terça-feira, 13 de junho de 2017

[DIVULGAÇÃO] LUMMEN - THEATRO DOM PEDRO - PETRÓPOLIS/RJ - 23 de JUNHO


Pela primeira vez, o Progrockvintage tem a honra em divulgar a tão esperada volta aos palcos da banda petropolitana, Lummen em merecida comemoração de seus 20 de carreira. 

Sempre a frente, está o multi-instrumentista Marco Aurêh, proporcionando o peculiar toque do que há de melhor na vertente medieval do gênero progressivo em uma roupagem mais moderna, porém executada de uma forma bem clássica.

A banda Lummen segue uma linha puramente medieval onde instrumentos como flauta e violino são os principais e mais belos destaques das apresentações ao vivo. A banda impõe também características cênicas no decorrer de algumas músicas, além de projeções de imagens conceituais em telão de alta qualidade. Dessa vez, serão projetadas telas do pintor e músico carioca, Claudio Dantas (Quaterna Réquiem, Vitral) e do surrealista belga Renné Magritte.

Para um melhor entendimento e mais informações, divulgo abaixo o texto retirado da página oficial do evento
Além da apresentação em Petrópolis em 23 de junho no Theatro Dom Pedro, outro show está marcado para 08 de Julho no Centro da Música Carioca Arthur da Távola no Rio de Janeiro.



"A banda LummeN entra em cena novamente.

“Medieval Contemporâneo” é um espetáculo de sons e imagens.

Ele reúne a essência da música do período medieval e renascentista numa vestimenta moderna.

A reprodução de figuras conceituais projetadas num telão dá um toque especial ao evento; um trabalho minucioso montado para sublinhar algumas músicas e fazer uma fusão entre a arte visual e a arte sonora. As imagens dialogam com os temas musicais apresentados. Uma edição de pinturas surrealistas de René Magrite e de Cláudio Dantas são alguns desses 'filmes' que criam o cenário em movimento.

Com algumas surpresas, o padrão sonoro - que apresenta uma proposta progressiva livre -, se mantém: O violino e a flauta atuam na linha de frente como instrumentos característicos da LummeN; a dupla recebe o aporte da guitarra, do baixo, do teclado, do bandolim e da bateria; músicas sutilmente teatralizadas; visual com estética conceitual e arranjos criativos.

Temas autorais como a canção “O Bobo da Corte”; as instrumentais: “Mansão” e a suíte “Destino Imaginário” - composições que figuraram no primeiro CD da banda, gravado em 1997, Ao vivo Rio Jazz Club (Som Interior), há exatos 20 anos - celebremos a data!

A atual formação:

Marco Aurêh – voz, flautas, violões, teclado e bandolim
Dalus – violino, violão e vocal
Paulinho Cabral – guitarra, violão e bandolim
Diego Peres – baixo e vocal
Anderson Maia – bateria

Patrícia Scagliusi - Soprano convidada."
 







terça-feira, 30 de maio de 2017

[RESENHA] RENAISSANCE - PALÁCIO DAS ARTES - BH - 28/05/2017

Foto: Renaissance Brasil

Belo Horizonte recebeu o show de despedida do Renaissance que, pela primeira vez, passou por território brasileiro. Teatro lotado e ingressos esgotados há mais de um mês da data marcada. BH foi a primeira cidade brasileira a vender todas as entradas dentre as quatro escolhidas para a tour intitulada de Songs For All Our Times. A banda segue agora para a Argentina onde se apresentará na próxima quarta-feira, 31.

Com o passar dos anos, o Palácio das Artes se tornou palco de grandes espetáculos envolvendo alguns nomes no que se diz respeito aos medalhões do Rock Progressivo. Por lá já assistimos majestosas apresentações de bandas como PFM, Focus, Jon Anderson, Alan Parsons Project, Jethro Tull, Rick Wakeman, dentre outros.
Sempre fui muito segura quanto a acústica do Palácio, raramente decepcionam. Novamente, optei por assistir ao show no piso superior do teatro e dessa vez o som não chegou como deveria. O baixo soava um tanto grave em alguns momentos, chegando a prejudicar a audição vinda dos teclados. O violão chegou bem fraco no começo mas foi ajustado no decorrer da apresentação. Certamente, quem estava no nível do palco pôde desfrutar de um som mais limpo.

Vale lembrar que Annie Haslam passou por aqui em duas ocasiões onde, creio ter feito dueto nesse mesmo teatro, com dois grandes nomes da música mineira, Marcus Viana e Flávio Venturini em diferentes anos. 

Como sempre, pelo menos por essas terras, o Rock Progressivo tende a agregar as mais diferentes gerações. Nesse show em particular, havia um número considerável de crianças, jovens sempre munidos de seus LPs, senhores de variadas idades acompanhados de suas esposas e filhos e, principalmente, há também aqueles que, assim como eu, costumam ir a certos shows sozinhos e para a minha surpresa, sentado ao meu lado esquerdo, um senhor que era a sósia perfeita do Fish (Marillion). Também marcaram presença na plateia alguns intelectuais da música mineira - já citados- nessa noite que seguramente entra para a lista dos mais grandiosos shows ocorridos em BH.

Setlist impecável, muito bem selecionado e mais voltado para uma seleção de faixas mais acústicas, onde não se exigia em quase nada o uso da guitarra elétrica, sendo esta lindamente substituída por belos arranjos de violão do simpático e muito competente Mark Lambert.
A banda também contava com dois excelentes tecladistas americanos que foram os coadjuvantes de luxo a acompanhar a angelical voz de Haslam no decorrer do show. As principais passagens de piano digital ficaram por conta do compositor de trilhas, Rave Tesar, que vem acompanhando o Renaissance desde o começo desta década.Tesar, além possuir uma formação nitidamente mais clássica e ser extremamente técnico, se encaixou perfeitamente a proposta da banda que sempre teve o rótulo de ser a mais lírica do gênero progressivo.

Já no outro lado do palco, estava o já conhecido Tom Brislin, que já é nome conhecido e também acompanhou o YES de forma espetacular em 2009, tendo seu nome creditado ao excelente disco ao vivo,  YES Symphonic.
Brislin tomou conta dos sintetizadores também digitais, hora destilando toda uma técnica em solos impecáveis, hora acompanhando as lindas passagens de piano executadas por Tesar. Jovem tecladista ao qual muito me impressionou pelo bom gosto na escolha dos mais variados timbres que chegaram bem perto aos originais dos anos 70, com poucas variações.

A banda foi muito bem conduzida pelo sério e muito técnico baterista Charles Descarfino, que se rendeu a magia do Rock Progressivo, deixando em hiato seus projetos direcionados as artes cênicas. Profissional muito competente e diversificado, conseguindo tocar qualquer gênero musical sem perder sua nítida virtuosidade. Descarfino chegou a participar do disco acústico do Renaissance gravado em 2000 na Filadélfia.

A sequência na execução das faixas foi muito bem elaborada ao meu ver. 'Prologue' abriu o show com sua característica semi instrumental, onde Annie Haslam fazia ali uma espécie de aquecimento vocal, dando apenas uma pequena amostra ao que viria pela frente.

Logo em seguida vieram dois clássicos essenciais em deslumbrantes versões. 'Carpet of the Sun' e 'Ocean Gipsy' foram bem marcantes. A primeira, por ser um dos muitos clássicos, contou com a introdução vinda do violão de Lambert, entrelaçando seus acordes ao belo piano de Rave Tesar, algo que foi bonito demais de se ver logo no começo do espetáculo. A segunda muito me emocionou por ser uma das mais lindas composições da banda, vinda de um disco que é indispensável a qualquer admirador do gênero progressivo. Versão impecável onde todos os instrumentos se completavam em total entrosamento, de forma a conduzir a voz de Annie Haslam com extrema delicadeza e sofisticação.

'Grandine Il Vento', 'Simphony of Light' e 'The Mystic and The Muse' foram as faixas selecionadas para representar o último álbum de estúdio lançado em 2013, logo após a morte do guitarrista Michael Dunford, único remanescente após a era Jane Relf.  Dunford e Haslam chegaram a compôr juntos o disco e ainda contaram com participações especiais de Ian Anderson e do saudoso John Wetton.
Sinceramente, não é um trabalho em estúdio ao qual me chamou muito a atenção, algumas faixas são lindas, e outras melancólicas demais porém, a execução ao vivo me trouxe uma perspectiva bem diferente. 

'Let It Grow' foi outro clássico que contagiou o teatro, seguido pela execução de 'Mother Russia' que pagou o ingresso. Grandiosa composição, onde ambos tecladistas foram, de certa forma, desafiados a  substituir uma orquestra sem lesar os instrumentos de base. Trata-se de uma linda obra, construída em torno de uma das melodias mais sedutoras e bem trabalhadas do Rock Progressivo em geral.

'Sounds of the Sea' e 'A Song For All Seasons' praticamente encerravam a grandiosidade daquele belo espetáculo. Esta última também merece destaque por seus belos arranjos, variadas atmosferas sincronizadas a voz angelical das tão famosas 5 oitavas de Annie Haslam.

O bis ficou por conta de uma agradável homenagem ao Brasil em forma de Bossa Nova, com a releitura de 'Quiet Nights of Quiet Stars' (Corcovado), composta por Tom Jobim e imortalizada na voz de Frank Sinatra. A versão em inglês foi originalmente gravada em 1967 como parte do álbum Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim. A versão executada pelo Renaissance agradou e muito a todos os presentes.

'Ashes are Burning' foi o encerramento mais emblemático que já pude ver de perto. A banda teve momentos de descontração e envolveu o público com solos muito bem elaborados pelo baixista americano Leo Traversa, sem desviar a coerência de sua execução. Em meio a esses solos a cinco cordas, saíram alguns pequenos trechos de músicas do Clube da Esquina. Creio que as duas primeiras tenham sido 'Ponta de Areia' e 'Vera Cruz', ambas de autoria de Milton Nascimento. As outras, não consegui identificar. 
Esse cara já passou diversas vezes pelo Brasil tocando ao lado de músicos como o próprio Milton, Toninho Horta, Ivan Lins, citando apenas alguns. 
 O solo poderoso de sintetizadores executado por Brislin foi apenas uma pequena amostra do que esse menino é capaz.

Tive a honra de agradecer pessoalmente a Mark Lambert e Annie Haslam pelo memorável espetáculo que ficará guardado nas melhores recordações da grande maioria dos presentes. O que presenciamos na noite do último domingo, foi nada menos do que uma verdadeira aula de progressivo sinfônico.




Vídeos em breve...

 

sábado, 20 de maio de 2017

ANDERSON, BRUFORD, WAKEMAN & HOWE - Summer Themes - 1989




Apresentação impecável de quatro dos maiores músicos do mundo progressivo. Esse bootleg foi gravado em Houston em 28 de Agosto de 1989 e conta com uma versões bastante diferenciadas, condizentes com a época em questão porém, bem interessantes.'Close To The Edge' é um belo exemplo disso.

Uma curiosidade ocorrida durante essa apresentação foi que logo após a última faixa (Starship Trooper), o baixista Tony Levin desmaiou ao sair do palco sendo diagnosticado posteriormente com Hepatite. Com a pausa de Levin da tour, foi chamado o mais que competente Jeff Berlin que havia tocado anteriormente na banda de Bruford. Ele teve apenas três dias de ensaio para que a banda pudesse prosseguir com os shows já agendados.

Aqui encontramos faixas de discos clássicos do YES variando entre fases que vão desde o segundo álbum Time And A Word (1970), passando pelo Close To The Edge (1972) até o 90125 (1983), este último o mais polêmico de todos por se tratar de arranjos não muito coerentes ao estilo que executava no passado. Particularmente, acho esse disco fantástico e muito melhor do que muitos lançados pela banda no fim dos anos 80.


Além de belas versões de alguns clássicos, temos também a execução de algumas faixas do único disco de estúdio lançado pelo quarteto nesse mesmo anos de 1989. 

A qualidade do áudio é bem aceitável e recomendo a todos esse bootleg que, certamente, é uma obra bem interessante desse projeto que durou pouco mas que trouxe


TRACKS:

DISCO 1:

1. Time And A Word (Fades In)
2. Owner Of A Lonely Heart
3. Teakbois
4. The Clap
5. Mood For A Day
6. Rick Wakeman Solo
7. Long Distance Runaround/Drum Solo
8. Birthright
9. And You And I
10. I´ve Seen All Good People
11. Close To The Edge

DISCO 2:

01. Themes
02. Brother Of Mine
03. The Meeting
04. Heart Of The Sunrise
05. Order Of The Universe
06. Roundabout
07. Starship Trooper


sexta-feira, 12 de maio de 2017

[DIVULGAÇÃO] "WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS'' - CARAVELA ESCARLATE, LUIZ ZAMITH & BANDA, ÍCONES DO PROGRESSIVO - TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO - RIO - 18 DE MAIO


AÇÃO ENTRE AMIGOS EM PROL DO BATERISTA ELCIO CÁFARO


O Progrockvintage não poderia deixar de participar, mesmo que de longe, em prol de uma causa mais que justa, onde desagradáveis circunstâncias vem sendo um tanto comuns no meio musical na atualidade de nosso país.

Acervo Carlos Vaz
No fim do mês de Abril, Elcio Cáfaro, passou por uma situação absurda ao sofrer um assalto após uma apresentação da banda Caravela Escarlate, ao qual é integrante. Na abordagem, foram subtraídos do músico vários componentes essenciais de sua bateria incluindo um pedal de bumbo, um set de pratos turcos Dyrill, baquetas e outros itens.


Cáfaro é um conhecido baterista carioca que já trabalhou com importantes nomes da música brasileira tais como Boca Livre, MPB4, Nara Leão, Chico Buarque, dentre muitos outros. 
Profissional que também é parte integrante da Cena Carioca de Música Progressiva, presente nos três projetos que se uniram para arrecadar fundos para tentar reverter o prejuízo do músico. 


OS SHOWS DAS BANDAS CARAVELA ESCARLATE, LUIZ ZAMITH & BANDA E ÍCONES DO PROGRESSIVO IRÃO OCORRER EM 18 DE MAIO A PARTIR DAS 20:30hrs, NO TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO NO RIO DE JANEIRO. OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS NA BILHETERIA DO TEATRO NO DIA DO EVENTO OU ATRAVÉS DO SITE TUDUS


Mais informações na página oficial do evento no Facebook.

Abaixo alguns vídeos das bandas, já citadas por aqui em outras ocasiões, que contam com a participação de Elcio Cáfaro:






quinta-feira, 4 de maio de 2017

FRAME - Frame Of Mind - 1972


Frame é mais uma dessas bandas alemãs desconhecidas por muitos e que lançou apenas este excelente trabalho. A capa do disco acusa ser uma banda de Krautrock mas ao contrário do que se imaginava, temos aqui um trabalho de Heavy Prog de primeira qualidade. 
 
A banda abusa dos excelentes riffs de guitarra muito bem executados por Andy Kirnberger (primeiro guitarrista do Pell Mell)  que também conduz os vocais com maestria e muito bem acompanhado pelo exemplar tecladista Cherry Hochdorfer (que mais tarde, em 1978 também fez parte do Pell Mell, juntamente com o baterista Wolfgang Noel). 

Não há o que destacar, as faixas são muito bem arranjadas e executadas de uma forma bem pesada, toda a atmosfera presente nesse registro é de um êxtase essencial pra quem gosta de um som mais enérgico a lá Birth Control

Em especial, esse disco me remeteu a uma excelente e também desconhecida banda britânica chamada Aardvark, fundada por Steve Milliner que mais tarde passou a integrar o Free

É também um disco bastante interessante e que já foi postado aqui anteriormente. 


Lembrando que esse registro também conta com o famoso produtor alemão Dieter Diierks que trabalhou com bandas essenciais como Asha Ra Tempel, Nektar e Tangerine Dream. Foi também o responsável pelo estouro do Scorpions em 1975 que acabou se tornando uma das bandas mais populares da Alemanha Oriental.

Posso dizer que essa é uma excelente pedida a quem gosta de ouvir uma boa música no carro a qualquer hora do dia ou da noite.




TRACKS:

1. Frame Of Mind
2. Crusical Scene
3. All I Really Want Explain
4. If
5. Winter
6. Penny For An Old Guy
7. Childrens Freedom
8. Truebsal 



YANDEX

segunda-feira, 1 de maio de 2017

ANXTRON - Jellyfish - 2017


A banda Anxtron retorna as páginas do Progrockvintage para a divulgação de seu mais recente disco, lançado em janeiro passado e intitulado por Jellyfish.

Banda formada em 2003 na cidade de Niterói/RJ, conta com a mesma formação em trio (irmãos Marcolino e  Gabriel Aquino) desde o lançamento de seu primeiro EP em 2008. Após o lançamento do ótimo Brainstorm, a banda ganha uma peça pontual, Gabriel Souza, para a execução do baixo.
Raras são as bandas que conseguem manter basicamente os mesmos músicos no decorrer dos anos. Acho importante e muito válido essa formação sólida de que visa o total entrosamento entre o grupo dando um ponto a mais de qualidade aos trabalhos em estúdio ou fora deles. 

 
ACERVO ANXTRON


Assim como nos discos anteriores, Jellyfish vem com sete faixas inteiramente instrumentais de  bom gosto, com composições bem arranjadas onde, na maioria das vezes, a guitarra aparece como maior destaque. 

Apesar de ser fã de sintetizadores, a abertura do disco pouco me agradou por não ser muito adepta ao tipo de timbragens digitais desenvolvidas por nomes bastante conhecidos na linha do metal progressivo. 
Apesar disso, a banda consegue balancear bem as outras faixas no decorrer de sua execução, hora passando por estilos mais voltados para o blues, hora para uma pegada mais fusion, mesclando bem a forte guitarra de Eduardo Marcolino aos sintetizadores de Gabriel Aquino.

Destaco a faixa 'Armadillo Inc' que traz uma bela introdução de um simulador de piano elétrico, envolvido por uma agradável linha de baixo executada por Gabriel Souza, devidamente acompanhados pela potente bateria de Rafael Marcolino. A música me agradou pelo simples fato de que todos os instrumentos se encontram em perfeita harmonia, criando assim uma atmosfera mais progressiva na minha modesta opinião.

ACERVO ANXTRON
A banda tem como convidada especial a guitarrista israelense Nili Brosh, destilando toda sua técnica na faixa 'Talking Toy'. Brosh é figura conhecida na atual cena de Progressive Metal americano, onde já dividiu palco com nomes bem conhecidos desse estilo.

Jellyfish talvez seja o disco mais pesado do Anxtron, sem evidenciar muito o progressivo habitual mas ainda valendo a pena sua audição em alto volume por toda sua qualidade instrumental. Um verdadeiro presente aos admiradores do metal progressivo.

Certamente, essa foi umas das mais difíceis publicações de minha autoria por aqui. Trata-se de um disco extremamente técnico com nuances de difícil compreensão que fogem ao meu restrito e, muitas vezes, vago conhecimento musical. Não sou profissional no que se diz respeito a crítica musical e muito menos jornalística. Aqui está expressa apenas minha opinião com uma linguagem um tanto simplória, a fim de expor em palavras simples o meu ponto de vista sobre um trabalho vindo de uma banda a qual admiro há uns bons anos.

O disco completo pode ser encontrado em plataformas de streaming ou através do Youtube. Para aquisição de cópia física, basta entrar em contato com a banda através de seu site oficial.







TRACKS:

01. The Oasis 
02. Toca Do Lagarto 
03. Armadillo Inc. 
04. Pororoca 05:41
05. Igloo 

06. Talking Toy 
07. Furry Creatures From Alpha Centauri




terça-feira, 25 de abril de 2017

BODKIN - Bodkin - 1972


Banda escocesa formada no início dos anos 70 por cinco talentosos jovens músicos, que tentavam ganhar notoriedade tocando em pequenos festivais espalhados pelas universidades do Reino Unido. Com o crescente surgimento de fãs, a banda é convidada a participar do National Rock Band Contest of Great Britain onde foi escolhida, em todos os quesitos, como a melhor banda daquelas terras. Não se sabe o ano exato em que esse concurso aconteceu mas, por causa dele, os músicos tiveram oportunidade de entrar em estúdio e gravar seu único disco pelo desconhecido selo West Records no ano de 1972. 

 Trata-se de um heavy prog mais denso e encorpado, onde o Hammond é o maior destaque de toda a execução. Já na primeira faixa, percebe-se com clareza o que vem pela frente. Uma poderosa introdução mesclada a belas passagens de guitarra que, em certas partes, entende-se tratar de uma atmosfera mais voltada para uma jam. Possantes linhas de baixo acompanhadas de uma bateria de peso também fazem parte de um trabalho que envolve nítida técnica e extrema qualidade.  


Ao final de várias audições, notei uma certa equivalência aos primeiros trabalhos do Deep Purple e The Nice. Esse tipo de timbragem, mais imponente e com reverb de alta distorção, era bastante utilizada pelos saudosos John Lord e Keith Emerson em suas marcantes passagens por essas duas icônicas bandas. 

A capa original é uma incógnita para os colecionadores de vinil. Sabe-se que foram prensadas poucas cópias com duas capas distintas e até muito simplórias, sendo que este disco é considerado como um dos mais raros e caros do mercado europeu.
A capa em questão, contendo o medonho bode, foi relançada em CD já nos anos 2000 pelo selo italiano Akama Records. 


TRACKS:

1. Three Days After Death Pt. 1 
2. Three Days After Death Pt. 2 
3. Aunty Mary's Trashcan 
4. Aftur Yur Lumber 
5. Plastic Man


YANDEX


segunda-feira, 10 de abril de 2017

SIGMA - Implemental View - 1998


O progressivo nacional me surpreende a cada dia. O surgimento de novas bandas vem trazendo certo fôlego para o gênero que luta por espaço, em um país onde se consome basicamente música de péssimo nível nos dias atuais. Ainda salvam-se algumas boas bandas que persistiram em manter continuidade em seus trabalhos e outras que resolveram reaparecer após alguns anos de inatividade, com novos projetos e discos inéditos. Tenho fé na continuidade do gênero progressivo no Brasil e ainda espero ver coisas novas e de muita qualidade.

Acontece que ás vezes, muitas vezes, a vida dá uma rasteira e algumas bandas passam despercebido por esse universo chamado Rock Progressivo. São infinitas bandas e é praticamente impossível ter conhecimento de pelo menos 40% delas. Muitas excelentes e até conhecidas, com trinta, quarenta anos de estrada ainda são 'novas' para mim e, certamente, ainda há muitas surpresas guardadas. O Brasil ainda é um país ao qual me traz boas surpresas em termos de bandas veteranas as quais passaram batido e somente agora tive acesso a bons e interessantes materiais. 

Acervo Sigma


Um exemplo disso é a banda paulistana Sigma, formada nos anos 90 (creio), a qual me foi apresentada pelo amigo e fotógrafo Carlos Vaz, durante seu programa semanal na Rádio RST. Me interessei logo de cara pelo tipo de som executado e pouco tempo depois tive acesso ao CD físico, gentilmente enviado pelo Vaz. 

 Poucas informações se tem sobre o Sigma, até mesmo a página oficial no Facebook não ajuda muito. Pelo menos a boa notícia é que os músicos se reuniram em estúdio e já lançaram um novo trabalho. Já é possível ter acesso a íntegra do disco inédito (Singularity) nos canais de streaming. Até mesmo pela minha desinformação, peço que alguém se pronuncie caso tiver alguma novidade e mais detalhes sobre essa banda a qual tanto me interessou.

A formação do disco intitulado por Implemental View é composta pelos irmãos Sergio e Claudio Penna, bateria e teclados respectivamente, acompanhados pelo guitarrista e também tecladista Cristiano Moro e Jameson Trezena, fazendo com que o baixo seja um instrumento de incrível destaque em todas as faixas que compõe esse ótimo trabalho.

Trata-se de um álbum inteiramente instrumental, sinfônico, demasiadamente melódico, com alguns toques pontuais voltados para uma agradável atmosfera jazzy. Na maioria das composições, nota-se claramente uma forte influência ao Camel no fim dos anos 70 por suas tenras timbragens de guitarra, seguidos por fortes solos de sintetizadores. Destaque para a faixa 'Run', que ilustra bem a junção entre baixo e Hammond, acompanhados por um baterista de alto nível. 



Talvez deva ser somente impressão ou falta de conhecimento técnico de minha parte mas algumas poucas passagens me remeteram a algumas lembranças que envolvem a banda mineira Dogma, a qual tenho grande admiração. Fernando Campos é ídolo por essas terras onde o progressivo anda meio esquecido e empoeirado. Uma volta do Dogma aos palcos com sua nova nova formação de jovens e competentes músicos, seria um alento para nós mineiros que tanto prezamos a boa música.



TRACKS:

01. Falling Man
02. Second Trick
03. Soundscape
04. Daydreams
05. Misleading You
06. Silent Sun
07. Run
08. Get Out
09. Keep the Flags On
10. Waves


YANDEX

Para uma melhor audição, o disco físico ainda encontra-se em catálogo e pode ser adquirido no site do selo Progressive Rock Worldwide.


domingo, 2 de abril de 2017

AMON DÜÜL II - BBC Radio One - 1973


Me sinto um tanto envergonhada por não ter postado absolutamente nada sobre essa banda que foi uma das principais percursoras para que o movimento Krautrock surgisse na Alemanha no fim dos anos 60 juntamente com o Faust, Popol Vuhl, Can, dentre outras...

Aqui encontramos excelentes gravações para a BBC de faixas dos melhores discos do ADII tais como o essencial Phallus Dei (1969), Wolf City (1973) e Vive La Trance (1974), este último lançado meses depois à gravação desse registro para a BBC. 

As duas últimas e excelentes faixas foram lançadas como bonus no também essencial Tanz Der Lemminge (1971). 'Marylin Monroe Memorial Drums' é um dos melhores solos de bateria que já escutei. Executado pelo excelente e esquecido Peter Leopold (já falecido), um dos fundadores do primeiro Amon Düül juntamente com umas das vocalistas Renate Knaup e o excêntrico guitarrista e também baixista John Weinzierl, que chegou a tocar no disco homônimo da excelente banda de fusion Missus Beastly em 1970. 

Não possuo a data exata dessa gravação mas garanto a todos vocês que se trata de um excelente e raro bootleg com qualidade impecável. 


Esse é um registro mais que essencial aos admiradores do Krautrock!



TRACKS: 

1. Ladies Mimikry
2. Kanaan
3. Dem Guten, Schönen, Wahren
4. Green-Bubble-Raincoated-Man
5. Mañana
6. Trap
7. Marylin Monroe Memorial Drums
8. Chewing Gum Telegram 


domingo, 26 de março de 2017

GENESIS - BBC Master Dat - 1972



Constam aqui dois registros pertencentes aos arquivos da BBC em diferentes  locais da cidade londrina. 

O primeiro ocorreu no Paris Theater em 2 de Março de 1972* e o segundo no próprio estúdio da BBC em 25 de Setembro** do mesmo ano.

Ambas apresentações são faixas de discos como Nursery Crime e Foxtrot. Destaque para aquela breve e macabra menção aos personagens Henry e Chynthia durante um jogo de Críquete, narrada pelo mestre Gabriel.

Como era bastante usual nessa tour do Nuersery Crime, faltou a execução de Supper's Ready mas as faixas contidas aqui já são suficientes. A bela versão de Fountain Of Salmacis já vale por todo o registro.


TRACKS:

1. Intro*
2. Fountain Of Salmacis*
3. Intro*
4. Musical Box Story*
5. The Musical Box* 
6. Intro*
7. The Return Of The Giant Hogweed*
8. Twilight Alehouse**
9. Get ´Em Out By Friday**
10. Watcher Of The Skyes**



sábado, 18 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] CENA CARIOCA DE MÚSICA PROGRESSIVA - BANDAS AURA E ARCPELAGO - TEATRO ZIEMBINSKI - RIO - 07 de ABRIL


A quarta edição da Cena Carioca de Música Progressiva abre o ano de 2017 com duas imperdíveis apresentações, marcando a estreia da banda Aura a esse movimento que vem presenteando os cariocas com espetáculos exclusivamente autorais e de elevado nível. 

A primeira banda a se apresentar será a Arcpelago, retornando aos palcos para prosseguir com a divulgação do álbum que, na minha modesta opinião, foi o melhor do gênero progressivo lançado por uma banda brasileira em 2016.
 
Vale destacar que a banda Aura faz o tipo de música que vem me fascinando aos longo dos anos. Sem rótulos, os jovens músicos misturam uma pegada psicodélica voltada a um som mais experimental de alta qualidade. Costumo devorar o progressivo alemão em todas as suas vertentes e pelo pouco acesso que tive a alguns vídeos da banda, creio que chegam bem perto do conceito alemão de fazer música experimental. Desconheço se possuem algum material físico ou digital mas achei muito interessante e gostaria de ouvir mais a respeito se possível. 

Esse ano promete em termos de shows do gênero no Rio, aos quais merecem ser conferidos. São bandas diferenciadas, de alto nível que fazem valer a pena pegar estrada para se ouvir música de qualidade em impecáveis produções. Como perdi muitos desses shows nos últimos dois anos, estabeleci uma meta de ir pelo menos duas vezes ao Rio esse ano para compensar tamanha falha. 
Um deles será tão esperada volta da banda Vitral a ativa. O show será em julho mas ainda sem data definida. 



 


AS APRESENTAÇÕES ESTÃO MARCADAS PARA O DIA  07 DE ABRIL A PARTIR DAS 19:00, NO TEATRO ZIEMBINSKI, BAIRRO DA TIJUCA.
INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO.




quinta-feira, 16 de março de 2017

PATERNOSTER - Paternoster - 1972



Eis uma banda de Krautrock não vinda da Alemanha e pouco conhecida pelo público em geral. 

Paternoster foi criada em Viena na Aústria em 1970 e teve seu término após o lançamento do disco em questão.

A banda faz um som bem psicodélico com um vocal bastante depressivo e excelentes passagens de órgão de igreja.

Destaque para a sexta faixa "The Pope Is Wrong" que traz misturas complexas e estranhas de progressivo, o que dá a nítida impressão que realmente se trata de um bom e interessante disco experimental para a época.


TRACKS:

1. Paternoster
2. Realization
3. Stop These Lines
4. Blind Children
5. Old Danube
6. The Pope is Wrong
7. Mammoth Opus O

terça-feira, 7 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] PINK FLOYD REUNION - ESPETÁCULO THE WALL - CINE THEATRO BRASIL - BELO HORIZONTE - 10 a 12 DE MARÇO


São poucas e raras as bandas cover divulgadas por aqui, principalmente quando o assunto gira em torno da maior e melhor banda de todos os tempos. Muitas tentam e podemos contar nos dedos de uma só mão quantas se salvam. Já vi inúmeras bandas, inclusive internacionais com aparatos mirabolantes incluindo projeções em telão redondo, raio laser e até porco inflável mas musical e tecnicamente falando são um verdadeiro fiasco.

Me lembro perfeitamente a primeira vez que vi o Pink Floyd Reunion no tradicional bar Stonehenge em BH, por volta do ano de 2009. Confesso que saí de casa totalmente descrente e pensando que seria mais um daqueles shows 'meia boca' aos quais já me estragaram muitas noites. Mero engano...
Simplesmente tocaram o Animals e se não me foge a memória o WYWH na íntegra. Vi ali uma banda em perfeita harmonia, super entrosados, timbragens redondas tanto nos teclados quanto nas guitarras, demonstrando que é possível sim executar releituras muito fiéis das mais complexas obras compostas originalmente pelo PF.



Em comemoração aos seus 14 anos de existência, a banda presenteia os fãs do bom progressivo com um espetáculo baseado integralmente na sincronia do filme Pink Floyd - The Wall (1982), desde o primeiro rugido do leão da MGM até os créditos finais. A banda ainda conta com suporte de um coral de vozes e uma seleção com os melhores músicos de renomadas orquestras do estado de Minas Gerais, devidamente regidos pelo maestro Rodrigo Garcia.

Como as duas últimas datas já se encontram esgotadas, resta apenas o dia 10/03 com ingressos disponíveis a venda na bilheteria do teatro Cine Theatro Brasil Vallourec ou pelo site compreingressos.com




domingo, 5 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] FESTIVAL TOTEM PROG 2017 - 11 e 12 DE MARÇO - SÃO PAULO


Já na próxima semana, São Paulo abrirá as portas para o primeiro e muito promissor festival de Rock Progressivo que engloba exclusivamente bandas de âmbito nacional. Serão dois dias de muitos shows com nomes bastante conhecidos e algumas revelações que valem a pena conferir. 

A primeira edição do Festival Totem Prog 2017 tem a iniciativa um tanto corajosa vindas da Moshi Moshi Produtora juntamente com a Psico BR Discos, para promover um festival de grande porte e alto nível como esse. São Paulo tem público para esgotar shows, festivais e assim como no Rio e outras poucas localidades, possui sérios profissionais capazes de idealizar um ambicioso projeto que muitos de nós sonhamos em poder assistir um dia. 
É dever de todo admirador da boa música e principalmente do progressivo, prestigiar e valorizar eventos como esse, onde não se visa o lucro e sim a união do cenário nacional em um só ambiente, prestigiando não só os medalhões mas também as novas gerações que muito contribuem para que esse gênero musical continue em evidência. 

Além das apresentações, o festival conta com algumas manifestações artísticas incluindo projeções psicodélicas, palestras, som mecânico, exposições fotográficas de Bolívia e Cátia Rock por diversos eventos pelo Brasil ao longo dos anos. Também será montada uma feira onde serão expostos vinis e Cds para venda.





Segue programação:

Dia 11/03 (sábado), a partir das 18:00hrs

- Som Nosso de Cada Dia - tocando na íntegra o álbum 'Snegs';

- Protofonia - divulgando seu segundo álbum ‘A Consciência do Átomo’;

- Willy Verdaguer e Humauaca - argentino radicado no Brasil, ex-baixista do Secos e Molhados;

- Dialeto - divulgação do novo trabalho e faixas do álbum ‘The Last Tribe’;

- Faixa de Pedestre (pocket show) - banda revelação vinda de São Paulo;


Dia  12/03 (domingo), a partir das 18:00hrs

- Terreno Baldio - tocando faixas do álbum homônimo e 'Além das Lendas Brasileiras'. A banda também promete um apresentação especial e algumas novidades;

- Elias Mizrahi - obras da carreira solo;

- Cézar das Mercês e os Filhos do Tempo - com participação da banda Cosmo Drah, Mercês apresentará suas faixas inclusas no disco 'Mudança de Tempo' da banda O Terço;

- Lee Recorda - apresentando seu primeiro e excelente álbum homônimo; 

- Stratus Luna (pocket show) - banda revelação vinda de Piracicaba/SP.




O FESTIVAL TOTEM PROG 2017 ESTÁ MARCADO PARA OS DIAS 11 e 12 DE MARÇO, NO TEATRO UMC (Av. Imperatriz Leopoldina, 550 - Vila Leopoldina) EM SÃO PAULO.

MAIS INFORMAÇÕES NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO.
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS ATRAVÉS DO SITE COMPREINGRESSOS.COM