domingo, 28 de agosto de 2016

COSMIC CIRCUS MUSIC - Sternenmaskerade - 1972


Esqueça tudo o que você conhece ou já ouviu falar sobre Krautrock, progressivo alemão, música experimental e preste bastante atenção nessa magnífica e rara gravação que hoje vos disponibilizo. 

O Cosmic Circus Music foi um rápido projeto experimental criado por um trio de desconhecidos mas muito bem acompanhados por Tim Belbe, membro fundador e saxofonista da banda alemã Xhol Caravan, aqui encontramos Belbe conduzindo uma belíssima flauta.


Trata-se de uma edição totalmente rara e experimental baseada em acordes as vezes um tanto ácido de guitarra e muito bem elaborados, acompanhado de um poderoso baixo, liderada pela obscura percussão do baterista Ulrich Masshöfer que torna a audição desse registro ainda mais especial, justamente por conduzir com muita destreza o perfeito entrosamento entre seus membros e respectivos instrumentos. As passagens de flauta se tornam cada vez mais lindas e cativantes no decorrer dos mais de 45 minutos de execução de uma única faixa que dá nome a esse registro. 

As atmosferas chegam a variar bastante durante sua execução. Desde passagens mais brandas e melódicas até improvisações com bastante peso onde todos os instrumentos se mesclam de uma forma que somente os alemães sabem como fazer, nos remetendo em variados momentos as áureas fases de bandas como Agitation Free, Yatha Sihdra e até mesmo o Xhol Caravan.

Por assim dizer, temos em mãos o que há de melhor em termos de rock progressivo experimental gravado ao vivo em um galpão vazio na cidade de Wiesbaden, com equipamentos básicos para a edição em fitas cassete. A qualidade é inferior justamente pela nítida precariedade da gravação.  

A cópia deste registro foi gentilmente cedida a mim em 2008 por um amigo alemão, residente na cidade de Leipzig, com a seguinte nota: "Kraut rarity of the highest order". 

Vale lembrar que essa gravação nunca foi comercializada diretamente, mas em 1972 a revista alemã German Sounds Magazine publicou uma matéria onde disponibilizava o endereço para contato a quem se interessasse em adquirir tal material.

Pela informação que me foi passada, possuo aqui a cópia da cópia do original, portanto a qualidade não é das melhores. Consegui garimpar alguns arquivos e achei gravações bem piores do que estas que disponibilizo hoje.

Correm boatos de que ainda neste ano o salvador selo Garden Of Delights remasterize e relance essa gravação em CD com mais uma faixa bônus de 30 minutos que pelo jeito não consta na gravação original dessa fita. 

Sei que muitos aqui gostam e tem o hábito de garimpar essas gravações mais raras e um tanto caseiras. Portanto, aproveitem, pois esse maravilhoso material muito me surpreendeu e me fez admirar ainda mais o progressivo alemão e suas vertentes.




TRACK:

1. Sternenmaskerade



YANDEX

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

YES - Every Little Thing - 1970



Bootleg gravado em 03 de Abril de 1970 na cidade de Colônia na Alemanha durante um festival que também contava com bandas como Soft Machine e Deep Purple. 

Nesse registro temos uma das últimas aparições ao vivo de Peter Banks na banda. O disco traz faixas dos álbuns dois primeiros álbuns, Yes e Time and a Word.

 A qualidade sonora não é muito boa, os vocais estão baixos mas os instrumentos são "audíveis".

Bela aquisição para COLECIONADORES!!!!



TRACKS:

1- No Opportunity Necessary, No Experience Needed
2- Then
3- Every Little Thing
4- Astral Traveller
5- Everydays

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

ZIPPO ZETTERLINK - In The Poor Sun - 1971



Já havia postado essa raridade no antigo endereço do PRV em 2008 mas resolvi retirar pela péssima resenha que havia escrito na época. Me lembro que foram apenas três linhas de informações básicas e nada mais. Não achei muito justo com as poucas pessoas que passam por aqui procurando por algo de qualidade.

Certamente, o ZZ é uma das maiores incógnitas do progressivo alemão desde seus primórdios. Formada no fim dos anos 60 na cidade de Hamburgo pelo guitarrista Wolfgang Orschakowski,  nada se sabe sobre os outros integrantes já que o nome do mesmo é o único citado nos créditos do álbum. A banda fazia um blues pra lá de psicodélico onde os belos solos de guitarra se mesclavam ao forte vocal de Orschakowski  em todo o decorrer do disco. 

O maior destaque de toda essa obra é a primeira faixa com pouco mais de 20 minutos gravada ao vivo no Blow Up Club em Munique em 1969. Trata-se de uma verdadeira aula de música instrumental regada a improvisações que beiram a obscuridade, ou seja, um som bem digno ao movimento progressivo/experimental que emergia na Alemanha no fim dos anos 60.

Algumas faixas foram gravadas em um festival em Hamburgo em 1971 e o resto são improvisações feitas em mais um daqueles estúdios caseiros onde se gravava ao vivo e prensavam-se poucas cópias em fitas ou vinil para divulgação nesses mesmos festivais já muito citados aqui no PRV.


Sabe-se que um selo americano teve acesso a um dos originais e relançou em CD em 2002. A qualidade do áudio não é impecável mas certamente essa foi uma das maiores surpresas que os alemães já me proporcionaram.




TRACKS:

1. Zippo Zetterlink In The Poor Sun At Sunday Night In The Blow Up 
2. Kaputt 
3. Ein Gemmen-märchen 
4. It's Groovy, The Electric Light Machine, Boy 
5. Electric Light

domingo, 7 de agosto de 2016

BILL BRUFORD - Radio Strokes - 1979


Desde que passei a escutar progressivo ainda muito jovem, tenho Bill Bruford como um mestre das baquetas. Que me perdoem os fãs incondicionais do Rush e ELP mas posso dizer que esse senhor revolucionou a cena progressiva no começo dos anos 70 com sua técnica arrojada e passagens desconcertantes de bateria. 



Tudo começou quando ele conheceu Jon Anderson e Chris Squire e fez com que o YES se tornasse uma banda chave na cena progressiva britânica. Muito corajoso, Bruford deixa a banda após o estrondoso sucesso de Close To The Edge em 1972 e resolve partir para uma carreira mais voltada pro Fusion, nota-se que, o que ele queria mesmo era partir pra algo mais pesado e com mais pegada. 

Nesse mesmo ano de 72, Bruford é chamado pra tocar no Crimson para lançar o maravilhoso Lark Tongues In Aspic, parece que o Fripp viu que tinha uma jóia na mãos e o virtuoso baterista passou a fazer parte de uma importante e excelente fase do Crimson, onde a banda era voltada mais para um fusion de peso. Pode saber que essa fase após o Islands de 1972 fez com que a banda se tornasse única e exclusivamente fusion passando por variadas modificações em sua formação com o decorrer dos anos. 

Quando Fripp dava uma folga, Bruford tinha seus projetos paralelos, ficou seis meses com o Genesis durante a tour do Second´s Out em 1976, fundou a excelente banda U.K em 1977 junto com nomes de peso como John Whetton, Eddie Jobson e Allan Holdsworth. Além de ter substituído Laurie Allen durante a tour européia do Gong em 1974 e gravado oito e ótimos discos solos entre os anos de 1977 e 2008. Precisa de mais?

Sim, precisa...


Esse excelente bootleg foi gravado em 26 de Agosto de 1979 em Chicago durante uma breve passagem da banda de Bruford durante a tour do criativo disco "One Of A Kind" (1979) por terras americanas. O registro conta com faixas desse mesmo disco que se tornou um clássico na carreira solo de Bruford. Destaque para a segunda faixa, "Sample And Hold" que é introduzida por um excelente solo de bateria condizente ao que esse senhor se propunha a fazer: um showzaço de Fusion! O disco inteiro é uma verdadeira aula de prog/fusion.

Não posso deixar de citar a excelente formação que acompanhava o baterista durante essa tour que são pessoas de extrema importância para a cena progressiva da época. 

São eles: 

- Jeff Berlin, considerado um dos maiores baixistas de todos os tempos, gravou excelentes discos e participou de bandas como Passaport  , ABWH, além de tocar com grandes nomes como Patti Austin e Patrick Moraz. 

- John Clark, excelente, de uma técnica implacável porém desconhecido guitarrista.

- Dave Stewart, tecladista e percursor do movimento Canterbury. Foi braço direito de Steve Hillage na formação da excelente banda Khan e tocou em excelentes bandas de Canterbury tais como Gong, Egg, Hatfield And The North e Arzachel, além de ser membro fundador do National Health. 

(Pra quem não sabe, tenho esse "tal" de Dave Stewart como um dos tecladistas mais criativos e brilhantes de toda a cena progressiva. Ele é desconhecido para muitos mas recomendo a todos que escutem alguma dessas bandas citadas acima. Tenho certeza que a maioria irá concordar com essa que vos fala.)


Só pra fechar essa postagem de hoje, tenho o prazer em dizer que a qualidade sonora deste registro encontra-se impecável! Me parece que essa apresentação foi gravada por uma rádio de Chicago que muito provavelmente, a gravação deve ter vindo diretamente da mesa de som.


TRACKS:

01. Hell's Bells
02. Sample And Hold
03. Fainting In Coils
04. Forever Until Sunday
05. Joe Frazier
06. Travels With Myself / And Someone Else 
07. Beelzebub
08. The Sahara of Snow Part 1
09. The Sahara of Snow Part 2 






YANDEX

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

IKARUS - Ikarus - 1971




Banda pioneira e um tanto obscura do cenário alemão, Ikarus lançou apenas esse criativo e excelente disco no ano de 1971.

 Aqui encontramos excelentes arranjos de órgão e piano elétricos voltados para uma atmosfera fusion que nos remete aos bons tempos do Crimson onde o uso do sax  faz com que as faixas adquiram um peso único. 


O disco é composto por quatro longas faixas dando também uma boa ênfase nas pesadas guitarras mescladas a um poderoso órgão. 


Destaque para a primeira e longa faixa Eclipse que vai evoluindo em excelente interação instrumental com o forte vozeirão do ótimo vocalista, Lorenz Köhler.

Recomendado a quem admira um fusion com mais peso.



TRACKS:

1. Eclipse:
a) Skyscrapers
b) Sooner or later
2. Mesentery
3. The raven (including "Theme for James Marshall")
4. Early bell's voice 


YANDEX

quinta-feira, 28 de julho de 2016

PENTACLE - La Clef Des Songes - 1975



Banda francesa surgida na cidade de Belfort no começo dos anos 70 que faz um progressivo sinfônico de pura leveza e maestria. 

O disco é basicamente conduzido por belíssimos solos de guitarra elétrica e acústica com efeitos de Moog de muita criatividade e um belo Hammond por trás disso tudo. Os vocais são lindamente cantados em frânces , o que faz com que o disco fique ainda mais belo.

Pouco tempo atrás o selo Musea remasterizou esse registro incluindo três faixas bônus gravadas ao vivo mas a qualidade do áudio é tão ruim que fica apenas como um singelo souvenier  aos colecionadores do gênero.




TRACKS:

1. La Clef Des Songes 
2. Naufrage 
3. L'âme Du Guerrier
4. Les Pauvres
5. Complot 
6. Le Raconteur

7. La Clef Des Songes (Live Bonus)   
8. Complot (Live Bonus)  
9. Le Raconteur (Live Bonus)  


domingo, 24 de julho de 2016

ERLKOENIG - Erlkoenig - 1973




Banda alemã de nome bastante complicado retirada de um poema do também alemão Johann Wolfgang Von Goethe, importante figura da literatura germânica no final do século XVIII.

O Erlkoein era composto por quatro e excelentes músicos praticamente desconhecidos e que faziam um som altamente obscuro mesclando a beleza e seriedade do prog sinfônico ao estranho e tendencioso mundo do Krautrock.

Destaco o excelente tecladista Eckhardt Freynik que se esbalda em uma espécie de órgão de igreja com uma timbragem maravilhosa e condizente com a atmosfera decorrente no disco. Suas faixas como um todo são repletas de muita intensidade, virtuosismo e executadas de forma mágica por todos os integrantes.

 Grande parte é instrumental mas quando os vocais do mago baterista Michael Brandes aparecem, o som se torna ainda mais original e um tanto cativante, sem contar que as letras são todas vocalizadas em inglês mas com um forte e peculiar sotaque alemão.

Mais uma vez me entristeço ao dizer que é esse é o único registro lançado pela banda no começo de 1973 ao qual foram prensadas apenas mil cópias para serem vendidas em festivais pela Alemanha.


A boa notícia é que o selo salvador dos discos perdidos da cena alemã, Garden Of Delights, teve acesso a mais essa raridade perdida e conseguiu remasterizá-lo e ainda nos presenteia com 4 belas faixas bônus.



TRACKS:

1. Erlkoenig impression
2. Tomorrow
3. Thoughts
4. Castrop-Rauxel
5. Blind alley
6. Divertimento

Bônus:
7. The lad in the fen
8. Love is truth
9. Run away
10. Monday morning  


YANDEX

sexta-feira, 22 de julho de 2016

[DIVULGAÇÃO] CÁLIX - TEATRO BRADESCO - BELO HORIZONTE - 23 DE JULHO - LANÇAMENTO CD "CAMINHANTE"


AMANHÃ, 23/07/2016


Pertenço a uma época, lá pelo fim dos anos 90, em que algumas boas bandas independentes eram sinônimo de casa cheia pelos bares e palcos de diversos festivais em BH, onde possuíam um grande público cativo e que, certamente marcaram um tempo onde a boa música já começava a se tornar escassa.

Nessa nova geração de músicos que predominavam pela qualidade de suas composições, vimos surgir bandas como Somba, Cartoon, Mantra, Diapasão, Cálix, dentre outras. Algumas delas, infelizmente, não deram continuidade a seus projetos, sem sequer lançar algum material de divulgação. Mesmo assim, em Belo Horizonte surgiram nomes de peso não só pelo Brasil mas pelo mundo. 

Um bom exemplo disso foi o Cartoon que tocou em diversos festivais pela América do Norte e Europa, provando ainda mais que a música mineira é sim um dos maiores destaques do nosso país por aquelas terras.


FOTO: FELIPE TEMPONI

O Cálix possui uma trajetória bem interessante a qual pude acompanhar ao longo de seus quase 20 anos de carreira. A princípio, a banda tocava nas famosas calouradas de grandes universidades por aqui, fazendo dignas releituras de bandas como Beatles, Pink Floyd, The Who e Jethro Tull, sendo esta última o principal destaque das apresentações. Após algum tempo, a banda começa a encaixar faixas autorais ás releituras, agradando e conquistando ainda mais o público mineiro.

O primeiro trabalho autoral, Canções de Beurin foi lançado em 2000 em um show no Minas Centro com lotação máxima. Disco de estrondoso sucesso, foi gravado de forma independente onde apenas 3000 cópias foram prensadas, desaparecendo em poucos meses. 
Algum tempo depois, foram prensadas outras 8 mil cópias, sendo lançadas pelo selo carioca Rock Symphony que, proporcionou a banda a distribuição e divulgação de seu primeiro trabalho em países da Ásia, Europa e América Latina.   
Posso afirmar, sem dúvida que este é um dos 10 melhores discos de Rock Progressivo brasileiro dos últimos 30 anos. Disco este, bastante elogiado em vários países, gerando publicações de destaque em revistas especializadas no assunto. 

Passados dois anos, o Cálix lança A Roda, menos voltado para o progressivo mas com belos arranjos e composições muito bem produzidas. Nesse disco, vemos os músicos mais maduros, entoando uma variação de influências de gêneros musicais bem diversificados. Algumas passagens dão certa ênfase ao prog/folk, com referências nítidas ao estilo que o Jethro Tull emanava em alguns de seus 
FOTO: FELIPE TEMPONI
discos.


Para o lançamento e divulgação em grande estilo de seu segundo trabalho, o Cálix fez um show épico no Palácio das Artes também em 2002 com ingressos esgotados. 
 
Em outubro de 2006, a banda faz um show memorável para a gravação do DVD Cálix Ao Vivo também no Grande Teatro do Palácio das Artes. O show contou com a participação da percussionista Daniela Ramos e de uma orquestra especialmente formada para o evento, regida pelo maestro Rodrigo Garcia. Nesse mesmo ano, lançam a gravação desse show em CD com o nome de Ventos de Outono

Vale lembrar que o destaque que a banda possui em BH, não é somente em virtude de teatros e festivais lotados mas também pelos shows de grandes nomes do progressivo internacional. Um exemplo disso, foi a abertura do show da banda holandesa Focus em 2005, em que o flautista Renato Savassi dividiu o palco com This Van Leer em um dueto de flautas de pura beleza e extrema qualidade. Um presente inesquecível para o público naquela noite. Outro exemplo, foi a participação da banda no extinto festival Rio Art Rock Festival no Rio de Janeiro, onde o Cálix abriu para os italianos do Il Baleto Di Bronzo.

Não me lembro bem o ano exato, mas não poderia nunca deixar de lembrar de um show ocorrido na saudosa Lapa Multi Show em BH, onde a banda deixou de lado todo o seu rico repertório autoral, para nos presentear com duas horas seguidas das mais lindas releituras de faixas "lado b" do Jethro Tull

Cálix é:


Renato Savassi: vocal, flauta, violão e bandolim.

Sânzio Brandão: guitarra 
Marcelo Cioglia: baixo e vocal
Rufino Silvério: teclado e vocal
Andre Godoy: bateria

 A banda é composta por brilhantes músicos altamente qualificados, que estudam a fundo seus projetos, fazendo com que o Cálix seja sempre um exemplo de extrema dedicação para essa nova geração de músicos que surgem por terras mineiras. O mais interessante é que a banda, ao longo de todos esses anos, não sofreu nenhuma reformulação em sua formação, mantendo sempre o grande e nítido entrosamento entre seus membros, sempre mantendo a qualidade de suas composições seja em estúdio ou ao vivo.

Uma década após o lançamento de seu último disco, o Cálix nos presenteia agora com o álbum Caminhante, que terá sua estreia oficial em um show muito esperado no Teatro Bradesco. O disco foi gravado no condomínio Morro do Chapéu, nos arredores de BH, e contou com a produção de César Santos.

A apresentação está marcada para ás 21:00hrs do dia 23 de Julho com ingressos já praticamente se esgotando. Os mesmos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site Compre Ingressos.
O excelente Teatro Bradesco está situado á Rua Da Bahia, 2.244 no bairro de Lourdes em Belo Horizonte.


IMPERDÍVEL! 


Como divulgação, a banda disponibiliza a faixa Can You See It, que certamente estará presente no repertório de tão aguardado show.











terça-feira, 19 de julho de 2016

[DIVULGAÇÃO] SABARÁ INSTRUMENTAL - PRÓXIMA QUINTA 21/07 - PRAÇA SANTA RITA - SABARÁ/MG



Como parte das comemorações do aniversário da cidade histórica de Sabará, será realizado na próxima quinta na Praça Santa Rita, o evento Sabará Instrumental que contará com apresentações das bandas Opus Sabará, Rajaz, Conecto e 4instrumental. ENTRADA GRATUITA!

Retirado da página de cada uma das bandas, disponibilizo abaixo uma breve descrição, incluindo um vídeo, para maior conhecimento e apreciação.


OPUS SABARÁ:

ACERVO OPUS SABARÁ
"A banda Ópus Sabará foi formada em meados de 2005 pelo músico Ralfe Rodrigues com a proposta de fazer leituras de compositores clássicos principalmente do período barroco, contudo hoje com alguns anos de estrada a Opus produz o seu próprio ouro em forma de musica autoral com a mesma dinâmica e alegria do inicio dessa grande ideia. Assim é a Opus, nascida no berço metropolitano cultural de Belo Horizonte agrega ao rock instrumental, além da técnica, destes três musicistas, um experimentalismo tão macio e ao mesmo tempo cortante, que chama a atenção por ser inovador e contemporâneo."





RAJAZ:  


ACERVO RAJAZ

"Formada em 2008, em Belo Horizonte, por integrantes das bandas Avatar, Pink Floyd Reunion e por músicos de outras bandas da capital, a banda Rajaz surge para homenagear uma das melhores bandas do Rock Progressivo mundial: o Camel.

O grupo Camel surgiu em 1971, na Inglaterra e ganhou destaque internacional com álbuns como Mirage, The Snow Goose e Moonmadness, dentre muitos outros. Dando destaque às melodias da guitarra e da flauta de Andrew Latimer, e também aos solos de teclado de Peter Bardens, o Camel sempre formatou o arranjo de suas músicas com muito cuidado e talento. A presença do baixo e da bateria sempre foi muito mais do que simples complemento. Tudo isso fez com que os álbuns do Camel sempre fossem marcados pela mistura de boa técnica e grande beleza das composições. Impossível não citar Lady Fantasy, Mystic Queen, Never Let Go, Rhayader, Rhayader Gos to Town, Snow Goose e tantas outras.

A Rajaz apresenta as canções clássicas do Camel da década de 70, mas sem esquecer de que a banda continuou produzindo grandes músicas durante as décadas seguintes. A proposta da Rajaz é levar ao público os grandes clássicos do Camel, com extrema fidelidade aos arranjos e timbres, sempre buscando a interpretação necessária para que Camel possa soar, como sempre, inconfundível.

Em 2016 a Rajaz está de volta com novos integrantes e com novidades no repertório, apresentando também canções das bandas Focus e King Crimson."





CONECTO:

ACERVO CONECTO
"Apesar da brincadeira, o som da banda Conecto não tem nada de ácido. Com uma levada de Acid jazz também conhecido como club jazz que é um gênero musical que combina elementos do soul music, jazz, funk e Hip Hop particularmente com batidas loop. A banda Mineira, formada em Belo Horizonte, traz essa pegada com muita competência."
Fonte: Audiofagia 











4INSTRUMENTAL:

"Cores, texturas, variações inesperadas, combinações de climas criados através da partilha entre público e banda durante as apresentações. O 4Instrumental surgiu com essa proposta em Sabará/MG no ano de 2008, como uma reunião de amigos para tocar em um festival de música instrumental da cidade e desde então já contabiliza apresentações na Virada Cultural de São Paulo 2010 e em festivais como o Jambolada (Uberlândia),Transborda(BH),Conexão Vivo (BH), e Calango (Cuiabá/MT), se apresentando com artistas nacionais de renome como Uakti,Sepultura,Otto e Criolo. Em seus 4 anos de história a banda já circulou por diversas cidades mineiras apresentando seu rock instrumental com referências à música dos anos 70, ritmos brasileiros e ao rock contemporâneo. 

A banda se concentrou durante o primeiro semestre de 2011 na gravação de seu primeiro álbum, intitulado "4.1", em Buenos Aires, Argentina. O processo de gravação também deu origem ao documentário "Salto no Vazio", produzido por Carou Araújo. Nessa temporada na Argentina a banda realizou dois shows em Buenos Aires e um em La Plata, tendo voltado ao país no final de 2011 para mais 6 apresentações. Em setembro de 2011 o grupo foi escolhido para participar da coletânea "New Music Across the Map", organizada pela seção musical do periódico inglês The Guardian. No mesmo mês foi selecionada pelo voto popular para fazer parte do cast do projeto Conexão Vivo. A banda também foi citada entre os melhores lançamentos de 2011 pelos blogs "Na Mira do Groove” e “Meio Desligado” e concorreu ao prêmio de melhor álbum instrumental de 2011 pelo Portal Dynamite, onde conseguiu o segundo lugar com a diferença de 18 votos para o primeiro colocado.


Em Janeiro de 2012 foi destaque nacional ao lado de Chico Buarque e Luiza Possi na enquete #ViradaInterativa, promovida pelo site Catraca Livre de São Paulo. Na ocasião o grupo foi a terceira atração mais pedida para se apresentar na Virada Cultural de São Paulo 2012."









domingo, 17 de julho de 2016

FOCUS - Philharmonic Hall - 1973


Excelente bootleg gravado no Philharmonic Hall na cidade de Nova York no ano de 1973. O disco foi gravado durante a tour do Focus III e traz as faixas mais memoráveis executadas pela banda que contava com sua melhor formação.

 O lendário Thijs Van Leer no Hammond e flauta, Jan Akkerman na guitarra, o muito competente Pierre van der Linden na bateria e Bert Ruiter no baixo. Destaco uma de minhas faixas preferidas " Anonymous II" com quase 28 min de duração que demostra com clareza a verdadeira essência progressiva da época.  


O que mais me impressiona é o carisma e competência que Thijs Van Leer transmite ao longo dos anos. Um homem de idade mais avançada, castigado pelos longos anos que possue mas com a mesma técnica e carisma dos anos 70.

 Em 2005 e 2010 tive a grande honra de vê-lo ao vivo em memoráveis apresentações.  Saí de ambos os shows completamente impressionada com o que tinha acabado de ver. Como a banda gosta do Brasil, creio que muita gente aqui saiba exatamente do que estou falando.




TRACKS:

01. Focus III
02. Answers Ouestions! Questions Answers!
03. Focus II
04. Sylvia
05. Hocus Pocus
06. Anonymous II
07. Eruption
08. Hocus Pocus (Reprise)




sábado, 16 de julho de 2016

[DIVULGAÇÃO] LUIZ ZAMITH E BANDA - HOJE 16/07 - TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO - RIO DE JANEIRO




Peço desculpas pelo vergonhoso atraso mas ainda há tempo de divulgar neste espaço, um projeto de alta qualidade liderado por um carioca que possui uma vida inteira dedicada a música, criando e executando composições de elevado intelecto musical.

Luiz Zamith nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1964 e ainda muito jovem ingressou no Conservatório Brasileiro de Música, dando seus primeiros passos nos estudos dedicados ao Violão. Anos mais tarde, ingressou na Escola de Música da UFRJ onde graduou-se em Violão Clássico, chegando a participar por um período de dois anos da Orquestra de Violões do Rio de Janeiro.
ACERVO DO FOTÓGRAFO CARLOS VAZ


Após diversos trabalhos voltados para MPB, Zamith se rende á suas maiores influências musicais e lança no ano de 2014 um brilhante projeto intitulado por 'Ícones do Progressivo'. 
Esse projeto tem como objetivo adaptar versões instrumentais de bandas como ELP, Focus, Genesis, PFM e YES. Além de composições autorais de alto nível, muito me surpreende o talento e dedicação em cada acorde dedilhado por Zamith que vem acompanhado por uma banda de peso.

ACERVO DO FOTÓGRAFO CARLOS VAZ

Começando por Ronaldo Rodrigues, tecladista paulista mais atuante do movimento progressivo carioca que, nos dias de hoje toca com excelentes bandas, tais como Arcpelago e Caravela Escarlate. Com uma trajetória de muito estudo e dedicação, Ronaldo chegou a integrar o Módulo 1000 por um curto espaço de tempo, antes do triste falecimento do querido amigo e guitarrista Daniel Cardona. 
Foi convidado por Sérgio Hinds para acompanhá-lo em um show em BH, onde tocariam apenas as faixas 'lado b' do Terço. Show este muito elogiado por aqui, inclusive.



O baixo fica a cargo de Augusto Mattoso que também desde muito cedo se dedica ao estudo do instrumento e já trabalhou com grandes nomes da música nacional tais como, Jamelão, Leila Pinheiro, Nivaldo Ornelas dentre muitos outros. Também possui trabalhos com artistas internacionais de grande destaque.

Fiquei um tanto surpresa ao ver o nome do grande baterista Elcio Cáfaro que acompanha Zamith nesse projeto. Cáfaro já tocou com bandas e artistas aos quais tenho enorme respeito como Boca Livre, MPB4, Flávio Venturini, Pepeu Gomes, etc. Também gravou com grandes músicos da Bossa Nova que merecem ser citados tais como, Nara Leão, Chico Buarque, João Bosco e Miúcha. Também tocou ao lado de Luiz Melodia no festival de Montreux em 2004.

ACERVO DO FOTÓGRAFO CARLOS VAZ
Dando um toque a mais de beleza para a banda, temos o também conhecido flautista e professor de música Paulo Teles, que atuou em diversas áreas da música, incluindo a Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, dedicando-se também a música de câmara ao lado de grandes nomes como Luis Fernando Vallim Lopes, Elisa Wiermann, Roseana Barbosa, Cristina Nascimento, Marcos Ferreira e Catherine Henriques. Também é parte integrante do projeto 'Ícones do Progressivo'.


O PROJETO INTROSPECÇÃO SE APRESENTARÁ HOJE, LOGO MAIS ÁS 21hrs, NO TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO, LOCALIZADO Á RUA GENERAL POLIDORO 180 NO BAIRRO DE BOTAFOGO, RIO DE JANEIRO.
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS A PREÇOS SIMBÓLICOS NA BILHETERIA DO TEATRO.


Deixo abaixo alguns vídeos de Nelson Santos e do amigo Jorge Fernando Coutinho, administrador do canal Serie Echoes In Concert, a fim de demonstrar o quão belo e interessante é esse projeto liderado pelo instrumentista Luiz Zamith.










terça-feira, 12 de julho de 2016

[DIVULGAÇÃO] BY THE POUND - UAI CERVEJAS ESPECIAIS - BAIRRO BELVERDERE - BH - 16 DE JULHO



Após um período trancados em estúdio preparando novidades, a banda By The Pound retoma suas atividades, para uma apresentação que tem como objetivo agradar não só aos admiradores da música de qualidade mas também os apreciadores de uma boa cerveja artesanal. 

A banda vem com uma pequena alteração em sua formação apresentando seu novo e muito competente baterista, Bruno Zattar para o show do próximo sábado que, promete um repertório regado ao que há de melhor em se tratando da carreira do Genesis, na era Gabriel.

Posso adiantar que esse repertório é um verdadeiro mistério, não faço ideia do que a banda vem preparando para esse show mas, do muito pouco que pude investigar, possivelmente vem coisa boa por aí. Especulo que faixas como Watcher, Hogweed e Musical Box devam estar presentes e torço para que The Knife também não fique de fora. 
FOTO: Altar - Fotografia Além

Assim como em todas as publicações do Progrockvintage que envolvem o By The Pound, não deixo nunca de citar o enorme respeito que tenho por esse projeto que teve início em 2010 e que desde então, vem se baseando em dedicação extrema, longos períodos de estudos e aprimoramento técnico por parte dos cinco músicos que compõem a banda. 
Por onde passam, esses meninos são ovacionados por um público saudoso, carente de boa música e que, claramente, adora relembrar os velhos medalhões dos anos 70, sendo assim presenteados com perfeitas releituras executadas de maneira exemplar e muito condizentes com a proposta apresentada pelo Genesis naquela época. 


Com entrada gratuita, o evento é organizado por Edmar Lopes proprietário da loja, Uai Cervejas Especiais, onde serão vendidos chopps e cervejas artesanais dos mais variados tipos e nacionalidades.


O By The Pound se apresenta a partir das 14hrs no próximo sábado 16/07, na Av. Luiz Paulo Franco, 657 no bairro Belvedere em Belo Horizonte. 


Novamente enfatizo que se trata de um evento GRATUITO -em frente a loja Uai Cervejas Especiais- com muita cerveja boa e música de alto nível!

Imperdível!






Logo abaixo, seguem alguns vídeos da banda disponibilizados pelos amigos do canal Musical Box Records:






quarta-feira, 6 de julho de 2016

THE NICE - Pop Progressive Peace Concert - 1970



Tenho esse registro como um de meus xodós, esse disco foi uma das primeiras postagens do PRV no fim de 2007 e foi um dos mais baixados antes do Google (DMCA) deletar tudo sem prévio aviso. 
Aos pouquinhos vou resgatando velhas postagens que ficaram para trás mas que ainda são novidades em se tratando do novo domínio.

Antes de começar a falar sobre esse disco, já vou avisando aos mais exigentes que este possui qualidade abaixo dos padrões mínimos estipulados por mim mas que não poderia deixar de compartilhar justamente por se tratar de um registro extremamente raro. 


O audio encontra-se baixo e um pouco abafado mas ainda sim dá pra se escutar numa boa, afinal  não é todo dia que se encontra algum disco ao vivo do Nice por aí.

Esse trio formado e liderado pelo mestre dos teclados, Keith Emerson foi uma das bandas percursoras de todo o movimento progressivo no fim da década de 60 e teve seu início quando Emerson,  Lee Jackson e David O'List faziam parte da banda de apoio da até então cantora de soul P.P Arnold que, após algumas apresentações com Arnold, a banda ganhou uma reputação própria tornando-se assim o que conhecemos pelo The Nice


Há quem diga que o Nice foi a primeira banda de progressivo a lançar um disco em 1967 chamado The Thoughts of Emerlist Davjack, que por sinal é excelente. As influências clássicas de Emerson misturadas as batidas jazzy proporcionaram um toque muito especial tanto ao disco quanto a banda em si.


A título de curiosidade, P.P Arnold tornou-se mundialmente conhecida por fazer parte das excêntricas backing vocals do Pink Floyd durante os anos 90 e participou das gravações do álbum Amused To Death (1992) de Roger Waters.
Recentemente, Arnold excursionou como convidada de uma banda cover de Floyd argentina pela América do Sul, juntamente com Guy Pratt baixista dos anos 90 que até hoje é o escudeiro fiel de David Gilmour. Essa apresentação passou por aqui há dois anos atrás e posso dizer que foi um tanto interessante.

Voltando...

Esse raro bootleg foi gravado em 30 de Maio de 1970 em Berlin durante um festival que contava com bandas como Deep Purple, The Spencer Davis Group (excelente), Wonderland, dentre outros. 
Aqui encontramos faixas dos discos "Ars Longa Vita Brevis" (1968), "The Nice" (1969) e "Elegy", lançado no ano seguinte a esse apresentação.
Toda a beleza desse registro encontra-se na última faixa que nada mais é que uma jam regada a fantásticas improvisações entre o Nice e os músicos do Deep Purple, Ritchie Blackmore e Ian Gillan. É isso mesmo! Muito foda!!!!

Apesar da péssima qualidade, vale a pena ter um disco desse porte nem que seja pra empoeirar na prateleira!




TRACKS:

1.  Intermezzo From 'Karelia Suite'
2.  Hang On To A Dream
3.  'Country Pie a la Bach' aka Country Pie/Brandenburg Concerto No.6
4.  My Back Pages
5.  Rondo
6.  Unknown Jam: 'Bye Bye Baby' with Ritchie Blackmore and Ian Gillan (uncredited)



YANDEX