domingo, 21 de fevereiro de 2021

JETHRO TULL - Civic Auditorium - 1977

 


Não é segredo pra ninguém que os álbuns Benefit e Songs From The Wood são os meus favoritos de toda a discografia lançada pelo Jethro ao longo de seus mais de 50 anos de estrada. 

Este último que compõe a primeira etapa de um trilogia (Heavy Horses-1978/Stormwatch-1979), aborda temas da natureza e de como o homem vem a maltratando na dependência abusiva de sua sobrevivência. 

Baseado em composições mais voltadas para o Folk, Ian Anderson abusa genialmente de belíssimas passagens de flauta entrelaçadas a melodias progressivas muito bem executadas por Barre, Palmer, Barlow e Glascock.

O bootleg disponibilizado hoje, marca a primeira apresentação do ano de 1799 que compunha a tour europeia da banda para a divulgação do disco em questão.

Gravado em 14 de Janeiro de 1977 na cidade americana de Pasadena, o registro conta com versões impecáveis das faixas como "Jack In The Green", "Songs From the Wood", "Velvet Green" ,"Hunting Girl" e "Fire at Midnight", sendo estas as únicas executadas para a divulgação do mesmo e com boa receptividade do público presente. Uma pena a faixa "Cup of Wonder" ter ficado de fora...

Constam também boas versões de alguns clássicos indispensáveis como "Thick as a Brick", "Aqualung" e Locomotive Breath", sendo esta última um dos destaques de todo o disco.

Outro destaque relevante fica por conta de uma bela versão de Minstrel in the Galery que vale por todo o registro. Uma das melhores versões ao vivo desta faixa que já escutei. 

A qualidade do áudio é quase impecável , oscilando em algumas partes mas nada que comprometa a audição como um todo.

Recomendado aos apreciadores da banda e do Rock Progressivo em geral.


TRACKS:

DISCO I:

01. Sakting Away

02. Jack in the Green

03. Crazed Institution

04. Fire at Midnight

05. Instrumental

06. Thick as a Brick

07. Songs From the Wood

08. To Cry You a Song

09. New Day Yesterday

10. Living in the Past


DISCO II:

01. Velvet Green

02. Too Old to Rock n Roll

03. Bungle in the Jungle

04. Beethoven's 9th Symphony

05. Ministrel in the Galery

06. Hunting Girl

07. Cross-eyed Mary

08. Agualung

09. Guitar Solo

10. Wind-Up

11. Back-door Angels

12. Wind-Up (Reprise)

13. Locomotive Breath

14. Land of Hope and Glory


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sábado, 13 de fevereiro de 2021

CARAVAN - Surprise Supplies - 1976

 


O Caravan foi formado em 1968 a partir da dissolução do Wilde Flowers, depois que Robert Wyatt e Hugh Hopper se uniram para formar o Soft Machine. A formação original consistia nos primos David e Richard Sinclair (teclados e baixo respectivamente), os irmãos Jimmy e Pye Hastings (guitarra e sopros respectivamente) e o saudoso Richard Coghlan (bateria), que permaneceu na banda até a sua morte em 2013.

Em seu primeiro álbum lançado já em 68, eles ainda estavam encontrando sua identidade na cena emergente do Rock Progressivo mas, em seu segundo trabalho (estreantes no selo Decca), 'If I Could Do All Over Again, I´d Do It All Over You' (1970), eles estabeleceram seu som e estilo próprios, uma mesclagem de pop, folk e explorações baseadas no jazz. Seu próximo e mais icônico disco, 'In the Land of Grey and Pink' (1971), tornou-se o mais aclamado pela crítica, mas encontrou certa dificuldade comercial em meio a tantos nomes do gênero que já haviam alcançado um enorme sucesso em terras inglesas.

 Frustrado com a falta de retorno, Dave Sinclair deixa a banda para se juntar a Robert Wyatt em seu novo projeto, o que viria a se tornar o Matching Mole (nada comercial). Com isso, o Caravan conta com Steve Miller para seu próximo álbum, 'Waterloo Lily' (1972), que os levou em uma direção mais sombria e de pouco retorno. Contudo, o estilo jazz/blues mais direto de Miller se chocou com o resto da banda e ele logo saiu.

Já no ano seguinte, Dave retorna a banda, já que sua passagem pelo Matching Mole não durou muito e encontra Richard de saída para fundar o genial Hatfield and The North. Para a gravação de 'For Girls Who Grow Plump in the Night', entra o guitarrista e multi-instrumentista, Geoffrey Richardson que permanece até os dias atuais.  

 Embora ganhando notoriedade, a banda nunca conseguiu alcançar o sucesso que merecia. A fim de reverter tal situação, saem em uma longa turnê para os EUA no ano de 74. Após o relevante sucesso obtido na América, partiram logo para a gravação de 'Cunning Stunts' (1975) e finalmente a banda foi reconhecida pelos principais meios de comunicação do Reino Unido e EUA. 

Logo após seu lançamento, Dave Sinclair saiu em definitivo e os álbuns posteriores, 'Blind Dog At St. Dunstans' (1976) e 'Better By Far (1977)', não conseguiram expandir o sucesso do disco anterior e a banda deu uma pausa. Um renascimento nos anos 80, resultou em alguns álbuns subsequentes, mas não conseguiu igualar toda a produção dos anos anteriores. Mas, como parece ser o padrão, a formação original se reuniu para um evento em 1990 que reacendeu o interesse que se converteu em uma nova  turnê. 

O Caravan ainda se encontra na ativa e chegou a lançar uma coletânea em 2014 intitulada por 'The Back Catalogue Songs'.

'Surprise Supplies' é um daqueles álbuns que começou como um bootleg, mas se tornou um registro legítimo quando o selo HTD, o lançou oficialmente e passou a fazer parte do catálogo do Caravan em 2005. 

A gravação original foi feita por um fã japonês nos Estados Unidos durante a turnê de divulgação do 'Blind dog at St Dunstan's'. Todas as seis faixas contidas aqui são tiradas desse álbum, exceto The Love in Your Eye de 'Waterloo Lily'.

O destaque deste registro vai para A Very Smelly, Grubby Litle Oik  em uma versão estendida em uma longa seção improvisada com um toque mais jazzy em sua execução. 

Um dado interessante é a ausência da faixa de For Richard, sempre presente no setlist da banda em apresentações ao vivo. Esse foi o primeiro registro ao qual conheci sem essa faixa. Fez falta...

A qualidade do áudio é excelente e muito recomendado para os colecionadores de plantão.


TRACKS:

01. Here Am I

02. Chiefs and Indians 

03. Can You Hear Me? 

04. All the Way 

05. A Very Smelly Grubby Little Oik / Bobbing... 

06. Love in Your Eye / To Catch Me a Brother / Sub 


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domingo, 24 de janeiro de 2021

[FLAC] GONG - Brest - 1974

 


O Gong teve seu início quando o saudoso Daevid Allen se mudou de Paris para a Inglaterra em 1961 onde alugou um quarto em uma pequena aldeia nas proximidades de Kent e conheceu lá o filho do proprietário da casa, nada menos que Robert Wyatt, na época com apenas 16 anos. Formaram então o Daevid Allen Trio que, mais tarde se juntaria aos remanescentes do Wilde Flowers (leia-se Kevin Ayers e Wyatt) e formariam o embrião do Soft Machine.

Após uma tour pela Europa, Allen tem problemas com seu visto e é impedido de entrar novamente na Inglaterra tendo assim que retornar a Paris. 

Chegando lá conheceu sua eterna musa e parceira Gilli Smyth, os dois formaram a primeira encarnação do Gong, que se desmanchou durante a Revolução Estudantil de 1968, quando Allen e Smyth foram obrigados a ir para Majorca, na Espanha. Lá eles conheceram o saxofonista Didier Malherbe, que morava em uma caverna na aldeia de Deya.

Durante esse período o cineasta Jerome La Perrousaz os convidou para voltar à França para gravar trilhas sonoras para seus filmes. Eles também conseguiram um contrato com a gravadora independente BYG, gravando os discos 'Magick Brother, Mystic Sister' e 'Bananmoon', este último um trabalho solo de Allen.

Em 1971, a banda decola com o lançamento do 'Camembert Electrique' que foi o primeiro álbum a retratar a mística história do personagem central, Zero The Hero incluindo os Pot Head Pixies do Planeta Gong e o Radio Gnome Invisible.

Entre os anos de 73 e 74 lançaram a trilogia Radio Gnome Invisible (Flying Teapot, Angels Egg, You) onde se continuava a saga de Zero The Hero. Todos os personagens,lugares e situações foram criados por Allen e Smyth durante muitas de suas viagens psicodélicas. 

Vale lembrar que esses três registros contam com a ilustre participação de Steve Hillage que, em minha modesta opinião, é um dos melhores guitarristas de todos os tempos e que muito contribuiu para o bom andamento do movimento Canterbury no começo dos anos 70. 

Outro nome que vale a pena ser citado é o de Tim Blake (Hawkwind), exímio tecladista que conduzia um VCS 3 como poucos, era capaz de fazer com que a timbragem desse poderoso sintetizador soasse ainda mais ácida e psicodelicamente absurda. 

O Bootleg a seguir conta com uma faixa do álbum 'Camembert Electrique' e o restante das obras-primas 'Flying Teapot' e 'Angel´s Egg', que viria a se tornar uma trilogia com o lançamento de 'You' em outubro de 1974. 

 O destaque desse registro gravado em 02 de Fevereiro de 1974, na cidade francesa de Brest, vai para a faixa Radio Gnome Invisible com uma versão estendida que ultrapassa seus treze minutos de pura viagem. 

No livro lançado em 2009 e escrito por Allen, intitulado por 'Gong Dreaming 2: The Histories and Mysteries of Gong from 1969-1979', o autor cita que vivenciou uma memorável viagem de ácido no palco.

A qualidade do áudio é bem razoável mas tenho esse como um dos melhores registros ao vivo de todo o meu pequeno acervo. Disponibilizado em FLAC para uma melhor audição.


TRACKS:


DISCO I:


1. The Other Side Of The Sky 

2. Dynamite (Bambule)

3. Castle In The Clouds 

4. 6/8 

5. Radio Gnome Invisible 

6. Zero The Hero And The Witch's Spell (cut)


DISCO II:

1. Zero The Hero And The Witch's Spell (coda - cuts in)

2. Sold To The Highest Buddha 

3. I Never Glid Before 

4. Fohat Digs Holes In Space 

5. Flute Salad 

6. Oily Way (cut)



domingo, 10 de janeiro de 2021

[FLAC] U.K - Cleveland - 1978

 


Costumo dizer que o U.K foi um dos últimos suspiros do nosso bom e velho rock progressivo que contava com nomes geniais e de muita importância para todo o êxito do gênero durante a década de 70. 

 A banda teve seu início em 1976 quando Wetton (falecido em 2017) e Bruford se juntaram para gravar umas demos referentes a um álbum solo de Wetton que fracassou e nunca chegou a ser lançado. Empenhados por voltar aos estúdios e aos palcos, os dois resolvem procurar Fripp para uma possível volta do Crimson (em hiato na época), o "convite" não foi aceito e os dois partiram juntos para um projeto paralelo que acabou dando origem ao U.K.

O combinado era que cada um escolhesse um membro para dar o devido suporte nas guitarras e teclados. Wetton escolheu nada menos que Eddie Jobson (Jethro Tull, Curved Air, Zappa, Roxy Music) como tecladista e violinista, que por sinal, deu um diferencial absurdamente deslumbrante a banda. Já Bruford convidou o virtuoso  guitarrista Allan Holdsworth, figura de extrema importância quando o assunto é fusion. Chegou a tocar no ótimo disco Bundles do Soft Machine lançado em 75 e ainda fez parte do Gong por alguns anos antes de aceitar o convite de Bruford para integrar o U.K. Infelizmente, faleceu em 2017 aos 70 anos.

Em 78 a banda lança seu excelente álbum homônimo e sai em uma turnê de quatro longos meses pelos EUA. Acabada a turnê, Wetton despede Holdsworth por diferenças musicais e Bruford também acaba saindo por  ser um baterista mais voltado para o jazz/fusion e a proposta de Wetton para um novo álbum não o agradou.  

O U.K então passa a ser um trio composto pelo tão saudoso Wetton, Jobson e o grandioso baterista Terry Bozzio, fiel parceiro de Zappa nos anos 70. Em 79, lançam o ótimo Danger Money com uma nova roupagem e também muito bem aceito pelo público e crítica da época.

O bootleg a seguir foi gravado no Agora Ballroom na cidade americana de Cleveland em 09 de Novembro de 1978. Registro de boa qualidade e disponibilizado em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

01. Introduction

02. Alaska

03. Time To Kill

04. The Only Thing She Needs

05. Carrying No Cross

06. Forever Until Sunday

07. Thirty Years

08. By The Light Of Day / Presto Vivace

09. In The Dead Of Night

10. Caesar's Palace Blues

11. Outroduction


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domingo, 27 de dezembro de 2020

O PROGROCKVINTAGE COMEMORA SEUS 13 ANOS...

 


27 de Dezembro de 2007...

Dava início aos meus primeiros e amadores rabiscos em resenhas pobres e, muitas vezes, sem conteúdo. Os anos foram passando, o estudo e o interesse aumentavam cada dia mais. O mínimo de criatividade foi florescendo, o interesse pela música cada vez mais aguçado, me aprofundei em pesquisas via web e a procura de livros sobre o assunto e comecei a devorar ainda mais o extenso e profundo mundo do Rock Progressivo. 

Com o tempo, tive acesso a pessoas extraordinárias com quem aprendi muito. Conheci gente de boa parte do mundo, artistas, músicos, fãs enérgicos das mais importantes figuras desse gênero musical que, ao longo de trinta anos, só me trouxe uma vida mais completa e mais esperançosa. A música é sinônimo de existência, imortalidade. A única coisa que me satisfaz por completo em um mundo tão complicado como esse que habitamos. 

O fato mais importante de todos esses anos, é poder ter feito amigos verdadeiros, leais que certamente levarei ao longo dos anos que me restam. A eles minha eterna gratidão e a certeza de que vale a pena continuar um trabalho de pouco reconhecimento por parte da mídia e outros meios de comunucação. 

O Progrockvintage por vezes foi perseguido, taxado de promover a pirataria e ameaçado de processos judiciais sem nenhum fundamento concreto. Os pedidos eram prontamente acatados e parte de um trabalho prejudicado. Não se cansaram e me denuciaram sem dó, até que tive três anos de acervo cruelmente deletados pelo Google (leai-se DMCA). 

Comecei tudo de novo, do zero. Adquiri domínio próprio mas ainda sendo 'escrava' do gigante Google. Ainda uso o editor do Blogger e seu pobre layout para a execução dos textos e inserção de imagens e vídeos do Youtube. Infelizmente, falta-me recursos fincanceiros para a contratação de um bom web designer que entenda extamamente o que pretendo para a criação de um site de alto nível. É um projeto futuro ao qual almejo demais mas ainda sem previsão para ser executado. 

Nos últimos dez anos, não enfrentei maiores problemas. Sigo com as postagens, mesmo que a passos curtos porém, tentando trazer o que há de melhor para os poucos que ainda privilegiam esse modesto espaço.

O ano de 2020 ainda tem sido muito difícil para todos, muitos se aproveitam ou aproveitaram da longa quarentena. Não tive esse privilégio pois não deixei de trabalhar nenhum dos dias em que muitos ficavam em casa para proteger a sua e a vida de todos que lhe cercam. Lido com vidas e de certa forma, trabalho para amenizar o sofrimento dos pacientes enclausurados dentro de um Centro de Terapia Intensiva. Meu trabalho envolve a fabricação e assistência técnica de ventiladores pulmonares que se tornaram um dos principais recursos para salvar e/ou amenizar a dor de inúmeras vidas durante essa pandemia tão cruel que assola o mundo inteiro. 

Por esse motivo, as publicações se tornaram raras ou até mesmo curtas, sem muito entusiasmo. Meus dias têm sido um tanto longos, intensos e muito cansativos. Ainda chego em casa esgotada, preocupada em transmitir a doença para minha família que já tem certa idade. Muitas vezes, os dias e as noites são agoniantes e me falta 100% de inspiração para sentar a frente do computador e escrever sobre bandas e discos de um gênero que exige muito conhecimento e cabeça fresca. 

Porém, hoje é um dia especial. Dia de agradecer a todos que estão e permanecem comigo ao longo de todos esses anos. Espero que esse ano que se inicia, seja de mais amenidade, mais criatividade e saúde para que eu possa voltar com afinco a me dedicar a esse espaço que só me traz coisas boas. 

O Progrockvintage deseja a todos um 2021 de muita saúde, paciência e música boa.

Sigamos juntos em mais um ano. Que venham mais 13...

Um abraço a todos,

Luciana Aun


terça-feira, 22 de dezembro de 2020

GENESIS - Boston - 1976

 


A era pós-Gabriel no Genesis, trouxe mudanças significativas no que diz respeito a qualidade 'progressiva' dos discos lançados após o brilhante The Lamb Lies Down on Broadway em 1975. Particularmente, a 'nova' fase que se iniciou na segunda metade da década de setenta até sua última reunião em 2007, nunca me encheu os olhos.

Porém, devo admitir que, com o passar dos anos, consegui digerir os discos 'A Trick of The Tail'  e Wind & Wuthering que se tornaram uma grata surpresa em termos de regularidade e proporções instrumentais, bem nivelado a qualidade com que a banda executava nos seus cinco primeiros registros (69-75). Maturidade é tudo, senhores!

Um outro fator relevante ao declínio progressivo do Genesis, foi a saída de Hackett logo após o encerramento da turnê do disco Wind & Wuthering. Turnê esta, que também passou pelo Brasil em três capitais, meses depois da apresentação do registro em questão. Os vocais praticados por Collins nesse registro em particular, são de bom nível e com a incrível habilidade em dividir as baquetas com as complexas letras do Genesis, além de ter o apoio de Chester Tompson durante toda a execução dos shows. Não é segredo pra ninguém que nunca fui fã assídua deste nobre baterista porém, reconheço suas características como um exímio músico mas que pouco me emociona com seus atributos vocais. (Não me joguem pedras!)

Gravado durante a tour do 'A Trick Of The Tail' no Orpheum Theatre em Boston, na data de 10 de Abril de 1976, essa apresentação conta com a presença de Bill Brufford como baterista oficial do Genesis, sendo meses depois substituído por Chester Thompson. 

As faixas mesclam entre a divulgação do disco em questão com alguns dos maiores clássicos da época, incluindo uma bela versão de White Mountain do álbum Trespass (1970) que não deixou a desejar na voz de Collins. Essa faixa, até onde sei, nunca foi executada ao vivo pelo Genesis na era Gabriel. 

Eis um registro bastante interessante e de média qualidade que, certamente será muito apreciado pelos  fãs desta que é uma das maiores bandas de todos os tempos. 


DISCO I:

01. Dance On A Volcano

02. The Lamb Lies Down on Broadway 

03. Fly On A Windshield 

04. Carpet Crawlers 

05. The Cinema Show 

06. Robbery Assault and Battery 

07. White Mountain 

08. Firth of Fifth 


DISCO II:

01. Entangled

02. Squonk

03. Supper´s Ready

04. I Know What I Like

05. Los Endos

06. It

07. Watcher Of The Skies


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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

JETHRO TULL - Tanglewood - 1970


 

Sem dúvida, o Jethro Tull é uma das bandas de progressivo a qual possui o início de carreira dos mais brilhantes. Trajando roupas desleixadas e vagabundas, parecendo mais um anacronismo de um conto de Charles Dickens, Anderson transmitiu uma antiga aura durante os anos de formação da banda no final dos anos 60 e início dos anos 70, que persistiria em diversas outras formações por décadas a fio emanando sempre muita qualidade e extrema criatividade em suas composições.

O registro a seguir, conta com faixas dos dois primeiros e essenciais discos do Tull lançados entre os anos de 1968 e 1969, This Was e Stand Up respectivamente.

Gravado alguns meses após o lançamento de Benefit, mais precisamente em 07 de julho de 1970, a banda já havia se apresentado em território americano anteriormente e dessa vez se apresentou na propriedade rural de Tanglewood na cidade de Lenox, no estado de Massachusetts. 

Aqui também encontramos interessantes versões de ''My God' e 'With You There to Help Me' sendo esta última até então inédita para os espectadores americanos, já que o Benefit foi distribuído na América alguns meses depois de seu lançamento original.

A qualidade do Bootleg varia de média para razoável e é dedicada aos fãs mais assíduos da banda e aos colecionadores de registros raros como esse.

O que gera certo incômodo no decorrer da audição são as faixas registradas como 'Tuning' que são pequenas interrupções para afinação de instrumentos que foram captadas e mantidas no registro a seguir. Nada que comprometa...


TRACKS:

01. Tuning

02. Nothing is Easy

03. Tuning

04. My God

05. With You There to Help Me/By Kind Permission Of...

06. Dharma For One

07. Encore Break

08. We Used To Know


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

[PRV RECOMENDA] ORBIT FLIGHT - Lançamento de novo Single

 


Banda muito interessante, natural de Niterói, a Orbit Flight traz influências do Rock Progressivo britânico oriundo dos áureos anos 70. Com sonoridade 100% instrumental e autoral, apresenta nítidas inspiraçõoes a importantes nomes do gênero como Yes, Camel e Pink Floyd.

Engavetado desde 2004, a Orbit Flight veio a tona nesse ano complicado com muita coragem, encarando talvez o momento mais difícil em que estamos passando. Talvez, a pandemia tenha sido um momento de reflexão e criativade a seus integrantes para o prosseguimento desse projeto que, a meu ver, tem tudo para dar certo. 

A intensa sonoridade das guitarras, teclados e sintetizadores chama a atenção nas poucas porém, instensas composições da banda. As harmonias são muito bem alinhadas á junção instrumental dos solos de guitarra e fragmentos de belos teclados que se destacam no decorrer da audição. 

A banda é composta pelo talentoso tecladista Tiago Nagel e Alexandre Silveira no baixo, guitarra e bateria. O novo single 'Forks and Events' conta com a participação do guitarrista Rodrigo Fontenelle da Symphonic Age, velha conhecida dos intusiastas do Prog Metal nacional. 

No decorrer do ano lançaram os singles 'Nothern Dawn' e 'Orbit-X', sendo o mais recente e já citado 'Forks and Events'. 

Todas essas faixas encontram-se disponíveis nas plataformas de streaming Bandcamp, Spotify, Deezer, Apple Music.

Vale muito a pena conferir!

Disponibilizo abaixo os vídeos com as faixas retiradas do canal oficial da Orbit Flight no Youtube:





  


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

[FLAC] STEVE HACKETT - Drury Lane - 1979

 


Em 1978, o Genesis iniciava uma nova turnê e também a fase mais decadente de sua história (que venham as pedras dos fãs mais enérgicos) que perdura até os dias atuais com o anúncio de um novo retorno programado até então para esse ano (que já foi previamente adiado por conta da pandemia da Covid-19).

Steve Hackett deixou a banda em 1977, determinado a continuar sua jornada através da música como artista solo. Após sua saída, presenteou seus fãs com nada menos que nove álbuns solo em 15 anos, incluindo dois com composições inteiramente de peças instrumentais de violão. Apesar do sucesso de seus primeiros álbuns, "Voyage Of The Acolyte", "Please Don't Touch", "Spectral Mornings" e "Defector", o guitarrista evitava intencionalmente tocar músicas do Genesis no palco, incluindo apenas segmentos muito curtos como 'I Know What I Like' e 'Horizons'.

O registro a seguir, faz parte de um enfoque na melhor fase de sua carreira solo com ênfase para o disco "Spectral Mornings", lançado meses antes dessa apresentação. 

Aqui encontramos também uma leva de faixas dos seus dois primeiros álbuns em belas versões. Destaque para Ace of Wands e a dobradinha Land Of A Thousand Autumns/Please Don't Touch que abre o disco com maestria.

Gravado em 11 de Novembro de 1979 no Drury Lane Theater em Londres, o Progrockvintage disponibiliza um verdadeiro petardo da carreira solo de um dos maiores e mais virtuosos guitarristas de todos os tempos. 


TRACKS:

01. Land of a Thousand Autumns - Please Don´t Touch

02. Tigermoth

03. Every Day

04. Ace of Wands

05. The Red Flower of Tachai

06. Spectral Mornings

07. Clocks

08. Bood On The Rooftops / Horizons / Kim (Instrumental)


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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

[REPOST] MAGMA - Grenoble - 1975

                                         

                                                        (Publicado originalmente em Setembro de 2015)
Talvez essa seja uma das postagens mais difíceis de se fazer por aqui mas deixar de compartilhar um registro desse porte seria uma baita sacanagem. Existem centenas de bootlegs de variados anos do Magma espalhados por aí mas a maioria deles nem vale a pena escutar. A qualidade do áudio é tão ruim que chega a perder a magia de toda a complexidade desenvolvida pela banda,por esse motivo escolhi o melhor de meu acervo em termos de qualidade sonora.

A quem não conhece, o Magma foi formado na França no fim dos anos 60 com toda a excentricidade de seu líder e baterista gênio/lunático Christian Vander, que deu mais vida ao rock progressivo criando um sub-gênero próprio denominado por Zeuhl, que significa "celeste" no dialeto Kobaïan, linguagem também criada por Vander e exclusiva da banda, o que se tornou um ponto de extrema importância para todo o sucesso do Magma.

Kobaïa é um planeta situado em um universo paralelo com péssimas condições climáticas e com nativos determinados a germinar o mau. Com o planeta Terra em destruição, um grupo de pessoas se mudam para Kobaïa com o objetivo de arquitetar uma nova civilização mas os nativos Kobaïns acabam entrando em conflito com os terráqueos. Toda essa guerra é narrada ao decorrer da magnífica discografia da banda que também aborda temas como as divindades e crenças do planeta Kobaïa.

O som executado pela banda é de extrema criatividade e circundado por excelentes rodas de compasso com arranjos teatrais e guitarras pesadas e distorcidas. Efeitos medonhos de voz e os tambores de Vander também dão um certo destaque a toda discografia dessa banda que é considerada por mim como uma das mais criativas e inovadoras de todos os tempos, fora o experimentalismo e as técnicas de improvisação com batidas voltadas para o Jazz e desenvolvidos por pelo menos oito integrantes que fazem parte desse lindo projeto.


Nesse bootleg gravado na cidade francesa de Grenoble em 17 de Maio de 1975, encontramos algumas faixas que não se encaixam na discografia da banda. O que se sabe é que  nem tudo o que era criado por Vander e cia não era lançado oficialmente mas virava repertório de shows, exemplo disso são as faixas "Ptah" e "Hhai". Fora isso, encontramos excelentes versões das faixas  "Köhntarkösz" com quase 35 minutos de duração e também a execução na íntegra do álbum "Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh", álbum este que pra mim é o mais criativo de toda a carreira do Magma.

Os fãs mais enérgicos que me desculpem pela péssima resenha mas são tantas as informações e detalhes sobre essa magnífica banda que fica difícil resumir tudo em uma só postagem e com o pouco conhecimento que tenho sobre toda sua complexa obra fica mais difícil ainda...

Posso dizer que Christian Vander é um dos maiores compositores do sec XX, trazendo a tona um projeto audacioso e tecnicamente muito bem desenvolvido que revolucionou o mundo da música durante os anos 70 e que até hoje desperta a curiosidade de muita gente.


TRACKS:

1. Intro

2. Köhntarkösz
3. Ëmëhntëht-Rê
4. Ptah
5. Hhai
6. Intro
7. Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh

sábado, 17 de outubro de 2020

[FLAC] PREMIATA FORNERIA MARCONI - Ultrasonic Studios - 1974

 


No final dos anos 60, a Itália experimentou uma onda de novas ideias e ideais que coincidiram com o nascimento da nova era musical. Não seria exagero afirmar que a década de 70 foi um divisor de águas na história do país. Embora seja lembrada como os anos do "boom econômico", foi apenas na década seguinte que a Itália fez a longa e difícil mudança de um país tradicional, relativamente pobre para uma sociedade ocidental totalmente desenvolvida. 

Uma olhada em qualquer cronograma para a Itália dos anos 70 mostrará uma incrível concentração de eventos que mudaram a estrutura da sociedade de forma irrevogável: leis e atos foram aprovados afetando os direitos dos trabalhadores, família e divórcio, direitos das mulheres e isenções culturais. Vale lembrar que se tratava de um país onde a presença física da Igreja Católica sempre foi impossível de ignorar, principalmente por causa de sua intervenção aberta nos assuntos políticos gerando a introdução a mudanças que afetara toda uma nação.

Os tempos turbulentos foram fundamentais a inúmeros músicos em busca de algo novo - alguma forma de comparar o clima político por meio da mídia artística - variando de estudantes de conservatório altamente aplicados a cantores e compositores locais. Esse espírito conseguiu cativar um país inteiro em poucos anos. Os jovens estavam inquietos, explodindo em um desejo ardente de mudar a atmosfera sóbria e sufocante da sociedade italiana a partir de um de seus símbolos, sua venerável e brilhante tradição musical.  A maioria dos músicos tinha tendências mais ou menos fortes para a esquerda, enquanto os poucos exemplos de bandas abertamente de direita nunca conseguiram sair da obscuridade ou ganhar mais do que seguidores estritamente cults.

 Influências psicodélicas e a incorporação da música erudita podem ter sido os mesmos degraus usados ​​pela maioria das outras cenas progressivas ao redor do globo durante o mesmo período, mas mesmo neste estágio embrionário havia um sopro de outra coisa no ar. No final dos anos 60, quando a cena beat já estava em declínio, várias bandas se formaram, algumas delas lançando singles (ou mesmo álbuns) que preenchiam a lacuna entre a batida, a música italiana convencional de fácil audição (Musica Leggera) e a novas influências vindas da Grã-Bretanha.

Um dos mais interessantes nomes vindos dessa terra foi a Premiata Forneria Marconi (PFM), banda progressiva de sucesso a qual alcançou maior notoriedade pelo mundo. Seu embrião foi a banda I Queli que se juntou a um dos maiores instrumentistas italianos, Mauro Pagani. 

Seu primeiro e brilhante álbum (lançado apenas na Itália) foi Storia di minuto (1972), que foi um sucesso imediato, seguido rapidamente por Per un Amico (1972), que expandiu sua influência para fora da Itália e por toda Europa. 

Nessa época, durante uma turnê, Greg Lake os ouviu e imediatamente os contratou para sua nova gravadora, a Manticore Records. Por causa dessa conexão, seu próximo álbum, Photos of Ghosts (1973) foi lançado em todo o mundo (com versões regravadas principalmente de músicas de seus álbuns anteriores) e, pela primeira vez, com letras em inglês (em uma tentativa de alcançar uma maior público). Curiosamente, em vez de apenas traduzir suas letras em italiano para o inglês, todas as novas letras foram escritas nada menos por Pete Sinfield, uma das cabeças pensantes do núcleo King Crimson. 

O álbum foi vendido em países de todo o mundo, incluindo os EUA. Eles seguiram esse sucesso com outro álbum italiano (L'isola di niente) seguido por uma versão em inglês, The World Became the World (1974), e então sua primeira turnê pelo os Estados Unidos.

 Os shows gravados dessa turnê se tornaram a base para um álbum ao vivo, Cook (1975). A banda também alcançou seu maior público naquele país quando apareceu no programa de TV The Midnight Special no início de 1975. Para seu próximo álbum, Chocolate Kings (1975), eles adicionaram um novo vocalista, Bernardo Lanzetti, e um som de rock mais pesado. Jet Lag (1977) foi seu último álbum com letras em inglês (assim como o último álbum lançado nos EUA) e mudou-se para uma pegada mais voltada para o Fusion. 

O registro a seguir, foi gravado durante a uma turnê da banda por terras americanas para a divulgação do álbum 'The World Became the World'. A apresntação ocorreu em 27 de Agosto de 1974 no Ultrasonic Studios, localizado em Hempstead, NY.

A gravação não está impecável e disponibilizo em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

1. Four Holes In The Ground 
2. Is My Face On Straight? 
3. Instrumental jam 
4. Dove...Quando... 
5. Introduction
6. Mr. 9 'Till 5 
7. Alta Loma 5 'Till 9 
8. Violin Jam (2:30) 
9. Classic Violin Solo
10. William Tell Overture 
11. Celebration 




Obs: Algumas transcrições desse artigo, tiveram como fonte o site Progarchives.

domingo, 4 de outubro de 2020

[PRV RECOMENDA] ELOY FRITSCH - MOMENT IN PARADISE - 2020

 


Eloy Fritsch, um dos nomes mais importantes do Rock Progressivo nacional, lançou em setembro seu décimo quarto disco de estúdio intitulado por Moment In Paradise. 

O renomado e premiado tecladista gaúcho, conhecido nos quatro cantos do mundo, foi membro fundador da banda Apocalypse no início dos anos 80, lançando quinze álbuns oficias ao longo de quase quarenta anos de carreira, fazendo com que o sul do Brasil se tornasse ainda mais prestigiado no gênero, pelo talento irretocável de suas composições e instrumentações impecáveis. 

Pessoalmente falando, tenho extrema admiração e respeito pelo músico em questão que, com toda sua vocação, consegue abranger de forma magistral o uso de complexas timbragens de sintetizadores em lindas composições sinfônicas com uma elegância instrumental que poucos conseguem imprimir. 

O novo álbum, Moment In Paradise, foge um pouco das composições eletrônicas e melódicas tão aclamadas por Fritsch. Neste trabalho, ele procura incluir instrumentações mais voltadas para o Fusion de forma mais experimental com certa ênfase nos pianos mesclados ao Moog, Clavinet , Hammond e Rhodes. Além, claro da clássica cozinha baixo/bateria que dá um toque a mais ao disco como um todo.

Vale lembrar que além de músico, Fritsch também possui uma carreira acadêmica onde leciona na UFRGS em Trilha Sonora, Música Eletrônica e Computação Musical na graduação e no Programa de Pós-graduação em Música e foi o idealizador do Centro de Música Eletrônica do  Instituto de Artes da UFRGS – complexo de laboratórios dedicado à composição musical auxiliada por computador.

Foto: Daniel Motta

Disponibilizo abaixo o release oficial do álbum enviado pelo próprio Eloy Fritsch ao Progrockvintage como forma de divulgação ao impecável trabalho produzido com muita maestria.

"O compositor e tecladista Eloy Fritsch irá lançar nas plataformas digitais o novo CD Moment in Paradise. Neste décimo quarto álbum solo o tecladista gravou doze novas músicas, incluindo a suíte "High Places"; formada por quatro partes em estilo instrumental fusion. 

Será um álbumdiferente dos anteriores, muito diversificado e com uma variedade de ideias e harmoniasmodernas provenientes do Jazz. A composição “Moment in Paradise” é no estilo sinfônico eprocura recriar a imagem da capa do álbum que representa o compositor ainda criança navegando em seu bote sobre um caminho de teclado que leva a um lugar de sonhos e fantasias. 

O álbum ainda traz a composição “Silver Dream”, uma homenagem ao tecladista Keith Emerson do grupo inglês ELP, que faleceu em 2016, uma das influências de Fritsch para compor esse disco. Fritsch comenta: “Este álbum é bem diferente do anterior Journey to the Future lançado em 2019. Ao invés de ser melódico e eletrônico baseado em sintetizadores, o novo disco é rock e fusion, com uma variedade maior de solos e improvisos nas músicas. Na maioria das composições, além de bateria e baixo, eu uso sons de piano e outros teclados clássicos como o Clavinet, Rhodes Fender, órgão Hamond e Minimoog”. 

O tecladista gaúcho também está disponibilizando o novo site com muita informação e uma prévia do álbum Moment in Paradise no endereço www.ef.mus.br."





   

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

[REPOST] BILL BRUFORD - Radio Strokes - 1979

                                                   (Publicado originalmente em Julho de 2012)

Desde que passei a escutar progressivo ainda muito jovem, tenho Bill Bruford como um mestre das baquetas. Que me perdoem os fãs incondicionais do Rush e ELP mas posso dizer que esse senhor revolucionou a cena progressiva no começo dos anos 70 com sua técnica arrojada e passagens desconcertantes de bateria. 


Tudo começou quando ele conheceu Jon Anderson e Chris Squire e fez com que o YES se tornasse uma banda chave na cena progressiva britânica. Muito corajoso, Bruford deixa a banda após o estrondoso sucesso de Close To The Edge em 1972 e resolve partir para uma carreira mais voltada pro Fusion, nota-se que, o que ele queria mesmo era partir pra algo mais pesado e com mais pegada. 

Nesse mesmo ano de 72, Bruford é chamado pra tocar no Crimson para lançar o maravilhoso Lark Tongues In Aspic, parece que o Fripp viu que tinha uma jóia na mãos e o virtuoso baterista passou a fazer parte de uma importante e excelente fase do Crimson, onde a banda era voltada mais para um fusion de peso. Pode saber que essa fase após o Islands de 1972 fez com que a banda se tornasse única e exclusivamente fusion passando por variadas modificações em sua formação com o decorrer dos anos. 

Quando Fripp dava uma folga, Bruford tinha seus projetos paralelos, ficou seis meses com o Genesis durante a tour do Second´s Out em 1976, fundou a excelente banda U.K em 1977 junto com nomes de peso como John Whetton, Eddie Jobson e Allan Holdsworth. Além de ter substituído Laurie Allen durante a tour européia do Gong em 1974 e gravado oito e ótimos discos  solos entre os anos de 1977 e 2008. Precisa de mais?

Sim, precisa...


Esse excelente bootleg foi gravado em 26 de Agosto de 1979 em Chicago durante uma breve passagem da banda de Bruford durante a tour do criativo disco "One Of A Kind" (1979) por terras americanas. O registro conta com faixas desse mesmo disco que se tornou um clássico na carreira solo de Bruford. Destaque para a segunda faixa, "Sample And Hold" que é introduzida por um excelente solo de bateria condizente ao que esse senhor se propunha a fazer: um showzaço de Fusion! O disco inteiro é uma verdadeira aula de prog/fusion.

Não posso deixar de citar a excelente formação que acompanhava o baterista durante essa tour que são pessoas de extrema importância para a cena progressiva da época. 

São eles: 

- Jeff Berlin, considerado um dos maiores baixistas de todos os tempos, gravou excelentes discos e participou de bandas como Passaport  , ABWH, além de tocar com grandes nomes como Patti Austin e Patrick Moraz. 

- John Clark, excelente, de uma técnica implacável porém desconhecido guitarrista.

- Dave Stewart, tecladista e percursor do movimento Canterbury. Foi braço direito de Steve Hillage na formação da excelente banda Khan e tocou em excelentes bandas de Canterbury tais como Gong, Egg, Hatfield And The North e Arzachel, além de ser membro fundador do National Health. 

(Pra quem não sabe, tenho esse "tal" de Dave Stewart como um dos tecladistas mais criativos e brilhantes de toda a cena progressiva. Ele é desconhecido para muitos mas recomendo a todos que escutem alguma dessas bandas citadas acima. Tenho certeza que a maioria irá concordar com essa que vos fala.)


Só pra fechar essa postagem de hoje, tenho o prazer em dizer que a qualidade sonora deste registro encontra-se impecável! Me parece que essa apresentação foi gravada por uma rádio de Chicago que muito provavelmente, a gravação deve ter vindo diretamente da mesa de som.


TRACKS:

01. Hell's Bells
02. Sample And Hold
03. Fainting In Coils
04. Forever Until Sunday
05. Joe Frazier
06. Travels With Myself / And Someone Else 
07. Beelzebub
08. The Sahara of Snow Part 1
09. The Sahara of Snow Part 2 



YANDEX

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

BADGER - One Live Badger - 1973

 




(PUBLICADO ORIGINALMENTE EM JUNHO DE 2016)

Após sua saída do YES, o tecladista Tony Kaye auxiliou Peter Banks 
no primeiro álbum da banda Flash, e posteriormente formou seu 
próprio grupo: Badger, que ainda contava com a presença do 
baixista David Foster, que coincidentemente tocou com Anderson 
alguns anos antes no The Warriors, chegando a compôr junto com o 
mesmo pelo menos duas canções do YES no início da carreira.

Badger lançou somente dois álbuns One Live Badger de 1973 
(co- produzido por Jon Anderson) e White Lady em 1974, este último 
gravado em estúdio, com vários convidados incluindo o guitarrista
 Jeff Beck. É um disco que foge do conceito progressivo para um som mais voltado para o soul com uma formação completamente diferente do trabalho lançado ao vivo no ano anterior, mantendo somente 
Kaye na banda.Uma grande decepção na minha opinião em relação ao
 primeiro, que recomendo como sendo o único de qualidade 
condizente ao que o Badger se propunha a executar.
 
Não é muito comum uma banda fazer com que seu primeiro trabalho lançado não seja vindo de um estúdio e, sim soltando um disco 
ao vivo logo de cara. Esse foi o caso do Badger que, apesar de sua
curta duração, teve apenas dois discos gravados, sendo esse que vos
apresento, o melhor deles. 
  
Com uma atmosfera bastante elucidada por seu competente
 tecladista, acompanhado pela técnica e destreza do belo guitarrista 
Brian Parrish, faz do disco em questão, uma banda progressiva um 
pouco diferente do habitual.  

Trata-se de um disco leve, sem muito peso onde, nitidamente 
Tony kaye consegue colocar em prática toda sua liberdade de criação
contando com lindas passagens de Hammond e Mellotron duelados
 aos solos de guitarra de Parrish. 
 
Aqui contamos também com músicos de extrema técnica que muito 
contribuem para a bela qualidade de sua sonoridade. Além da destreza de David Foster no baixo, ele ainda canta em algumas 
músicas, conduzido pelo ótimo baterista Roy Dyke, fundadador da banda 
Ashton, contemporânea aos Beatles e também produzida por 
Brian Epstein no início dos anos 60.


Uma curiosidade interessante é o fato da linda capa do texugo ter 
sido feita por Roger Dean, artista responsável pelas mais belas capas 
não só do YES como de diversas outras bandas, que assinou parceira 
com o próprio YES somente após a saída de Kaye da banda. 

Esse disco foi lançado pela Atlantic Records em 1973 e gravado nesse mesmo ano no
 Rainbow Theater em Londres, por ocasião a uma 
abertura de um show do YES durante a tour do 
recém-lançado Yessongs.


TRACKS:

1. Wheel Of Fortune
 2. Fountain 
 3. Wind Of Change 
 4. River 
 5. The Preacher
 6. On The Way Home