sexta-feira, 17 de agosto de 2018

[DIVULGAÇÃO] KHADHU CAPANEMA - LANÇAMENTO DO PRIMEIRO TRABALHO SOLO - TEATRO DO CENTRO CULTURAL DO MINAS TÊNIS CLUBE - BELO HORIZONTE - 23 DE AGOSTO

Foto: Vitor Maciel (Divulgação Oficial)

Velho conhecido do público mineiro, Khadhu Capanema, deixa em hiato seus projetos junto a banda Cartoon e a Orquestra Mineira de Rock para o lançamento de seu primeiro trabalho autoral, intitulado por 'Inverno Mineiro'. 

Trabalho este que contará com faixas em português com influências da música mineira além da mesclagem entre o folk inglês, MPB e o rock.

Segundo o próprio músico, o disco fala sobre de as coisas de Minas, da história do cantor e, sobretudo, da “esperança de ver de novo um mundo onde as pessoas tenham tempo para realmente ver, ouvir e sentir as boas coisas que nos cercam; nossa terra, nossa música, nosso povo e a natureza”.

Para o lançamento de 'Inverno Mineiro', Khadhu convidou músicos mineiros de renome no Brasil para compor a apresentação em questão. São eles:

- Paulo Santos (UAKITI)
- Renato Savassi (Cálix)
- Rodrigo Garcia (Cartoon) e Fractal Orchestra (cordas e naipe de metais)
- Marcelo Ricardo (bateria)
- Christiano Caldas (teclados), 
- Guilherme Rancanti (violões)
- Raphael Rocha e Bhydhu Capanema, companheiros no Cartoon.

Outra novidade, a qual é bem interessante, é que será lançado um aplicativo com todas as informações do disco: letras, canções, ficha técnica, fotos, além da possibilidade de trocar mensagens com o artista.

A apresentação está marcada para a próxima quinta-feira, 23/08 ás 21:00hrs, no belo teatro do Centro Cultural do Minas Tênis Clube.

O espetáculo é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e da Fundação Municipal de Cultura, com o patrocínio da Rede de Saúde MaterDei.

Imperdível a quem admira a boa música mineira!



SERVIÇO:

Lançamento álbum 'Inverno Mineiro' – Khadhu Capanema
Data: 23 de agosto, quinta-feira.
Horário: 21h
Local: Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube 
(Rua da Bahia, 2244 – Lourdes – Belo Horizonte – MG)
Ingressos: R$30,00 e R$15,00 (à venda na bilheteria do teatro ou pelo site eventim)


Foto: Vitor Maciel (Divulgação Oficial)

sábado, 11 de agosto de 2018

MAHAVISHNU ORCHESTRA - Boston - 1975



Bootleg de excelente qualidade gravado na cidade de Boston em 3 de Maio de 1975 e conta com uma seleção dos maiores sucessos vindos dos quatro primeiros e essenciais discos lançados entre 71 e 75.

Faixas como Eternity´s Breath e Sanctuary são o ápice deste registro em versões impecáveis. Aqui encontramos a banda em perfeito entrosamento e John McLaughlin como sempre, muito inspirado. 
Nesse registro já não consta mais a presença de  Jean-Luc Ponty, sendo este substituído pelos competentes Steven Kindler e Carol Shive.

A última faixa, My Foolish Heart pertence ao disco solo de McLaughlin, intitulado por 'Electric Guitarist' que seria lançado três anos após essa apresentação.

Só pra constar, esse show aconteceu para abrir a principal atração da noite que seria nada menos que Jeff Beck.


TRACKS:

1. Tuning
2. Eternity´s Breath (Part I & II)
3. You Know, You Know
4. Sanctuary
5. Lila´s Dance
6. My Foolish Heart
7. Vision Is A Naked Sword


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Publicado originalmente no primeiro domínio do PRV em dezembro de 2008.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

[DIVULGAÇÃO] LUIZ ZAMITH - LANÇAMENTO CD INTROSPECÇÃO - TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO - RIO DE JANEIRO - 03 DE AGOSTO


Após grande expectativa. o guitarrista Luiz Zamith lança na próxima sexta, dia 03 de Agosto, o tão esperado CD Introspecção que conta com uma banda de peso e um repertório instrumental recheado de muita qualidade.

Tive a honra em assisti-los de perto no ano passado e posso dizer que foi uma experiência incrível. Banda altamente entrosada com músicos de alto nível técnico em uma apresentação impecável. Altamente recomendado a quem admira o Rock Progressivo e a música erudita, influenciados também por uma pegada mais jazzy. 

Veja abaixo a descrição de como será a apresentação a se realizar em 03 de Agosto no Teatro Solar de Botafogo na cidade do Rio de Janeiro:


"O guitarrista e compositor carioca escolheu o Teatro Solar para lançar seu primeiro CD autoral. Suas composições instrumentais têm influencias da música erudita, rock progressivo, jazz e MPB contemporânea. Das nove faixas do CD, seis foram gravadas numa apresentação ao vivo no próprio Teatro Solar e agora Luiz Zamith retorna a este espaço acompanhado por Augusto Mattoso (baixo), Elcio Cáfaro (bateria), Paulo Teles (flauta) e Ronaldo Rodrigues (teclados). Após o show, o guitarrista e demais músicos estarão autografando o CD, que estará sendo vendido no local por R$ 25,00."



SERVIÇO:

Luiz Zamith & Banda - Lançamento do CD Introspecção

Local: Teatro Solar de Botafogo - R. General Polidoro 180 - Botafogo - Rio de Janeiro 

Data: 03 de Agosto - Sexta
Horário: 21hrs
Ingressos podem ser adquiridos através do site Tudus
Inteira R$ 60,00
Meia R$ 30,00
Ingresso solidário R$ 40,00 (com 1 kg de alimento não perecível)

Mais informações na página oficial do evento no Facebook.



segunda-feira, 23 de julho de 2018

[FLAC] RUSH - FAREWELL TO FRANKFURT - 1979



Excelente registro ao vivo gravado na cidade de Offenbach, próxima a Frankfurt em 28 de Maio de 1979, durante a tour do álbum Hemispheres. 

Aqui encontramos um Rush mais pesado, sem muita presença dos teclados, fechando aquela fase mais hard rock da banda. Destaque para a última faixa que, como sempre, Neil Peart dá um show a parte com um solo perfeito e nada massante de bateria.

Vale lembrar que ainda nessa fase, Geddy Lee usava seu poderoso Rickenbacker preto e posteriormente, nos anos 80, ele fechou um contrato com a Fender para que usasse somente a linha Jazz Bass.

A qualidade do bootleg é excelente, provavelmente gravado da mesa de som e disponibilizado em CD nos anos 90. Essa uma das mais famosas e cobiçadas gravações do Rush. Existem algumas versões deste registro disponíveis na internet, mas todas sofrem rumores de que as fontes foram alteradas e que as gravações não refletem exatamente o show daquela noite. Fica então a dúvida e questiono os fãs mais inteirados da banda que repassem a este espaço as informações corretas sobre este registro.

Disponibilizado em FLAC para uma melhor apreciação da qualidade sonora contida nesse belo bootleg.


TRACKS:


DISCO I:

1. Anthem
2. A Passage To Bankok
3. By-Tor And The Snow Dog
4. Xanadu
5. Something For Nothing
6. The Trees
7. Cygnus X-1
8. Cygnus X-1/ Book 2 Hemispheres
9. Closer To The Heart


DISCO II:

1. A Farewell To Kings
2. La Villa Strangiato
3. 2112 - Overture
4. Working Man
5. Bastille Day
6. In The Mood
7. Drum Solo/In The Mood Finale

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terça-feira, 17 de julho de 2018

SANDROSE - Sandrose - 1972


Excelente banda francesa surgida em 1971 e conta o vocal feminino em inglês pela até então desconhecida Rose Podwojny. Já nos anos 80, passou a ser conhecida como Rose Laurens sustentando uma carreira na música pop e em musicais pela Europa. Faleceu em abril desse ano após uma longa e desconhecida doença.

Trata-se de um progressivo sinfônico com arranjos muito bem elaborados de Hammond e Mellotron fazendo com que a sintonia entre esses instrumentos e a bela guitarra de Jean-Pierre Alarcen se entrelacem a viagem e a beleza desse raro registro.

Sem querer ser chata, acho que o disco seria bem mais perfeito se fosse somente instrumental ou com um vocal mais suave. A vocalista apronta um escândalo em certas partes que chegam a desanimar um pouco mas mesmo assim a atmosfera criada pela banda é realmente incrível.

A bela arte do disco é baseada em uma obra do pintor austríaco Gustav Klimt (1862-1918).

Infelizmente esse é o único registro lançado em vinil pela Polydor em 1972 e relançado em CD pela Musea no início dos anos 90.


TRACKS:

1. Vision
2. Never Good At Sayin´ Good-Bye
3. Underground Session (Chorea)
4. Old Dom Is Dead
5. To Take Him Away
6. Summer Is Yonder
7. Metakara
8. Fraulein Kommen Sie Schlaffen Mit Mir


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sexta-feira, 6 de julho de 2018

KANSAS - The Pinnacle Of Mayhem - 1975





Excelente banda que, sem dúvida, é umas das melhores de progressivo vindas da América do Norte.

 Aqui encontramos a formação original que contava com o talentoso vocalista e exímio tecladista/pianista Steve Walsh, acompanhado de um quinteto de peso que incluía ainda o grande baterista 
Phil Ehart e o guitarrista Rich Williams. Sendo esses os dois últimos, os únicos remanescentes da banda na atualidade.

Esse raro bootleg foi gravado em 2 de Dezembro de 1975 na cidade de Pittsburgh e contém faixas dos três primeiros e essenciais registros da banda.

Disponibilizado na época de uma rádio local, a qualidade encontra-se excelente! Destaque para a sexta faixa, 'Belexes', onde Phil Ehart faz um solo impecável de bateria.

A quem aprecia registros não-oficiais, disponibilizo um dos melhores bootlegs já publicados nesse espaço.


TRACKS:

01 - Last Minute Soundcheck
02 - Songs For America
03 - Icarus-Borne On Wings Of Steel
04 - Down The Road
05 - Lonely Street
06 - Belexes
07 - Child Of Innocence
08 - Mysteries And Mayhem - The Pinnacle
09 - Bringing It Back
10 - It Takes A Woman's Love


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Publicado no antigo domínio em Dezembro de 2009.

domingo, 24 de junho de 2018

[FLAC] GENESIS - The Lamb Woke Up Again - 1982



Rara apresentação a qual reuniu novamente Peter Gabriel  ao Genesis em dois shows nos anos de 1982 e 83, para arrecadação de fundos a instituição W.O.M.A.D (World of Music, Arts and Dance)  a qual Gabriel era presidente e que passava por algumas dificuldades. Essa instituição é ativa no dias de hoje e visa celebrar festivais nas diversas formas de música, artes e dança pelo mundo.

Esse é um bootleg bastante interessante com algumas poucas faixas da carreira solo de Gabriel e a divulgação do 'novo' Genesis, já no auge de sua decadência. Todos nós que apreciamos o Rock Progressivo em sua essência, ficamos com a certeza de que a banda acabara ainda nos anos 70, sem as fundamentais presenças de Gabriel e Hackett. 

Essas apresentações ocorreram em 2 de Outubro de 1982 no Concert Bowl em Milton Keyens (cidade situada no sudeste da Inglaterra) e em 29 de Janeiro de 1983 no Civic Centre* em Londres. 

Apesar de contar com um setlist extenso e recheado de faixas importantes, constam aqui uma compilação de interessantes versões como Musical Box, The Knife e Supper´s Ready que se tornaram essenciais durante a execução do bootleg. 

Vale lembrar que essa reunião não contou com a ilustre e fundamental presença de Steve Hackett na guitarra, sendo este substituído por Daryl Stuermer, fiel escudeiro que compunha a banda durante as longas tours nos anos 80 e 90. Esteve também recentemente no Brasil acompanhando Phil Collins na tour 'Not Dead Yet'. 

A qualidade do áudio, mesmo em FLAC, oscila bastante no decorrer da gravação mas não deixa de ser uma boa opção aos colecionadores, por se tratar de uma rara apresentação desse porte.


TRACKS:

DISCO I

01. Back in New York City
02. Dancing With the Moonlit Knight
03. Carpet Crawlers
04. Firth of Fifth
05. The Musical Box
06. Solsbury Hill
07. Turn it on Again
08. The Lamb Lies Down on Broadway
09. Fly on a Windshield
10. In the Cage

DISCO II

01. Supper's Ready
02. I Know What I Like (in your wardrobe)
03. The Knife
04. Here Comes the Flood*
05. Solsbury Hill*
06. Reach Out (I'll be there)* 
07. I Know What I Like (in your wardrobe)*

MEGA

Registro originalmente publicado em Maio de 2010 e gentilmente cedido na época pelo blog Viva Les Bootlegs.

sábado, 16 de junho de 2018

GURU GURU - Wiesbaden - 1973


Falar do Guru Guru é meio que chover no molhado....

Percursora do movimento Krautrock, foi formada nos anos 60 pelo baterista Mani Neumeier e pelo baixista Uli Trepte com o nome de Guru Guru Groove como uma banda voltada para o Jazz que tocava ao vivo músicas de Coltraine, Monk e Roach.

Em 1968 a banda passa a integrar a cena alemã com um show avassalador na cidade de Heidelberg chocando o público com um som bem diferente do que de costume e sem o Groove no nome. 

Já com um grande número de fãs que os acompanhavam pelos festivais da Alemanha, a banda lança no começo de 1970 seu primeiro e excelente trabalho de estúdio intitulado por UFO e já com o virtuoso e excelente guitarrista Ax Genrich dando um toque mais ácido e fazendo com que a banda sustentasse ainda mais uma originalidade única em termos de Krautrock.

A título de curiosidade, Ax ou Axel Genrich é um exímio guitarrista alemão fortemente influenciado por Hendrix e foi membro fundador do Agitation Free em 1970 mas deixou a banda antes mesmo do lançamento do primeiro disco Malesch de 1972. 
Genrich também gravou um excelente disco após sua saída do Guru Guru intitulado como Highdelberg Supersession de 1975 que trazia grandiosos nomes da cena alemã, tais como, Helmut Latter, Jan Fride e Peter Wollbrant (todos do Kraan), acompanhados por Dieter Moebius e Hans Joachim Roedelius ambos fundadores do Harmonia e finalizando, Mani Neumeier fiel companheiro de estrada no Guru Guru. 

Creio que esse disco não seja tão raro de achar pela internet, uma vez que o prog alemão se tornou figurinha carimbada em muitos blogs por aí.


Voltando ao que realmente interessa...

Esse registro ao vivo do Guru Guru gravado em 17 de Setembro de 1973 na cidade alemã de Wiesbaden  não se trata de um bootleg mas sim de uma gravação feita por um amigo da banda que engavetou as fitas da apresentação por décadas, sendo resgatado pelo salvador selo Garden Of Delights e lançado oficialmente em 2010.
O disco contém apenas três faixas, a primeira delas Ooga Booga do álbum Känguru de 1972 que possui uma versão estendida de quase 38 minutos regada por improvisações alucinantes!!! As restantes são belas versões de Round Race e Das Zwickmaschinchen  do  Don´t Call Us We Call You, disco em evidência na época.

A qualidade é boa, nota-se que as fitas foram bem conservadas com o passar do tempo e o Garden Of The Delights fez o possível para que a qualidade se tornasse ainda melhor.

TRACKS:

1. Ooga Booga
2. Round Dance
3. Das Zwickmaschinchen 



YANDEX

domingo, 3 de junho de 2018

[DIVULGAÇÃO] CARAVELA ESCARLATE - TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI - 09 de JUNHO



Mais uma vez a Vértice Cultural em parceria com a webradio Be Prog e Cena Carioca de Música Progressiva, abrem as portas do belo Teatro Municipal de Niterói para o lançamento do segundo álbum da banda carioca de Rock Progressivo, Caravela Escarlate. Álbum este muito bem aceito pela crítica nacional e que em pouco tempo, certamente chegará aos ouvidos dos apreciadores do gênero espalhados pelo mundo, seguindo assim o exemplo de outros nomes de relevante destaque no Rio de Janeiro. 


Foto: Carlos Vaz

Após o grande sucesso da apresentação realizada na última edição do festival Totem Prog em São Paulo, a banda prepara um espetáculo que contará a execução da íntegra de seu último lançamento, além de algumas faixas do primeiro disco em versões diferenciadas.

Este espaço tem uma dívida com esta banda que figura entre as mais importantes do Rio de Janeiro no cenário atual e em breve será divulgada uma resenha detalhando os principais aspectos contidos em ambos os trabalhos lançados nos últimos dois anos. 

Sabe-se que a Caravela é um projeto antigo do baixista David Paiva que se concretizou após a parceria feita com o tecladista Ronaldo Rodrigues que, já dividiu palco e estúdios com nomes de extrema importância no Brasil, além de ser peça essencial à banda Arcpelago. Outro convidado a integrar esse refinado projeto foi o baterista Élcio Cáfaro que também possui uma longa carreira junto a artistas de grande relevância no progressivo e MPB.

Preparem-se para um grande espetáculo de Rock Progressivo em alto nível!



SERVIÇO:

Caravela Escarlate - 09 de Junho (sábado) - 20hrs

Teatro Municipal de Niterói (R. XV de Novembro, Centro - Niterói/RJ)

Ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou através do site ingressorapido.com

Mais informações na página oficial do evento.


 

sábado, 19 de maio de 2018

JETHRO TULL - Songs From The Wooden Grammophone - 1977



Não é segredo pra ninguém que o álbum Songs From The Wood é o meu favorito de toda a discografia lançada pelo Jethro ao longo de quase 50 anos de estrada. 

Disco que compõe a primeira etapa de um trilogia (Heavy Horses-1978/Stormwatch-1979), aborda temas da natureza e de como o homem vem a maltratando na dependência abusiva de sua sobrevivência. 
Baseado em composições mais voltadas para o Folk, Ian Anderson abusa genialmente de belíssimas passagens de flauta entrelaçadas a melodias progressivas muito bem executadas por Barre, Palmer, Barlow e Glascock.

Certamente, o bootleg disponibilizado hoje, marca uma das primeiras apresentações que compunham a tour européia da banda para a divulgação do disco em questão.

Gravado em 19 de Fevereiro de 1977 na cidade de Southampton, o registro conta com versões impecáveis das faixas como "Jack In The Green", "Songs From the Wood", "Velvet Green" e "Hunting Girl", sendo estas as únicas executadas para a divulgação do mesmo e com boa receptividade do público presente. Uma pena a faixa "Cup of Wonder" ter ficado de fora...

Constam também boas versões de alguns clássicos indispensáveis como "Thick as a Brick", "Aqualung" e Locomotive Breath", sendo esta última um dos destaques de todo o disco. Ao seu final, David Palmer dedilha brilhantemente uma pequena parte de "Pomp and Circunstance" (Edward Elgar - 1857/1934) seguido por um solo desconcertante de um poderoso Hammond. 

A qualidade de áudio está a melhor possível. Trata-se de uma gravação vinda das fitas da BBC que, posteriormente, televisionou esse show sendo mais uma apresentação da série BBC In Concert

Nesse registro encontramos também algumas faixas bônus de gravações ao vivo pelos EUA em 1979 e uma linda versão a capela de "Dark Ages", vinda do disco Stormwatch.

Uma curiosidade interessante é a última faixa "Warbrobe Whopper", uma espécie de jingle, supostamente lançada para a divulgação de algum sanduíche da rede americana Burger King. 
As informações são um tanto vagas para se ter certeza de tal publicidade.

Eis um bootleg indispensável para qualquer admirador do gênero progressivo.


TRACKS:

1. Skating Away
2. Jack-In-The-Green
3. Thick As A Brick
4. Songs From The Wood
5. Velvet Green
6. Hunting Girl
7. Aqualung
8. Wind Up
9. Locomotive Breath
10. Sweet Dream*
11. Dark Ages*
12. Dark Ages (A capela)
13. Warbrobe Whopper

*EUA, Abril de 1979



YANDEX

sexta-feira, 4 de maio de 2018

FRIPP and ENO - Paris - 1975


Primeiramente, gostaria de agradecer ao Maurício Castro administrador do excelente blog Think Floyd que, gentilmente, me cedeu de seu acervo pessoal esse lindo registro há alguns anos atrás.

Robert Fripp e Brian Eno se conheceram em 1972 durante as gravações do álbum"Little Red Record" da banda Matching Mole, onde Fripp produziu o disco e Eno apareceu como convidado especial dando um toque a mais com um belo sintetizador.

Após longos papos, descobriram que possuíam ideias em comum embora alguns aspectos faziam com que os dois se deparassem com alguns opostos. Fripp por exemplo, sempre foi um guitarrista formidável que desenvolveu técnicas de extremo virtuosismo e dedicação em seus estudos quando compunha algo tanto no Crimson quanto em sua brilhante carreira solo. 

Já Eno, sempre foi um músico mais idealista e menos preocupado com técnicas descritas passo a passo, sua linha de improvisação chega a ser perfeita, sua destreza com os sintetizadores meio que pertence a outro mundo. Coisa de gênio mesmo. Ele mesmo se considerava como" não-músico" e classificava seus experimentos como "tratamentos" ao invés das performances tradicionais executadas pela a grande maioria dos músicos.

Essa brilhante parceria rendeu a ambos dois excelentes discos de estúdio conhecidos por (No Pussyfooting) de 1973 e Evening Star de 1975. Em 2005 se reencontraram e lançaram outro ótimo álbum intitulado como The Equatorial Stars. 

Hoje em dia, Eno é considerado como um dos maiores produtores musicais de todos os tempos e detentor do gênero musical intitulado como Ambient Music, classificado por ele mesmo como uma espécie de paisagem sonora onde uma atmosfera leva o ouvinte a um estado de espírito diferente. Um exemplo disso foram alguns belos discos compostos e produzidos por ele como Here Comes The Warm Jates (1973) que conta com as participações de Fripp e John Wetton e Taking Tiger Mountain (1974) que também possui as participações ilustres de Phil Collins e Robert Wyatt.

Eno também chegou a produzir grandes nomes como David Bowie, Paul Simon, U2, Talking Heads, dentre outros.Além de ser fã incondicional do movimento Krautrock, chegou a produzir alguns álbuns do Cluster e chegou a tocar em um deles, que por sinal é maravilhoso, intitulado como Cluster & Eno lançado em 1977.

Esse belo registro que vos apresento foi gravado em Paris em 28 de Maio de 1975 é composto por três discos instrumentais regados ao que há de melhor entre as linhas eletrônicas compostas por Eno em seus sintetizadores, um deles um lindo VCS3, mesclado a tão poderosa e virtuosa guitarra do mestre Fripp. 

O ponto mais interessante deste registro é o fato da ausência de toda aquela parafernalha de iluminação no palco, era apenas a penumbra de um holofote que não mudava de cor e, projetado atrás dos dois músicos, passava um curta metragem intitulado por Berlin Horse.

Posso dizer que esse disco em particular, entrou para meu acervo de forma magistral, esse sim é um registro totalmente indispensável a qualquer pessoa que goste tanto do progressivo sinfônico como das diversas formas de música instrumental já vistas por aí.


TRACKS:

DISCO 1:

1. Water On Water
2. A Radical Reprensentative Of Pinsnip
3. Swastika Girls
4. Wind On Wind
5. Wind On Water
6. A Near Find In Rip Pop

DISCO 2:

1. A Fearfull Proper Din
2. A Darn Psi Inferno
3. Evening Star
4. An Iron Frappe
5. Softy Gun Poison
6. An Index Of Metals

DISCO 3:

1. Test Loop I
2. Test Loop II
3. Loop Only A Radical Reprensentative Of Pinsnip
4. Loop Only Wind On Water
5. Loop Only A Darn Psi Inferno
6. Loop Only Softy Gun Poison


ATENÇÃO: ARQUIVO DISPONIBILIZADO EM FLAC PARA MANTER A BOA QUALIDADE DO REGISTRO.

FLAC YANDEX

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

[DIVULGAÇÃO] SOM NOSSO DE CADA DIA - TEATRO MUNICIPAL JOÃO CAETANO - NITERÓI - 05 de MAIO


O lindo Teatro Municipal João Caetano recebe no próximo dia 05 (sábado), o show de relançamento do cultuado álbum Snegs da banda Som Nosso de Cada Dia. Álbum este que, ao longo de mais de quatro décadas, se tornou um dos mais conceituados de todo o movimento progressivo brasileiro.

Confira abaixo o chamado das produtoras Vértice Cultural e Moshi Moshi para essa grande apresentação:



"Uma das maiores bandas de Rock Progressivo nacional dos anos 70 vai efervescer o palco do Teatro Municipal João Caetano, em Niterói, pela primeira vez no Rio de Janeiro, no sábado, dia 5 de maio, às 20 horas. O Som Nosso de Cada Dia, uma das mais emblemáticas bandas brasileiras da década de 70, está de volta sob a batuta de seu fundador Pedro Baldanza. O show é resultado da jovem parceria entre a produtora Vértice Cultural, a Rádio Beprog, a Masque Records e a Moshi Moshi Produtora, abrindo uma importante ponte aérea Rio-SP de rock progressivo.

Com 46 anos de existência, passando por diversas formações e caminhos musicais e poéticos distintos, a banda sobreviveu à prova do tempo, sendo descoberta e redescoberta, geração após geração. Formada em 1972 por Pedro Baldanza, o Pedrão (baixo, viola e vocal), Pedrinho Batera (bateria e vocal) e Manito (teclados, sax, flauta e violino), lançou em 74 o LP SNEGS, considerado por muitos como o melhor disco de Rock Progressivo brasileiro.

Em 1977, foi a vez do eclético álbum “SOM NOSSO”, que trouxe um lado A (Sábado) Funk, Soul e um Lado B (Domingo) Rock Progressivo e mesmo com a boa repercussão do disco o grupo acabou se dissolvendo em 1978.]

O retorno em 1994 parecia ser definitivo com a gravação do disco Live’94, mas com a morte inesperada e prematura de Pedrinho Batera em 95 resolvem parar mais uma vez. Em 2004, se reúnem novamente para uma série de apresentações que vão até 2010, quando se agrava a doença que levou Manito a falecer em 2011.

A banda hoje é formada por Pedro Baldanza, baixo e vocal, Pedro Calasso (Projeto Preto Véio), percussão e vocal, Marcello Schevano (Casa das Maquinas/Golpe de Estado/Carro Bomba), Guitarra e vocal, Fernando Cardoso (Violeta de Outono), teclados e Edson Ghilardi (Terreno Baldio) na bateria.

Além de suas apresentações regradas a um instrumental primoroso, envolvente e canções épicas e atemporais, o SOM NOSSO prepara um disco novo só com músicas inéditas para o segundo semestre de 2018."

Acervo Som Nosso
Foto: Marcos Vinicius Troyan Streithorst


SERVIÇO:

05/05, sábado no Teatro Municipal João Caetano em Niterói

Endereço: Rua XV de Novembro, 35 - Centro - Niterói

Horário: 20h

Informações: 2620-1624

Classificação etária: Livre

 Ingressos:

Setor Verde: R$ 120,00

Setor Amarelo: R$ 100,00

Setor Vermelho: R$ 70,00

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sábado, 21 de abril de 2018

SÜNDENFALL II - Sündenfall II - 1972


Grupo alemão de curta carreira, formado no distrito de Kevelaer, próximo a Düsseldorf, que lançou apenas um belo álbum em 72. 

A primeira formação do Sündenfall se dedicava exclusivamente ao Jazz e após uma apresentação do Jethro Tull na Alemanha, o pianista e flautista, Christoph Maubach se encantou com a performance de Anderson e decidiu optar por uma transição, trazendo também elementos de Folk e instrumentos acústicos a suas composições. 

Formou-se então o Sündenfall II, que nada mais é que uma é uma compilação variada de folk progressivo, com fragmentos de rock psicodélico, instrumentais de jazz, incluindo passagens de sax, trompete, gaita, muita flauta e com marcante presença de um lindo piano. Não encontramos aqui guitarras elétricas e variadas experimentações como era comum em terras alemãs mas sim uma sonoridade acústica de alto nível. A percussão é tímida a meu ver mas, com agradáveis variações rítmicas. A banda era composta por seis membros, entre eles Kerstin Fleischhammer a única mulher, que dava sua contribuição em algumas faixas com um lindo e forte vocal, sempre cantado em inglês. 

Gravaram então nove músicas diferentes, além de três pequenas peças solo (Prae) tocadas em piano, flauta e violão. Para as gravações, a banda preferiu usar instrumentos acústicos, enquanto em seus shows eles frequentemente apresentavam longas improvisações tocadas em instrumentos elétricos e com pouco vocal.

Uma nota interessante é que o disco foi gravado na então nova sede do canal ZDF, uma das maiores emissoras de televisão pública da Europa. A banda foi convidada para testar os equipamentos recém-instalados no estúdio de som e imagem, denominado por Trefiton. Já no final de 1972, o disco foi devidamente lançado com prensagem limitada de cópias que eram distribuídas em alguns shows e vendidas em algumas poucas lojas de Kevelaer. 

Como sempre, o selo Garden of Delights teve acesso a uma dessas cópias que, hoje chega a valer até uma milha de Euros e relançou em CD em 2010. No ano seguinte, lançou uma tiragem limitada a mil cópias em vinil que ainda se encontra disponível com preços relativamente mais acessíveis.

Trata-se de um disco leve, com faixas de curta duração que gradualmente envolvem o ouvinte a uma atmosfera encantadora em variados segmentos. Um belo registro a quem aprecia a vertente Folk do gênero progressivo. 



TRACKS:

1. Warning 
2. Suddenly Sun 
3. Prae 
4. Montpellier  
5. Dusty Road 
6. Duftes Ding 
7. How To Get On 
8. Prae 
9. She Lives In A Gang 
10. Bloody Birds 
11. Prae 
12. Soldier Of The North 




domingo, 15 de abril de 2018

GOTIC - Escenes - 1978


Da região Catalunha, surgiu já no fim dos anos 70 uma bela banda progressiva que de 'gótica', não tem absolutamente nada!

Existiram alguns boatos de que o Gotic havia gravado um segundo álbum ao qual estava em poder de seus detentores e que nunca fora lançado. Finalmente, por mais de três décadas, desengavetaram esse material e lançaram em CD com o nome de 'Gegants I Serpentines', que também é um excelente registro.

Hoje, irei abordar o primeiro trabalho gravado em 78 que se tornou essencial a qualquer adepto do progressivo sinfônico. Mesmo lançado em uma época onde o gênero já meio que agonizava, a banda teve todo o cuidado em criar melodias em complexas e diversificadas instrumentações, mantendo assim uma requintada essência a qual nos remete aos anos dourados do movimento europeu. 

Trata-se de um disco inteiramente instrumental, com variadas atmosferas, passando por fragmentos de Folk, combinado a uma pegada mais jazzy onde flautas, Hammond e um vistoso Fender Rhodes  desempenham a base de sua execução. 
A junção baixo-bateria não chega ser tão virtuosa mas de nítida criatividade.

A guitarra possui segmentos mais simplificados e de tímida aparição porém, de extrema beleza e essencial importância. Os curtos solos são bem melódicos e intricados, remetendo claramente, em certas passagens, a técnica usada por Andy Latimer especificamente no álbum 'Snow Goose' de 75.

As lindas camadas de teclados nas passagens lentas, são alternadas com as texturas e melodias  exibidas nos fortes solos de Moog, que vêm como uma grata surpresa em certos trechos, fazendo com que o disco ganhe um certo peso e ainda mais qualidade. 

Muitos dizem que essas camadas de teclados saem especificamente de um Mellotron. Discordo, pois os timbres de violino e alguns tipos de chorus não condizem com a originalidade extraída de um instrumento como esse. Desconfio que esses tipos de timbres tenham saído de instrumentos basicamente similares ao Mellotron, porém, de menor porte, tais como Arp Solina, Elka Rhapsody ou Crumar Orchestrator ou equivalentes. 
(Posso estar totalmente enganada e peço por favor que me corrijam se for o caso)

"Escenes" nada mais é que um excelente álbum vindo de uma terra onde infelizmente, o progressivo não era tão notório. Creio que se tivesse sido lançado por um grupo britânico ou italiano nessa mesma época, não há dúvida de que estaríamos agora reverenciando-os como um dos pilares do gênero. 

Mais uma vez, enfatizo que este é um disco essencial para aqueles que realmente levam o Rock Progressivo a sério.


TRACKS:

1. Escenes de La Terra en Festa I de La Mar en Calma
2. Imprompt I 
3. Jocs d'Ocells 
4. La Revolucio 
5. Danca d'Estiu
6. I Tu Que Ho Veies Tot Tan Facil 
7. Historia d'una Gota d'Aigua 


YANDEX


English Review:

From the Catalonian region, Gotic was a beautiful progressive band that emerged in the late '70s.
At the time, there was some rumors that Gotic had recorded a second album that was in the possession of its owners and had never been released. Finally, for more than three decades, they decided to allow this material and released on CD with the name of 'Gegants I Serpentines', which is also an excellent record.

Today, I'm gonna describe the first work recorded in '78 that has become essential to any progressive symphonic adept. Even released in a time when the genre was already half agonized, the band was careful to create melodies in complex and diversified instrumentations, maintaining a refined essence which reminds us of the golden years of the European movement.

This is an entirely instrumental record with diversified atmospheres, passing through fragments of Folk, combined to a more jazzy section where flutes, Hammond and a flashy Fender Rhodes form the essence of its execution. The low-battery junction is not enough to be so virtuous but with some clear creativity.

The guitar has more simplified segments and timid appearance but however, extreme beauty and essential importance. The short solos are very melodic and intricate, clearly referring in certain passages to the technique used by Andy Latimer specifically on the album 'Snow Goose'.

The beautiful layers of keyboards in the slow passages are alternated with the textures and melodies displayed on Moog's strong solos, which come as a welcome surprise in certain passages, making the record gain a certain weight and even more quality.

"Escenes" is nothing more than an excellent album coming from a land where unfortunately, the progressive was not so notorious. I believe that if it had been launched by a British or Italian group at the same time, there is no doubt that we would now reverence them as one of the pillars of the genre.

Once again, I notice that this is an essential record for those who really take Progressive Rock seriously.