segunda-feira, 23 de novembro de 2020

[FLAC] STEVE HACKETT - Drury Lane - 1979

 


Em 1978, o Genesis iniciava uma nova turnê e também a fase mais decadente de sua história (que venham as pedras dos fãs mais enérgicos) que perdura até os dias atuais com o anúncio de um novo retorno programado até então para esse ano (que já foi previamente adiado por conta da pandemia da Covid-19).

Steve Hackett deixou a banda em 1977, determinado a continuar sua jornada através da música como artista solo. Após sua saída, presenteou seus fãs com nada menos que nove álbuns solo em 15 anos, incluindo dois com composições inteiramente de peças instrumentais de violão. Apesar do sucesso de seus primeiros álbuns, "Voyage Of The Acolyte", "Please Don't Touch", "Spectral Mornings" e "Defector", o guitarrista evitava intencionalmente tocar músicas do Genesis no palco, incluindo apenas segmentos muito curtos como 'I Know What I Like' e 'Horizons'.

O registro a seguir, faz parte de um enfoque na melhor fase de sua carreira solo com ênfase para o disco "Spectral Mornings", lançado meses antes dessa apresentação. 

Aqui encontramos também uma leva de faixas dos seus dois primeiros álbuns em belas versões. Destaque para Ace of Wands e a dobradinha Land Of A Thousand Autumns/Please Don't Touch que abre o disco com maestria.

Gravado em 11 de Novembro de 1979 no Drury Lane Theater em Londres, o Progrockvintage disponibiliza um verdadeiro petardo da carreira solo de um dos maiores e mais virtuosos guitarristas de todos os tempos. 


TRACKS:

01. Land of a Thousand Autumns - Please Don´t Touch

02. Tigermoth

03. Every Day

04. Ace of Wands

05. The Red Flower of Tachai

06. Spectral Mornings

07. Clocks

08. Bood On The Rooftops / Horizons / Kim (Instrumental)


MEGA


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

[REPOST] MAGMA - Grenoble - 1975

                                         

                                                        (Publicado originalmente em Setembro de 2015)
Talvez essa seja uma das postagens mais difíceis de se fazer por aqui mas deixar de compartilhar um registro desse porte seria uma baita sacanagem. Existem centenas de bootlegs de variados anos do Magma espalhados por aí mas a maioria deles nem vale a pena escutar. A qualidade do áudio é tão ruim que chega a perder a magia de toda a complexidade desenvolvida pela banda,por esse motivo escolhi o melhor de meu acervo em termos de qualidade sonora.

A quem não conhece, o Magma foi formado na França no fim dos anos 60 com toda a excentricidade de seu líder e baterista gênio/lunático Christian Vander, que deu mais vida ao rock progressivo criando um sub-gênero próprio denominado por Zeuhl, que significa "celeste" no dialeto Kobaïan, linguagem também criada por Vander e exclusiva da banda, o que se tornou um ponto de extrema importância para todo o sucesso do Magma.

Kobaïa é um planeta situado em um universo paralelo com péssimas condições climáticas e com nativos determinados a germinar o mau. Com o planeta Terra em destruição, um grupo de pessoas se mudam para Kobaïa com o objetivo de arquitetar uma nova civilização mas os nativos Kobaïns acabam entrando em conflito com os terráqueos. Toda essa guerra é narrada ao decorrer da magnífica discografia da banda que também aborda temas como as divindades e crenças do planeta Kobaïa.

O som executado pela banda é de extrema criatividade e circundado por excelentes rodas de compasso com arranjos teatrais e guitarras pesadas e distorcidas. Efeitos medonhos de voz e os tambores de Vander também dão um certo destaque a toda discografia dessa banda que é considerada por mim como uma das mais criativas e inovadoras de todos os tempos, fora o experimentalismo e as técnicas de improvisação com batidas voltadas para o Jazz e desenvolvidos por pelo menos oito integrantes que fazem parte desse lindo projeto.


Nesse bootleg gravado na cidade francesa de Grenoble em 17 de Maio de 1975, encontramos algumas faixas que não se encaixam na discografia da banda. O que se sabe é que  nem tudo o que era criado por Vander e cia não era lançado oficialmente mas virava repertório de shows, exemplo disso são as faixas "Ptah" e "Hhai". Fora isso, encontramos excelentes versões das faixas  "Köhntarkösz" com quase 35 minutos de duração e também a execução na íntegra do álbum "Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh", álbum este que pra mim é o mais criativo de toda a carreira do Magma.

Os fãs mais enérgicos que me desculpem pela péssima resenha mas são tantas as informações e detalhes sobre essa magnífica banda que fica difícil resumir tudo em uma só postagem e com o pouco conhecimento que tenho sobre toda sua complexa obra fica mais difícil ainda...

Posso dizer que Christian Vander é um dos maiores compositores do sec XX, trazendo a tona um projeto audacioso e tecnicamente muito bem desenvolvido que revolucionou o mundo da música durante os anos 70 e que até hoje desperta a curiosidade de muita gente.


TRACKS:

1. Intro

2. Köhntarkösz
3. Ëmëhntëht-Rê
4. Ptah
5. Hhai
6. Intro
7. Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh

sábado, 17 de outubro de 2020

[FLAC] PREMIATA FORNERIA MARCONI - Ultrasonic Studios - 1974

 


No final dos anos 60, a Itália experimentou uma onda de novas ideias e ideais que coincidiram com o nascimento da nova era musical. Não seria exagero afirmar que a década de 70 foi um divisor de águas na história do país. Embora seja lembrada como os anos do "boom econômico", foi apenas na década seguinte que a Itália fez a longa e difícil mudança de um país tradicional, relativamente pobre para uma sociedade ocidental totalmente desenvolvida. 

Uma olhada em qualquer cronograma para a Itália dos anos 70 mostrará uma incrível concentração de eventos que mudaram a estrutura da sociedade de forma irrevogável: leis e atos foram aprovados afetando os direitos dos trabalhadores, família e divórcio, direitos das mulheres e isenções culturais. Vale lembrar que se tratava de um país onde a presença física da Igreja Católica sempre foi impossível de ignorar, principalmente por causa de sua intervenção aberta nos assuntos políticos gerando a introdução a mudanças que afetara toda uma nação.

Os tempos turbulentos foram fundamentais a inúmeros músicos em busca de algo novo - alguma forma de comparar o clima político por meio da mídia artística - variando de estudantes de conservatório altamente aplicados a cantores e compositores locais. Esse espírito conseguiu cativar um país inteiro em poucos anos. Os jovens estavam inquietos, explodindo em um desejo ardente de mudar a atmosfera sóbria e sufocante da sociedade italiana a partir de um de seus símbolos, sua venerável e brilhante tradição musical.  A maioria dos músicos tinha tendências mais ou menos fortes para a esquerda, enquanto os poucos exemplos de bandas abertamente de direita nunca conseguiram sair da obscuridade ou ganhar mais do que seguidores estritamente cults.

 Influências psicodélicas e a incorporação da música erudita podem ter sido os mesmos degraus usados ​​pela maioria das outras cenas progressivas ao redor do globo durante o mesmo período, mas mesmo neste estágio embrionário havia um sopro de outra coisa no ar. No final dos anos 60, quando a cena beat já estava em declínio, várias bandas se formaram, algumas delas lançando singles (ou mesmo álbuns) que preenchiam a lacuna entre a batida, a música italiana convencional de fácil audição (Musica Leggera) e a novas influências vindas da Grã-Bretanha.

Um dos mais interessantes nomes vindos dessa terra foi a Premiata Forneria Marconi (PFM), banda progressiva de sucesso a qual alcançou maior notoriedade pelo mundo. Seu embrião foi a banda I Queli que se juntou a um dos maiores instrumentistas italianos, Mauro Pagani. 

Seu primeiro e brilhante álbum (lançado apenas na Itália) foi Storia di minuto (1972), que foi um sucesso imediato, seguido rapidamente por Per un Amico (1972), que expandiu sua influência para fora da Itália e por toda Europa. 

Nessa época, durante uma turnê, Greg Lake os ouviu e imediatamente os contratou para sua nova gravadora, a Manticore Records. Por causa dessa conexão, seu próximo álbum, Photos of Ghosts (1973) foi lançado em todo o mundo (com versões regravadas principalmente de músicas de seus álbuns anteriores) e, pela primeira vez, com letras em inglês (em uma tentativa de alcançar uma maior público). Curiosamente, em vez de apenas traduzir suas letras em italiano para o inglês, todas as novas letras foram escritas nada menos por Pete Sinfield, uma das cabeças pensantes do núcleo King Crimson. 

O álbum foi vendido em países de todo o mundo, incluindo os EUA. Eles seguiram esse sucesso com outro álbum italiano (L'isola di niente) seguido por uma versão em inglês, The World Became the World (1974), e então sua primeira turnê pelo os Estados Unidos.

 Os shows gravados dessa turnê se tornaram a base para um álbum ao vivo, Cook (1975). A banda também alcançou seu maior público naquele país quando apareceu no programa de TV The Midnight Special no início de 1975. Para seu próximo álbum, Chocolate Kings (1975), eles adicionaram um novo vocalista, Bernardo Lanzetti, e um som de rock mais pesado. Jet Lag (1977) foi seu último álbum com letras em inglês (assim como o último álbum lançado nos EUA) e mudou-se para uma pegada mais voltada para o Fusion. 

O registro a seguir, foi gravado durante a uma turnê da banda por terras americanas para a divulgação do álbum 'The World Became the World'. A apresntação ocorreu em 27 de Agosto de 1974 no Ultrasonic Studios, localizado em Hempstead, NY.

A gravação não está impecável e disponibilizo em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

1. Four Holes In The Ground 
2. Is My Face On Straight? 
3. Instrumental jam 
4. Dove...Quando... 
5. Introduction
6. Mr. 9 'Till 5 
7. Alta Loma 5 'Till 9 
8. Violin Jam (2:30) 
9. Classic Violin Solo
10. William Tell Overture 
11. Celebration 




Obs: Algumas transcrições desse artigo, tiveram como fonte o site Progarchives.

domingo, 4 de outubro de 2020

[PRV RECOMENDA] ELOY FRITSCH - MOMENT IN PARADISE - 2020

 


Eloy Fritsch, um dos nomes mais importantes do Rock Progressivo nacional, lançou em setembro seu décimo quarto disco de estúdio intitulado por Moment In Paradise. 

O renomado e premiado tecladista gaúcho, conhecido nos quatro cantos do mundo, foi membro fundador da banda Apocalypse no início dos anos 80, lançando quinze álbuns oficias ao longo de quase quarenta anos de carreira, fazendo com que o sul do Brasil se tornasse ainda mais prestigiado no gênero, pelo talento irretocável de suas composições e instrumentações impecáveis. 

Pessoalmente falando, tenho extrema admiração e respeito pelo músico em questão que, com toda sua vocação, consegue abranger de forma magistral o uso de complexas timbragens de sintetizadores em lindas composições sinfônicas com uma elegância instrumental que poucos conseguem imprimir. 

O novo álbum, Moment In Paradise, foge um pouco das composições eletrônicas e melódicas tão aclamadas por Fritsch. Neste trabalho, ele procura incluir instrumentações mais voltadas para o Fusion de forma mais experimental com certa ênfase nos pianos mesclados ao Moog, Clavinet , Hammond e Rhodes. Além, claro da clássica cozinha baixo/bateria que dá um toque a mais ao disco como um todo.

Vale lembrar que além de músico, Fritsch também possui uma carreira acadêmica onde leciona na UFRGS em Trilha Sonora, Música Eletrônica e Computação Musical na graduação e no Programa de Pós-graduação em Música e foi o idealizador do Centro de Música Eletrônica do  Instituto de Artes da UFRGS – complexo de laboratórios dedicado à composição musical auxiliada por computador.

Foto: Daniel Motta

Disponibilizo abaixo o release oficial do álbum enviado pelo próprio Eloy Fritsch ao Progrockvintage como forma de divulgação ao impecável trabalho produzido com muita maestria.

"O compositor e tecladista Eloy Fritsch irá lançar nas plataformas digitais o novo CD Moment in Paradise. Neste décimo quarto álbum solo o tecladista gravou doze novas músicas, incluindo a suíte "High Places"; formada por quatro partes em estilo instrumental fusion. 

Será um álbumdiferente dos anteriores, muito diversificado e com uma variedade de ideias e harmoniasmodernas provenientes do Jazz. A composição “Moment in Paradise” é no estilo sinfônico eprocura recriar a imagem da capa do álbum que representa o compositor ainda criança navegando em seu bote sobre um caminho de teclado que leva a um lugar de sonhos e fantasias. 

O álbum ainda traz a composição “Silver Dream”, uma homenagem ao tecladista Keith Emerson do grupo inglês ELP, que faleceu em 2016, uma das influências de Fritsch para compor esse disco. Fritsch comenta: “Este álbum é bem diferente do anterior Journey to the Future lançado em 2019. Ao invés de ser melódico e eletrônico baseado em sintetizadores, o novo disco é rock e fusion, com uma variedade maior de solos e improvisos nas músicas. Na maioria das composições, além de bateria e baixo, eu uso sons de piano e outros teclados clássicos como o Clavinet, Rhodes Fender, órgão Hamond e Minimoog”. 

O tecladista gaúcho também está disponibilizando o novo site com muita informação e uma prévia do álbum Moment in Paradise no endereço www.ef.mus.br."





   

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

[REPOST] BILL BRUFORD - Radio Strokes - 1979

                                                   (Publicado originalmente em Julho de 2012)

Desde que passei a escutar progressivo ainda muito jovem, tenho Bill Bruford como um mestre das baquetas. Que me perdoem os fãs incondicionais do Rush e ELP mas posso dizer que esse senhor revolucionou a cena progressiva no começo dos anos 70 com sua técnica arrojada e passagens desconcertantes de bateria. 


Tudo começou quando ele conheceu Jon Anderson e Chris Squire e fez com que o YES se tornasse uma banda chave na cena progressiva britânica. Muito corajoso, Bruford deixa a banda após o estrondoso sucesso de Close To The Edge em 1972 e resolve partir para uma carreira mais voltada pro Fusion, nota-se que, o que ele queria mesmo era partir pra algo mais pesado e com mais pegada. 

Nesse mesmo ano de 72, Bruford é chamado pra tocar no Crimson para lançar o maravilhoso Lark Tongues In Aspic, parece que o Fripp viu que tinha uma jóia na mãos e o virtuoso baterista passou a fazer parte de uma importante e excelente fase do Crimson, onde a banda era voltada mais para um fusion de peso. Pode saber que essa fase após o Islands de 1972 fez com que a banda se tornasse única e exclusivamente fusion passando por variadas modificações em sua formação com o decorrer dos anos. 

Quando Fripp dava uma folga, Bruford tinha seus projetos paralelos, ficou seis meses com o Genesis durante a tour do Second´s Out em 1976, fundou a excelente banda U.K em 1977 junto com nomes de peso como John Whetton, Eddie Jobson e Allan Holdsworth. Além de ter substituído Laurie Allen durante a tour européia do Gong em 1974 e gravado oito e ótimos discos  solos entre os anos de 1977 e 2008. Precisa de mais?

Sim, precisa...


Esse excelente bootleg foi gravado em 26 de Agosto de 1979 em Chicago durante uma breve passagem da banda de Bruford durante a tour do criativo disco "One Of A Kind" (1979) por terras americanas. O registro conta com faixas desse mesmo disco que se tornou um clássico na carreira solo de Bruford. Destaque para a segunda faixa, "Sample And Hold" que é introduzida por um excelente solo de bateria condizente ao que esse senhor se propunha a fazer: um showzaço de Fusion! O disco inteiro é uma verdadeira aula de prog/fusion.

Não posso deixar de citar a excelente formação que acompanhava o baterista durante essa tour que são pessoas de extrema importância para a cena progressiva da época. 

São eles: 

- Jeff Berlin, considerado um dos maiores baixistas de todos os tempos, gravou excelentes discos e participou de bandas como Passaport  , ABWH, além de tocar com grandes nomes como Patti Austin e Patrick Moraz. 

- John Clark, excelente, de uma técnica implacável porém desconhecido guitarrista.

- Dave Stewart, tecladista e percursor do movimento Canterbury. Foi braço direito de Steve Hillage na formação da excelente banda Khan e tocou em excelentes bandas de Canterbury tais como Gong, Egg, Hatfield And The North e Arzachel, além de ser membro fundador do National Health. 

(Pra quem não sabe, tenho esse "tal" de Dave Stewart como um dos tecladistas mais criativos e brilhantes de toda a cena progressiva. Ele é desconhecido para muitos mas recomendo a todos que escutem alguma dessas bandas citadas acima. Tenho certeza que a maioria irá concordar com essa que vos fala.)


Só pra fechar essa postagem de hoje, tenho o prazer em dizer que a qualidade sonora deste registro encontra-se impecável! Me parece que essa apresentação foi gravada por uma rádio de Chicago que muito provavelmente, a gravação deve ter vindo diretamente da mesa de som.


TRACKS:

01. Hell's Bells
02. Sample And Hold
03. Fainting In Coils
04. Forever Until Sunday
05. Joe Frazier
06. Travels With Myself / And Someone Else 
07. Beelzebub
08. The Sahara of Snow Part 1
09. The Sahara of Snow Part 2 



YANDEX

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

BADGER - One Live Badger - 1973

 




(PUBLICADO ORIGINALMENTE EM JUNHO DE 2016)

Após sua saída do YES, o tecladista Tony Kaye auxiliou Peter Banks 
no primeiro álbum da banda Flash, e posteriormente formou seu 
próprio grupo: Badger, que ainda contava com a presença do 
baixista David Foster, que coincidentemente tocou com Anderson 
alguns anos antes no The Warriors, chegando a compôr junto com o 
mesmo pelo menos duas canções do YES no início da carreira.

Badger lançou somente dois álbuns One Live Badger de 1973 
(co- produzido por Jon Anderson) e White Lady em 1974, este último 
gravado em estúdio, com vários convidados incluindo o guitarrista
 Jeff Beck. É um disco que foge do conceito progressivo para um som mais voltado para o soul com uma formação completamente diferente do trabalho lançado ao vivo no ano anterior, mantendo somente 
Kaye na banda.Uma grande decepção na minha opinião em relação ao
 primeiro, que recomendo como sendo o único de qualidade 
condizente ao que o Badger se propunha a executar.
 
Não é muito comum uma banda fazer com que seu primeiro trabalho lançado não seja vindo de um estúdio e, sim soltando um disco 
ao vivo logo de cara. Esse foi o caso do Badger que, apesar de sua
curta duração, teve apenas dois discos gravados, sendo esse que vos
apresento, o melhor deles. 
  
Com uma atmosfera bastante elucidada por seu competente
 tecladista, acompanhado pela técnica e destreza do belo guitarrista 
Brian Parrish, faz do disco em questão, uma banda progressiva um 
pouco diferente do habitual.  

Trata-se de um disco leve, sem muito peso onde, nitidamente 
Tony kaye consegue colocar em prática toda sua liberdade de criação
contando com lindas passagens de Hammond e Mellotron duelados
 aos solos de guitarra de Parrish. 
 
Aqui contamos também com músicos de extrema técnica que muito 
contribuem para a bela qualidade de sua sonoridade. Além da destreza de David Foster no baixo, ele ainda canta em algumas 
músicas, conduzido pelo ótimo baterista Roy Dyke, fundadador da banda 
Ashton, contemporânea aos Beatles e também produzida por 
Brian Epstein no início dos anos 60.


Uma curiosidade interessante é o fato da linda capa do texugo ter 
sido feita por Roger Dean, artista responsável pelas mais belas capas 
não só do YES como de diversas outras bandas, que assinou parceira 
com o próprio YES somente após a saída de Kaye da banda. 

Esse disco foi lançado pela Atlantic Records em 1973 e gravado nesse mesmo ano no
 Rainbow Theater em Londres, por ocasião a uma 
abertura de um show do YES durante a tour do 
recém-lançado Yessongs.


TRACKS:

1. Wheel Of Fortune
 2. Fountain 
 3. Wind Of Change 
 4. River 
 5. The Preacher
 6. On The Way Home 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

[REPOST] ARCPELAGO - SIMBIOSE - 2016

                             

(Publicado originalmente em 29 de dezembro de 2016)

O retrospecto de 2016 não foi nada favorável para o nosso cotidiano mas no que se diz respeito ao progressivo nacional, tivemos gratas novidades. O retorno do Quaterna Requiem aos palcos  foi uma realização pessoal, indo direto para a lista dos memoráveis shows aos quais tive a oportunidade de assistir e não foram poucos...

 O surgimento do projeto Cena Carioca de Música Progressiva, muitas vezes divulgado por aqui, também é um claro exemplo de que nem tudo está perdido. Desse projeto foram reveladas bandas de alto nível, lançando materiais impecáveis, proporcionando também o ressurgimento de alguns competentes músicos, muito respeitados por aquelas terras e que merecem o devido destaque.

Desse projeto, divulgo hoje o primeiro disco lançado pela banda Arcpelago que, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa de 2016. Trabalho com produção impecável e notável preocupação com a qualidade de cada arranjo executado nas seis belas faixas que compõem o disco. 

Antes mesmo do processo de finalização do CD para gravação, tive acesso a algumas faixas demo que hoje guardo com muito apreço. São gravações ao vivo em estúdio que naquela época já me aguçava a curiosidade do que viria pela frente. O resultado final foi certeiro. Foram lançadas 200 cópias que rapidamente se esgotaram e a banda teve que providenciar uma nova leva para atender aqueles que ainda procuravam pelo disco, destacando também uma certa notoriedade em países como Inglaterra, Canadá e Japão.
Foto: Patricia Soransso
 Arcpelago nos remete ao que há de melhor no progressivo sinfônico, com fortes influências a importantes bandas como Pink Floyd, King Crimson e Eloy. Apesar dessa formação mais clássica, torna-se clara a inovação em suas composições, com variações em conjunto onde cada instrumento se funde em perfeita harmonia. Infelizmente sou leiga quanto a assuntos técnicos e não toco nenhum instrumento, procuro apenas prestar atenção naquilo que escuto e creio que posso dizer que estamos vivendo a era do progressivo moderno, sem perder aquela nuance do progressivo setentista. 

A primeira faixa vem com certo impacto. Introdução de Moog muito bem arranjada pelo tecladista Ronaldo Rodrigues, que no decorrer da faixa intercala lindas passagens de Hammond, entrelaçadas a bela guitarra de Eduardo Marcolino. As fortes linhas de baixo de Jorge Carvalho também são um show a parte, afinal não é qualquer músico que domina um baixo poderoso e imponente como o Rickenbacker.
'Sopro Vital' é a mais longa do disco, seus onze minutos de duração sofrem variações instrumentais bastante precisas e de extrema qualidade. Mais para o fim, entra o delicado porém um tanto proeminente vocal de Ronaldo Rodrigues, que dá um toque a mais de beleza a abertura deste belo trabalho.

A segunda faixa, predomina o dueto entre o forte baixo Precision e os solos de guitarra nos remetendo a uma fase mais 'Crimsoniana', por assim dizer. Principalmente nos minutos iniciais, surge uma atmosfera mais obscura fazendo lembrar algumas passagens do álbum 'Red' de 1974. Ao fundo, um suave piano elétrico apenas como um luxuoso acompanhamento para a quebradeira que se segue. 

O maestro responsável por conduzir a banda com uma habilidade e destreza invejáveis, fica por conta do baterista Renato Navega. Não conheço outros trabalhos do Renato mas sem dúvida existe aí fortes influências a Bill Brufford e Carl Palmer. O primeiro por sua técnica bastante característica e o segundo pela habilidade com o instrumento, qualidades estas que escuto de longe no Renato. 

A terceira faixa 'Ebulição dos Tempos' é a menos progressiva do disco, quebrando um pouco a complexidade do gênero e partindo para um estilo mais pesado com nítidas influências ao Rush no início dos anos 80. 

As faixas 'Cidade Solar' e 'Universos Paralelos' são inteiramente instrumentais e, de novo, muito bem executadas, sendo a segunda um composição exclusiva de Eduardo. O que impressiona é a dedicação e o alto nível de detalhes como escolha de timbres, composições e arranjos que nitidamente foram selecionados a dedo para que saíssem como planejado.

Para encerrar, entra a minha faixa favorita do disco. 'Dentro de Si' aparece como uma atmosfera calma e melancólica para depois evoluir a uma instrumentação mais complexa. O curioso dessa faixa é a ênfase dada a cada instrumento. O solo final de Hammond Moog é de tirar o fôlego, fechando o disco com extrema maestria.

Vale destacar também a arte gráfica de muito bom gosto que ficou por conta da gravurista e fotógrafa Fernanda Pio.  


Foto: Carlos Vaz

Espero sinceramente que este seja apenas o começo de uma longa carreira. Qualquer um sabe o quão difícil é manter uma banda desse nível nos dias atuais. Já cansei de ver, não só bandas nacionais a lançarem um disco maravilhoso, muito bem recebido pelo público e depois desaparecer. Espero que com o Arcpelago seja diferente. Mesmo com algumas mudanças enfrentadas pela banda nos últimos meses e por mais triste que tenha sido a saída do Eduardo da banda, os músicos logo trataram de correr atrás de outro guitarrista que se encaixou perfeitamente a proposta estabelecida. Creio que o jovem talentoso Diogo Albano tenha vindo para ficar e já está correspondendo muito bem durante os shows feitos no Rio, aos quais tiveram sua lotação esgotada. 

Confio muito no projeto Cena Carioca de Música Progressiva que tem servido como um alicerce para manter um gênero musical ao qual agrada a poucos mas esses poucos são completamente apaixonados pelo o que ouvem e valorizam por demais as boas e escassas bandas nacionais. 


 
TRACKS:

1. Sopro Vital 
2. Distância Entre Um Dia E Outro 
3. Ebulição dos Tempos
4. Cidade Solar 
5. Universos Paralelos 
6. Dentro De Si 

Simbiose pode ser ouvido na íntegra e na mesma qualidade contida no CD em canais de streaming tais como Google Play, SpotifyItunesDeezer, dentre outros. 

Com a devida autorização de Jorge Carvalho, o Progrockvintage disponibiliza o download da íntegra do disco Simbiose através do link:


YANDEX

Abaixo alguns videos feitos durante apresentações no Espaço Marun e Teatro Solar de Botaforgo no Rio de Janeiro.


sábado, 1 de agosto de 2020

[FLAC] EMERSON LAKE & PALMER - Stomping Encore - 1971



Desde que aderi ao Rock Progressivo, sempre tive o ELP no topo da minha lista de bandas essenciais. Trio de extrema criatividade, liderada por grandiosos nomes que tiveram colaboração mais que indispensável para toda cena britânica da época. Todos os três membros vieram de bandas que abriram as portas para esse gênero musical que tanto nos impressiona mesmo com o passar de tantos e tantos anos. 

Carl Palmer, começou muito bem ao lado do excêntrico Arthur Brown; o tão saudoso Keith Emerson foi de relevante importância para o sucesso do Nice entre os anos de 1967 e 1971;  Greg Lake, que também nos faz muita falta, foi essencial com a presença de sua tenra e marcante timbragem de voz. Tornou-se membro fundador do Crimson, uma das bandas de extrema importância nascida no fim dos anos 60 que, juntamente com outros nomes, foi peça fundamental para o surgimento da cena progressiva européia que, há mais de 50 anos, ainda é venerada por muitos ao redor do mundo.

O registro a seguir é dividido em duas datas distintas. A primeira gravação aconteceu na cidade de Nova York em 1° de Setembro de 1971 e conta com ótimas versões dos dois primeiros álbuns da banda. Talvez essa tenha sido uma das primeiras aparições do trio em terras norte-americanas. A versão de Tarkus nesse setlist é certamente uma das melhores já 'vistas', na minha opinião, apesar da instável qualidade do áudio. 

A segunda gravação pertence a um pequeno registro gravado na cidade de Birmingham na Inglaterra e conta com faixas do disco Trilogy, lançado no ano seguinte a essa apresentação. Aqui encontramos uma gravação menos precária e também uma linda versão de Howdown, minha favorita de todos os tempos do trio. 

Como disse, a qualidade do áudio não é das melhores mas em se tratando de mais um raro registro, vale a pena compartilhar com todos vocês.


TRACKS:

DISCO I:

01. The Barbarian 
02. Take A Pebble 
03. Tarkus (Eruption, Stones Of Years, Iconoclast, Mass, Manticore, Battlefield, Aquata Rkus) 
04. Knife Edge 
05. Rondo- Drum Solo*

DISCO II:

01. Fugue 
02. Hoedown 
03. Tarkus (Eruption, Stones Of Years, Mass, Manticore, Battlefield, Aquatarkus) 

* No momento em que fui compactar os dois discos, coloquei Rondo como a primeira faixa do disco II porém, a mesma encerra o segmento do disco I. Perdoem-me pelo lapso. 




segunda-feira, 27 de julho de 2020

[PRV RECOMENDA] ORQUESTRA PATAFÍSICA


Fonte: Divulgação banda


Excelente trio catarinense oriundo da bela cidade de Joinville que compõe um som puramente autoral que vem para agradar aos adeptos da psicodelia setentista em um formato contemporâneo de extremo bom gosto. 

De forma muito criativa, os músicos conseguem mesclar fragmentos da música brasileira, passando pelo Rock Psicodélico, Fusion e ainda alguns traços da música eletrônica. 

Deixo abaixo um Release oficial da banda para uma melhor compreensão. Segue também as principais fontes de divulgação. 

Mais uma vez o Progrockvintage usa seu espaço para mais uma disseminação do que há de melhor na música autoral, pouco valorizada pelos apreciadores da boa música. 

"Trio Joinvilense, essencialmente baseado em temas autorais.

O projeto musical se iniciou em 2017, como um duo (guitarra, percussão); tendo como elemento central o uso de guitarra para criar música ambiente e soundscapes. Nesse formato, foram criados temas orgânicos, remetendo à música contemplativa oriental, música experimental brasileira - sempre permeados por improvisos. Desde então, com frequência acompanhamos aulas de ioga ao ar livre em parceria a um projeto chamado sábado Zen e também de pequenos eventos e festas de amigos.

Em março de 2019, ocorreu uma expansão da sonoridade com a entrada de novos integrantes e elementos - direcionando a sonoridade para o Jazz-rock e rock psicodélico - baseada em elementos do fim da década de 1960, tendo como referências principais: Gong, Soft Machine, Pink Floyd, King Crimson e Jimi Hendrix.

Em maio lançamos nosso EP, com cerca de 17 minutos que de certa forma conta a história e evolução sonora do projeto: música experimental (faixa1), passando pelas paisagens sonoras (faixa2) e culminando no jazz-rock-psicodélico (faixa3). O EP teve boa repercussão e recepção pelo público roqueiro local. Participamos do festival Brotar em Joinville". 

Fonte: Divulgação banda


- O EP do trio formado por Thyago Kiam (guitarra, loops), Heitor Carneiro (contrabaixo) e Felipe Raffaeli Muller (bateria, clarinete e programações), pode ser encontrado na íntegra no site Bandcamp.

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