obteve sucesso de vendas fazendo com que a banda cessasse suas atividades no fim de 1971.

Trata-se de um registro com estilo único e diria que esse é mais um disco "lado B" vindo de terras italianas. Não sei se irá agradar a todos mas fica a dica de um disco meio diferente do habitual.


TRACKS:

1. La Paura
2. Un Re Senza Reame
3. Un Uomo
4. Scacco Al Re Lot
5. Il Vento, La Luna E Pulcini Blu
6. Waiting  



YANDEX

domingo, 31 de agosto de 2014

THREE FRIENDS - Gentle Giant Reunion Gig - 2009



Desde os primórdios do que conhecemos por Rock Progressivo, o Gentle Giant sempre teve um lugar reservado no topo da lista dos fãs mais exigentes do gênero. Comigo não é diferente, tenho ainda muito respeito e admiração por essa banda que sempre executou com perfeição toda a complexidade de seus mais criativos arranjos.  

Desde 1966 quando os irmãos Shulman criaram a banda Simon Dupret and The Big Sound com um som mais voltado para o R&B, o que era a febre do momento, chegaram a alcançar um certo sucesso mas não era esse o tipo de som que os três gostariam de fazer. Não satisfeitos, acabaram com a banda e no fim dos anos 60 se juntaram a um impecável trio composto por Kerry Minnear (teclados), Gary Green (guitarra) e Martin Smith (bateria) e formaram o Gentle Giant. Essa formação clássica chegou a gravar o essencial disco homônimo lançado em 1970 e no ano seguinte o Acquairing The Taste, que também se tornou um dos grandes álbuns lançados naquele ano.

Creio que o resto da história todos já conhecem, o GG se tornou uma das bandas mais importantes do cenário britânico durante os áureos anos 70 mas com um ponto a mais de criatividade, belas letras e compassos executados de diferentes formas em uma só faixa. A banda introduziu ao rock progressivo além de poderosos sintetizadores, instrumentos exóticos como xilofone, oboé, cellos e outros, que se encaixavam com perfeição a proposta estabelecida por seus componentes. 

A banda encerrou suas atividades no momento certo, quando o progressivo já não era mais o mesmo durante a fatídica década de 80 onde muitas bandas aclamadas seguiram outros rumos na música, partindo para um som mais voltado para o pop. Lamentável!

Mas eis que em 2008 uma tão esperada reunião do GG começa a sair dos estúdios de ensaio para os palcos britânicos. A ideia inicial partiu de Gary Green que se juntou ao inesquecível baterista Malcolm Mortimore (Three Friends 1972) e começaram a se apresentar com o nome de Rentle Giant, fazendo releituras ao vivo de obras clássicas do GG. 
Em 2009, Kerry Minnear se junta a dupla e a banda passa se chamar Three Friends, uma homenagem mais que justa!

O bootleg que hoje disponibilizo é nada menos que a primeira apresentação com a atual formação ocorrida em 16 de Abril de 2009 numa cidadezinha portuária da Inglaterra chamada Shoreham-by-Sea.

Além da impecável qualidade do áudio, encontramos aqui lindas versões de faixas como "Prologue", "In a Glass House" e "Giant", fora as outras que compõem o setlist desse show. Somente clássicos e alguns bons "lado b" que não poderiam nunca ficar de fora. 

Sabe-se que alguns meses depois Minnear deixou a banda sem maiores explicações mas o TF continuou  a excursionar pela Europa, Canadá, Alemanha e Japão. 

Sua mais recente apresentação ocorreu em Abril de 2014 no exótico "Cruise To The Edge", uma viagem dos sonhos, onde pelo menos dois mil aficionados pelo progressivo de todas as partes do mundo, se esbaldaram em um cruzeiro de quatro dias pelo México em companhia de bandas como Renaissance, Yes, Tangerine Dream, Soft Machine Legacy, PFM, Steve Hackett, dentre muitos outros...

Ficamos por enquanto com esse belo registro e esperando um dia, quem sabe, poder ver e ouvir ao vivo esse reunião de músicos que muito contribuíram com a trajetória de sucesso do progressivo no decorrer da década de 70.



TRACKS:

1. Prologue
2. Playing The Game
3. The Advent Of Panurge
4. Pantagruel´s Nativity
5. Just The Same
6. Think Of Me With Kindness
7. The House, The Street, The Room
8. The Boys In The Band
9. (Band Introduction)
10. His Last Voyage
11. In A Glass House
12. Mister Class & Quality
13. Three Friends
14. Free Hand
15. Giant 
16. Peel The Paint



YANDEX

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

YES - NJF Festival - 1975



Mais um bootleg altamente dedicado aos colecionadores, a qualidade não é das melhores mas trata-se de um belíssimo registro recheado de belas versões de faixas como The Gates of Delirium e Ritual fazendo com que os teclados e o piano elétrico de Moraz tenha um destaque a mais. 

Essa apresentação fecha a tour do Relayer pela Europa e a banda faz um hiato de oito meses para que seus membros partissem para a carreira solo.
Vale destacar também a última suite da faixa The Anceint, "Leaves of Green" que, pela primeira vez, foi tocada em separado e em versão acústica.

Essa fase do YES é mágica, tenho o Relayer como um de meus discos preferidos de todos os tempos e essa formação foi a que mais deu certo. A harmonia da banda era perfeita e Moraz trouxe um gás e um peso a mais para o YES.

Gravado em 23 de Agosto de 1975 durante o NJF Festival na cidade de Reading que também contou com apresentações de bandas como Hawkwind, UFO, Supertramp, Caravan, Soft Machine, dentre outras. 

Apesar da qualidade ser um pouco precária, temos nas mãos uma das melhores apresentações do YES que vale a pena ser passado para cd juntamente com a capinha e devidamente guardado a sete chaves.


TRACKS:

DISCO 1:

1. Opening
2. Sound Chaser
3. Close To The Edge
4. And You And I
5. Awaken
6. The Gates Of Delirium

DISCO 2:

1. I´ve Seen All Good People
2. The Ancient (Acoustic - Leaves Of Green)
3. Long Distance Runaround
4. Ritual
5. Roundabout


YANDEX

domingo, 24 de agosto de 2014

BILL BRUFORD - Radio Strokes - 1979


Desde que passei a escutar progressivo ainda muito jovem, tenho Bill Bruford como um mestre das baquetas. Que me perdoem os fãs incondicionais do Rush e ELP mas posso dizer que esse senhor revolucionou a cena progressiva no começo dos anos 70 com sua técnica arrojada e passagens desconcertantes de bateria. 

Tudo começou quando ele conheceu Jon Anderson e Chris Squire e fez com que o YES se tornasse uma banda chave na cena progressiva britânica. Muito corajoso, Bruford deixa a banda após o estrondoso sucesso de Close To The Edge em 1972 e resolve partir para uma carreira mais voltada pro Fusion, nota-se que, o que ele queria mesmo era partir pra algo mais pesado e com mais pegada. 

Nesse mesmo ano de 72, Bruford é chamado pra tocar no Crimson para lançar o maravilhoso Lark Tongues In Aspic, parece que o Fripp viu que tinha uma jóia na mãos e o virtuoso baterista passou a fazer parte de uma importante e excelente fase do Crimson, onde a banda era voltada mais para um fusion de peso. Pode saber que essa fase após o Islands de 1972 fez com que a banda se tornasse única e exclusivamente fusion passando por variadas modificações em sua formação com o decorrer dos anos. 

Quando Fripp dava uma folga, Bruford tinha seus projetos paralelos, ficou seis meses com o Genesis durante a tour do Second´s Out em 1976, fundou a excelente banda U.K em 1977 junto com nomes de peso como John Whetton, Eddie Jobson e Allan Holdsworth. Além de ter substituído Laurie Allen durante a tour européia do Gong em 1974 e gravado oito e ótimos discos solos entre os anos de 1977 e 2008. Precisa de mais?

Sim, precisa...

Esse excelente bootleg foi gravado em 26 de Agosto de 1979 em Chicago durante uma breve passagem da banda de Bruford durante a tour do criativo disco "One Of A Kind" (1979) por terras americanas. O registro conta com faixas desse mesmo disco que se tornou um clássico na carreira solo de Bruford. Destaque para a segunda faixa, "Sample And Hold" que é introduzida por um excelente solo de bateria condizente ao que esse senhor se propunha a fazer: um showzaço de Fusion! O disco inteiro é uma verdadeira aula de prog/fusion.

Não posso deixar de citar a excelente formação que acompanhava o baterista durante essa tour que são pessoas de extrema importância para a cena progressiva da época. 

São eles: 

- Jeff Berlin, considerado um dos maiores baixistas de todos os tempos, gravou excelentes discos e participou de bandas como Passaport  , ABWH, além de tocar com grandes nomes como Patti Austin e Patrick Moraz. 

- John Clark, excelente, de uma técnica implacável porém desconhecido guitarrista.

- Dave Stewart, tecladista e percursor do movimento Canterbury. Foi braço direito de Steve Hillage na formação da excelente banda Khan e tocou em excelentes bandas de Canterbury tais como Gong, Egg, Hatfield And The North e Arzachel, além de ser membro fundador do National Health. 

(Pra quem não sabe, tenho esse "tal" de Dave Stewart como um dos tecladistas mais criativos e brilhantes de toda a cena progressiva. Ele é desconhecido para muitos mas recomendo a todos que escutem alguma dessas bandas citadas acima. Tenho certeza que a maioria irá concordar com essa que vos fala.)

Só pra fechar essa postagem de hoje, tenho o prazer em dizer que a qualidade sonora deste registro encontra-se impecável! Me parece que essa apresentação foi gravada por uma rádio de Chicago que muito provavelmente, a gravação deve ter vindo diretamente da mesa de som.



TRACKS:

01. Hell's Bells
02. Sample And Hold
03. Fainting In Coils
04. Forever Until Sunday
05. Joe Frazier
06. Travels With Myself / And Someone Else 
07. Beelzebub
08. The Sahara of Snow Part 1
09. The Sahara of Snow Part 2 





YANDEX

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DEEP PURPLE - Münster Master - 1973



Existem centenas de bootlegs do Deep Purple espalhados por toda internet que chega a não fazer sentido em postar algum aqui mas resolvi atender a pedidos de alguns frequentadores mais apressadinhos do PRV para que eu possa ter um pouco de paz. rs


Essa apresentação aconteceu na cidade de Münster, Alemanha em 23 de Janeiro de 1973 e conta com alguns dos melhores clássicos dessa banda que ainda está na ativa firme e forte como sempre. 

A qualidade não é das melhores mas resolvi postar este disco em particular devido a uma das melhores formações que o Purple já teve e que contava com nosso tão saudoso Lord, Paice, Glover, Blackmore e a voz marcante de Gillan. 

Já tive o prazer de vê-los ao vivo por duas vezes em formações diferentes e posso dizer que foi uma verdadeira aula de rock n roll. 


TRACKS:

1. Intro
2. Highway Star
3. Smoke On The Water
4. Strange Kind Of Woman
5. Mary Long
6. Space Truckin´
7. Black Night


YANDEX

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

AINIGMA - Diluvium - 1973



Banda alemã liderada por três jovens e corajosos músicos de idade entre 15 e 17 anos. Criticada por muitos, o Ainigma teve uma curta carreira que começou em 1972 e acabou em 1974 um ano após o lançamento de seu único registro. 

Registro ao qual traz uma atmosfera um tanto sombria com solos de guitarra e teclados, na maioria das vezes, improvisados de forma muito criativa por se tratar de uma banda formada apenas por  garotos nitidamente influenciados pelo movimento Krautrock da época. 
O guitarrista e baixista Wolfgang Netzer intercala os dois intrumentos de forma espetacular mas o que dá o verdadeiro clímax ao disco são os fantásticos solos de Hammond executados pelo jovem Willy Klüter.

O destaque desse registro é a faixa título que possue um toque bastante experimental com atmosferas diferenciadas, regradas de improvisações pesadas intercaladas a uma calmaria sombria com duração de 18 minutos.

Este é mais um disco lançado pelo selo Garden Of Delights que remasterizou e melhorou um pouco a qualidade da gravação "fundo de quintal" muito comum entre as bandas mais experimentais de curta carreira vindas da Alemanha. 

Como bônus, temos duas excelentes faixas, uma delas a versão instrumental de Diluvium citada acima.


TRACKS:

1. Prejudice
2. You Must Run
3. All Things Are Fading
4. Diluvium
5. Thunderstorm (bônus)
6. Diluvium - Instrumental (bônus)



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

BAUMSTAM - On Tour - 1972



Heavy prog alemão de excelente qualidade, o Baustam é uma banda um tanto obscura e muito pesada.
 As tão conhecidas "fuzzy guitars" e o forte vocal de Ulrich Klawitter são o grande destaque de todo o disco.

Basicamente, a banda vivia em tour pela Alemanha tocando em festivais ao ar livre e em clubes se apresentado para diferentes tipos de público. Em 1977 a banda se dissolve, retornando ao estúdio no ano de 2004 para lançar o disco Dreams Of Yesterdays. 

Em 2008, esse disco que vos apresento é remasterizado com 4 faixas bônus por um selo alemão que eu desconheço.


TRACKS:

1. On Tour 
2. Lucky Strike 
3. Hold Me 
4. Jazz Break 
5. Dusty Road 
6. Girl I want to stay into 
7. Last Better 
8. Fifteen years old Marie 
9. He's a Liar 


Bônus:

10. Roots One
11. Arbeit
12. Leben
13. Roots Two


YANDEX

terça-feira, 29 de julho de 2014

GURU GURU - Radio Bremen - 1971





Retirado de um programa feito pela alemã Radio Bremen, esse excelente bootleg conta com uma curta mas ótima apresentação do também alemão Guru Guru. 

O disco possui apenas três faixas dos discos UFO de 1970 e Hinten de 1971. Destaco a dobradinha de "Bo Didley" e "Spaceship" que valem pelo belo registro.

Mais um presente aos admiradores do bom e velho Krautrock.


TRACKS:

01 Programme intro
02 Der LSD-Marsch
03 Bo Diddley
04 Spaceship


sábado, 26 de julho de 2014

MARILLION - Forgotten Sons - 1983




Muitos sabem que durante muitos anos nunca fui muito fã do Marillion, sempre tentava ouvir um disco ou outro mas, até então nunca havia me convencido de que se tratava de uma banda de excelente qualidade para os padrões do rock progressivo que nascia no começo dos anos 80. Hoje em dia, em conversa com alguns fãs mais enérgicos da banda, comecei a traçar um caminho de muitas surpresas e boas descobertas. Uma delas, foi esse excelente bootleg ao qual tenho em meu acervo por muitos anos e nunca tinha parado para escutar com a merecida atenção. 

Posso dizer que me surpreendi bastante com a qualidade da banda e a energia, as vezes um tanto sombria, que o grande Fish emanava em apresentações ao vivo. Atualmente, com o ouvido mais maduro e sem preconceitos, pude dar ao Marillion uma "segunda chance" e não paro mais de escutá-los. Sempre desdenhei de seus músicos e hoje quebro a cara ao saber o quão grandioso é o guitarrista Steve Rothery quando lidera com maestria um álbum tão lindo quanto o Script For a Jester´s Tears.

Devo salientar que a era Fish ainda é a minha favorita mas mesmo assim, tenho muito respeito pela continuidade dada a banda após a entrada de Steve Hogarth em 1988, dando uma nova roupagem, em um estilo que foge um pouco ao meu conceito sobre Rock Progressivo mas ainda aprecio discos como Seasons End e Brave

Esse bootleg foi gravado nos primórdios da banda trazendo belas versões de faixas como "Forgotten Sons", "Script For a Jester´s Tears" e "Assassing",esta última abriria o disco Fugazi, lançado no ano seguinte. 
Além de faixas não oficialmente lançadas mas excelentes como "Market Square Heroes" e o single "Charting the Single". 

Por algum motivo ao qual desconheço, nesse contamos com a participação de um dos fundadores do Camel, Andy Ward  na bateria, contribuindo ainda mais para a bela qualidade do disco em questão.

O áudio encontra-se impecável e, ao que parece, foi retirado da gravação original de uma rádio Holandesa onde ocorreu essa apresentação em 3 de Julho de 1983.

Aos alucinados fãs do Marillion em todas as suas fases, peço aqui o meu perdão por não saber apreciar da forma correta. Afinal, ninguém é perfeito e gosto musical não se discute. Espero muito que aproveitem esse registro que, para minha modesta opinião, é um dos melhores discos ao vivo lançados não-oficialmente pelo Marillion. 

TRACKS:

01 - Garden Party
02 - Script For A Jester's Tear
03 - Charting The Single
04 - Assassing
05 - Forgotten Sons
06 - Market Square Heroes