sexta-feira, 27 de maio de 2016

ANNEXUS QUAM



Criada nos arredores de Düsseldorf, na pequena cidade de Kamp-Lintfort, seus integrantes tocavam em uma banda da igreja local em meados de 1967. Cansados da mesmice, resolveram montar uma banda mais voltada para o experimentalismo dando ênfase ao uso de metais como sax, trompete e clarinete, fundindo o jazz em uma atmosfera cósmica, o que eu costumo chamar de Jazzkraut. Além da forte percussão e uma linda flauta que sobressai criando uma atmosfera um tanto mística.
Fusion alemão em sua maioria costuma ser poderoso e com o Annexus não é diferente. 

A banda faz um som diferenciado misturando o peso do fusion com o experimentalismo do Krautrock mesclado a uma infinidade de belas improvisações um tanto psicodélicas. 
Como lançaram apenas dois albuns nos anos de 1970 e 1972, parti para a postagem dupla e espero não ter problemas quanto a isso.

O primeiro album Osmose traz quatro belas suites evocando uma atmosfera altamente alucinógena em seu decorrer. Ao contrário da maioria das bandas de fusion onde o virtuosismo impera, aqui encontramos um ambiente regado a improvisos psicodélicos crescentes do começo ao fim. 

O segundo album segue a mesma linha do primeiro abordando também as improvisações de forma mais leve. Não deixa de ser também um excelente disco mas ainda sim prefiro o primeiro.

O Annexus Quam foi uma das primeiras bandas alemãs que escutei e me apaixonei logo de cara. Hoje em dia tenho essa como uma de minhas preferidas. Gosto muito desse tipo de som que consegue mesclar vários estilos em um só e posso dizer que esta é uma banda de gênios. Pessoas desconhecidas que acabaram seguindo suas vidas sem dar continuidade a carreira musical e que contribuíram demais para o movimento Krautrock da época.

 YANDEX

ANNEXUS QUAM - OSMOSE - 1970


 TRACKS:

1. Osmose I
2. Osmose II
3. Osmose III
4. Osmose IV  




ANNEXUS QUAM - BEZIEHUNGEN - 1972




TRACKS:

1. Trobluhs el E Isch
2. Leyenburg 1
3. Dreh Dich Nicht Um
4. Leyenburg 2

terça-feira, 24 de maio de 2016

[DIVULGAÇÃO] ORQUESTRA MINEIRA DE ROCK - SESC PALLADIUM - BH 04 de JUNHO



Brilhante projeto lançado no fim dos anos 90 por três das mais importantes bandas do cenário mineiro, retornando aos palcos após um longo período de inatividade. 

A Orquestra Mineira de Rock consiste na junção das bandas Cartoon, Cálix e Somba em um único concerto composto por apresentações individuais de cada banda e a união das mesmas ao seu final, tocando grandes clássicos do rock. Em certos momentos, todos os integrantes se unem no palco formando basicamente uma orquestra composta por uma impecável instrumentação que inclui teclados, pianos, violões, guitarras, flautas e duas baterias. Além de todo um aparato erudita que acompanha as nove vozes em perfeitas sonoridade e sintonia. 

Nós mineiros, respeitamos e damos muito valor a esse projeto que, infelizmente, é pouco valorizado pelos canais de comunicação local mas que ainda sim possui um público bastante cativo e saudoso. Em poucas das suas apresentações por BH, a OMR chegou a lotar o Teatro de Arena Marco Antônio Araújo, no Parque das Mangabeiras, com recorde de público, reunindo mais de 4000 pessoas. 
Em 2002, esgotaram-se rapidamente os ingressos no Grande Teatro do Palácio das Artes para uma apresentação memorável que até hoje é lembrada por muitos que estiveram por lá. 

Difícil mesmo é entender como músicos desse naipe, com o conhecimento, dedicação extrema e o estudo que possuem, colocam 15.000 pessoas no estacionamento de um shopping e sequer tem o reconhecimento devido. 
Espero sinceramente que esse projeto tenha andamento com o merecido reconhecimento e que não fique engavetado por mais tanto tempo.   

Como prévia, deixo um vídeo da banda Cartoon no já citado show ocorrido no Parque das Mangabeiras em 1999.

 


A ORQUESTRA MINEIRA DE ROCK SE APRESENTA NO SESC PALLADIUM NO PRÓXIMO DIA 4 DE JUNHO EM ÚNICA APRESENTAÇÃO ÁS 21:00hrs.

OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS NA BILHETERIA DO TEATRO OU NO SITE INGRESSO.COM




  




 

 


sexta-feira, 20 de maio de 2016

CREATIVE ROCK - Gorilla - 1972



Poucas são as informações sobre esse disco pois se trata de mais uma rara maravilha vinda das terras germânicas e pouquíssimo conhecida.

 Os membros do grupo são desconhecidos por mim, não conheço e nunca ouvi falar de nenhum deles. Quando publiquei esse disco no primeiro domínio do blog, alguns leitores me enviaram o lineup mas mesmo assim não reconheci nenhum nome que seja familiar ao prog alemão.

 A informação que tenho, é que a produção ficou por conta de Conny Plank, velho conhecido engenheiro de som alemão que produziu discos de bandas como Can, Neu!, Kraftwerk, dentre muitas outras.

 Com um estilo bem próprio, a banda faz excelentes mesclagens de fusion, passando pelo bom e velho estilo do prog alemão com um vocal bem forte em inglês e solos bem criativos puxados mais para o heavy blues. Os instrumentos de sopro (metais) vem na medida certa, sem aquela coisa massante, as flautas são belíssimas e muito bem executadas. 


 O disco foi lançado em 1972 pelo selo Brain, sendo relançado não oficialmente em CD em 1995 pelo selo Germanofon.

 

TRACKS:


1. Natron
2. A Horseman's Morningsong
3. Tapeworm
4. Hear What I'm Talking
5. Blind People
6. This World Between
7. Wunderbar
8. Preussens Gorilla


YANDEX

terça-feira, 17 de maio de 2016

[DIVULGAÇÃO] BANDA RAJAZ, MANTRA, MACHINE GUN E FERGO - STONEHENGE ROCK BAR - BH 22/05/2016


 
O Stonehenge Rock Bar anuncia para o próximo domingo, 22/05, a 7ª edição do Crisô Rock Festival que contará com shows das bandas Machine Gun (Jimi Hendrix), Fergo (autoral e clássicos), Mantra e a volta da banda Rajaz aos palcos de BH. 

Esta última faz belas releituras de bandas como Focus e Crimson mas o forte mesmo são as perfeitas execuções de clássicos do Camel. 
Eu e alguns felizardos, tivemos a grande honra em poder assistir a uma apresentação fechada e exclusiva para os membros da Confraria do Prog na pequena cidade de Brumal, interior de Minas. 
Sonzera e fortes emoções do início ao fim! A banda encontra-se mais entrosada do que nunca após um razoável hiato de alguns anos em inatividade. Na época, não me lembro bem o ano e o local exato, tive a sorte de assisti-los em último show ao qual saí muito surpresa com o que tinha acabado de ver. Repertório de muito bom gosto, músicas lindas e perfeitamente executadas. 
Ao longo dos anos, seus componentes tocaram e ainda tocam projetos com renomadas bandas de BH as quais dou muito valor, sendo elas Dogma e Cartoon. 

São poucas as bandas cover as quais me animam em divulgar e que me agradam verdadeiramente porém, são bandas que certamente se dedicam quanto a qualidade técnica e fidelidade em timbres de guitarra, flauta e teclados. Isso o Rajaz tem de sobra!

Para não estragar a surpresa da apresentação no Stonehenge em 22/05, divulgo aqui apenas um vídeo gravado pelos parceiros e amigos do canal Musical Box Records, na já citada cidade de Brumal em Abril desse ano.  






O Mantra sempre teve as portas abertas por aqui, sou fã declarada da banda sendo que, uma de minhas melhores publicações, foi sobre esses profissionais que são entidades no movimento progressivo mineiro. A divulgação foi sobre o lançamento de um single (Ruprestre), publicada em Novembro de 2013 e pode ser conferida nesse link.

Deixo também outro clássico do Crimson executado pelo Mantra, mais uma vez com o apoio dos amigos do canal Musical Box Records






De acordo com a página oficial do Stonehenge no Facebook, os horários previstos para início das apresentações no dia 22/05 são: 

- Machine Gun => 16:30hrs

- Rajaz => 18:00hrs

- Fergo => 19:30hrs

- Mantra => 21:00hrs

  A casa abre a partir das 15hrs com entrada simbólica de R$ 15,00.


Peço desculpas por não ter citado as bandas Machine Gun e Fergo. 
Não conheço mas abro as portas para a divulgação das mesmas se os músicos assim desejarem enviar algum material para ser anexado a essa publicação.



 


 

domingo, 15 de maio de 2016

BE BOP DELUXE - Detroit - 1976



Hoje começo pedindo desculpas por fugir um pouco do assunto habitual postando uma banda inglesa mais voltada para o Hard Rock que conseguia mesclar o progressivo sem exagerar demais no peso de suas guitarras, diferentemente das bandas de Progressive Metal as quais não consigo digerir desde que comecei a escutar mais a fundo o progressivo em geral. Sei que a grande maioria aqui não curte esse tipo de som proposto pela banda,  infelizmente não posso agradar a todos mas tenho certeza de que muitos aqui ficarão surpresos e até mesmo agradecidos por essa postagem.

Devo admitir que conheci o BBD há pouco tempo através de um amigo muito querido e me surpreendi bastante com a audácia e técnica de Bill Nelson, que conduz a banda com o peso de sua competente guitarra. 


O primeiro disco que escutei foi o ótimo "Sunburst Finish" de 1976 e cheguei a conclusão de que se tratava de uma grande banda que não obteve o sucesso merecido e que produziu excelentes materiais que passaram batido pelos grandes selos da época.  

Suas composições abordam temas da ficção científica incluindo ainda fatos sobre amor e condições humanas. Dizem que as letras se referem mais como uma metáfora sobre a própria vida de Nelson, que ainda, nos dias de hoje, é extremamente complicada. 

A banda se desfez em 1979 e Nelson deu continuidade a sua carreira solo com projetos bem diferenciados aos do BBD, compondo mais músicas instrumentais variando entre o experimentalismo e a Ambient Music.  

Esse excelente bootleg foi gravado na cidade de Detroit em 9 de Março de 1976 e conta com belas versões de faixas basicamente retiradas dos discos "Futurama" de 1975 e o já citado "Sunburst Finish" de 1976. O destaque maior vai para a última faixa "No Trains To Heaven" do primeiro e excelente álbum "Axe Victim" de 1974 com uma versão avassaladora de quase 15 minutos, entrelaçando fortes riffs de guitarra com belos solos de sintetizadores e órgãos frenéticos. Foda!!!


A qualidade é razoável mas é bem limpa para os poucos 192 kbp/s de áudio. Pra quem gosta, vale a pena!



TRACKS:

1. Fair Exchange
2. Stage Whispers
3. Life In The Air Age
4. Sister Seagull
5. Maid In Heaven
6. Ships In The Night
7. Blazing Apostles
8. Band Intros

9. No Trains To Heaven


YANDEX

quinta-feira, 12 de maio de 2016

QUIET SUN - Mainstream - 1975


Quiet Sun foi uma banda da cena Canterbury formada em 1970 e liderada pelo baixista Bill MacCormick (Matching Mole) e pelo guitarrista e produtor musical Phil Manzanera, mais conhecido por fazer parte da formação clássica do Roxy Music. A banda também contava com o baterista Charles Hayward, fundador da estranha banda porém ótima banda This Heat  e o tecladista Dave Jarrett que não deu continuidade a carreira de músico se tornado professor de matemática.

O QS fazia um som mais voltado para o fusion com teclados bastante complexos executados pelos próprios membros da banda, ou seja, sem apenas um tecladista em específico acompanhados pelo Rhodes de apoio Jarrett  e os relutantes sintetizadores de Brian Eno, este último foi convidado de honra na gravação desse maravilhoso registro. 

O disco é basicamente instrumental constituído de longas e belas faixas com melodias repetitivas e órgãos distorcidos mesclados aos fortes solos de guitarra de Manzanera. 

Além de este ser um dos melhores álbuns produzidos durante o movimento Canterbury, possui também umas das capas mais lindas de todo o progressivo. 


Infelizmente este foi o único registro lançado e a cópia que vos disponibilizo foi rippado do vinil original e não conta com as cinco faixas bônus lançadas e remasterizadas pela Virgin em 2011.



TRACKS:


1. Sol Caliente
2. Trumpets With Motherhood
3. Bargain Classics
4. R.F.D.
5. Mummy Was An Asteroid, Daddy Was A Small Non-Stick Kitchen Utensil
6. Trot
7. RongWrong  



YANDEX

quarta-feira, 11 de maio de 2016

PROGROCKVINTAGE - MUDANÇA DE LOGO




Por uma questão de respeito aos direitos autorais e á pessoa Roger Dean, substituo a partir de amanhã, 12/05/2016, o logo oficial do PRV contendo a imagem Pathways do artista citado, por uma bela adaptação do amigo Samuel Brito. 

Não, não houveram reclamações por parte dos direitos de imagem destinados ao Roger Dean, nem qualquer tipo de ameaça vinda de qualquer pessoa/empresa ligada a ele. 
O bom senso resolveu bater a minha porta e me fazer enxergar que não é nada elegante de minha parte, usar qualquer imagem, que favoreça esse espaço sem qualquer tipo de licença ou autorização legal do artista. 

Aí você me pergunta:

Mas e todo o material publicado aqui, também não se enquadra na questão da violação dos Direitos Autorais?

Te respondo que certamente sim, é uma violação! 
Porém, a grande maioria de minhas publicações se encontram fora de catálogo ou são gravações ao vivo não-oficiais, os chamados bootlegs. Outra parte, vem de autorização direta e documentada de artistas que são os reais detentores desses direitos e, por último, me arrisco sim com certos "medalhões", sendo o único objetivo divulgar a boa música e tentar mostrar toda a qualidade do Rock Progressivo de maneira simples e objetiva, sem que isso possa vir a prejudicar quem quer que seja.

Agradeço pela atenção.

terça-feira, 10 de maio de 2016

BANCO DEL MUTUO SOCCORSO - Casina Monluè - 1980


Tenho esse registro como um de meus orgulhos dentro do meu acervo.
Gravação impecável reunindo vários dos maravilhosos clássicos do Banco, esse bootleg contém faixas de discos importantes para o movimento progressivo italiano da época, tais como o perfeito disco homônimo de 1972, Darwin também de 72, Io Sono Nato Libero de 1973, Garofano Rosso e Come In Un´ultima Cena de 1976.

Destaco a faixa 11 onde encontramos o magistral Gianni Nocenzi fazendo miséria nas improvisações de piano.

Esse registro tem como formação o "grande" e saudoso Francesco di Giacomo nos vocais, Vittorio Nocenzi nos teclados e sintetizadores, meu querido e já citado Gianni Nocenzi no piano, Pierluigi Calderoni nas baquetas, Rudolfo Maltese na guitarra e Gianni Colaiacono no baixo.

Trata-se de uma bela apresentação ocorrida na cidade de Milão em 17 de Julho de 1980.



TRACKS:

01. Canto di Primavera
02. Garofano Rosso
03. Si dice che i delfini parlino
04. E mi viene da pensare
05. R.I.P.
06. Quando la buona gente dice
07 .Di terra
08. Capolinea
09. Il ragno
10. Non mi rompete
11 .Piano improvvisation
12. 750.000 anni fa...l'amore
13. Traccia II


quinta-feira, 5 de maio de 2016

CERVELLO - Melos - 1973




Excelente banda italiana vinda da cidade de Nápoles e que possui uma semelhança nítida com os primeiros discos da também italiana Osanna, sendo que Corrado Rustici é irmão do guitarrista do Osanna, Danilo Rustici.

 Com apenas um disco lançado, o Cervello chegou a participar de festivais importantes na Itália em 1972 lançando posteriormente esse disco que vos apresento.Trata-se um som mais pesado que conta com criativas batidas de space rock se entrelaçando com o progressivo sinfônico e com boas pitadas de jazz. 

Seus integrantes são de extrema competência executando instrumentos como flauta, violino e vibrafone de maneira exemplar. Sem esquecer que instrumentos habituais como guitarras e sintetizadores também são executados de maneira impecável.

 Pena que somente esse disco foi lançado e, no ano de 1974, a banda encerrou suas atividades com alguns de seus membros se tornando parte do Osanna.

Italiano dos bons!!!!!



TRACKS:


1. Canto Del Capro
2. Trittico
3. Euterpe
4. Scinsicne (T.R.M)
5. Melos
6. Galassia
7. Affresco

segunda-feira, 2 de maio de 2016

[RESENHA] ÚNITRI - SESC PALLADIUM - BH - 1º DE MAIO DE 2016

 
FOTO DO ACERVO ORIGINAL DE CARLOS VAZ - progressiverockbr.com



Belo Horizonte recebeu ontem com muito apreço os cariocas da banda Únitri para uma breve e corrida apresentação no palco do grande teatro do Sesc Palladium. 

Tinha tudo para ser um perfeito show mas por alguns percalços da produção do Marillion, ficamos com a nítida sensação de ter sido uma apresentação corrida e um pouco frustrante tanto para a banda quanto para o público presente. 
Chegando ao ponto de uma pessoa da equipe de produção pedir para que encerrassem a apresentação no meio da execução da última música. 
Achei essa uma atitude um tanto desrespeitosa para com os profissionais que ali estavam. 
Essa não foi a primeira e nem será a última vez que isso acontece por aqui. Algumas situações como essa já ocorreram outras vezes, envolvendo abertura de shows internacionais em grandes teatros de BH. Por essa e outras razões, valorizo ainda mais o progressivo nacional. O pessoal se desdobra pra abrir um show de renome internacional, gasta dinheiro do próprio bolso, carrega equipamento nas costas pra chegar no lugar e ficar a mercê dos caprichos de produtores que sequer respeitam os profissionais que também fazem música de muita qualidade.

Acompanhei um pouco a divulgação desse show por aqui e pude notar o quão empolgados e lisonjeados estavam os integrantes da banda por terem a oportunidade de tocar para o público de BH que admira, respeita e comparece aos shows de Rock Progressivo. Apesar de ter sido breve, foi uma apresentação a qual me agradou demais. 

ACERVO ORIGINAL DE CARLOS VAZ

Repentinamente e sem qualquer aviso, a banda entra no palco já entoando os primeiros e fortes acordes das duas últimas suites, "Luna" e "Zênite" que compõem a faixa "Trísceles" do primeiro e único disco lançado. 
Escolheram a música perfeita para abrir o show, instrumental impecável com belos solos de guitarra executados pelo talentoso guitarrista Andre Zichtl. Destaco também o baixista Rômulo Lima que além de conduzir o instrumento com uma pegada bastante peculiar ás complexas passagens progressivas, também possuía aos seus pés um bass pedal da série PK da Roland que chiava imponente por toda a acústica do teatro.
Em certos momentos, a letra de "Zênite" me remetia a uma certa influência ao Sagrado Coração da Terra, com suas referências á natureza e paz interior. Letra e música lindas por sinal.

A segunda faixa, Canção, abre o disco Minas, Cantos e Quintais
porém contamos com um novo membro nos vocais, o que deu um gás a mais para esse belo projeto que o Únitri vem fazendo. Marcus Larbos possui uma presença de palco muito marcante,trazendo consigo um vocal impecável. Não poderia haver substituo melhor ao que foi a passagem do também competente Danilo Ferreira pela banda.
ACERVO ORIGINAL DE CARLOS VAZ

Fechando a apresentação tivemos, em primeira mão, a execução da faixa inédita, "Each Minute" que fará parte do próximo álbum que já está sendo produzido. Faixa esta que, demonstra que o Únitri é uma banda completa, impressionando pelo entrosamento e técnica impecáveis entre seus  componentes. O tecladista Dilson Nascimento deu um show a parte com solos poderosos de sintetizadores acompanhado sempre pelo competente baterista, Michell Melo que demonstrou muita intimidade e técnica ao conduzir a banda nesse lindo espetáculo que, certamente ficará marcado na lembrança de muitos dos presentes na noite passada.

Fica aqui o meu agradecimento ao Únitri com a esperança de um breve retorno aos palcos de Belo Horizonte, em uma produção que esteja a altura do que a banda pode realmente nos apresentar. Fico na esperança de que na próxima vez venham com o disco novo já lançado.





quinta-feira, 28 de abril de 2016

BANDA ÚNITRI/MARILLION - SESC PALLADIUM - BH - 1º DE MAIO DE 2016


Belo Horizonte novamente será palco de duas grandiosas apresentações envolvendo o gênero progressivo nesse "feriado" do trabalhador, contando com a abertura dos cariocas da promissora banda Únitri abrindo para os veteranos do Marillion.

Os shows ocorrerão no SESC Palladium com abertura dos portões no fim da tarde do próximo domingo, 1º de Maio. 
Enfatizo que o show do Únitri está marcado PONTUALMENTE para ás 19hrs, sendo esta uma apresentação indispensável para qualquer fã de Rock Progressivo. 

A banda possui uma característica bem mineira em suas composições que nos remetem, em certos momentos, aos bons tempos do Clube da Esquina, trazendo belos arranjos voltados para o progressivo sinfônico em um estilo mais moderno e arrojado. O primeiro e único trabalho lançado em 2013, Minas Cantos e Quintais, é um grande destaque no cenário carioca ao qual muito me agradou e foi produzido nada menos que por Sérgio Hinds, membro fundador da banda O Terço.

IMPERDÍVEL! Posso também dizer que o alto e absurdo valor do ingresso será justamente recompensado pelo show da Banda Únitri e, como um luxuoso bônus, assistiremos ao lindo espetáculo ao qual será o tão aguardado show do Marillion.


 

 
 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

CENA CARIOCA DE MÚSICA PROGRESSIVA APRESENTA AS BANDAS: PANACEAH, ANXTRON, CHRONUS E ARCPÉLAGO - AMANHÃ 23/04



Mais uma vez utilizo esse espaço para a divulgação de um evento de qualidade que vai agitar o Rio de Janeiro amanhã, 23/04. Dessa vez contamos com uma mostra de Rock Progressivo a ser realizada no Espaço Marun (R. do Catete, 124 - Glória) á partir das 20:00hrs.

Essa mostra está sendo organizada pelos membros da Cena Carioca de Música Progressiva com o objetivo de unir e divulgar, num primeiro momento, quatro das oito bandas que compõem o gênero na cidade do Rio de Janeiro. 
Nessa primeira edição, contaremos com a apresentação das bandas: Panaceah, Anxtron (já publicado por aqui anteriormente), Chronus e Arcpélago, esta última composta por dois queridos amigos, Jorge Carvalho e Ronaldo Rodrigues, velhos conhecidos do prog nacional.

Retirado da página do evento, disponibilizo abaixo uma breve descrição, incluindo um vídeo, sobre cada uma das bandas que irão se apresentar amanhã, 23/04 no Espaço Marun.


PANACEAH:


O Panaceah é um grupo de hard prog formado em 2006 por M.S. Larbos (voz) também integrante da Únitri e Velho do Saco e por Daniel Lamas (guitarras e teclados), ex-Cactus Peyotes, atual Black Dog. Com influências de Rush, Uriah Heep, Marillion, Kansas, Rainbow, Queensrÿche, Europe, entre outros, o grupo busca uma fusão entre o rock progressivo 70’s e o heavy metal 80’s. Em 2010 lançaram o seu primeiro disco, "Spiral Of Time", no limiar entre a sofisticação do rock progressivo e o peso do heavy metal. Atualmente o Panaceah está finalizando o seu segundo álbum de estúdio. A atual formação conta com M.S. Largos (voz), Rodrigo Lopes (baixo), André Ramos (guitarra), Samuel Cruz (teclados), Rodrigo Machado (bateria).



 CHRONUS:

 Formada em 1995, a Chronus é uma banda de rock progressivo com influências de hard prog. Formada por Marcelo Daguerre (voz e guitarras), Luciano Siqueira (teclados e voz), Rui Bezerra (baixo) e Hugo Freitas (bateria), a banda tem influências desde grupos do cenário prog como Eloy, Premiata Forneria Marconi, Yes e o Terço até grupos que contribuíram para o desenvolvimento do gênero como Mutantes, Rush, Pink Floyd e Uriah Heep. "Escassez", o seu álbum de estreia, será um disco conceitual e vai tratar de temas como ganância, perda, vingança, solidão, decepção, alucinação e esperança. O disco, atualmente em fase de gravação, tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2016.

(Sem vídeo de divulgação)


ANXTRON:

Formado em 2003 em Niterói/RJ, o Anxtron é um grupo de progressivo instrumental e atualmente é composto por Eduardo Marcolino (guitarras) também integrante do Arcpelago, Rafael Marcolino (bateria) e GG Souza (baixo). Em 2008 lançaram, de forma independente, "Anxtron", seu álbum de estreia. Em 2013 lançaram “Brainstorm”, eleito pelo blog espanhol “Descubre La Caja de Pandora” como um dos dez melhores discos de rock progressivo do ano. Em 2012 abriram o show da lendária banda inglesa de rock progressivo Marillion, no Vivo Rio. Tocaram no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival em 2014. Em 2016 chegaram à final do Festival de Bandas Independentes (F.B.I.), ficando em segundo lugar, e levando os prêmios individuais de melhor guitarrista e melhor baterista. O grupo está em estúdio preparando “Jellyfish”, o seu terceiro trabalho.





ARCPELAGO:

O Arcpelago é uma banda rock progressivo formada no Rio de Janeiro por Ronaldo Rodrigues (teclados e voz) também integrante da Caravela Escarlate e ex-Módulo 1000, O Terço e Massahara, Eduardo Marcolino (guitarras) também integrante do Anxtron, Jorge Carvalho (baixo) e Renato Navega (bateria) ex-Mind The Gap. O grupo busca unir o rock sinfônico dos anos 70 com a psicodelia, utilizando-se de arranjos que favoreçam a presença de todos os instrumentos e usando como base a sonoridade analógica. O Arcpelago estreou em 2015 e atualmente estão finalizando o seu primeiro disco, previsto para o primeiro semestre de 2016.