domingo, 31 de agosto de 2014

THREE FRIENDS - Gentle Giant Reunion Gig - 2009



Desde os primórdios do que conhecemos por Rock Progressivo, o Gentle Giant sempre teve um lugar reservado no topo da lista dos fãs mais exigentes do gênero. Comigo não é diferente, tenho ainda muito respeito e admiração por essa banda que sempre executou com perfeição toda a complexidade de seus mais criativos arranjos.  

Desde 1966 quando os irmãos Shulman criaram a banda Simon Dupret and The Big Sound com um som mais voltado para o R&B, o que era a febre do momento, chegaram a alcançar um certo sucesso mas não era esse o tipo de som que os três gostariam de fazer. Não satisfeitos, acabaram com a banda e no fim dos anos 60 se juntaram a um impecável trio composto por Kerry Minnear (teclados), Gary Green (guitarra) e Martin Smith (bateria) e formaram o Gentle Giant. Essa formação clássica chegou a gravar o essencial disco homônimo lançado em 1970 e no ano seguinte o Acquairing The Taste, que também se tornou um dos grandes álbuns lançados naquele ano.

Creio que o resto da história todos já conhecem, o GG se tornou uma das bandas mais importantes do cenário britânico durante os áureos anos 70 mas com um ponto a mais de criatividade, belas letras e compassos executados de diferentes formas em uma só faixa. A banda introduziu ao rock progressivo além de poderosos sintetizadores, instrumentos exóticos como xilofone, oboé, cellos e outros, que se encaixavam com perfeição a proposta estabelecida por seus componentes. 

A banda encerrou suas atividades no momento certo, quando o progressivo já não era mais o mesmo durante a fatídica década de 80 onde muitas bandas aclamadas seguiram outros rumos na música, partindo para um som mais voltado para o pop. Lamentável!

Mas eis que em 2008 uma tão esperada reunião do GG começa a sair dos estúdios de ensaio para os palcos britânicos. A ideia inicial partiu de Gary Green que se juntou ao inesquecível baterista Malcolm Mortimore (Three Friends 1972) e começaram a se apresentar com o nome de Rentle Giant, fazendo releituras ao vivo de obras clássicas do GG. 
Em 2009, Kerry Minnear se junta a dupla e a banda passa se chamar Three Friends, uma homenagem mais que justa!

O bootleg que hoje disponibilizo é nada menos que a primeira apresentação com a atual formação ocorrida em 16 de Abril de 2009 numa cidadezinha portuária da Inglaterra chamada Shoreham-by-Sea.

Além da impecável qualidade do áudio, encontramos aqui lindas versões de faixas como "Prologue", "In a Glass House" e "Giant", fora as outras que compõem o setlist desse show. Somente clássicos e alguns bons "lado b" que não poderiam nunca ficar de fora. 

Sabe-se que alguns meses depois Minnear deixou a banda sem maiores explicações mas o TF continuou  a excursionar pela Europa, Canadá, Alemanha e Japão. 

Sua mais recente apresentação ocorreu em Abril de 2014 no exótico "Cruise To The Edge", uma viagem dos sonhos, onde pelo menos dois mil aficionados pelo progressivo de todas as partes do mundo, se esbaldaram em um cruzeiro de quatro dias pelo México em companhia de bandas como Renaissance, Yes, Tangerine Dream, Soft Machine Legacy, PFM, Steve Hackett, dentre muitos outros...

Ficamos por enquanto com esse belo registro e esperando um dia, quem sabe, poder ver e ouvir ao vivo esse reunião de músicos que muito contribuíram com a trajetória de sucesso do progressivo no decorrer da década de 70.



TRACKS:

1. Prologue
2. Playing The Game
3. The Advent Of Panurge
4. Pantagruel´s Nativity
5. Just The Same
6. Think Of Me With Kindness
7. The House, The Street, The Room
8. The Boys In The Band
9. (Band Introduction)
10. His Last Voyage
11. In A Glass House
12. Mister Class & Quality
13. Three Friends
14. Free Hand
15. Giant 
16. Peel The Paint



YANDEX

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

YES - NJF Festival - 1975



Mais um bootleg altamente dedicado aos colecionadores, a qualidade não é das melhores mas trata-se de um belíssimo registro recheado de belas versões de faixas como The Gates of Delirium e Ritual fazendo com que os teclados e o piano elétrico de Moraz tenha um destaque a mais. 

Essa apresentação fecha a tour do Relayer pela Europa e a banda faz um hiato de oito meses para que seus membros partissem para a carreira solo.
Vale destacar também a última suite da faixa The Anceint, "Leaves of Green" que, pela primeira vez, foi tocada em separado e em versão acústica.

Essa fase do YES é mágica, tenho o Relayer como um de meus discos preferidos de todos os tempos e essa formação foi a que mais deu certo. A harmonia da banda era perfeita e Moraz trouxe um gás e um peso a mais para o YES.

Gravado em 23 de Agosto de 1975 durante o NJF Festival na cidade de Reading que também contou com apresentações de bandas como Hawkwind, UFO, Supertramp, Caravan, Soft Machine, dentre outras. 

Apesar da qualidade ser um pouco precária, temos nas mãos uma das melhores apresentações do YES que vale a pena ser passado para cd juntamente com a capinha e devidamente guardado a sete chaves.


TRACKS:

DISCO 1:

1. Opening
2. Sound Chaser
3. Close To The Edge
4. And You And I
5. Awaken
6. The Gates Of Delirium

DISCO 2:

1. I´ve Seen All Good People
2. The Ancient (Acoustic - Leaves Of Green)
3. Long Distance Runaround
4. Ritual
5. Roundabout


YANDEX

domingo, 24 de agosto de 2014

BILL BRUFORD - Radio Strokes - 1979


Desde que passei a escutar progressivo ainda muito jovem, tenho Bill Bruford como um mestre das baquetas. Que me perdoem os fãs incondicionais do Rush e ELP mas posso dizer que esse senhor revolucionou a cena progressiva no começo dos anos 70 com sua técnica arrojada e passagens desconcertantes de bateria. 

Tudo começou quando ele conheceu Jon Anderson e Chris Squire e fez com que o YES se tornasse uma banda chave na cena progressiva britânica. Muito corajoso, Bruford deixa a banda após o estrondoso sucesso de Close To The Edge em 1972 e resolve partir para uma carreira mais voltada pro Fusion, nota-se que, o que ele queria mesmo era partir pra algo mais pesado e com mais pegada. 

Nesse mesmo ano de 72, Bruford é chamado pra tocar no Crimson para lançar o maravilhoso Lark Tongues In Aspic, parece que o Fripp viu que tinha uma jóia na mãos e o virtuoso baterista passou a fazer parte de uma importante e excelente fase do Crimson, onde a banda era voltada mais para um fusion de peso. Pode saber que essa fase após o Islands de 1972 fez com que a banda se tornasse única e exclusivamente fusion passando por variadas modificações em sua formação com o decorrer dos anos. 

Quando Fripp dava uma folga, Bruford tinha seus projetos paralelos, ficou seis meses com o Genesis durante a tour do Second´s Out em 1976, fundou a excelente banda U.K em 1977 junto com nomes de peso como John Whetton, Eddie Jobson e Allan Holdsworth. Além de ter substituído Laurie Allen durante a tour européia do Gong em 1974 e gravado oito e ótimos discos solos entre os anos de 1977 e 2008. Precisa de mais?

Sim, precisa...

Esse excelente bootleg foi gravado em 26 de Agosto de 1979 em Chicago durante uma breve passagem da banda de Bruford durante a tour do criativo disco "One Of A Kind" (1979) por terras americanas. O registro conta com faixas desse mesmo disco que se tornou um clássico na carreira solo de Bruford. Destaque para a segunda faixa, "Sample And Hold" que é introduzida por um excelente solo de bateria condizente ao que esse senhor se propunha a fazer: um showzaço de Fusion! O disco inteiro é uma verdadeira aula de prog/fusion.

Não posso deixar de citar a excelente formação que acompanhava o baterista durante essa tour que são pessoas de extrema importância para a cena progressiva da época. 

São eles: 

- Jeff Berlin, considerado um dos maiores baixistas de todos os tempos, gravou excelentes discos e participou de bandas como Passaport  , ABWH, além de tocar com grandes nomes como Patti Austin e Patrick Moraz. 

- John Clark, excelente, de uma técnica implacável porém desconhecido guitarrista.

- Dave Stewart, tecladista e percursor do movimento Canterbury. Foi braço direito de Steve Hillage na formação da excelente banda Khan e tocou em excelentes bandas de Canterbury tais como Gong, Egg, Hatfield And The North e Arzachel, além de ser membro fundador do National Health. 

(Pra quem não sabe, tenho esse "tal" de Dave Stewart como um dos tecladistas mais criativos e brilhantes de toda a cena progressiva. Ele é desconhecido para muitos mas recomendo a todos que escutem alguma dessas bandas citadas acima. Tenho certeza que a maioria irá concordar com essa que vos fala.)

Só pra fechar essa postagem de hoje, tenho o prazer em dizer que a qualidade sonora deste registro encontra-se impecável! Me parece que essa apresentação foi gravada por uma rádio de Chicago que muito provavelmente, a gravação deve ter vindo diretamente da mesa de som.



TRACKS:

01. Hell's Bells
02. Sample And Hold
03. Fainting In Coils
04. Forever Until Sunday
05. Joe Frazier
06. Travels With Myself / And Someone Else 
07. Beelzebub
08. The Sahara of Snow Part 1
09. The Sahara of Snow Part 2 





YANDEX

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DEEP PURPLE - Münster Master - 1973



Existem centenas de bootlegs do Deep Purple espalhados por toda internet que chega a não fazer sentido em postar algum aqui mas resolvi atender a pedidos de alguns frequentadores mais apressadinhos do PRV para que eu possa ter um pouco de paz. rs


Essa apresentação aconteceu na cidade de Münster, Alemanha em 23 de Janeiro de 1973 e conta com alguns dos melhores clássicos dessa banda que ainda está na ativa firme e forte como sempre. 

A qualidade não é das melhores mas resolvi postar este disco em particular devido a uma das melhores formações que o Purple já teve e que contava com nosso tão saudoso Lord, Paice, Glover, Blackmore e a voz marcante de Gillan. 

Já tive o prazer de vê-los ao vivo por duas vezes em formações diferentes e posso dizer que foi uma verdadeira aula de rock n roll. 


TRACKS:

1. Intro
2. Highway Star
3. Smoke On The Water
4. Strange Kind Of Woman
5. Mary Long
6. Space Truckin´
7. Black Night


YANDEX

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

AINIGMA - Diluvium - 1973



Banda alemã liderada por três jovens e corajosos músicos de idade entre 15 e 17 anos. Criticada por muitos, o Ainigma teve uma curta carreira que começou em 1972 e acabou em 1974 um ano após o lançamento de seu único registro. 

Registro ao qual traz uma atmosfera um tanto sombria com solos de guitarra e teclados, na maioria das vezes, improvisados de forma muito criativa por se tratar de uma banda formada apenas por  garotos nitidamente influenciados pelo movimento Krautrock da época. 
O guitarrista e baixista Wolfgang Netzer intercala os dois intrumentos de forma espetacular mas o que dá o verdadeiro clímax ao disco são os fantásticos solos de Hammond executados pelo jovem Willy Klüter.

O destaque desse registro é a faixa título que possue um toque bastante experimental com atmosferas diferenciadas, regradas de improvisações pesadas intercaladas a uma calmaria sombria com duração de 18 minutos.

Este é mais um disco lançado pelo selo Garden Of Delights que remasterizou e melhorou um pouco a qualidade da gravação "fundo de quintal" muito comum entre as bandas mais experimentais de curta carreira vindas da Alemanha. 

Como bônus, temos duas excelentes faixas, uma delas a versão instrumental de Diluvium citada acima.


TRACKS:

1. Prejudice
2. You Must Run
3. All Things Are Fading
4. Diluvium
5. Thunderstorm (bônus)
6. Diluvium - Instrumental (bônus)



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

BAUMSTAM - On Tour - 1972



Heavy prog alemão de excelente qualidade, o Baustam é uma banda um tanto obscura e muito pesada.
 As tão conhecidas "fuzzy guitars" e o forte vocal de Ulrich Klawitter são o grande destaque de todo o disco.

Basicamente, a banda vivia em tour pela Alemanha tocando em festivais ao ar livre e em clubes se apresentado para diferentes tipos de público. Em 1977 a banda se dissolve, retornando ao estúdio no ano de 2004 para lançar o disco Dreams Of Yesterdays. 

Em 2008, esse disco que vos apresento é remasterizado com 4 faixas bônus por um selo alemão que eu desconheço.


TRACKS:

1. On Tour 
2. Lucky Strike 
3. Hold Me 
4. Jazz Break 
5. Dusty Road 
6. Girl I want to stay into 
7. Last Better 
8. Fifteen years old Marie 
9. He's a Liar 


Bônus:

10. Roots One
11. Arbeit
12. Leben
13. Roots Two


YANDEX

terça-feira, 29 de julho de 2014

GURU GURU - Radio Bremen - 1971





Retirado de um programa feito pela alemã Radio Bremen, esse excelente bootleg conta com uma curta mas ótima apresentação do também alemão Guru Guru. 

O disco possui apenas três faixas dos discos UFO de 1970 e Hinten de 1971. Destaco a dobradinha de "Bo Didley" e "Spaceship" que valem pelo belo registro.

Mais um presente aos admiradores do bom e velho Krautrock.


TRACKS:

01 Programme intro
02 Der LSD-Marsch
03 Bo Diddley
04 Spaceship


sábado, 26 de julho de 2014

MARILLION - Forgotten Sons - 1983




Muitos sabem que durante muitos anos nunca fui muito fã do Marillion, sempre tentava ouvir um disco ou outro mas, até então nunca havia me convencido de que se tratava de uma banda de excelente qualidade para os padrões do rock progressivo que nascia no começo dos anos 80. Hoje em dia, em conversa com alguns fãs mais enérgicos da banda, comecei a traçar um caminho de muitas surpresas e boas descobertas. Uma delas, foi esse excelente bootleg ao qual tenho em meu acervo por muitos anos e nunca tinha parado para escutar com a merecida atenção. 

Posso dizer que me surpreendi bastante com a qualidade da banda e a energia, as vezes um tanto sombria, que o grande Fish emanava em apresentações ao vivo. Atualmente, com o ouvido mais maduro e sem preconceitos, pude dar ao Marillion uma "segunda chance" e não paro mais de escutá-los. Sempre desdenhei de seus músicos e hoje quebro a cara ao saber o quão grandioso é o guitarrista Steve Rothery quando lidera com maestria um álbum tão lindo quanto o Script For a Jester´s Tears.

Devo salientar que a era Fish ainda é a minha favorita mas mesmo assim, tenho muito respeito pela continuidade dada a banda após a entrada de Steve Hogarth em 1988, dando uma nova roupagem, em um estilo que foge um pouco ao meu conceito sobre Rock Progressivo mas ainda aprecio discos como Seasons End e Brave

Esse bootleg foi gravado nos primórdios da banda trazendo belas versões de faixas como "Forgotten Sons", "Script For a Jester´s Tears" e "Assassing",esta última abriria o disco Fugazi, lançado no ano seguinte. 
Além de faixas não oficialmente lançadas mas excelentes como "Market Square Heroes" e o single "Charting the Single". 

Por algum motivo ao qual desconheço, nesse contamos com a participação de um dos fundadores do Camel, Andy Ward  na bateria, contribuindo ainda mais para a bela qualidade do disco em questão.

O áudio encontra-se impecável e, ao que parece, foi retirado da gravação original de uma rádio Holandesa onde ocorreu essa apresentação em 3 de Julho de 1983.

Aos alucinados fãs do Marillion em todas as suas fases, peço aqui o meu perdão por não saber apreciar da forma correta. Afinal, ninguém é perfeito e gosto musical não se discute. Espero muito que aproveitem esse registro que, para minha modesta opinião, é um dos melhores discos ao vivo lançados não-oficialmente pelo Marillion. 

TRACKS:

01 - Garden Party
02 - Script For A Jester's Tear
03 - Charting The Single
04 - Assassing
05 - Forgotten Sons
06 - Market Square Heroes



terça-feira, 22 de julho de 2014

ÄLGARNAS TRADGARD - Framtiden Är Ett Svävande Skepp, Förankrat I Forntiden - 1972



Essa banda sueca de nome bem esquisito é formada por um sexteto de cabeludos malucos que, com apenas um álbum, revolucionou a música nórdica com um experimentalismo único. 
Diríamos que o Älgarnas faz uma espécie de Krautrock com uma ideia mais "moderna" voltada tanto para o uso de instrumentos básicos como sintetizadores (Moog e VCS3), guitarra, baixo e bateria, quanto para o uso de instrumentos mais arcaicos e lúdicos como Citara, Violino, Tabla (instrumento de percussão indiano) e Rabeca.

É realmente uma combinação bizarra de Krautrock, progressivo, música indiana e folk nórdico. A maior parte do disco é instrumental e bastante complexa, com alguns poucos vocais em sueco que dão um toque a mais a esse belo e desconhecido registro. 

Alguns até diziam que o Älgarnas era o Pink Floyd nórdico mas não é pra tanto... Algumas passagens até lembram um pouco da fase mais psicodélica do Floyd no fim dos anos 60 mas nada além disso.

A banda é liderada por um instrumentista de muito talento mas que também se aventurava como artista plástico. Além de ser o autor da bela capa desse disco em questão, também fez a arte da capa de dois álbuns do já falecido instrumentista sueco Bo Hansson nos anos de 74 e 75.

Após o lançamento desse belo registro, a banda ainda continuou a tocar ao vivo em alguns festivais mas se desfez após algum tempo deixando em hiato um material gravado entre 1973 e 74  que foi lançado somente em 2001. Esse segundo disco intitulado como Delayed que é um pouco diferente do primeiro, com um som mais voltado para guitarras e baterias pesadas mesclando a criatividade com a psicodelia. 

Recomendo esse disco a quem realmente gosta de toda a densidade que envolve o Krautrock, basta ouvir a última e maravilhosa faixa que possui uma nítida influência a carreira solo do mestre Klaus Schulze.



TRACKS:

1. Två Timmar Över Två Blå Berg Med En Gök På Vardera Sidan, Om Timmarna, Alltså (Two Hours over two blue mountains with a cockoo on each side of the hours..that is)
2. Det Finns En Tid För Allt, Det Finns En Tid Då Även Tiden Möts (There is a time for everything, there is a time when even time will meet)
3. Möjligheternas Barn (Children of Possibilities)
4. Tristans Klagan (La Rotta)
5. Viriditas
6. Saturnus Ringar (Rings of Saturn)
7. Framtiden Är Ett Svävande Skepp, Förankrat I Forntiden (The future is a hovering ship, anchored in the past) (5:07)
8. 5/4 (bônus)
9. The Mirrors of Gabriel (bônus)




YANDEX

quarta-feira, 16 de julho de 2014

GENESIS - Cleveland - 1976



Sempre relutei em postar registros do Genesis sem o Gabriel mas hoje garimpando meu acervo, achei esse belo bootleg gravado durante a tour do disco A Thrick Of The Tail

A qualidade sonora encontra-se impecável e contamos com versões interessantes da "mutilada" Firth of Fifth sem o lindo solo de piano de Banks e Supper´s Ready na voz de Phil Collins. 

Particularmente, não sou fã desse disco e muito menos dessa "nova" fase do Genesis mas tenho que concordar que faixas como Los Endos e Entangled são de tirar o fôlego. Sem esquecer que esse registro conta com a participação de Bill Bruford (recém saído do Crimson) nas baquetas. 

Esse bootleg foi gravado durante a passagem da tour pelos EUA, na cidade de Cleveland no dia 15 de Abril de 1976. As faixas Entangled e Squonk foram gravadas em Pittsburgh no dia 13 de Abril de 1976.

Trata-se de um registro muito interessante mas um tanto incompleto pela ausência de Gabriel. 

Os fãs mais enérgicos da banda que me perdoem mas já fiz todos os esforços possíveis e impossíveis para entender o Genesis pós 1975 mas não desce...

TRACKS: 

DISCO 1:

1. Dance On A Volcano
2. The Lamb Lies Down On Broadway
3. Fly On A Windshield
4. Carpet Crawlers
5. Cinema Show
6. Robbery, Assault & Battery
7. White Mountain
8. Firth Of Fifth
9. Entangled
10. Squonk

DISCO 2:

1. Supper´s Ready
2. I Know What I Like
3. Los Endos
4. It/Watcher Of The Skies


YANDEX

sexta-feira, 11 de julho de 2014

APOTEOSI - Apoteosi - 1975



Quinteto italiano de excelente qualidade liderada por três irmãos produzidos pelo próprio pai. A banda contava com os filhos: Silvana Idà nos vocais, Federico Idà no baixo e flauta e o caçula Massimo Idà nos teclados. Esse último tinha 14 anos quando o disco foi lançado e que por sinal, deixa qualquer tecladista de renome no chinelo.

O moleque conduzia um piano, um Hammond e um Moog com tanta excelência e familiaridade que possivelmente deixaria Franco Mussida e Flavio Premoli babando!

Trata-se de um progressivo bastante sinfônico conduzido pelo lindo vocal de Silvana que dá um belo toque feminino ao progressivo italiano que, comumente é executado por fortes vocais masculinos. Silvana provavelmente deve ter se inspirado muito na leveza da mais foda de todas: Annie Haslam.

O baterista Marcello Surace também se destaca bastante por belas passagens de bateria e viradas sensacionais.Federico Idá também dá um show nas flautas fazendo com que o disco fique ainda mais espetacular, seus solos fazem lembrar a maravilhosa fase de Gabriel no Genesis.

Destaco as duas primeiras faixas das quais mostram o que realmente era o progressivo italiano sinfônico e instrumental de qualidade naquela época. 


TRACKS:

1. Embrion
2. Prima Realta / Frammentaria Rivolta
3. Il Grande Disumana / Oratori (Chorale) / Attesa
4. Dimensione Da Sogno
5. Apoteosi



sábado, 5 de julho de 2014

MAGMA - Grenoble - 1975



Talvez essa seja uma das postagens mais difíceis de se fazer por aqui mas deixar de compartilhar um registro desse porte seria uma baita sacanagem. Existem centenas de bootlegs de variados anos do Magma espalhados por aí mas a maioria deles nem vale a pena escutar. A qualidade do áudio é tão ruim que chega a perder a magia de toda a complexidade desenvolvida pela banda,por esse motivo escolhi o melhor de meu acervo em termos de qualidade sonora.

A quem não conhece, o Magma foi formado na França no fim dos anos 60 com toda a excentricidade de seu líder e baterista gênio/lunático Christian Vander, que deu mais vida ao rock progressivo criando um sub-gênero próprio denominado por Zeuhl, que significa "celeste" no dialeto Kobaïan, linguagem também criada por Vander e exclusiva da banda, o que se tornou um ponto de extrema importância para todo o sucesso do Magma.

Kobaïa é um planeta situado em um universo paralelo com péssimas condições climáticas e com nativos determinados a germinar o mau. Com o planeta Terra em destruição, um grupo de pessoas se mudam para Kobaïa com o objetivo de arquitetar uma nova civilização mas os nativos Kobaïns acabam entrando em conflito com os terráqueos. Toda essa guerra é narrada ao decorrer da magnífica discografia da banda que também aborda temas como as divindades e crenças do planeta Kobaïa.

O som executado pela banda é de extrema criatividade e circundado por excelentes rodas de compasso com arranjos teatrais e guitarras pesadas e distorcidas. Efeitos medonhos de voz e os tambores de Vander também dão um certo destaque a toda discografia dessa banda que é considerada por mim como uma das mais criativas e inovadoras de todos os tempos, fora o experimentalismo e as técnicas de improvisação com batidas voltadas para o Jazz e desenvolvidos por pelo menos oito integrantes que fazem parte desse lindo projeto.


Nesse bootleg gravado na cidade francesa de Grenoble em 17 de Maio de 1975, encontramos algumas faixas que não se encaixam na discografia da banda. O que se sabe é que  nem tudo o que era criado por Vander e cia não era lançado oficialmente mas virava repertório de shows, exemplo disso são as faixas "Ptah" e "Hhai". Fora isso, encontramos excelentes versões das faixas  "Köhntarkösz" com quase 35 minutos de duração e também a execução na íntegra do álbum "Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh", álbum este que pra mim é o mais criativo de toda a carreira do Magma.

Os fãs mais enérgicos que me desculpem pela péssima resenha mas são tantas as informações e detalhes sobre essa magnífica banda que fica difícil resumir tudo em uma só postagem e com o pouco conhecimento que tenho sobre toda sua complexa obra fica mais difícil ainda...
Posso dizer que Christian Vander é um dos maiores compositores do sec XX, trazendo a tona um projeto audacioso e tecnicamente muito bem desenvolvido que revolucionou o mundo da música durante os anos 70 e que até hoje desperta a curiosidade de muita gente.


TRACKS:

1. Intro
2. Köhntarkösz
3. Ëmëhntëht-Rê
4. Ptah
5. Hhai
6. Intro
7. Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh


YANDEX

domingo, 29 de junho de 2014

KLUSTER - Klopfzeichen - 1971



Primeiro e excelente album de mais um disco de Krautrock que posto por aqui. 
Este é um projeto brilhante composto por três gênios que abusaram de suas técnicas e colocaram em prática uma das mais belas traduções do que se tornou a música eletrônica. Trata-se de um disco que conta com a participação de Conrad Schnitzler que participou do primeiro álbum do Tangerine Dream, fundou o Eruption - outra excelente banda de Krautrock que lançou apenas um disco - e,posteriormente, seguiu em carreira solo lançando discos importantes para a cena eletrônica alemã da época.

Hans-Joachim Roedelius, grande ídolo, infelizmente pouco conhecido, que contribui imensamente para o movimento surgido na Alemanha no fim dos anos 60. Roedelius foi o percursor da chamada Ambient Music e um dos fundadores, juntamente com  Schnitzler, do Zodiak Free Arts Lab,grande centro da música experimental em Berlim fundado em 1969. Por lá consagraram-se bandas fundamentais como Ash Ra Tempel, Curly Curve, Agitation Free e Tangerine Dream.

Dieter Moebius foi outra grandiosa figura que também muito contribuiu para a ascensão do movimento Krautrock na Alemanha no fim dos anos 60. Sempre acompanhado por Roedelius, fundou a excelente banda Harmonia em 1974 que contava com a vasta experiência de Michael Rother, membro fundador do Neu!
Moebius também participou em diversos projetos de Ambient Music juntamente com Cony Plank e Mani Neumeier (Guru Guru).

Assim como a capa, o disco traz uma atmosfera bem obscura sem melodias e rítmos concretos. A primeira faixa do disco, traz uma espécie de oração narrada em alemão por uma mulher que mais pareçe a esposa do demônio. Essa mesma mulher, participou posteriormente do disco do Eruption juntamente com Schnitzler.

O nome Kluster foi utilizado até meados de 1971, lançando três ótimos trabalhos e após a saída de Schnitzler a banda passa a se chamar Cluster, que conta agora com a essencial presença de Plank neste projeto sequencial que rendeu nada menos que oito discos de estúdio, sendo o último lançado em 2009.

Prato cheio aos que apreciam o gênero... 

TRACKS:

1. Klopfzeichen, Pt. 1
2. Klopfzeichen, Pt. 2

segunda-feira, 23 de junho de 2014

IKARUS - Ikarus - 1971




Banda pioneira e um tanto obscura do cenário alemão, Ikarus lançou apenas esse criativo e excelente disco no ano de 1971.

 Aqui encontramos excelentes arranjos de órgão e piano elétricos voltados para uma atmosfera fusion que nos remete aos bons tempos do Crimson onde o uso do sax  faz com que as faixas adquiram um peso único. 


O disco é composto por quatro longas faixas dando também uma boa ênfase nas pesadas guitarras mescladas a um poderoso órgão. 

Destaque para a primeira e longa faixa Eclipse que vai evoluindo em excelente interação instrumental com o forte vozeirão do ótimo vocalista, Lorenz Köhler.

Recomendado a quem admira um fusion com mais peso.


TRACKS:

1. Eclipse:
a) Skyscrapers
b) Sooner or later
2. Mesentery
3. The raven (including "Theme for James Marshall")
4. Early bell's voice 



YANDEX

quinta-feira, 19 de junho de 2014

MADISON DYKE - Zeitmaschine - 1977


O Madison Dyke foi uma banda corajosa para a época, raros eram os bons discos de progressivo sinfônico lançados após 1975 tanto na Alemanha como em toda a Europa. O gênero não era mais o mesmo mas a banda conseguiu fazer um trabalho de excelente qualidade técnica regrado a belas melodias e harmonias um tanto criativas. 

Creio que não existam rótulos para essa excelente e esquecida banda vinda de terras germânicas que consegue fazer com que o progressivo sinfônico se harmonize a uma atmosfera um pouco mais voltada para o Space Rock passando pelo experimentalismo que ronda o Krautrock. 
As belíssimas passagens de flauta nos remete claramente a fase primórdia do Genesis passando pela criatividade e a bela harmonia do Jane.

A introdução é um pouco lenta mas após algum tempinho a atmosfera criada por um belo Mellotron se mistura a outros teclados, variando entre fortes riffs de guitarra a um ambiente mais sereno muitas vezes com pouca transição mas ainda sim soando bastante natural.

Destaque para segunda faixa que faz um som mais acústico voltado para belos solos de violão, lindas passagens de flauta e ainda, um vocal delicado e cativante fazendo com que a melodia soe um tanto sútil. 

Pouco se sabe sobre esta maravilhosa e eclética banda, esse foi seu único disco lançado e esquecido pelo tempo mas, eis que em 2004, o selo Garden Of Delights remasterizou as fitas originais e lançou o mesmo em CD com duas faixas bônus. 
O que se sabe sobre seus membros é quase nada. Somente o excelente tecladista Jürgen Baumann foi um dos fundadores da banda Firehorse que se dissolveu em 1980 após o lançamento de seu único registro. Fato um tanto comum para bandas vindas da Alemanha...



TRACKS:

1. First Step
2. Cooking Time Of An egg
3. Next Conceptions
4. Zeitmaschine 

5. Walkin´ (bonus)
6. Dice-Box (bonus)



YANDEX