sábado, 7 de janeiro de 2017

[DIVULGAÇÃO] BANDA VITRAL - RIO DE JANEIRO

ACERVO VITRAL

O Progrockvintage teve a honra de ser escolhido como um dos colaboradores para divulgar o tão esperado retorno da banda carioca Vitral aos estúdios e, futuramente aos palcos. Por enquanto temos poucas informações sobre o andamento deste retorno mas, ao que tudo indica, vem coisa muito boa por aí. 

Os músicos se encontram em estúdio para intensos ensaios e criação de futuras composições. Foi publicado recentemente, um pequeno teaser de apenas três minutos, apenas como uma amostra do que a banda se propõe a fazer. Esse vídeo teve milhares de visualizações em poucos dias e está atiçando muito a curiosidade do ouvinte que aprecia o gênero e exige boa qualidade. 
A banda se reformula e vem com uma segunda formação, diríamos de peso. Nomes já bastante conhecidos vindos de bandas renomadas do Rio e alguns artistas de carreira solo que decidiram abraçar esse projeto como uma forma de acrescentar suas particularidades e muita qualidade técnica a uma banda que tem tudo para fazer história no progressivo nacional. 

Tomei a liberdade de repassar aqui um texto escrito pela própria banda explicando melhor a sua história e suas propostas. O Progrockvintage será uma das ferramentas de divulgação da banda Vitral e tem como objetivo presentear o leitor com todo e qualquer material lançado pela banda no decorrer do tempo. 


ACERVO VITRAL


TEXTO: BANDA VITRAL


"Claudio Dantas - bateria e percussão
Eduardo Aguillar - baixo e teclados
Luiz Zamith - guitarra e violão
Marcus Moura - flautas, teclados e acordeão
Patrick Wichrowski - teclados


VITRAL é uma banda de rock progressivo instrumental formada no Rio de Janeiro no início dos anos 80 pelos músicos:

Alex Benigno - guitarra e teclados.
Claudio Dantas - bateria e percussão.
Eduardo Aguillar - baixo, teclados e guitarra.
Elisa Wiermann - teclados.
Luis Bahia - guitarra e baixo.


O grupo ficou aproximadamente dois anos em atividade e pouquíssimos registros existem da época. Mas, graças à algumas partituras, raras fotos e fitas cassete com gravações domésticas encontradas por Eduardo Aguillar em seu velho arquivo, surgiu a ideia de produzir um álbum com músicas compostas para a banda.

O que a princípio seria um trabalho solo se transformou na proposta de unir os antigos integrantes para participarem do projeto, proposta imediatamente abraçada por Claudio Dantas. Partiram então para as gravações de teclados, baixo e bateria. Os resultados começaram a surgir e as velhas músicas brotavam das cinzas.

Foi quando Claudio propôs o desafio de relançar a banda para shows e novas produções. Chegava a hora de reconstruir o grupo com novas ideias, experiências e inspirações para, inclusive, concluírem as gravações do que agora já tomava forma de álbum.

Enfim, quase um ano após a revirada dos velhos arquivos, hoje o VITRAL está de volta e é formado por músicos que, além de participarem de outras bandas e/ou realizarem seus trabalhos solos, resolveram também fazer parte dessa nova história do rock progressivo nacional.

O álbum está em fase final de produção, incluirá uma suíte com 52 minutos de duração, o que será um desafio nas execuções ao vivo, e contará com a arte de Claudio Dantas na realização da capa.

Os shows terão também a apresentação dos trabalhos solos dos integrantes, o que promete ser um grande mosaico progressivo. Ou, melhor... Um verdadeiro VITRAL progressivo!

Agora é aguardar. Mais parceiros estão chegando e se envolvendo no que, sem dúvida, será um belo lançamento. Certamente essa turma ainda vai aparecer por aí com muitas novidades."

 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

RUSH - Can´t Fight It - 1975


Bootleg que marca a primeira e brilhante fase do Rush com faixas dos dois primeiros discos e um par de singles maravilhosos. Um deles, a faixa Not Fade Away é um interessante cover dos Stones interpretada com maestria pelo trio.

A qualidade das faixas ao vivo e dos singles não é das melhores mas me interesso por qualquer tipo de material da banda lançado entre os anos de 74 e 76 e tenho certeza que muitos aqui se interessarão também.

Esse registro foi gravado na cidade Cleveland, EUA em 15 de Maio de 1975 e conta com belas versões de Fly By Night e Working Man onde o tão virtuoso Peart faz um solo impecável de bateria.


Aconselho aos fãs mais enérgicos da banda que baixem esse disco afinal não é todo dia que achamos uma jóia dessa perdida por aí.



TRACKS:

1. Finding My Way
2. Best I Can
3. What You´re Doing
4. Anthem
5. Beneath, Between And Behind
6. In the End
7. Fly By Night
8. Working Man
9. In The Mood
10. Need Some Love
11. Bad Boy
12. Not Fade Away
13. Can´t Fight It


YANDEX

sábado, 31 de dezembro de 2016

ELOY - Neue Welt - 1979





Essa joia foi gravada em Berlim em 11 de Março de 1979 e possui um set list impecável com lindas versões de "Poseidon´s Creation" e "Atlantis Agony". Sem contar com faixas como "Decay Of The Logos" (Ocean 1977), "Mutiny" (Power And The Passion 1975) e várias outras do Silent Cries And Might Echoes (1979), album em evidência na época.


A qualidade não é maravilhosa mas trata-se de uma apresentação contagiante digna ao que era as apresentações ao vivo do Eloy. Ainda tenho esperanças de que eles venham ao Brasil, estavam em turnê até pouco tempo atrás. Se isso vier a acontecer, será a realização de um grande sonho.




TRACKS:

DISCO 1:

01. Astral Entrance
02. Pilot To Paradise
03. The Apocalypse
04. Poseidon´s Creation
05. Mighty Echoes
06. De Labore Solis
07. The Sun Song
08. Decay Of Logos

DISCO 2:

01. Atlantis' Agony At June 5th - 8498, 13 p.m. Gregorian Earthtime
02. Lost?? (The Decision) 
03. The Midnight Fight/The Victory of Mental Force
04. Mutiny


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ARCPELAGO - Simbiose - 2016


O retrospecto de 2016 não foi nada favorável para o nosso cotidiano mas no que se diz respeito ao progressivo nacional, tivemos gratas novidades. O retorno do Quaterna Requiem aos palcos  foi uma realização pessoal, indo direto para a lista dos memoráveis shows aos quais tive a oportunidade de assistir e não foram poucos...

 O surgimento do projeto Cena Carioca de Música Progressiva, muitas vezes divulgado por aqui, também é um claro exemplo de que nem tudo está perdido. Desse projeto foram reveladas bandas de alto nível, lançando materiais impecáveis, proporcionando também o ressurgimento de alguns competentes músicos, muito respeitados por aquelas terras e que merecem o devido destaque.

Desse projeto, divulgo hoje o primeiro disco lançado pela banda Arcpelago que, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa de 2016. Trabalho com produção impecável e notável preocupação com a qualidade de cada arranjo executado nas seis belas faixas que compõem o disco.

Antes mesmo do processo de finalização do CD para gravação, tive acesso a algumas faixas demo que hoje guardo com muito apreço. São gravações ao vivo em estúdio que naquela época já me aguçava a curiosidade do que viria pela frente. O resultado final foi certeiro. Foram lançadas 200 cópias que rapidamente se esgotaram e a banda teve que providenciar uma nova leva para atender aqueles que ainda procuravam pelo disco, destacando também uma certa notoriedade em países como Inglaterra, Canadá e Japão.
Foto: Patricia Soransso
 Arcpelago nos remete ao que há de melhor no progressivo sinfônico, com fortes influências a importantes bandas como Pink Floyd, King Crimson e Eloy. Apesar dessa formação mais clássica, torna-se clara a inovação em suas composições, com variações em conjunto onde cada instrumento se funde em perfeita harmonia. Infelizmente sou leiga quanto a assuntos técnicos e não toco nenhum instrumento, procuro apenas prestar atenção naquilo que escuto e creio que posso dizer que estamos vivendo a era do progressivo moderno, sem perder aquela nuance do progressivo setentista. 

A primeira faixa vem com certo impacto. Introdução de Moog muito bem arranjada pelo tecladista Ronaldo Rodrigues, que no decorrer da faixa intercala lindas passagens de Hammond, entrelaçadas a bela guitarra de Eduardo Marcolino. As fortes linhas de baixo de Jorge Carvalho também são um show a parte, afinal não é qualquer músico que domina um baixo poderoso e imponente como o Rickenbacker.
'Sopro Vital' é a mais longa do disco, seus onze minutos de duração sofrem variações instrumentais bastante precisas e de extrema qualidade. Mais para o fim, entra o delicado porém um tanto proeminente vocal de Ronaldo Rodrigues, que dá um toque a mais de beleza a abertura deste belo trabalho.

A segunda faixa, predomina o dueto entre o forte baixo Precision e os solos de guitarra nos remetendo a uma fase mais 'Crimsoniana', por assim dizer. Principalmente nos minutos iniciais, surge uma atmosfera mais obscura fazendo lembrar algumas passagens do álbum 'Red' de 1974. Ao fundo, um suave piano elétrico apenas como um luxuoso acompanhamento para a quebradeira que se segue. 

O maestro responsável por conduzir a banda com uma habilidade e destreza invejáveis, fica por conta do baterista Renato Navega. Não conheço outros trabalhos do Renato mas sem dúvida existe aí fortes influências a Bill Brufford e Carl Palmer. O primeiro por sua técnica bastante característica e o segundo pela habilidade com o instrumento, qualidades estas que escuto de longe no Renato.

A terceira faixa 'Ebulição dos Tempos' é a menos progressiva do disco, quebrando um pouco a complexidade do gênero e partindo para um estilo mais pesado com nítidas influências ao Rush no início dos anos 80. 

As faixas 'Cidade Solar' e 'Universos Paralelos' são inteiramente instrumentais e, de novo, muito bem executadas, sendo a segunda um composição exclusiva de Eduardo. O que impressiona é a dedicação e o alto nível de detalhes como escolha de timbres, composições e arranjos que nitidamente foram selecionados a dedo para que saíssem como planejado.

Para encerrar, entra a minha faixa favorita do disco. 'Dentro de Si' aparece como uma atmosfera calma e melancólica para depois evoluir a uma instrumentação mais complexa. O curioso dessa faixa é a ênfase dada a cada instrumento. O solo final de Hammond e Moog é de tirar o fôlego, fechando o disco com extrema maestria.

Vale destacar também a arte gráfica de muito bom gosto que ficou por conta da gravurista e fotógrafa Fernanda Pio.  


Foto: Carlos Vaz

Espero sinceramente que este seja apenas o começo de uma longa carreira. Qualquer um sabe o quão difícil é manter uma banda desse nível nos dias atuais. Já cansei de ver, não só bandas nacionais a lançarem um disco maravilhoso, muito bem recebido pelo público e depois desaparecer. Espero que com o Arcpelago seja diferente. Mesmo com algumas mudanças enfrentadas pela banda nos últimos meses e por mais triste que tenha sido a saída do Eduardo da banda, os músicos logo trataram de correr atrás de outro guitarrista que se encaixou perfeitamente a proposta estabelecida. Creio que o jovem talentoso Diogo Albano tenha vindo para ficar e já está correspondendo muito bem durante os shows feitos no Rio, aos quais tiveram sua lotação esgotada. 

Confio muito no projeto Cena Carioca de Música Progressiva que tem servido como um alicerce para manter um gênero musical ao qual agrada a poucos mas esses poucos são completamente apaixonados pelo o que ouvem e valorizam por demais as boas e escassas bandas nacionais. 

Em respeito aos músicos e produtores da banda Arcpelago, não disponibilizarei um link direto para download do disco. Vou apenas apontar alguns caminhos e divulgar alguns videos para que o ouvinte possa ter acesso a esse material. 

 
TRACKS:

1. Sopro Vital 
2. Distância Entre Um Dia E Outro 
3. Ebulição dos Tempos
4. Cidade Solar 
5. Universos Paralelos 
6. Dentro De Si 

Simbiose pode ser ouvido na íntegra e na mesma qualidade contida no CD em canais de streaming tais como Google Play, Spotify, Itunes, Deezer, dentre outros. 

Abaixo alguns videos feitos durante apresentações no Espaço Marun e Teatro Solar de Botaforgo no Rio de Janeiro.





sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

MENSAGEM DE FIM DE ANO DO PROGROCKVINTAGE


Encerro aqui mais uma etapa neste modesto espaço que muito me ajudou a seguir em frente em um ano ao qual tenho a absoluta certeza de que foi o pior e o mais triste de todos que já vivi.
Perdi meu pai, amigos muito queridos e grandes ídolos da música que se tornaram imortais. Foi sim um ano difícil, mas que acabou se tornando um pouco menos doloroso sabendo que tenho esse cantinho como forma de esquecer o mundo lá fora nem que seja por algumas horas.

Durante esses nove anos entre altos e baixos, trocas de domínio, exclusão em massa de links e muita gente chata, nunca cogitei em desistir do PRV. O retorno por menor que seja é muito satisfatório. Aqui aprendi muito com muita gente boa, conheci pessoas e ídolos que hoje são indispensáveis na minha vida. 

Agradeço aos que frequentam esse blog mesmo de forma anônima e principalmente aos amigos e músicos que confiam no nome Progrockvintage para a divulgação de seus trabalhos e projetos. Isso não tem preço e vale pelas horas de cansativas pesquisas e tempo gasto para manter o devido andamento desse espaço, proporcionando ao leitor, de forma simples mas bastante dedicada, uma boa aventura.

Esse novo ano será um tanto especial por completarmos uma década divulgando o que há de melhor no Rock Progressivo brasileiro e mundial. Tenho em mente um projeto que dará mais ênfase a divulgação de trabalhos autorais nacional e divulgação de shows pelo Brasil. Devo isso aos inúmeros projetos de músicos que me procuram para esse tipo de divulgação e esse ano será mais dedicado a esse seguimento. Prometo!


Desejo a todos um 2017 de muita saúde, paz, paciência, dinheiro para comprar bons discos e música de qualidade. 




sábado, 17 de dezembro de 2016

LA DÜSSELDORF - La Düsseldorf - 1976



Após a difusão do Neu! em 1975, Klaus Dinger embarca em um projeto audacioso que traz o nome de sua cidade natal.

 Nesse projeto ele também conta com a participação dos outros dois integrantes que tocaram no terceiro disco do Neu!, Thomas Dinger e Hans Lampe. Aqui não encontramos o baterista Klaus Dinger e sim um ótimo guitarrista para minha grande surpresa.

 As percussões ficam por conta de seu irmão Thomas Dinger e Hans Lampe.Trata-se de uma verdadeira manipulação de sons, passando pelo típico krautrock da época com uma atmosfera punk e ruídos arrepiantes.

 Mesmo assim, é um excelente disco protagonizado por um dos maiores nomes da cena krautrock.


TRACKS:

1. Düsseldorf
2. La Düsseldorf
3. Silver Cloud
4. Time

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

RICK WAKEMAN - Lisztomania - 1975



Aproveitando o sucesso da ópera-rock Tommy, o diretor Ken Russell reuniu parte do elenco do filme e realizou Lisztomania, também em 1975.

 É uma fantasia musical sobre a vida do compositor e pianista erudito Franz Liszt, mostrado aqui como um astro pop e também interpretado por Roger Daltrey. 

A trilha sonora foi produzida e interpretada por Rick Wakeman, que aparece atuando como Thor, o deus do trovão e há ainda uma breve aparição de Ringo Starr no papel de Papa. Talvez por abusar de situações grotescas e caricatas o filme não tenha feito muito sucesso.

 "Love´s Dream", " Excelsior Song" e "Free Song" são os destaques. Outro destaque é a participação de Daltrey, em alguns vocais.

Eu, particularmente, não sou fã do filme mas o disco é interessante.
Vale o registro!


TRACKS:

1. Rienzi / Chopsticks Fantasia 
2. Love's Dream 
3. Dante Period
4. Orpheus Song 
5. Hell 
6. Hibernation 
7. Excelsior Song 
8. Master Race 
9. Rape, Pillage & Clap 
10. Funerailles 
11. Free Song (Hungarian Rhapsody) 
12. Peace At Last 


domingo, 4 de dezembro de 2016

[DIVULGAÇÃO] CENA CARIOCA DE MÚSICA PROGRESSIVA - PATRICK WICHROWSKI, GUSTAVO JOBIM, CARAVELA ESCARLATE e KOSMUS - PRÓXIMA QUINTA, 08/12, ESPAÇO MARUN - RIO DE JANEIRO




 O Progrockvintage divulga novamente um evento produzido pela promissora Cena Carioca de Música Progressiva, agora em sua terceira edição com a participação das bandas CARAVELA ESCARLATE, KOSMUS, PATRICK WICHROWSKI e GUSTAVO JOBIM .

Assim como as edições anteriores, o festival ocorrerá no Espaço Marun, localizado no simpático bairro da Glória no Rio de Janeiro, local bastante elogiado em termos de boas acomodações e qualidade de som, não só pelo público presente mas também pelas bandas que tocaram por lá no decorrer desse ano. Foram eventos muito elogiados por quem viu e participou, levando a casa a sua lotação máxima e com a certeza de que público não falta para quem aprecia esse gênero musical tão encantador e extremamente viciante.

Agradeço aos cariocas por nos proporcionar trabalhos autorais de extrema qualidade em termos de arranjos e produções independentes mais que impecáveis. A grande maioria dessas bandas têm seus trabalhos lançados em países da Europa, com repercussão de destaque entre seus ouvintes. Por aqui não é diferente, tive acesso a diversos materiais de muita qualidade que foram lançados no decorrer desse ano durante alguns festivais pelo Rio.







 A CCMP - Cena Carioca de Música Progressiva - é um coletivo de bandas autorais de rock progressivo do Rio de Janeiro, que foi criado com o objetivo de formar novas plateias, ampliando os horizontes da música progressiva. Criada em fevereiro de 2016 pelas bandas Chronus, Anxtron, Caravela Escarlate e Arcpelago, a CCMP não é um grupo fechado, portanto está aberta a receber bandas de rock progressivo em suas mais variadas vertentes que compartilhem da idéia de realizar eventos de auto produção. Atualmente a CCMP é composta pelas bandas Anxtron, Arcpelago, Caravela Escarlate, Chronus, Eduardo Aguillar, Gustavo Jobim, Kosmus, Luiz Zamith, Panaceah, Patrick Wichrowski, Syntagma e Únitri.


 Para fechar o ano em grande estilo, a Cena Carioca de Música Progressiva apresentará três artistas que recentemente se juntaram ao nosso coletivo! A CCMP#3 contará com os shows da Kosmus (divulgando o seu auto intitulado disco de estreia), de Gustavo Jobim (que lançou em 2015 o seu décimo oitavo trabalho, "Dezoito") e de Patrick Wichrowski (reconhecido pela crítica especializada por seu trabalho em "Eram os Deuses Astronautas"). À estes três grandes artistas, a Caravela Escarlate chega para completar a programação, impulsionada pela divulgação de seu aclamado álbum de estreia, "Rascunho". Nos intervalos teremos uma playlist de rock progressivo e psicodélico nacional e internacional onde o público poderá escolher, na própria página do evento, as músicas que gostariam de ouvir durante as trocas de palco.


Patrick Wichrowski é um tecladista, compositor e pesquisador sonoro carioca. Atraído pela musica de Johann Sebastian Bach, Vangelis, Rick Wakeman e Jean Michel Jarre, Wichrowski desenvolve uma música definida como rock progressivo eletrônico sinfônico. Suas obras mais recentes são “Cavaleiros do Apocalypse”, “Galaxyes”, “CosmoSynthesis” e “Eram os Deuses Astronautas”, considerada pela crítica especializada como uma obra prima do progressivo eletrônico brasileiro. Participou em 2007 de uma coletânea de tecladistas brasileiros chamada “Spacetronik”, que incluía também trabalhos de Eloy Fritsch (Apocalypse) e Almir Cantusio Jr. (Alpha III). Em 2008 trabalhou na criação do tutorial e demonstração de um sintetizador desenvolvido no Brasil pela “Labolida Sintetizadores” e participou de uma coletânea de artistas eletrônicos chamada “Arkan - Phase 1”.

 
  CARAVELA ESCARLATE

A Caravela Escarlate é um projeto de rock progressivo sinfônico que acompanha a trajetória do músico David Paiva (violões, guitarras, baixo e voz) desde a sua adolescência e que passou por diversas formações. Em 2011 o músico se uniu ao tecladista Ronaldo Rodrigues para uma nova formação e buscando um formato trio, consolidado em 2016 com a chegada do baterista Elcio Cáfaro. Suas influências vão desde a riqueza harmônica da música progressiva brasileira como O Terço, Terreno Baldio, Som Nosso de Cada Dia, Azymuth e Veludo, até referências internacionais dos anos 70, como Genesis, Yes, PFM, Le Orme, Museo Rosenbach, Mike Oldifield e Nektar. O grupo lançou o seu disco de estreia na CCMP#2, em julho de 2016.. "Rascunho" é um álbum que mistura comsposições novas e antigas, fazendo um passeio pelas influiencias de seus integrantes. O disco foi gravado ainda quando a banda era um duo, conferindo uma sonoridade acústica ao trabalho.



Gustavo Jobim é um tecladista de progressivo eletrônico nascido no Rio de Janeiro. O músico cria uma música instrumental com camadas climáticas semelhantes às das trilhas sonoras de cinema, influenciado pelos movimentos progressivos como Heldon, Magma e Tangerine Dream e pelos movimentos minimalistas de Philip Glass e Steve Reich. Participou dos grupos Sensorial Estéreo e Zumbi do Mato e colaborou com o artista alemão Michael Brückner, no disco “Hochofen" (2014). Gravou dezoito álbuns solo, como Stream (2013), de improvisações ao piano em parceria conceitual com o cineasta Christian Caselli ; Inverno (2014), mesclando instrumentos reais e virtuais; A New Life In A New Planet (2015), gravado com sintetizadores de bolso; e o recente Dezoito (2016), onde os solos improvisados são executados sobre ritmos eletrônicos.


A Kosmus é um projeto de metal progressivo autoral. Com influências de Opeth, Dream Theater e Pink Floyd, a banda mistura elementos técnicos e viajantes, alternando entre a sutileza das flautas e o peso dos vocais guturais. O grupo lançou "Kosmus", seu álbum de estreia, no Teatro Solar de Botafogo, em junho de 2016. O álbum, disponível para download gratuitamente no site da banda, foi muito elogiado pela crítica especializada. Além do lançamento do disco, em evento realizado em conjunto com o Arcpelago no Teatro Solar de Botafogo, o grupo também dividiu palco com outro grupo integrante da CCMP, o Anxtron, em evento realizado em agosto de 2016 no Sallon 79.


AS APRESENTAÇÕES ESTÃO MARCADAS PARA A PRÓXIMA QUINTA, 08/12 A PARTIR DAS 20hrs, NO ESPAÇO MARUN, SITUADO À RUA DO CATETE 124. INGRESSOS A R$ 25,00 COM OS SEGUINTES PONTOS DE VENDA:


 Milk Shake Mix - Catete: Rua do Catete 124, Catete Tel: 2558-3431 - de seg a sab das 11 às 20h.
 Rock Session: Rua Conde de Bonfim 80 subsolo Loja 3, Tijuca Tel: 3168-4934 - de seg a sex das 11 às 19h / sab das 10 às 16h. 






terça-feira, 15 de novembro de 2016

JETHRO TULL - Filmore West - 1970



Sem dúvida este é um dos melhores bootlegs postados no PRV.
Essa impecável apresentação ocorreu em 1° de Maio de 1970 em São Francisco durante o auge da carreira do Tull. 

São encontradas aqui versões magníficas de faixas como Dharma For One seguido por um solo arrepiante de bateria do mestre Clive Bunker  e os impecáveis solos de guitarra do eterno e tão querido Martin Barre.

Outro destaque do disco fica por conta da faixa "inédita" My God acompanhada por um solo maravilhoso de flauta executada pelo mago Anderson.

 Vale lembrar que essa bela música faz parte do disco Aqualung, lançado no ano seguinte a essa apresentação.


TRACKS:

1. Nothing is Easy
2. My God
3. To Cry You A Song
4. With You To Help Me
5. Sossity, You´re A Woman
6. Dharma For One
7. We Used To Know
8. Guitar Solo
9. For A Thousand Mothers


domingo, 13 de novembro de 2016

[DIVULGAÇÃO] ÍCONES DO PROGRESSIVO - TEATRO MUNICIPAL ZIEMBINSKI - RIO DE JANEIRO - PRÓXIMA SEXTA - 18/11

TEXTO RETIRADO DO RELEASE DE DIVULGAÇÃO DESTE INTERESSANTE PROJETO

  
 "Neste projeto, a banda formada por Elcio Cáfaro, Luiz Zamith, Paulo Menezes, Paulo Teles e Roberto Ovalle apresenta releituras no formato instrumental de obras emblemáticas do rock progressivo, compostas e interpretadas por grupos ícones como Genesis, Emerson Lake & Palmer, Yes, Focus, Jethro Tull, Premiata Forneria Marconi, Steve Hackett, entre outros. 

O principal objetivo do Ícones do Progressivo é mostrar a contemporaneidade e vigor das ideias e concepções musicais deste diversificado e influente gênero musical mesmo com o passar do tempo. Temos a convicção de que muitas das músicas compostas pelos grupos ícones são atemporais, estão imortalizadas e serão tocadas por muito tempo, da mesma forma que as músicas dos grandes mestres Bach, Beethoven, Vivaldi, Villa Lobos e tantos outros. Independente da poesia expressa nas letras, a riqueza das composições permite que possamos tocá-las no formato instrumental, realçando melodias, harmonias, seção rítmica e a riqueza e genialidade dos arranjos. 
Fonte: Arquivo Ícones do Progressivo
 
Outra proposta deste projeto é oferecer para um público que nunca ouviu estes clássicos do progressivo uma oportunidade de terem contato com a riqueza deste universo sonoro. Para isto convidamos o público apreciador do gênero a levar amigos e familiares de todas as idades que não conhecem estas músicas, pois queremos contribuir com a formação de novas plateias para o progressivo."


A APRESENTAÇÃO ESTÁ MARCADA PARA A PRÓXIMA SEXTA, 18/11, NO TEATRO MUNICIPAL ZIEMBINSKI, SITUADO À RUA HEITOR BELTRÃO, S/N. BAIRRO DA TIJUCA. RIO DE JANEIRO/RJ.
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS NA BILHETERIA DO TEATRO A PREÇOS SIMBÓLICOS.
 Inteira 30,00 | Meia 15,00

IMPERDÍVEL

sábado, 5 de novembro de 2016

[DIVULGAÇÃO] CARAVELA ESCARLATE & ARCPELAGO - RIO DE JANEIRO - TEATRO SOLAR BOTAFOGO - PRÓXIMA QUINTA, 10 DE NOVEMBRO


Mais um importante evento envolvendo o Rock Progressivo nacional tem data marcada para a próxima quinta, 10/11 no Teatro Solar Botafogo, para o encontro inédito das bandas Caravela Escarlate e Arcpelago.

Caravela vem com o competente duo de músicos Ronaldo Rodrigues e David Paiva para a divulgação do recém lançado disco Rascunho. Disco ao qual tive a oportunidade de ouvir em sua totalidade e posso dizer que se trata de um trabalho impecável, regados a arranjos e instrumentação de alto nível. 


Arcpelago também se apresenta para a divulgação do tão esperado Simbiose que, na minha modesta opinião foi o melhor disco que pude escutar nesse ano. Totalmente viciante e muito técnico no que diz respeito a instrumentação e entrosamento entre seus integrantes. 

Lembrando que a banda teve recentemente uma significante baixa em sua formação. O guitarrista Eduardo Marcolino se mudou para os EUA logo após o lançamento do primeiro trabalho da banda. Foi um dos fundadores do Arcpelago e teve papel fundamental para o alicerce de qualidade apresentado tanto ao vivo quanto nas gravações em estúdio. É sim uma triste baixa mas ele trouxe um substituto a sua altura. Trata-se do jovem e talentoso, Diogo Albano Aratanha que vem se dedicando ao máximo para o show da próxima quinta. 

Como fator surpresa, foi convidado o tecladista Elias Mizhrai, importante nome do progressivo nacional dos anos 70, sendo membro fundador da grandiosa banda Veludo.

Vale o registro de que devo as duas bandas uma abordagem mais detalhada sobre ambos os discos lançados recentemente. São trabalhos que merecem todo o destaque não somente pela qualidade mas pela dedicação em fazer possível com que o Rock Progressivo nacional ainda sobreviva aos caóticos dias atuais. 





CARAVELA ESCARLATE E ARCPELAGO SE APRESENTARÃO NA PRÓXIMA QUINTA 10/11 A PARTIR DAS 20:30 NO TEATRO SOLAR BOTAFOGO (R. GENERAL POLIDORO, 180) - BAIRRO BOTAFOGO - RIO DE JANEIRO. 
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS NA BILHETERIA DO TEATRO A PREÇOS ACESSÍVEIS.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ÄLGARNAS TRADGARD - Framtiden Är Ett Svävande Skepp, Förankrat I Forntiden - 1972



Essa banda sueca de nome bem esquisito é formada por um sexteto de cabeludos malucos que, com apenas um álbum, revolucionou a música nórdica com um experimentalismo único. 

Diríamos que o Älgarnas faz uma espécie de Krautrock com uma ideia mais "moderna", voltada tanto para o uso de instrumentos básicos como sintetizadores (Moog e VCS3), guitarra, baixo e bateria, quanto para o uso de instrumentos mais arcaicos e lúdicos como Citara, Violino, Tabla (instrumento de percussão indiano) e Rabeca.

É realmente uma combinação bizarra de Krautrock, progressivo, música indiana e folk nórdico. A maior parte do disco é instrumental e bastante complexa, com alguns poucos vocais em sueco que dão um toque a mais a esse belo e desconhecido registro. 


Alguns até diziam que o Älgarnas era o Pink Floyd nórdico mas não é pra tanto... Algumas passagens até lembram um pouco da fase mais psicodélica do Floyd no fim dos anos 60 mas nada além disso.


A banda é liderada por um instrumentista de muito talento mas que também se aventurava como artista plástico. Além de ser o autor da bela capa desse disco em questão, também fez a arte da capa de dois álbuns do já falecido instrumentista sueco Bo Hansson nos anos de 74 e 75.

Após o lançamento desse belo registro, a banda ainda continuou a tocar ao vivo em alguns festivais mas se desfez após algum tempo deixando em hiato um material gravado entre 1973 e 74  que foi lançado somente em 2001. Esse segundo disco intitulado como Delayed que é um pouco diferente do primeiro, conta com um som mais voltado para guitarras e baterias pesadas mesclando a criatividade com a psicodelia. 


Recomendo esse disco a quem realmente gosta de toda a densidade que envolve o Krautrock, basta ouvir a última e maravilhosa faixa que possui uma nítida influência a carreira solo do mestre Klaus Schulze.




TRACKS:

1. Två Timmar Över Två Blå Berg Med En Gök På Vardera Sidan, Om Timmarna, Alltså (Two Hours over two blue mountains with a cockoo on each side of the hours..that is)
2. Det Finns En Tid För Allt, Det Finns En Tid Då Även Tiden Möts (There is a time for everything, there is a time when even time will meet)
3. Möjligheternas Barn (Children of Possibilities)
4. Tristans Klagan (La Rotta)
5. Viriditas
6. Saturnus Ringar (Rings of Saturn)
7. Framtiden Är Ett Svävande Skepp, Förankrat I Forntiden (The future is a hovering ship, anchored in the past) (5:07)
8. 5/4 (bônus)
9. The Mirrors of Gabriel (bônus)




YANDEX

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

WISHBONE ASH - Fighters & Warriors - 1972



Como já se passaram alguns anos da saudosa passagem do "Martin Turner´s Wishbone Ash" por BH, resolvi também homenagear, com um ótimo bootleg, o belo e excelente album Argus lançado em 1972 com a clássica formação da banda.

O destaque do disco vai para os percursores das famosas "Twin Guitars", Andy Powell e Ted Turner que influenciaram muita gente boa no começo da década de 70 com esse estilo de mesclar rythm guitar e lead guitar em uma coisa só.

Esse bootleg contém quase que a íntegra do álbum Argus com exceção da linda balada "Leaf and Stream" que deu lugar a bela versão de quase 20 min de "Phoenix" do excelente album homônimo lançado em 1970.


Não tenho muita certeza mas creio que esse registro foi gravado no Paris Theater em Londres em 25 de Fevereiro de 1972, as informações sobre a data exata estão um tanto desencontradas e a confecção das capas também não ajuda muito. Perdoem- me!


A qualidade do audio é muito boa e o disco em si é uma bela adição a qualquer colecionador e admirador da boa música.



TRACKS:

1. Time Was

2. Blowin´ Free
3. The Warrior
4. Throw Down The Sword
5. The King Will Come
6. Phoenix



YANDEX

domingo, 25 de setembro de 2016

THREE FRIENDS - Gentle Giant Reunion Gig - 2009



Desde os primórdios do que conhecemos por Rock Progressivo, o Gentle Giant sempre teve um lugar reservado no topo da lista dos fãs mais exigentes do gênero. Comigo não é diferente, tenho ainda muito respeito e admiração por essa banda que sempre executou com perfeição toda a complexidade de seus mais criativos arranjos.  

Desde 1966 quando os irmãos Shulman criaram a banda Simon Dupret and The Big Sound com um som mais voltado para o R&B, o que era a febre do momento, chegaram a alcançar um certo sucesso mas não era esse o tipo de som que os três gostariam de fazer. Não satisfeitos, acabaram com a banda e no fim dos anos 60 se juntaram a um impecável trio composto por Kerry Minnear (teclados), Gary Green (guitarra) e Martin Smith (bateria) e formaram o Gentle Giant. Essa formação clássica chegou a gravar o essencial disco homônimo lançado em 1970 e no ano seguinte o Acquairing The Taste, que também se tornou um dos grandes álbuns lançados naquele ano.

Creio que o resto da história todos já conhecem, o GG se tornou uma das bandas mais importantes do cenário britânico durante os áureos anos 70 mas com um ponto a mais de criatividade, belas letras e compassos executados de diferentes formas em uma só faixa. A banda introduziu ao rock progressivo além de poderosos sintetizadores, instrumentos exóticos como xilofone, oboé, cellos e outros, que se encaixavam com perfeição a proposta estabelecida por seus componentes. 

A banda encerrou suas atividades no momento certo, quando o progressivo já não era mais o mesmo durante a fatídica década de 80 onde muitas bandas aclamadas seguiram outros rumos na música, partindo para um som mais voltado para o pop. Lamentável!


Mas eis que em 2008 uma tão esperada reunião do GG começa a sair dos estúdios de ensaio para os palcos britânicos. A ideia inicial partiu de Gary Green que se juntou ao inesquecível baterista Malcolm Mortimore (Three Friends 1972) e começaram a se apresentar com o nome de Rentle Giant, fazendo releituras ao vivo de obras clássicas do GG. 

Em 2009, Kerry Minnear se junta a dupla e a banda passa se chamar Three Friends, uma homenagem mais que justa!

O bootleg que hoje disponibilizo é nada menos que a primeira apresentação com a atual formação ocorrida em 16 de Abril de 2009 numa cidadezinha portuária da Inglaterra chamada Shoreham-by-Sea.

Além da impecável qualidade do áudio, encontramos aqui lindas versões de faixas como "Prologue", "In a Glass House" e "Giant", fora as outras que compõem o setlist desse show. Somente clássicos e alguns bons "lado b" que não poderiam nunca ficar de fora. 

Sabe-se que alguns meses depois Minnear deixou a banda sem maiores explicações mas o TF continuou  a excursionar pela Europa, Canadá, Alemanha e Japão. 

Sua mais recente apresentação ocorreu em Abril de 2014 no exótico "Cruise To The Edge", uma viagem dos sonhos, onde pelo menos dois mil aficionados pelo progressivo de todas as partes do mundo, se esbaldaram em um cruzeiro de quatro dias pelo México em companhia de bandas como Renaissance, Yes, Tangerine Dream, Soft Machine Legacy, PFM, Steve Hackett, dentre muitos outros...


Ficamos por enquanto com esse belo registro e esperando um dia, quem sabe, poder ver e ouvir ao vivo esse reunião de músicos que muito contribuíram com a trajetória de sucesso do progressivo no decorrer da década de 70.



TRACKS:

1. Prologue
2. Playing The Game
3. The Advent Of Panurge
4. Pantagruel´s Nativity
5. Just The Same
6. Think Of Me With Kindness
7. The House, The Street, The Room
8. The Boys In The Band
9. (Band Introduction)
10. His Last Voyage
11. In A Glass House
12. Mister Class & Quality
13. Three Friends
14. Free Hand
15. Giant 
16. Peel The Paint



YANDEX