segunda-feira, 30 de março de 2020

DROSSELBART - Drosselbart - 1970

(Publicado originalmente no Progrockvintage em Setembro de 2013)

Esse talvez deva ser o disco mais injustiçado de toda a Alemanha, seus músicos eram totalmente desconhecidos e a proposta criada pela banda não agradou á maioria dos ouvintes. Penso diferente a respeito, pois achei um disco bastante cativante com harmonias variadas que passam pelo experimentalismo do Krautrock mesclados ao Heavy Prog e a um leve toque de Folk.

 Os belos e imponentes vocais são executados na língua nativa pelo guitarrista Peter Randt acompanhado da bela voz de Jemima, que dá um toque feminino fundamental e com nítida influência a música erudita. A  segunda faixa leva seu nome e certamente é um dos destaques de todo o disco. Nota-se também algumas tímidas passagens de órgão de igreja que dão um toque religioso em certas faixas, lembrando alguns cânticos da  religião Católica dos séculos passados.

A banda era composta por duas fortes guitarras que se entrelaçavam a um agressivo Hammond, gerando um certo caos quando se encontravam às vozes do duo de vocalistas. Trata-se de um disco bem obscuro, típico do cenário alemão do começo dos anos 70 e, mais uma vez de difícil digestão em um primeiro momento.

Certamente não está entre os melhores , mas algumas canções revelam impressionantes sentimentos envolventes dentro de uma estética musical bastante agradável.


Seu único registro oficial foi lançado originalmente em 1970 pela Polydor e relançado em CD pelo selo alemão Long Hair em 2004. 
Existem ainda dois raros registros lançados em forma de EP entre os anos de 70 e 71 também pela Polydor. Os EPs são compostos por duas faixas em cada e não se tem ideia se ainda encontram-se disponíveis em catálogo.



TRACKS:

1. Inferno - Drosselbart
2. Jemima
3. Liebe ist nur ein Wort
4. Du bist der eine Weg
5. Engel des Todes
6. Böse Buben
7. Vater unser
8. Folg mir
9. Montag
10. Nach einer langen Nacht
11. Der Sommer (Inclusive Der Sturm)
Bonus tracks:
12. An einem Tag im August
13. O'Driscoll




YANDEX

domingo, 15 de março de 2020

[RESENHA] MARTIN BARRE - 50 ANOS DO JETHRO TULL - SESC PALLADIUM - BELO HORIZONTE

Acervo Progrockvintage
Belo Horizonte foi palco do encerramento da temporada em terras brasileiras do guitarrista Martin Barre na última terça-feira, 10/03, no moderno teatro do Sesc Palladium. Músico e banda ainda passariam por Argentina, Chile, Peru e México nos próximos dias mas pelo que tive notícia, os dois últimos países tiveram seus shows cancelados em intercorrência do tão temido Covid-19. O Brasil teve sorte em contar com a confirmação das quatro datas sem nenhuma especulação de cancelamento. 

Infelizmente não obtivemos lotação máxima, contando com algumas poltronas vazias nos três setores disponíveis, em um espaço com capacidade para mil e poucas pessoas. Apesar de pequeno, o teatro possui uma acústica de primeira (uma das melhores de BH), iluminação adequada e decente, proporcionando assim uma atmosfera bastante intimista do artista para com o público.

O show, em justa homenagem aos 50 anos de uma das maiores e melhores bandas de Rock Progressivo de todos os tempos, teve seu início por volta de 21:20hrs em um palco relativamente clean, sem muitas parafernálias típicas dos grandes espetáculos do gênero.

Martin Barre munido de uma linda PRS (Paul Reed Smith) e sua experiente banda adentram ao palco entoando os primeiros acordes de A Song for Jeffrey seguida por My Sunday Feeling (This Was'-1968) em compassos mais voltados para o blues, demonstrando ali a nítida certeza de que seria um espetáculo de extrema qualidadeVale lembrar que Barre não participou do disco em questão, entrando na banda após da saída de Mick Abrahams ainda em 1968. 

Acervo Progrockvintage

Como era de se esperar, a primeira parte seguiu em ordem cronológica com a execução da fase mais progressiva/folk do Jethro, com os discos lançados basicamente entre os anos de 1968 e 1978. Com exceção aos registros 'A Passion Play' (1973),  'Minstrel In The Gallery' (1975) -tinha esperanças de que a faixa título seria executada assim como fora em outros países mas infelizmente ficou de fora no Brasil- e o bom 'Too Old to Rock n´Roll...' (1976).

Duas relevantes faixas do 'Stand Up' (1969), Back to the Family e For a Thousand Mothers (ponto alto do show) mostraram claramente que a flauta de Anderson não faria tanta falta assim mas seu característico vocal, mesmo com a idade avançada, esse sim fez falta em alguns momentos importantes. 
Seguida por Nothing Is Easy, Martin Barre mostrou a que veio, com belos e engenhosos solos de guitarra, acompanhado por músicos de peso e extremo entrosamento.

Dando um fôlego aos presentes, Barre apresentou a banda que incluía o desconhecido e relativamente jovem baterista Darby Todd que, muito surpreendeu pela forma de conduzir a banda com uma técnica bastante ousada, contribuindo para que certas faixas soassem ainda mais pesadas do que as originais. O veterano baixista Alan Thomson, complementou a cozinha em suntuosos e potentes arranjos de baixo que chegavam a ecoar nas paredes do teatro. 

Outro jovem músico, acompanhava Barre no violão e na guitarra base. Também munido por uma PRS, possui um talento inegável como instrumentista, belos arranjos e com uma excelente pegada.  São notórias certas semelhanças ás timbragens de voz de Ian Anderson e a alguns de seus trejeitos porém, a meu ver, o vocal pecou em alguns segmentos.

Como em toda boa banda de progressivo, os tecladistas merecem destaque e, nesse show em particular, tivemos a grata presença de Adam Wakeman (filho do Mago) que já há alguns bons anos vem tocando com grandes nomes da música tais como Black Sabbath, Ozzy, Annie Lenox e em alguns projetos de seu próprio pai.
Adam que possui um talento particular, assumiu com maestria os teclados principais e demonstrou uma técnica absurda na execução dos Hammonds e pianos, muito bem simulados em um Nord Stage e Korg Kronos.

Mas quem roubou a cena foi a linda tecladista e arranjadora Dee Palmer (aka David Palmer) com presenças marcantes em alguns solos e na bela introdução de piano de War Child. Palmer foi de extrema importância na carreira do Jethro Tull desde seus primórdios. Responsável direta pelos arranjos de cordas, metais e sopro para as canções no final dos anos 60 e início dos anos 70, antes de se juntar formalmente ao grupo em 1976, assumindo de vez os teclados até sua saída em 1980.

Devo confessar que os teclados do Adam estavam um tanto baixos em relação aos outros instrumentos nessa apresentação no Palladium. Mereciam mais destaque mas não chegou a comprometer tanto. Vide o solo de Hammond em Teacher e a introdução de piano em Locomotive Breath que ganharam destaque com boas evidências sonoras, ambas executadas mais para o final da apresentação.

Acervo Progrockvintage
Voltando ao show, a banda apresenta uma das duas únicas faixas do disco 'Benefit' (1970) executadas ao longo da apresentação. Disco este que foi citado por Barre como seu favorito e naquele momento compreendi o motivo pelo qual este também figura na prateleira de cima dos meus favoritos de todos os tempos. Disco muito bem trabalhado e tido por mim como o álbum que lançou uma base sólida para o futuro da música do Jethro Tull ao longo das décadas que passariam. To Cry You a Song finalmente levantou a até então tímida platéia do teatro naquela noite em uma versão mais pesada do que a gravação original. 

Incendiando o espetáculo, duas faixas de um dos mais importante álbuns da história da música ganharam o público mais uma vez. A boa surpresa foi Hymn 43, raramente executada ao vivo pelo JT e Aqualung que pagou o ingresso de muitos dos presentes naquela noite. O meu foi pago em outras faixas, já que este não é um trabalho muito apreciado por mim...

Outro ponto alto do show foi a linda versão de War Child, faixa título do tão criticado disco de 1974. Em uma introdução crua vinda de um Roland RD2000, que simulava um belo timbre de piano, Dee Palmer trouxe um conceito diferente e ainda mais belo para a música. Sealion foi sem dúvida a execução mais pesada do show a qual contém indiscutivelmente meus riffs favoritos de Martin Barre em melodias fantásticas e um tanto sombrias em certas partes. 

Já na segunda metade do show, mais um hit levantou a platéia com uma versão bastante interessante de Cross-Eyed Mary onde a flauta de Anderson, mais uma vez, não faria falta alguma naquele momento. Uma verdadeira combinação explosiva entre o piano de Palmer e a guitarra de Barre. 

Heavy Horses emendada a Songs From The Wood foram os momentos de maior expectativa para essa que vos escreve. Duas releituras magníficas de discos que ilustram uma fase mais voltada para o folk mas que, nesse show especificamente, ganharam uma roupagem mais moderna e mais encorpada, sem tirar em nada a essencial beleza de ambas execuções.

Muitos podem discordar mas Hunting Girl pagou meu ingresso. Com seu peso característico, me lembrou muito a versão contida no ao vivo 'Bursting Out' (1978), com exceção as flautas contidas no disco em questão. Faixa esta onde ninguém é protagonista, nesse hora enxerguei o perfeito entrosamento entre seus membros, com um trabalho sólido e em conjunto onde cada instrumento se supria ao outro de forma alucinante. 

Chegando ao seu final temos The Poet and The Painter que corresponde a segunda suíte de 'Thick as a Brick' (1972), faixa esta que não me impactou muito, por assim dizer. Talvez se tivessem tocado apenas a introdução, cativaria mais o público presente. 

Outra faixa selecionada para representar o álbum 'Benefit' foi Teacher, a qual já citei por aqui. Especificamente, foi uma das melhores onde os teclados apareceram com mais destaque. Nesse momento, o tímido Adam Wakeman destilou com muita competência toda sua técnica no instrumento. Por ser filho de quem é, não tem erro. Foi um nome muito bem escolhido por Barre para substituir o respeitado e muito técnico tecladista, John Evan. 

A New Day Yesterday já sinalizava uma despedida, infelizmente. Música fortemente influenciada pelo blues, marcando também a introdução da distinta PRS errante de Martin Barre, funcionando muito bem com o baixo agressivo de Thomson. Este não é um arranjo excessivamente complexo, mas olhando para trás, ele dá dicas sobre o som que tornaria a banda tão conhecida nos anos 70.

A única faixa que representou os anos 80, executada nessa apresentação foi Jump Start do álbum 'Crest of a Knave' de 1987. Disco este pouco aclamado pelos fãs da banda que obteve pouca aceitação da crítica voltada para o Rock Progressivo, considerando-o como um trabalho muito aquém da carreira sólida que tivera o Jethro Tull nos idos dos anos 70. A meu ver, foi uma faixa desnecessária contida no setlist, cabia ali outras faixas que poderiam muito bem substituir esta em questão. Apenas minha modesta opinião. Nada mais.

Como acontece na maioria dos encerramentos dos shows do JT, Locomotive Breath fechou com chave de ouro a passagem de Barre e banda pelo Brasil. Fiquei apenas para a belíssima introdução de piano de Adam Wakeman que levantou os presentes de suas poltronas para acompanhar de perto o que viria pela frente. Já se passavam de onze da noite e resolvi deixar o teatro para evitar a aglomeração de pessoas ao fim do show. 

Em suma, tivemos o privilégio de assistir a uma apresentação memorável de um dos melhores e mais técnicos guitarristas do Rock Progressivo, acompanhado por uma banda de peso e deveras competente. Quem não foi, perdeu um espetáculo recheado de grandes hits do Jethro e alguns "lados B" aos quais nunca imaginei que pudesse ver ao vivo em pleno 2020. Ficamos na expectativa da volta de Barre ao Brasil com outro show que possua o mesmo nível de técnica e carisma.

Deixo abaixo, a dobradinha de Heavy Horses e Songs From The Wood, seguida pela faixa Hunting Girl que, na minha humilde opinião, foi a melhor do show. Ambos os vídeos foram filmados pelo amigo Lucas Scarascia do canal Musical Box Records, parceiro de longa data do Progrockvintage.



quarta-feira, 11 de março de 2020

ANDERSON, BRUFORD, WAKEMAN & HOWE - Hunting Like A Dinosaur - 1989



(Publicado originalmente no Progrockvintage em Outubro de 2011)

Projeto paralelo liderado por Jon Anderson surgido em 1989, que contava com até então alguns dos ex membros do YES e o convidado de honra Tony Levin (Crimson). 

Pelo que me parece, Anderson estava meio cansado da farofada lançada pelo YES após a chegada Trevor Rabin e resolveu chamar as peças fundamentais que faziam parte do verdadeiro alicerce da banda para um projeto um tanto ousado e interessante. Anderson não envolveu o nome YES no projeto para evitar problemas com Squire que é seu detentor e resolveu apenas deixar o segundo nome de cada um de seus membros. 


Lançaram apenas um disco homônimo de estúdio em 1989 e em seguida saíram em turnê pelos EUA para a divulgação do mesmo e ainda presenteando os fãs com alguns clássicos do YES.

Em 1991, todos chegam a um acordo e as diferenças são resolvidas com a fusão das duas bandas para o lançamento do fraco álbum Union, que reuniu os membros do projeto juntamente com os membros do próprio YES. 

O álbum é composto por gravações demos do ABWH que fariam parte de um segundo registro de estúdio que teria o nome de Dialogue mas que nunca fora lançado.

Em 1993, lançam o tão injustiçado disco ao vivo Evening Of YES Music Plus, muito criticado pelos fãs mais enérgicos do YES com versões um pouco diferenciadas de grandes clássicos da banda surgidos nos anos 70. 
Eu, particularmente, não reparei nenhum defeito grave nessas versões desse tal disco. 
Inclusive já foi postado anteriormente aqui no PRV, um excelente bootleg gravado em Houston em 89 que possui uma bela versão de "Close To The Edge" que vale muito a pena ser conferido.

Esse registro não se trata de um bootleg e sim de uma compilação de demos  em versões diferenciadas gravadas antes do lançamento do único álbum de estúdio nesse mesmo ano de 1989. 

Trata-se de um raro registro onde as informações são muito vagas e as vezes um tanto desencontradas mas que vale como peça fundamental a qualquer bom colecionador de preciosidades do Rock Progressivo.

160kbps


TRACKS:

01. Themes (Sound ~ Second Attention)
02. Themes (Soul Warrior)
03. Fist Of Fire
04. Brother Of Mine (The Big Dream ~ Nothing Can Come Between Us)
05. Brother Of Mine (Long Lost Brother Of Mine)
06. Birthright
07. Distant Thunder
08. Quartet
09. Themes (Sound)
10. Teakbois
11. Order Of The Universe (Order Theme ~ Rock Gives Courage)
12. Order Of The Universe (It's So Hard To Grow ~ The Universe)
13. Let's Pretend


YANDEX

domingo, 23 de fevereiro de 2020

BANCO DEL MUTUO SOCCORSO - Casina Monluè - 1980

(Publicado originalmente no Progrockvintage em Julho de 2012)

Tenho esse registro como um de meus orgulhos dentro do meu acervo.
Gravação impecável reunindo vários dos maravilhosos clássicos do Banco, esse bootleg contém faixas de discos importantes para o movimento progressivo italiano da época, tais como o perfeito disco homônimo de 1972, Darwin também de 72, Io Sono Nato Libero de 1973, Garofano Rosso e Come In Un´ultima Cena de 1976.

Destaco a faixa 11 onde encontramos o magistral Gianni Nocenzi fazendo miséria nas improvisações de piano.

Esse registro tem como formação o "grande" e saudoso Francesco di Giacomo nos vocais, Vittorio Nocenzi nos teclados e sintetizadores, meu querido e já citado Gianni Nocenzi no piano, Pierluigi Calderoni nas baquetas, Rudolfo Maltese na guitarra e Gianni Colaiacono no baixo.

Trata-se de uma bela apresentação ocorrida na cidade de Milão em 17 de Julho de 1980.



TRACKS:

01. Canto di Primavera
02. Garofano Rosso
03. Si dice che i delfini parlino
04. E mi viene da pensare
05. R.I.P.
06. Quando la buona gente dice
07 .Di terra
08. Capolinea
09. Il ragno
10. Non mi rompete
11 .Piano improvvisation
12. 750.000 anni fa...l'amore
13. Traccia II


sábado, 15 de fevereiro de 2020

RICK WAKEMAN - Boston - 1975

(Publicado originalmente no Pogrockvintage em Novembro de 2014)

Richard Christopher Wakeman dispensa comentários a maioria dos frequentadores deste modesto espaço mas que deve ser sempre lembrado por toda a sua indispensável contribuição ao que conhecemos hoje por rock progressivo.

Esse senhor no auge de seus 63 anos ainda possui a mesma genialidade diante seus teclados, dono de uma técnica invejável que muitos já tentaram imitar mas não chegaram nem perto da perfeição e destreza que somente ele consegue destilar. 

Wakeman foi um dos percursores quanto ao uso de sintetizadores e toda uma parafernalha eletrônica que o cercava em suas apresentações ao vivo. 

Pelo menos três Mini Moog os acompanhavam no palco além de um Hammond, pianos elétricos, um lindo Mellotron ao qual ele ainda toca com extrema maestria.

Sua carreira profissional teve início em 1970 na gravação do ótimo disco "From The Witchwood" da banda Strawbs e em 1971, se junta ao YES fazendo com que seu nome fique ainda mais conhecido e idolatrado por milhares de pessoas. 

Vale lembrar que Wakeman entrou e saiu do YES por diversas vezes e em diferentes espaços de tempo. Muito tumulto de bastidores está por trás disso e os fãs mais enérgicos do YES podem dar mais detalhes sobre os ocorridos da época. Não estou aqui para especular nada mas pelo que já li por aí, nosso querido Chris Squire não é flor que se cheire...

Em 1973, após a gravação do disco "Tales From Topographic Oceans", Wakeman deixa o YES pela primeira vez e vai dedicar-se a seu primeiro e brilhante projeto solo onde descrevia de forma genial todas as seis esposas de Henrique VIII em um disco intrumental que se tornou indispensável a qualquer discoteca básica. 

Em 1974, lança o "Journey To The Centre Of The Earth", disco conceitual baseado na obra de Julio Verne ao qual também dispensa comentários. Posso dizer que comecei a escutar o gênero progressivo depois que tive acesso a essa verdadeira jóia. A quem chegou a ler o livro, o disco em certas partes nos remete claramente aos cenários sombrios e mágicos descritos por Verne no decorrer da obra. 

Não posso e nem tenho vasto conhecimento para descrever aqui a extensa discografia deste ser icônico que influenciou gerações, inclusive essa que vos fala. Além de sua vasta carreira solo e idas e vindas pelo YES, Wakeman também trabalhou ao lado de grandes nomes como Alice Cooper, Black Sabbath, Elton John, Lou Reed, David Bowie, dentre outros fazendo participações em alguns discos clássicos.

Basicamente, meu primeiro contato de "terceiro grau" com o progressivo foi durante uma passagem de Wakeman por BH em 1994. Além de todo seu conhecimento ele trouxe na bagagem o filho Adam, que o acompanhou com uma certa timidez mas com muito talento diante do gigante que é seu pai. 
O show foi maravilhoso, estava tendo a honra de sentir ali ao vivo o que só ouvia nos discos e certamente, foi um momento único para uma menina de apenas 15 anos que saiu do show completamente deslumbrada e muito emocionada com tudo aquilo que tinha presenciado. 

Posso dizer que após esse dia muita coisa mudou, comecei a me dedicar mais e mais ao rock progressivo e hoje tenho a honra de compartilhar com todos vocês certas experiências que muitos aqui também já viveram. Indescritível!

Esse raro bootleg foi gravado na cidade de Boston em 11 de Outubro de 1975 durante a passagem de Wakeman pelos EUA na divulgação do também excelente álbum " The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights OF The Round Table" lançado nesse mesmo ano. 


 Aqui consta apenas um pequeno mas excelente medley do album "Journey" dividido en algumas faixas e belíssimas versões de "Catherine Howard" e "Anne Boleyn", além das faixas do disco em evidência na época que também se tornou essencial. As três primeiras obras de Wakeman evidenciam com muita clareza toda a genialidade desse mestre que até hoje consegue me arrancar lágrimas dos olhos com suas belíssimas composições.
Creio que esta tour também passou pelo Brasil em 1976 com shows no Rio e São Paulo.

A qualidade se encontra impecável e com certeza vai matar a saudade de quem teve a oportunidade de vê-lo ao vivo em sua recente passagem pelo Brasil. Infelizmente, não estava presente mas esse show de São Paulo foi bem parecido com o que fui em 1994 em termos de setlist. Maravilhoso e de uma energia ímpar!


TRACKS:

DISCO I:

1. Intro
2. The Journey
3. Recollection
4. Catherine Howard
5. Lancelot & The Black Knight
6. Down And Out
7. Anne Boleyn
8. The Forest

DISCO II:

1. Arthur & Guinevere
2.  Catherine Parr
3. Merlin The Magician
4. Hungarian Rhapsody
5. The Battle

YANDEX

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

GENESIS - Watcher Of All - 1972

(Publicado originalmente no Progrockvintage em Abril de 2015)

Certamente, o ano de 1972 foi um marco na carreira do Genesis, fizeram mais de 160 shows pela Europa e Estados Unidos com a tour do Nursery Crime e ainda lançaram no outono deste mesmo ano o indispensável Foxtrot
As vezes reluto em postar bootlges de 71/72 por serem um tanto batidos, existem centenas espalhados pela internet e tenho dezenas deles mas sempre procuro postar os de melhor qualidade, a minoria salva. 

Escolhi, este em especial, pela versão definitiva de "Watcher Of The Skies" que, em shows anteriores, estava mais em fase experimental mas sempre abrindo quase todas as apresentações dessa tour em versões diferenciadas. São apenas pequenos detalhes, quase que imperceptíveis como por exemplo, a timbragem do Mellotron na introdução e algumas poucas passagens de guitarra onde Hackett mudava constantemente os acordes tentando atingir o tom que soava melhor. 

Se eu estiver errada, me corrijam por favor! Não toco nem campainha e muito menos sei o que é um "Dó" mas creio que possuo um ouvido um tanto apurado para certos tipos de instrumento. Apenas! 

Essa apresentação ocorreu em Solihull, Inglaterra em 25 de Julho de 1972 e conta com excelentes versões de faixas como "The Fountain Of Salmacis" e "Musical Box". Um pequeno detalhe desse registro é a faixa "Twilight Alehouse" pouco tocada durante esta mesma tour.

A qualidade não é das melhores, o som um pouco abafado as vezes mas esse é um dos melhores registros ao vivo lançados pela banda.



TRACKS:

1. Watcher of the Skies 
2. Story Of Thomas S. Eiselburg
3. Stagnation
4. Story Of The First Hermaphrodite 
5. The Fountain of Salmacis
6. Introducing The Triangle
7. Twilight Alehouse
8. Story Of Henry 
9. The Musical Box
10. Story Of A Large Weed
11. The Return of the Giant Hogweed 


YANDEX

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

AINIGMA - Diluvium - 1973


(Publicado originalmente em Agosto de 2014)

Banda alemã liderada por três jovens e corajosos músicos de idade entre 15 e 17 anos. Criticada por muitos, o Ainigma teve uma curta carreira que começou em 1972 e acabou em 1974 um ano após o lançamento de seu único registro. 

Registro ao qual traz uma atmosfera um tanto sombria com solos de guitarra e teclados, na maioria das vezes, improvisados de forma muito criativa por se tratar de uma banda formada apenas por  garotos nitidamente influenciados pelo movimento Krautrock da época. 
O guitarrista e baixista Wolfgang Netzer intercala os dois intrumentos de forma espetacular mas o que dá o verdadeiro clímax ao disco são os fantásticos solos de Hammond executados pelo jovem Willy Klüter.

O destaque desse registro é a faixa título que possue um toque bastante experimental com atmosferas diferenciadas, regadas de improvisações pesadas intercaladas a uma calmaria sombria com duração de 18 minutos.

Este é mais um disco lançado pelo selo Garden Of Delights que remasterizou e melhorou um pouco a qualidade da gravação "fundo de quintal", muito comum entre as bandas mais experimentais de curta carreira vindas da Alemanha. 

Como bônus, temos duas excelentes faixas, uma delas a versão instrumental de Diluvium citada acima.


TRACKS:

1. Prejudice
2. You Must Run
3. All Things Are Fading
4. Diluvium
5. Thunderstorm (bônus)
6. Diluvium - Instrumental (bônus)



quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

ZIPPO ZETTERLINK - In The Poor Sun - 1971

(Publicado originalmente em Fevereiro de 2008 e revisado em Agosto de 2016)

Já havia postado essa raridade no antigo endereço do PRV em 2008 mas resolvi retirar pela péssima resenha que havia escrito na época. Me lembro que foram apenas três linhas de informações básicas e nada mais. Não achei muito justo com as poucas pessoas que passam por aqui procurando por algo de qualidade.

Certamente, o ZZ é uma das maiores incógnitas do progressivo alemão desde seus primórdios. Formada no fim dos anos 60 na cidade de Hamburgo pelo guitarrista Wolfgang Orschakowski,  nada se sabe sobre os outros integrantes já que o nome do mesmo é o único citado nos créditos do álbum. A banda fazia um blues pra lá de psicodélico onde os belos solos de guitarra se mesclavam ao forte vocal de Orschakowski  em todo o decorrer do disco. 

O maior destaque de toda essa obra é a primeira faixa com pouco mais de 20 minutos gravada ao vivo no Blow Up Club em Munique em 1969. Trata-se de uma verdadeira aula de música instrumental regada a improvisações que beiram a obscuridade, ou seja, um som bem digno ao movimento progressivo/experimental que emergia na Alemanha no fim dos anos 60.

Algumas faixas foram gravadas em um festival em Hamburgo em 1971 e o resto são improvisações feitas em mais um daqueles estúdios caseiros onde se gravava ao vivo e prensavam-se poucas cópias em fitas ou vinil para divulgação nesses mesmos festivais já muito citados aqui no PRV.


Sabe-se que um selo americano teve acesso a um dos originais e relançou em CD em 2002. A qualidade do áudio não é impecável mas certamente essa foi uma das maiores surpresas que os alemães já me proporcionaram.



TRACKS:

1. Zippo Zetterlink In The Poor Sun At Sunday Night In The Blow Up 
2. Kaputt 
3. Ein Gemmen-märchen 
4. It's Groovy, The Electric Light Machine, Boy 
5. Electric Light

sábado, 11 de janeiro de 2020

CAPTAIN BEYOND - Frozen Over Live - 1973


Raros são os registros ao vivo de uma banda subestimada que acabou ganhando merecida porém, tardia notoriedade muitos anos após o lançamento de seu álbum homônimo.

A formação clássica do Captain Beyond de 1971, contava com nomes de peso dos primórdios do progressivo tais como: Rod Evans, a voz principal do Deep Purple até o início de 1970; Lee Dorman e Rhino Reinhardt, baixo e guitarra respectivamente e o baterista/pianista Bobby Caldwell, todos recém saídos do Iron Butterfly após a gravação do álbum Metamorphosis. 

Em seu primeiro disco, a banda destilava uma boa pegada de Heavy Prog, entoada por uma forte guitarra com pitadas marcantes de psicodelia. A gravadora que o lançou em 1972 fez uma fraca promoção, resultando em vendas desanimadoras e pouco reconhecimento por parte da crítica. Atualmente, se tornou um disco clássico, raro e muito cultuado pelos adeptos do Rock Progressivo.

No ano seguinte lançam o Sufficiently Breathless, disco mais comercial com elementos mais voltados para o progressivo e sem a presença de Caldwell na bateria. Tempos depois do lançamento, Rod Evans também deixa a banda que fica em hiato até 1976. Em 77 lançam o ótimo Dawn Explosion, com a formação clássica porém, sem a presença de Evans sendo este substituído por Willy Daffern.

E embora o baterista Bobby Caldwell tenha deixado a banda antes da gravação do segundo álbum, e o mesmo tenha sido feito sem ele (e com o tecladista e o percussionista adicionados, além do novo baterista), ele voltou a se juntar a banda para acompanha-los na turnê americana em 1973. 

Apresentação gravada em 06 de Outubro de 1973 na cidade Arlington, Texas conta com a presença de Caldwell em excelente forma (incluindo um solo de bateria de 13 minutos), bem como em toda a formação original, antes da banda se separar novamente logo após essa turnê.

Aviso de antemão que a qualidade do registro não é das melhores mas vale por se tratar de um raro registro do Captain Beyond.


TRACKS:

01. Intro
02. Distant Sun
03. Dancing Madly Backwards On A Sea Of Air
04. Armworth
05. Myoptic Void
06. Drifting In Space
07. Pandora's Box
08. Thousand Days Of Yesterday
09. Frozen Over
10. Butterfly Bleu
11. Mesmerization Eclipse
12. Drum Solo
13. Mesmerization Eclipse (Reprise)
14. Stone Free


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

[FLAC] ROXY MUSIC - BBC Sessions - 1972/73


Logo no início da carreira, o Roxy Music já era considerado uma banda de Art Rock onde seus figurinos extravagantes e a excentricidade de suas performances, trouxeram uma veia criativa de bastante entrosamento entre o vocalista Brian Ferry que, insistia em uma pegada mais pop e exótica, mesclado ao experimentalismo alucinador de Brian Eno, um dos maiores instrumentistas de todos os tempos. 

A banda também contava com o excelente guitarrista e produtor Phil Manzanera, que já havia gravado um único porém, essencial disco em 1970 com o Quiet Sun (banda de curta carreira vinda de Canterbury). Em sua longa trajetória, Manzanera contribuiu com diversos artistas de extrema importância como o próprio Eno e até mesmo Sérgio Dias dos Mutantes nos anos 90. Foi um dos produtores dos dois últimos discos de estúdio de David Gilmour e co-produziu o 'Endless River' do Pink Floyd. Além de muitos outros, incluindo artistas brasileiros. 

Os dois primeiros discos do Roxy Music, os únicos com participação de Eno, são verdadeiras obras-primas, muito caracterizados por impecável instrumentação que pendia muitas vezes para uma atmosfera pop e de muita originalidade. 

O registro a seguir parte das fitas da BBC gravadas em datas distintas entre os anos de 1972-73 em uma compilação dupla. A primeira parte reúne faixas na íntegra porém, fora da ordem do clássico disco homônimo em excelentes versões. A segunda, conta com algumas faixas do disco seguinte, For Your Pleasure também em versões diferenciadas e reprises do primeiro disco.

A qualidade do áudio é impecável e vale o download do pesado arquivo disponibilizado em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

DISCO I:

01. Re-make/Re-model
02. If There Is Something
03. The B.O.B. Medley
04. Would You Believe
05. Sea Breezes
06. Bitters End
07. 2 H.B.
08. Chance Meeting
09. Ladytron
10. Virginia Plain
11. If There Is Something

DISCO II:

01. The B.O.B. Medley
02. Grey Lagoons
03. Sea Breezes
04. Virginia Plain
05. Chance Meeting
06. Re-make/Re-model
07. Pyjamarama
08. Do The Strand
09. Editions Of You
10. In Every Dream Home A Heartache

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

JETHRO TULL - SONGS FROM MANCHESTER - 1977



Não é segredo pra ninguém que o álbum Songs From The Wood é o meu favorito de toda a discografia lançada pelo Jethro ao longo de quase 50 anos de estrada. 

Disco que compõe a primeira etapa de uma suposta trilogia (Heavy Horses-1978/Stormwatch-1979), aborda temas da natureza e de como o homem vem a maltratando na dependência abusiva de sua sobrevivência. 

Baseado em composições mais voltadas para o Folk, Ian Anderson abusa genialmente de belíssimas passagens de flauta entrelaçadas a melodias progressivas muito bem executadas por Barre, Palmer, Barlow e Glascock.

Certamente, o bootleg disponibilizado hoje, marca uma das primeiras apresentações que compunham a tour européia da banda para a divulgação do disco em questão que seria lançado oficialmente alguns dias depois.

Gravado em 02 de Fevereiro de 1977 no Apollo Theater em Manchester, o registro conta com versões impecáveis das faixas como "Jack In The Green", "Songs From the Wood", "Velvet Green" e "Hunting Girl", sendo estas as únicas executadas para a divulgação do mesmo e com boa receptividade do público presente. Uma pena a faixa "Cup of Wonder" ter ficado de fora...

Constam também boas versões de alguns clássicos indispensáveis como "Thick as a Brick", "Aqualung" e Locomotive Breath", sendo esta última um dos destaques de todo o disco. 

A qualidade de áudio é média porém, um bootleg indispensável para qualquer admirador do gênero progressivo.


TRACKS:

01. Wond'ring Aloud
02. Skating Away On The Thin Ice Of The New Day
03. Jack In The Green
04. Thick As A Brick
05. Songs From The Wood
06. Instrumental
07. To Cry You A Song
08. A New Day Yesterday - God Rest Ye Merry Gentlemen - Living In The Past
09. Velvet Green
10. Hunting Girl
11. Too Old To Rock'n'Roll Too Young To Die
12. Beethoven's 9th Symphony (2nd & 4th Movements)
13. Minstrel In The Gallery
14. Aqualung
15. Bach's Double Violin Concerto For Solo Guitar
16. Wind-Up - Back-Door Angels - Wind-Up (Reprise)
17. Locomotive Breath - Land Of Hope And Glory - Back-Door Angels (Reprise)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

12 ANOS...


27/12/2007...

"Foi tudo muito rápido, movido a muita dedicação, gente chata, ameaças infundadas de processos judiciais, perda de domínio envolvendo centenas de links mas mesmo assim continuo aqui, firme e forte tentando a cada dia divulgar o que há de melhor no Rock Progressivo nacional e internacional.

Não é e nunca foi fácil manter uma página ou um blog sobre um gênero musical amplamente dominado pelo sexo masculino. Já sofri críticas e deboches de diversas partes do mundo mas não levo nunca pelo lado pessoal e não me deixo abalar por certos comentários, alguns deles impublicáveis. Isso só tem a me fortalecer!

O Progrockvintage sem querer preencheu lacunas e me presenteou com amigos que hoje são de fundamental importância, incluindo também alguns ídolos aos quais nunca imaginei ter contato fora da capa de seus discos. Abriu portas para meu conhecimento pessoal e cultural através de incansáveis pesquisas sobre as mais diversas vertentes desse gênero musical que agrada um público bastante seleto e um tanto exigente. Tive a oportunidade de viajar por algumas cidades do Brasil para ir exclusivamente a shows de grande porte ou não e ser abordada em diversas ocasiões por pessoas as quais se quer conheço para falar do PRV. Esse tipo de tratamento não tem preço e sou muito grata por poder proporcionar a essas pessoas uma certa facilidade em conhecer novas e velhas bandas muitas vezes perdidas no tempo.


Vale deixar claro que não sou profissional de Jornalismo ou muito menos tenho o domínio de algum instrumento. Me interesso muito por flautas, órgãos e sintetizadores, conheço de ouvido uma ou outra marca específica, pesquiso frequentemente sobre esses instrumentos, especialmente os mais antigos. 

Justamente por não ter sabedoria e veia artística para tal, resolvi criar esse blog com o intuito de externar essa minha falta de talento em publicações muitas vezes simplórias (como já me disseram) porém criando textos diretos e objetivos.
Não estou aqui para impressionar ninguém, estou aqui fazendo o que gosto. Mesmo utilizando um vocabulário primário, venho contribuindo na divulgação do Rock Progressivo nacional para uma maior notoriedade nos dias de hoje, onde a música principalmente a brasileira, passa por uma situação agonizante.

Sigo em frente com a missão pessoal de manter esse espaço sempre recheado de divulgações de shows pelo Brasil continuando, mesmo que em passos mais lentos, a resenhar também sobre discos das mais diversas épocas e vertentes progressivas, disponibilizando quando possível arquivos para download.

Como já relatado em publicações anteriores, continuarei a divulgar novos e antigos nomes do cenários nacional, enfatizando em detalhes suas histórias e discos lançados. Possuo uma vasta lista de materiais vindos de artistas e bandas autorais de alto nível aos quais mantenho a promessa de publicações a altura de seus trabalhos.

Esses doze anos de 'estrada' não seriam possíveis sem o incansável e constante apoio de alguns parceiros que me acompanham desde o início, incentivando nos momentos de maior dificuldade e levando o nome Progrockvintage a diversos países. Certamente, sem essas pessoas nada teria dado tão certo.

Por tão grandioso apoio, este modesto espaço, conquistou ao longo da última década um valor superior a 5.000.000 visualizações de página. Números esses que não elevam em nada minha conta bancária. Nunca arrecadei um centavo neste espaço, pelo contrário, pago uma alta anuidade pela manutenção e pela propriedade do atual domínio criado em 2010.

Me resta somente agradecer de coração a todos que aqui frequentam por todo apoio ao longo desses anos".