domingo, 2 de dezembro de 2018

PROGNOISE (Porto Velho/RO)



Dentre as diversas bandas nacionais de Rock Progressivo já divulgadas por aqui, todas pertencem exclusivamente ao núcleo da região sudeste do Brasil, incluindo os estados de Minas Gerais e principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Bandas essas de diferentes vertentes ligadas ao gênero e que, de certa forma, possuem uma maior notoriedade entre os mais assíduos ao progressivo. 

Hoje, tento quebrar um pouco esse paradigma, bastante monopolizado por esses estados e trago aqui uma interessante banda oriunda da região norte do Brasil que, muito surpreendeu e chamou a atenção com a divulgação de seu primeiro EP nas redes sociais em 2015. 

Prognoise vem do estado de Rondônia, mais precisamente da capital Porto Velho e foi criada em 2012 pelo guitarrista Zeno Germano e o baixista Alessandro Amorim com a proposta de criar um som mais voltado para o progressivo, estilo esse pouco explorado nas regiões Norte/Nordeste. 
(Citando mais alguns nomes atuais, destaco as bandas Canyon de São Luís/MA, UltraNova de Belém/PA e a já conhecida Anjo Gabriel de Recife/PE, onde também merecem um maior destaque em futuras publicações neste espaço). 

Suas principais influências vêm de bandas clássicas como Crimson, Yes, Eloy, Jethro Tull e outras, passando também por nomes de grande notoriedade no Brasil como Som Nosso, Mutantes e O Terço. 
Em seus primórdios, a Prognoise era composta por uma série de músicos incluindo dois bateristas, um violinista e um flautista. No decorrer dos anos, a banda passou por mudanças de formação e acabou se readaptando para que fosse possível se apresentar em locais menores e de fácil logística para a locomoção de seus instrumentos. Fato este, que não mudou em absolutamente nada a maestria destilada pelo quinteto formado nos dias atuais. 

Liderada pelos membros fundadores, Zeno e Alessandro, a banda ainda conta com um trio de jovens e talentosos músicos que, nitidamente, chegaram para agregar ainda mais qualidade ao que a banda se propõe em executar. Além disso, a Prognoise se dispõe da participação do violinista local, Eduardo Barros durante as apresentações ao vivo. 

A formação atual conta com os seguintes músicos:

- Alessandro Amorim – Baixo e violão nylon 
- Anderson Benvindo – Teclado 
- Ícaro Dickow – Bateria 
- Victor Salles – Guitarra e violão
 - Zeno Germano – Voz, guitarra e violão


Seu primeiro EP lançado em 2015 e intitulado por Esquizóide, conta com seis faixas relativamente curtas e de intensa instrumentação onde intricados solos de guitarra e fragmentos de teclados se destacam no decorrer da audição. 
Minhas favoritas deste registro são 'Esquizóide' que abre o EP com uma bela simulação de imponentes sintetizadores e 'No Raiar do Dia', onde o tema progressivo se destaca em seus nove minutos de execução. Belas passagens de flauta são intercaladas a solos de guitarra e ao agradável vocal de Zeno.

Já o seu trabalho mais atual, Solar, lançado nesse ano conta com a formação citada acima além de competentes músicos convidados com intuito de preencher as variadas nuances instrumentais contidas neste álbum. 
Nota-se que esse trabalho possui uma maior maturidade em termos de arranjos, criando diversificadas atmosferas em seu decorrer. Mais uma vez, fortes solos de guitarra se destacam na maioria de suas faixas acompanhados pela expressiva cozinha baixo/bateria que formam a base para esse belo registro. 

Na minha opinião, a mais bela e longa faixa de Solar é a ´Hanging in the Garden', única com vocais em inglês onde o destaque maior nos primeiros minutos vem acompanhado por um tenro violino. Na sequência, as variações dos timbres de teclados se mesclam a agora, mais cadenciados solos de guitarra. Belíssima faixa que merece certa atenção!

É difícil pra mim definir a qual vertente do progressivo se encaixa a Prognoise até porque não sou profissional no assunto. Porém, percebo que a banda possui diferentes conotações que variam do progressivo sinfônico, passando por uma ambientação mais voltada para o Neo Prog e com o peso do Progressive Metal, devido ao uso excessivo de guitarras fortes e um tanto estridentes em certas passagens. Deixo claro que isso não é um problema, pelo contrário. Vejo na Prognoise uma extensa diversificação nas mais variadas ramificações que somente o gênero progressivo pode nos oferecer. É nítido que seus músicos são bastante virtuosos e extremamente preocupados em relação a qualidade de suas composições. 

Certamente, essa foi uma das mais difíceis publicações de minha autoria por aqui. Trata-se de uma banda extremamente técnica com nuances de difícil compreensão que fogem ao meu restrito e, muitas vezes, vago conhecimento musical. Não sou profissional no que se diz respeito a crítica musical e muito menos jornalística. Aqui está expressa apenas minha opinião com uma linguagem um tanto simplória, a fim de expor em palavras simples o meu ponto de vista sobre um trabalho vindo de uma banda a qual tenho um enorme apreço.

Deixo abaixo a íntegra dos dois trabalhos lançados pela Prognoise entre os anos de 2015 e 2018:




 Para maiores informações de como adquirir esses registros, recomendo que entrem em contato com a própria banda através de sua página oficial no Facebook.

domingo, 25 de novembro de 2018

BLUE PHANTOM - Distortions - 1971


Muito distante de ser um clássico italiano do inicio dos anos 70, o Blue Phantom foi um obscuro projeto altamente psicodélico liderado pelo compositor de cinema italiano, Armando Sciascia (leia-se H. Tical) que também foi editor, maestro, violinista, produtor  e simultaneamente proprietário da gravadora italiana Vedette nos anos 60. 

Trata-se de um projeto inteiramente instrumental e secreto composto por um grupo de músicos de sessão, astuciosamente planejado por Sciascia. As faixas foram usadas como parte de trilhas sonoras- não orquestradas- para filmes 'B' locais. 

O aparato usado para a composição das faixas vêm de instrumentos como diferentes órgãos um tanto estridentes e distorcidos em certas passagens. As melodias são curtas e voltadas para uma atmosfera mais orientada para o fusion, em perfeita ressonância na cozinha baixo/bateria mesclados a fortes e ácidos riffs de guitarra. 

Disco de alto nível porém, longe de ser uma obra-prima quando nos referimos a alta competência destilada pela música italiana da época. Não se trata de um registro rotulado como Rock Progressivo mas sim um álbum extremamente psicodélico. Talvez esta seja a primeira banda italiana do gênero a qual tive a sorte de conhecer e pesquisar sobre.

Lançaram somente este registro em 1971 via Vedette Records, que foi distribuído em cópias muito limitadas apenas na Itália, Reino Unido e França. Em 2008, o selo independente italiano AMS teve acesso aos originais relançando cópias em vinil e CD com uma faixa bônus.

Como disse, está longe de ser uma obra-prima mas temos aqui um raro registro psicodélico vindo de terras altamente conservadoras em termos de fusion e complexa instrumentação.


TRACKS:

1. Diodo 
2. Metamorphosis 
3. Microchaos 
4. Compression 
5. Equilibrium 
6. Dipnoi 
7. Distillation
8. Violence 
9. Equivalence 
10. Psycho-Nebulous 
Bonus
11. Uncle Jim

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terça-feira, 20 de novembro de 2018

[DIVULGAÇÃO] ÍCONES DO PROGRESSIVO - TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO - RIO DE JANEIRO - 29 de NOVEMBRO



O projeto Ícones do Progressivo retorna ao Teatro Solar de Botafogo para mais uma grande apresentação que contará com interessantes releituras em formato instrumental de bandas como PFM, Focus, Elp, Steve Hackett, dentre outras. 

A banda é liderada pelo guitarrista carioca Luiz Zamith acompanhado por músicos de renome no cenário brasileiro tais como Paulo Teles (teclados), Elcio Cáfaro (bateria), Paulo Menezes (baixo) e Roberto Ovalle (teclados).

A proposta do Ícones do Progressivo é mostrar a contemporaneidade e vigor das ideias e concepções musicais deste diversificado e influente gênero musical mesmo com o passar do tempo e convidamos o público apreciador do gênero a levar amigos e familiares de todas as idades que não conhecem o progressivo, pois queremos contribuir com a formação de novas plateias.


SERVIÇO:

Local: Teatro Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180 - Botafogo - RJ)
Data: 29 de Novembro (quinta) - 21hrs
Os ingressos podem ser adquiridos a preços acessíveis na bilheteria do teatro ou antecipadamente nos seguintes pontos de venda:

- Site Tudus
- Loja RockSession (Rua Conde de Bonfim, 80, Loja 16 - Tijuca) 
Scheherazade Cds (Rua Conde de Bonfim 346 - Tijuca)
- Renaissance Discos (Rua Conde de Bonfim, 55 - 15 - Tijuca)




sábado, 17 de novembro de 2018

CARAVAN - Canterbury Comes To London - 1997


Há tempos estou devendo algum registro decente desta maravilhosa banda a todos. Foi difícil escolher apenas um disco para compartilhar em meio a centenas de belas apresentações executadas pela banda no decorrer de sua longa e brilhante carreira. 

Quando o Blogger excluiu o antigo endereço em 2010, resolvi não postar discos oficiais de bandas consideradas como medalhões para que eu tivesse um pouco de paz em relação a DMCA. Com a reformulação do PRV e o novo domínio, não tive mais problemas relacionados a essa maldita empresa mas procuro sempre ser cautelosa ao postar alguma coisa. 


Nesse momento, estou arriscando a minha pele ao postar esse disco em particular pois foi lançado oficialmente em 1999 pela Transatlantic Records e ainda consta em catálogo, disponível inclusive para venda. 

Falar do Caravan é bastante complicado pois se trata de uma banda muito querida por essa que vos fala. Posso dizer com toda certeza que muitas portas se abriram em relação ao meu modesto conhecimento musical depois que passei a conhecer a fundo a extensa discografia dessa banda que foi nada menos que a grande percursora do movimento Canterbury, juntamente com os meninos audaciosos do Soft Machine. Sem contar que ambas criaram um estilo próprio misturando de uma forma genial e bastante original o Jazz com o progressivo,  que revolucionou a cena britânica no começo dos anos 70 com o embrião The Wilde Flowers. Banda de curta carreira mas que foi de suma importância para o surgimento tanto do Caravan quanto do Soft Machine. 


Só para citar alguns dos membros que compunham o WF que ainda hoje estão na ativa e são idolatrados por muitos, inclusive por mim: Robert Wyatt, Hugh Hopper, Kevin Ayers, Richard Coughlan, além dos primos Dave e Richard Sinclair. 

Recomendo a todos a audição desse excelente disco do WF que é muito fácil de se encontrar por aí. Existem algumas dezenas de blogs que disponibilizam o link deste disco.Como o mesmo foi lançado oficialmente em 1994, não o disponibilizarei justamente para não criar mais problemas.

Voltando ao disco em questão...


Resolvi postar esse registro em particular por se tratar de uma gravação impecável com alguns belos clássicos que nunca faltaram durante as apresentações ao vivo do Caravan. Outro motivo é a presença de membros ilustres nessa provável reunião da banda que aconteceu no Astoria em Londres em 19 de Setembro de 1997. 
Não costumo citar o line up dos discos postados por aqui mas creio que este seja essencial ao conhecimento de todos. 

São eles:


- Doug Boyle ( excelente guitarrista que fez parte da banda de Robert Plant por alguns anos e passou a integrar o Caravan nos anos 90)

- Richard Coughlan ( baterista, membro fundador do Caravan)
- Pye Hastings ( guitarrista e portador de uma das mais belas vozes de todos os tempos)
- Jim Leverton ( baixista, tocou com Frank Miller em 1973 além de outras bandas pouco conhecidas nos anos 70)
- Geoffrey Richardson (exímio multi-instrumentista além de excelente flautista, tocou Murray Head ( leia-se Jesus Cristo Superstar) e participou de alguns projetos com Bob Geldof)

Nesse disco encontramos belas versões de faixas como "Nine Feet Underground" e "For Richard", além de alguns clássicos como "The Dog The Dog...", "Memory Lain" e "Headloss". O restante das faixas vem de um álbum muito bom chamado The Battle Of Hastings, lançado em 1995.


É sempre muito bom ver bandas como o Caravan na ativa até hoje. Eles passaram brevemente pelo Brasil em 2003 mas a divulgação foi tão péssima que nem fiquei sabendo. Fui tomar conhecimento dessa apresentação ocorrida no Rio somente um ano depois. Lamentável...


Assim como eu, muitos por aqui sonham com a vinda do Caravan ao Brasil...

Quem sabe um dia...



TRACKS:


1. Memory Lain, Hugh
2. Headloss
3. Nine Feet Underground
4. The Dog, the Dog, He's at It Again
5. Cold as Ice
6. Somewhere in Your Heart
7. I Know Why You're Laughing
8. Liar
9. For Richard
10. Golf Girl 



YANDEX

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

[DIVULGAÇÃO] LUMMEN - CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL - RIO DE JANEIRO - 20 de NOVEMBRO


Mais uma vez, o Progrockvintage tem a honra em divulgar mais uma apresentação da banda de progressivo medieval, LummeN trazendo agora uma nova turnê intitulada por Viagem Progressiva. 

Essa estréia contará com belas releituras de bandas como Jethro Tull, PFM e Focus além de suas belíssimas composições autorais lançadas ao longo de sua brilhante carreira. 

A banda LummeN segue uma linha puramente medieval onde instrumentos como flauta e violino são os principais e mais belos destaques das apresentações ao vivo. A banda impõe também características cênicas no decorrer de algumas músicas, além de projeções de imagens conceituais em telão de alta qualidade.

Segue o chamado oficial para o show do próximo dia 20:

"É a pré-estreia de um novo show: "Viagem Progressiva". 

Além das composições autorais, teremos uma homenagem às principais bandas que influenciaram o som da LummeN, como Focus, Premiata Forneria Marconi e Jethro Tull. 

Destaque também para duas músicas do CD "Palma-12 ciclos".

E a formação tem novidades: 
A presença de dois antigos integrantes: o violinista André Henriques, que participou do show de estreia, em 1995 e do CD ao vivo, em 1997; e o baterista Giovani Vicenzo que também participou de importantes momentos da LummeN, como no espetáculo "Em Concerto", realizado em 2013. 

A cantora soprano Patrícia Scagliusi é a artista convidada. 

Marco Aurêh, na voz, flautas e violão, Paulinho Cabral, na guitarra e Diego Peres no baixo e vocal completam o elenco".

Mais informações na página oficial do evento no Facebook.


SERVIÇO:

LummeN - Pré estréia da turnê VIAGEM PROGRESSIVA

Data: 20 de Novembro (terça) 19hrs

Local: Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 - Centro - RJ)

Os ingressos podem ser adquiridos a preços populares na bilheteria do teatro no dia do show ou antecipadamente nas lojas RockSession (Rua Conde de Bonfim, 80, Loja 16 - Tijuca) e Scheherazade Cds (Rua Conde de Bonfim 346 - Tijuca)





terça-feira, 6 de novembro de 2018

URIAH HEEP - Byron´s Lost Poem - 1972


Na primeira metade da década de setenta, o Uriah Heep certamente foi uma das mais importantes bandas de rock da Inglaterra que, até nos dias atuais, é lembrada por seus clássicos álbuns e pelo grande dilema tanto discutido pelos fãs por se tratar de uma banda de Rock Progressivo (Heavy Prog) ou simplesmente uma banda de Hard Rock. Particularmente, fico com a primeira opção pelo menos no decorrer da primeira leva de sua extensa discografia, lançada entre os anos de 1970 e 1976. 

O culpado de toda essa minha convicção atende pelo nome de Ken Hensley que, na minha lista, figura entre os cinco maiores tecladistas de todos os tempos, onde estava sempre munido de um poderoso Hammond, acompanhado de belas harmonias de piano e suntuosos solos de Moog. Hensley também foi responsável pela autoria da grande maioria das composições da fase áurea da banda, além de contribuir com algumas passagens de guitarra e violão. 

Nessa publicação, temos a formação 'clássica' do Uriah Heep que contava com a extrema energia do vocal do falecido David Byron, contagiante e muito marcante em todos os momentos, a pesada cozinha baixo e bateria conduzida, pelo também falecido Gary Thain e Lee Kerslake respectivamente, que sempre dão um show a parte seja em estúdio ou ao vivo. Sem contar com os fortes riffs de guitarra do mestre Mick Box mesclados ao poderoso arsenal de Ken Hensley. 

Gravado em 03 de Maio de 1972 na cidade alemã de Münster, esse bootleg é constituído por faixas de discos altamente clássicos como Very 'Eavy...Very 'Umble, Salisbury, Look at Yourself, e o "recém lançado" Demons and Wizards, sendo este último um dos melhores e mais importantes álbuns produzidos por uma banda inglesa nos anos 70. Um interessante destaque vem da quinta faixa, que nada mais é que uma bela e pesada improvisação com duração aproximada de 22 minutos. 

Tenho a obrigação de informar que trata-se de um BOOTLEG ou seja, um registro não-oficial e um tanto precário, feito por alguém da plateia com um gravador deveras amador. 
Recomendo o download deste modesto registro por aqueles que gostam e respeitam esse tipo de publicação, já muitas vezes feitas por aqui. 

Adianto que os colecionadores terão em mãos um raro registro ao vivo de uma das maiores bandas de todos os tempos!


TRACKS:

01. I Wanna Be Free
02. Easy Livin
03. July Morning
04. Tears In My Eyes
05. Improvisation
06. Bird Of Prey
07. Rainbow Demon
08. The Wizard
09. Look At Yourself
10. Lady In Black
11. Gipsy


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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

KIN PING MEH - Concrete - 1976



O Kin Ping Meh juntamente com o excelente Birth Control foram os percursores do movimento Heavy Prog alemão que abriu as portas para outras bandas desse mesmo estilo. Algumas dessas bandas lançaram os famosos e excelentes one shot gravados, em sua maioria, precariamente em estúdios improvisados onde as gravações eram executadas ao vivo, sem mixagem apropriada e produção bastante caseira. 

Um bom exemplo disso foi o Baumstam (já postado por aqui), que segue mais ou menos a mesma linha dessas bandas já citadas e também pouco conhecida na época. Tocavam apenas em alguns festivais e depois foi esquecida pelo tempo.

Com o Kin Ping Meh, a história é bem diferente. A banda contava com as produções do famoso engenheiro de som Conny Plank em seus discos, Plank lançou  grandes nomes do Krautrock onde obtiveram reconhecimento merecido por toda Europa nos anos 70. Alguns bons exemplos são: Neu!, Kraftwerk, Harmonia, Can, dentre outros. Também tocava muito bem guitarra e diversos tipos de teclados e sintetizadores e chegou a tocar em alguns discos do Guru Guru e Cluster.

Aqui encontramos a banda em perfeita harmonia e entrosamento entre seus membros. Guitarras pesadas se entrelaçam ao poderoso Hammond do excelente Chris Klober, um dos melhores tecladistas da cena alemã na minha opinião.

 Esse é um dos poucos registros ao vivo em catálogo que posto por aqui por ser um dos melhores já feitos pelo KPM. Pra quem não conhece a banda, esse é um bom começo para se familiarizar pois nesse disco contém uma perfeita seleção com as melhores faixas. Faixas essas pertencentes aos quatro primeiros e essenciais álbuns lançados entre os anos de 1971 e 1974. 

A título de curiosidade, o KPM regravou Come Together dos Beatles e lançou no disco de estúdio, intitulado por No.2 em 1972. A versão ao vivo contida no registro em questão pesa uma tonelada e é bem melhor do que o original lançado pelos Fab Four em 69. (Que atirem as pedras!)

O vinil Concrete foi lançado em edição dupla pelo selo independente inglês Nova Records em 1976. Já fim dos anos 90, o selo Second Battle o lançou o cd em versão single. 

Em termos de progressivo alemão, esse é um de meus cincos discos favoritos lançados ao vivo nos anos 70 ao qual recomendo sem medo!


TRACKS:

1. Light Entertainment
2. Come Together
3. Too Many People
4. Me and I
5. I Want to Die A Millionaire
6. Night-Time Glider
7. East Winds
8. High Time Whiskey Flyer
9. Blue Horizon
10. Dancing in the Street
11. Don't Force Your Horse
12. Good Time Gracie
13. Rock Is the Way


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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

EMERSON, LAKE & PALMER - Mar Y Sol Pop Festival - 1972




Creio que a maior honra e sorte que tive na vida foi poder ter visto de MUITO perto e em plena forma esse trio ao vivo em agosto de 1997, em um Mineirinho praticamente vazio após um horroroso festival de bandas nacionais.  

Cheguei a fotografar o show com uma câmera muito simples, munida de um filme de 400 asas que mal chegou a captar alguma coisa do palco por tamanha precariedade do equipamento e da fotógrafa. Muitos anos depois, pedi a um amigo que fizesse a gentileza de levar uma dessas fotos para um possível autógrafo de Carl Palmer, durante uma apresentação solo em São Paulo em 2011, se não me engano. A mesma foi devidamente autografada e enquadrada juntamente com o poster do show em questão. 

Desde que aderi ao Rock Progressivo no início dos anos 90, sempre tive o ELP no topo da minha lista de bandas essenciais. Trio de extrema criatividade, liderada por grandiosos nomes que tiveram colaboração mais que indispensável para toda cena britânica da época. Todos os três membros vieram de bandas que abriram as portas para esse gênero musical que tanto nos impressiona mesmo com o passar de tantos e tantos anos. 

Carl Palmer, começou muito bem ao lado do excêntrico Arthur Brown; o tão saudoso Keith Emerson foi de relevante importância para o sucesso do Nice entre os anos de 1967 e 1971;  Greg Lake, que também nos faz muita falta, foi essencial com a presença de sua tenra e marcante timbragem de voz. Tornou-se membro fundador do Crimson, uma das bandas de extrema importância nascida no fim dos anos 60 que, juntamente com outros nomes, foi peça fundamental para o surgimento da cena progressiva européia que, há mais de 50 anos, ainda é venerada por muitos ao redor do mundo.

Neste bootleg consta uma pequena mas essencial apresentação do trio no famoso Mar Y Sol Pop Festival realizado em Porto Rico no início do mês de abril de 1972. Esse festival contou com nomes importantes da música incluindo Osibisa, Faces, BB King, Fleatwood Mac, dentre outros. O registro conta com excelentes versões de faixas como Hoedown, Pictures e 23 minutos de pura singularidade e maestria em Tarkus. Sem esquecer de uma linda improvisação no piano feita pelo saudoso Keith Emerson e a última faixa fecha o disco com a imponência das baquetas de Carl Palmer num solo com mais de 18 minutos de duração que acaba valendo por todo o registro.

A qualidade é impecável! De todos os registros não-oficiais do ELP aos quais possuo, este certamente é o melhor deles. 


TRACKS:

1. Hoedown
2. Tarkus
3. Take A Pebble
4. Lucky Man
5. Piano Improvisation
6. Pictures At An Exhibition
7. Rondo (Drum Solo)

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

[DIVULGAÇÃO] MANTRA LANÇA "PRÓXIMO" DISCO - 03 de OUTUBRO - TEATRO MARÍLIA - BELO HORIZONTE



Em 2013, o Progrockvintage fez uma singela divulgação sobre a banda Mantra criada em Belo Horizonte no fim dos anos 90, contando um pouco sobre sua trajetória no cenário mineiro.

Confira abaixo, um pequeno trecho sobre essa divulgação que serve de convite para o lançamento de seu mais novo álbum de estúdio intitulado como "Próximo". 


Foto: Elderth Theza - Página oficial
"O Mantra nasceu em 1999 com uma ideia voltada para um som mais característico baseando-se ao máximo no estilo setentista com toques peculiares de psicodelia, beirando o experimentalismo em encaixar elementos do jazz, da música brasileira, do progressivo sinfônico mesclado a música erudita, em um estilo nada rotulável, onde o resultado final é certamente o que há de melhor quando se trata de rock psicodélico.
(...)
A parte instrumental, segue uma forte e nítida influência aos medalhões progressivos dos anos 70 tais como Floyd, Crimson, VDGG ,Gentle Giant, dentre outras, passando pela atmosfera criativa e contagiante dos Mutantes. Vale sempre lembrar que o Mantra em suas apresentações ao vivo, além das composições próprias, faz releituras de algumas bandas bastante renomadas em performances impecáveis (...)".



O LANÇAMENTO DO "PRÓXIMO" DISCO DO MANTRA SERÁ EM ÚNICA APRESENTAÇÃO E ESTÁ MARCADO PARA O PRÓXIMO DIA 03/10 ÁS 21:00HRS NO TEATRO MARÍLIA (Av. Alfredo Balena, 586 - Sta Efigênia)
INGRESSOS A PREÇOS ACESSÍVEIS ESTÃO DISPONÍVEIS ATRAVÉS DO SYMPLA.
MAIS INFORMAÇÕES NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO.




domingo, 16 de setembro de 2018

CAPTAIN BEYOND - The Completer - 1971-77


Raros são os registros ao vivo de uma banda subestimada que acabou ganhando merecida porém, tardia notoriedade muitos anos após o lançamento de seu álbum homônimo.

A formação clássica do Captain Beyond de 1971, contava com nomes de peso dos primórdios do progressivo tais como: Rod Evans, a voz principal do Deep Purple até o início de 1970; Lee Dorman e Rhino Reinhardt, baixo e guitarra respectivamente e o baterista/pianista Bobby Caldwell, todos recém saídos do Iron Butterfly após a gravação do álbum Metamorphosis. 

Em seu primeiro disco, a banda destilava uma boa pegada de Heavy Prog, entoada por uma forte guitarra com pitadas marcantes de psicodelia. A gravadora que o lançou em 1972 fez uma fraca promoção, resultando em vendas desanimadoras e pouco reconhecimento por parte da crítica. Atualmente, se tornou um disco clássico, raro e muito cultuado pelos adeptos do Rock Progressivo.

No ano seguinte lançam o Sufficiently Breathless, disco mais comercial com elementos mais voltados para o progressivo e sem a presença de Caldwell na bateria. Tempos depois do lançamento, Rod Evans também deixa a banda que fica em hiato até 1976. Em 77 lançam o ótimo Dawn Explosion, com a formação clássica porém, sem a presença de Evans sendo este substituído por Willy Daffern.

Aqui encontramos uma seleção de quatro excelentes bootlegs, divididos em dois discos e gravados entre os anos de 1971 e 1977. São eles:

 - Montreaux (debut concert) - 18/09/1971
(Disco I - Faixas 01 a 08)

- Miami - 19/08/1972
(Disco I - Faixas 09 a 18)

- New York - 17/07/1972
(Disco II - Faixas 01 a 08)

- Los Angeles - 25/06/1977
(Disco II - Faixas 09 a 13)

A qualidade do áudio oscila nas respectivas datas mas mesmo assim trata-se um belo e raro registro, altamente recomendado aos fãs do Captain Beyond e apreciadores desse tipo de gravação não-oficial.

TRACKS:

DISCO I:

18/09/1971 - Montreaux (debut concert)

01. I Can't Feel Nothin' (Part 1)
02. As The Moon Speaks (To The Waves Of The Sea)
03. Astral Lady
04. As The Moon Speaks (Return)
05. I Can't Feel Nothin' (Part 2)
06. Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
07. Armworth
08. Myopic Void

19/08/1972 - Miami, FL

09. I Can't Feel Nothin' (Part 1)
10. As The Moon Speaks (To The Waves Of The Sea)
11. Astral Lady
12. As The Moon Speaks (Return)
13. I Can't Feel Nothin' (Part 2)
14. Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
15. Armworth
16. Myopic Void
17. Thousand Days Of Yesteryear (Intro)
18. Frozen Over

Disco II

17/07/1972 - New York, NY

01. Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
02. Armworth
03. Myopic Void
04. Thousand Days Of Yesteredays (Intro)
05. Frozen Over
06. Unknown Song
07. Mesmerization Eclipse (Including Drum Solo)
08. Distant Sun

26/05/1977 - Los Angeles, CA

09. Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
10. Armworth
11. Myopic Void
12. Breath Of Fire (Part 1)
13. Breath Of Fire (Part 2)

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

[DIVULGAÇÃO] SÍTIO ROCK - SANTA BÁRBARA/MG - 22 e 23 de SETEMBRO




O festival Sítio Rock entra em sua segunda edição e contará com algumas das melhores bandas-tributo criadas em terras mineiras. 

Com um visual encantador para a bela serra do Caraça, o simpático Sítio Vista Alegre, disponibiliza uma extensa e arborizada área de camping para quem quiser montar acampamento. Estruturas como banheiros (limpos), lanchonete e área de lazer também estarão a disposição de todos. Crianças são muito bem vindas desde que estejam sob absoluta supervisão de seus pais.

Há poucos dias foi anunciada a presença de uma cervejaria criada em Santa Bárbara que irá vender chopp artesanal de boa qualidade a preços justos. 

Uma atração extra e bem interessante vai abrir o festival na sexta-feira, 21 com a presença de renomados colecionadores de vinil que, por 12 horas, irão tocar o que há de melhor no rock n´ roll e suas extensas vertentes. Aviso que é um momento bastante interessante já que esta é a sexta edição do encontro dos bolacheiros.

A segunda edição do Sítio Rock tem a dedicada produção do amigo Samuel Brito e demais parceiros que nos proporciona um festival de alto nível em um ambiente bucólico e bastante familiar. 



O line-up do evento contará com as seguintes bandas mineiras:

- In Rock (Deep Purple)
- Zé Pelin (Led Zppelin)
- Uai Heep (Uriah Heep)
- Mutantes Molhados (Mutantes)
- Aly na Skyna (Lynyrd Skynyrd)

O festival está marcado oficialmente para os dias 21(IV Encontro dos Colecionadores de Bolachas),22 e 23 de Setembro no Sítio Vista Alegre, Santa Bárbara - MG-129 - Estrada para Catas Altas. Haverá sinalização para facilitar o acesso ao local.
Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla.

Informações mais detalhadas encontram-se na página oficial do evento no Facebook. 




Confira algumas imagens do local:



































domingo, 9 de setembro de 2018

GURU GURU - Wiesbaden - 1972



Há algum tempo, postei um registro ao vivo do Guru Guru nesta mesma cidade alemã de Wiesbaden, lançado também pelo Garden Of Delights porém, o ano era de 1973 e a numeração de catálogo do selo consta como 156. 

Este registro em questão possui uma formação diferente da anterior que conta com o baixista Bruno Schaab, substituindo Hans Hartmann mas permanecendo os gênios, Ax Genrich e Mani Neumeier. Com essa formação, lançariam o disco homônimo no ano seguinte. 

O setlist também se difere da outra gravação, agora com a execução quase em sua totalidade do excelente disco Känguru lançado no mesmo ano dessa apresentação. A numeração de catálogo para este registro consta como 129. 

Vale frisar que as três faixas contidas nesse registro são versões estendidas das originais lançadas no álbum de estúdio. Notam-se diversificadas e marcantes improvisações muito comuns nos registros ao vivo das bandas de Krautrock da época. 

Gravado em novembro de 1972, não se trata de um bootleg mas sim de uma gravação feita por um amigo da banda que engavetou as fitas da apresentação por décadas, sendo resgatado pelo salvador selo Garden Of Delights e lançado oficialmente em 2007.

A qualidade é boa, nota-se que as fitas foram bem conservadas com o passar do tempo e o selo Garden Of The Delights fez o possível para que a qualidade se tornasse ainda melhor.


TRACKS:

01. Oxymoron
02. Baby Cake Walk
03. Ooga Booga


MEGA

domingo, 26 de agosto de 2018

[DIVULGAÇÃO] CARIOCA PROG FESTIVAL - RIO DE JANEIRO - 28 de AGOSTO A 27 de SETEMBRO


Mais uma vez a Vértice Cultural e a BeProg viabilizam na cidade do Rio de Janeiro um festival  durante o final do mês de Agosto até Setembro com diversas bandas autorais cariocas a fim de promover o que há de melhor no Rock Progressivo nacional.

A abertura do festival fica por conta da banda Caravela Escarlate que, em única apresentação, fará a divulgação de seu mais novo trabalho homônimo já na próxima terça, 28/08 ás 19hrs, no Centro Cultural da Justiça Federal. 
Mais informações na página oficial do evento no Facebook.



A data do dia 06/09 fica reservada para o excelente e renomado guitarrista Victor Biglione que, em seu projeto atual, fará uma apresentação em forma de power trio. Vale lembrar que Biglione fez parte de vários projetos incluindo participações em dois discos da banda A Cor do Som nos anos 80 além de diversas parceiras com músicos de peso como Andy Summers (Police), Marcos Valle, Robertinho Silva, Wagner Tiso, dentre muitos outros. 

A apresentação de Victor Biglione será realizada no Centro da Música Carioca na Tijuca em 06/09 (quinta) ás 20hrs. 


A data do dia 13/09 fica reservada para o retorno da banda de Progressive Metal aos palcos cariocas, Sleepwalker Sun que irá apresentar faixas dos dois trabalhos lançados entre 2005 e 2010. 
Em seus discos a banda contou com participações especiais do músico mineiro Marcus Viana e do carioca André Mello, tecladista da banda Tempus Fugit.

A apresentação da Sleepwalker Sun será realizada Centro da Música Carioca na Tijuca em 13/09 (quinta) ás 20hrs. 


A data do dia 20/09 fica reservada para o tão esperado retorno da banda Únitri, que já se encontra em estúdio ensaiando os últimos detalhes para o show. 

Apesar da veia carioca, o Únitri possui uma característica bem mineira em suas composições que nos remetem, em certos momentos, aos bons tempos do Clube da Esquina, trazendo belos arranjos voltados para o progressivo sinfônico em um estilo mais moderno e arrojado. O primeiro e único trabalho lançado em 2013, 'Minas Cantos e Quintais', é um grande destaque no cenário carioca ao qual muito me agradou e foi produzido nada menos que por Sérgio Hinds, membro fundador da banda O Terço.

A apresentação do Únitri será realizada Centro da Música Carioca na Tijuca em 20/09 (quinta) ás 20hrs.


A data do dia 22/09 fica reservada para o mais novo duo progressivo, Laranja Boreal, composto pelo multi-instrumentista Jorge Pescara, acompanhado da talentosa Renata Puntel. O duo promete um sarau acústico e fará sua estréia nos palcos cariocas.

A apresentação está marcada para as 20hrs na Casa de Pedra em Ipanema.





O encerramento do festival em 27/09 (quinta) será em grande estilo com a banda Arcpelago. A apresentação ocorrerá no Centro da Música Carioca na Tijuca a partir das 20hrs  para prosseguir com a divulgação do álbum que, na minha modesta opinião, foi o melhor do gênero progressivo lançado por uma banda brasileira em 2016. 

 Arcpelago nos remete ao que há de melhor no progressivo sinfônico, com fortes influências a importantes bandas como Pink Floyd, King Crimson e Eloy. Apesar dessa formação mais clássica, torna-se clara a inovação em suas composições, com variações em conjunto onde cada instrumento se funde em perfeita harmonia. 



SERVIÇO:

- Caravela Escarlate - 28/08 (terça), 19hrs
  (Centro Cultural da Justiça Federal - AV. Rio Branco, 241 - Centro)

- Victor Biglione Power Trio - 06/09 (quinta), 20hrs
   (Centro da Música Carioca - R. Conde de Bonfim, 824 - Tijuca)

- Sleepwalker Sun - 13/09 (quinta), 20hrs
  (Centro da Música Carioca - R. Conde de Bonfim, 824 - Tijuca)

- Únitri - 20/09 (quinta), 20hrs
  (Centro da Música Carioca - R. Conde de Bonfim, 824 - Tijuca)

- Laranja Boreal - 22/09 (sábado), 20hrs
  (Casa de Pedra - R. Redentor, 64 - Ipanema)

- Arcpelago - 27/09 (quinta), 20hrs
  (Centro da Música Carioca - R. Conde de Bonfim, 824 - Tijuca)

OS INGRESSOS ESTARÃO DISPONÍVEIS A PREÇOS POPULARES NAS BILHETERIAS DOS RESPECTIVOS LOCAIS E NAS LOJAS DOS SEGUINTES PARCEIROS:

Scheherazade Cds (Rua Conde de Bonfim, 346 - Tijuca) - (21) 2569-1250

- Rock Session (Rua Conde de Bonfim, 80 - Tijuca) - (21) 99956-7890