sexta-feira, 21 de novembro de 2014

FRAME - Frame Of Mind - 1972



O Frame é mais uma dessas bandas alemãs desconhecidas por muitos e que lançou apenas este excelente trabalho. A capa do disco acusa ser uma banda de Krautrock mas ao contrário do que se imaginava, temos aqui um trabalho de Heavy Prog de primeira qualidade. 

A banda abusa dos excelentes riffs de guitarra muito bem executados por Andy Kirnberger (primeiro guitarrista do Pell Mell)  que também conduz os vocais com maestria e muito bem acompanhado pelo exemplar tecladista Cherry Hochdorfer (que mais tarde, em 1978 também fez parte da excelente banda Pell Mell juntamente com o baterista Wolfgang Noel). 

Não há o que destacar, as faixas são muito bem arranjadas e executadas de uma forma bem pesada, toda a atmosfera presente nesse registro é de um êxtase essencial pra quem gosta de um som mais enérgico a lá Birth Control. 

Em especial, esse disco me remeteu a uma excelente e também desconhecida banda britânica chamada Aardvark, fundada por Steve Milliner que mais tarde passou a integrar o Free. 
É também um disco bastante interessante e que já foi postado aqui anteriormente. 

Lembrando que esse registro também conta com o famoso produtor alemão Dieter Diierks que produziu bandas essenciais como Asha Ra Tempel, Nektar e Tangerine Dream. Foi também o responsável pelo estouro do Scorpions em 1975 que acabou se tornando uma das bandas mais populares da Alemanha Oriental.

Posso dizer que essa é uma excelente pedida a quem gosta de ouvir uma boa música no carro a qualquer hora do dia ou da noite.



TRACKS:

1. Frame Of Mind
2. Crusical Scene
3. All I Really Want Explain
4. If
5. Winter
6. Penny For An Old Guy
7. Childrens Freedom
8. Truebsal 




YANDEX

domingo, 16 de novembro de 2014

YES - Open The Gates - 1976



 Gravado durante a extensa tour do Relayer, esse talvez seja um dos bootlegs mais populares do YES espalhados por aí. Também conhecido pelo nome de The Story of Relayer Live, esse registro foi gravado e transmitido ao vivo por uma rádio americana em 17 de Junho de 1976 na cidade americana de Jersey e transmitido por uma rádio e posteriormente, remasterizado por um fã. Até hoje, não achei um bootleg de melhor qualidade sonora com um áudio que chega até a impressionar. 

Destaque absoluto para a impecável atuação do tecladista Patrick Moraz que dá um show a parte em todo o decorrer da apresentação. Criticado por muitos mas idolatrado por essa que vos fala, Moraz executa com maestria a melhor versão ao vivo de Gates Of Delirium dentre os registros não-oficiais do YES.  

Quando se trata de um registro mais popular como este, surgem certos boatos em algumas resenhas dizendo que Squire e Anderson teriam retirado as faixas "And You And "I e "Close To The Edge" do set list da tour alegando incapacidade de Moraz para executar as músicas em questão. 

Particularmente, acho isso um verdadeiro absurdo. Moraz é dono de uma técnica inigualável e não deixa a desejar em tempo algum. O sucesso do Relayer se deve a ele que, adaptou brilhantemente um leve toque jazzy à sonoridade do YES. 

Não poderia deixar de destacar também a linda versão de "Long Distance Runaround" que traz arranjos diversificados em versão acústica.

A penúltima faixa "I’m Down" traz um cover dos Beatles do álbum Help-B Sides lançado em 1965.



 TRACKS:

DISCO 1:

01. WNEW/WMMB DJ’s Introduction
02. Intro/Apocalypse
03. Siberian Khatru
04. Sound Chaser
05. I’ve Seen All Good People
06. Gates Of Delirium

DISCO 2:

01. Long Distance Runaround
02. Patrick Moraz Solo
03. Steve Howe Solo – Clap
04. Jon Anderson Solo – Excerpt From Olias
05. Heart Of The Sunrise
06. Ritual
07. DJ Chatter #1
08. Roundabout
09. DJ Chatter #2
10. 
I’m Down
11. DJ Outro



YANDEX

domingo, 2 de novembro de 2014

[RESENHA] RICK WAKEMAN - PALÁCIO DAS ARTES - BELO HORIZONTE - 1º de NOVEMBRO de 2014

ACERVO: CONFRARIA DO PROG

Após um hiato de 20 anos, Rick Wakeman retorna aos palcos de BH para um concerto memorável de Rock Progressivo que lotou o Palácio das Artes na noite deste sábado. Estávamos todos saudosos e muito felizes com a sua volta. Parece que foi ontem mas sua última passagem por terras mineiras foi em 1994 com o show Wakeman & Wakeman, onde o mestre era acompanhado de seu filho Adam. Também um lindo show munido de um setlist bem parecido com que presenciamos essa noite.

O visual do palco era algo absurdamente incrível, a sobreposição de todos os oito ou nove teclados, vistos da parte superior do teatro, davam a sensação de estar vendo muito de perto a sala de comando (bridge) do seriado Star Trek, por todas aquelas luzes coloridas piscando incansavelmente por todos os lados. 
ACERVO: CONFRARIA DO PROG
Os teclados não eram analógicos, com exceção aos dois Mini Moogs, e decepcionaram em certas partes com timbragens bem diferentes da era setentista, onde Hammonds, Mellotrons, Clavinets e piano, possuíam destaque absoluto no set de instrumentos de Wakeman e hoje foram covardemente substituídos por teclados super modernos e de fácil transporte que permitem tocar um milhão de timbres em um só instrumento. Em compensação, de vinte anos até os dias atuais, Wakeman tem melhorado bastante suas perfomances ao vivo quando se trata de simulação de timbragens nesse tipo de equipamento e nesse show não foi diferente. Ele adaptou com maestria os poderosos Korg Kronos e Roland V Synth de forma impecável fazendo com que os mesmos soassem como os instrumentos usados na época.

O começo da apresentação foi marcado pelo o que todos esperávamos, um coral em playback ao fundo com as primeiras introduções de Return To The Centre Of The Earth, lançado no fim dos anos 90.
Nesse momento, adentra-se ao palco o Deus dos teclados mais progressivos, a uma meia luz azulada,  trajando uma capa de veludo azul marinho com discretas lantejoulas prateadas, realçando um tênis branco.

 Ovacionado pelo público, toca os primeiros acordes de um dos trabalhos mais respeitados de todos os tempos fazendo, naquele momento o teatro ruir com a belíssima introdução da primeira parte do disco em questão. 

 O disco não foi tocado na íntegra mas nos contentamos com um medley de Journey To The Centre Of The Earth, que ultrapassou seus quinze minutos com as suites mais importantes da saga de Prof. Lidenbrook pelas profundezas da Terra, na estória escrita por Julio Verne. O show contou com a participação do vocalista original de 1974, Ashley Holt que deu um tom a mais de originalidade a execução dessa parte em especial. 

Wakeman presenteou o público com algumas peças essenciais que pagaram pelo preço do ingresso. 
Um exemplo disso, foi um longo medley de King Arthur, introduzido por um impecável solo de bateria do espanhol Tony Fernandez, que já é um velho companheiro de estrada de Wakeman desde os anos 70 e ainda chegou a participar de alguns discos do Strawbs nos anos 90.
Após o show a parte de Fernandez, entra a lindíssima introdução de King Arthur seguido por Guinevere, uma das mais belas suites contidas no disco lançado em 1975.
Na parte final do show, Wakeman executou uma das melhores versões de Merlin - The Magician que já escutei. Além de ter interagido com o público ao final da música, passando pelas diversas fileiras do teatro, "armado" de um keytar. Espécie de sintetizador com algumas características de guitarra, sendo bastante popular nos anos 80.

Como não poderia faltar, ainda fomos surpreendidos por três das seis esposas de Henrique VIII, executadas em diferentes partes do show. Catherine Parr foi a primeira delas com toda sutileza de um lindo solo de Moog em sua introdução; Jane Seymour, a mais bela das seis, fez com que as paredes do teatro tremessem com a simulação de um lindo órgão de tuba que teimava em ecoar com a nítida sensação de estar dentro de uma catedral; por último vem a primeira esposa do vaidoso e perigoso rei inglês, Cathrine Howard com a linda introdução de piano que lhe é bastante peculiar. 

ACERVO: CONFRARIA DO PROG
O show também contou com versões muito bem trabalhadas de faixas como No Earthly Connection lançada em 1976 e  White Rock, lançada no ano seguinte. Além de The Visit emendada com Phantom Power extraídas do primeiro disco lançado nos anos 90.

Wakeman fechou a apresentação com chave de ouro quando anunciou "Starship Trooper", uma de suas grandes obras no YES. Todos se levantaram e a partir daí ninguém mais se sentou. Alguém na plateia jogou a bandeira de Minas no palco que ele, gentilmente colocou em destaque sob os teclados. 
Estavam ali todos extasiados, meio que sem acreditar no grandioso espetáculo de Rock Progressivo ao qual tinham acabado de presenciar. Foram duas horas e meia de uma aula de música, uma apresentação memorável que, certamente ficará cravada nas paredes do Palácio das Artes por um bom tempo.

Tive a grande honra de poder conversar com o Mago dos teclados após o show. Esbanjando simpatia, Wakeman e toda a banda recebeu cada uma das pessoas ali presentes. Conversei com ele por alguns segundos, meio que sem acreditar quem era aquele senhor que estava ali, bem na minha frente. 
Muito gentilmente, ele assinou a capa interna do meu vinil (Six Wives) e agradeci a ele pelo esplendoroso espetáculo. Não poderia deixar também de agradecer ao Tony Fernandez pelo show a parte nas baquetas e pelo mágico entrosamento entre os dois, fazendo com que o show ficasse ainda mais intenso.

Belo Horizonte agradece pelos últimos shows de Progressivo realizados na cidade e pelos próximos que ainda estão por vir. No último mês, passaram por aqui nomes como Jon Anderson e Roger Hodgson. Ainda aguardamos para o final do ano a volta do Sagrado Coração da Terra em BH depois de muitos anos e, em 2015, a tão esperada vinda de Steve Hackett em terras mineiras.



sábado, 1 de novembro de 2014

RICK WAKEMAN - Boston - 1975


Richard Christopher Wakeman dispensa comentários a maioria dos frequentadores deste modesto espaço mas que deve ser sempre lembrado por toda a sua indispensável contribuição ao que conhecemos hoje por rock progressivo.

Esse senhor no auge de seus 63 anos ainda possui a mesma genialidade diante seus teclados, dono de uma técnica invejável que muitos já tentaram imitar mas não chegaram nem perto da perfeição e destreza que somente ele consegue destilar. 

Wakeman foi um dos percursores quanto ao uso de sintetizadores e toda uma parafernalha eletrônica que o cercava em suas apresentações ao vivo. 
Pelo menos três Mini Moog os acompanhavam no palco além de um Hammond, pianos elétricos, um lindo Mellotron ao qual ele ainda toca com extrema maestria.

Sua carreira profissional teve início em 1970 na gravação do ótimo disco "From The Witchwood" da banda Strawbs e em 1971, se junta ao YES fazendo com que seu nome fique ainda mais conhecido e idolatrado por milhares de pessoas. 

Vale lembrar que Wakeman entrou e saiu do YES por diversas vezes e em diferentes espaços de tempo. Muito tumulto de bastidores está por trás disso e os fãs mais enérgicos do YES podem dar mais detalhes sobre os ocorridos da época. Não estou aqui para especular nada mas pelo que já li por aí, nosso querido Chris Squire não é flor que se cheire...

Em 1973, após a gravação do disco "Tales From Topographic Oceans", Wakeman deixa o YES pela primeira vez e vai dedicar-se a seu primeiro e brilhante projeto solo onde descrevia de forma genial todas as seis esposas de Henrique VIII em um disco intrumental que se tornou indispensável a qualquer discoteca básica. 

Em 1974, lança o "Journey To The Centre Of The Earth", disco conceitual baseado na obra de Julio Verne ao qual também dispensa comentários. Posso dizer que comecei a escutar o gênero progressivo depois que tive acesso a essa verdadeira jóia. A quem chegou a ler o livro, o disco em certas partes nos remete claramente aos cenários sombrios e mágicos descritos por Verne no decorrer da obra. 

Não posso e nem tenho vasto conhecimento para descrever aqui a extensa discografia deste ser icônico que influenciou gerações, inclusive essa que vos fala. Além de sua vasta carreira solo e idas e vindas pelo YES, Wakeman também trabalhou ao lado de grandes nomes como Alice Cooper, Black Sabbath, Elton John, Lou Reed, David Bowie, dentre outros fazendo participações em alguns discos clássicos.

Basicamente, meu primeiro contato de "terceiro grau" com o progressivo foi durante uma passagem de Wakeman por BH em 1994. Além de todo seu conhecimento ele trouxe na bagagem o filho Adam, que o acompanhou com uma certa timidez mas com muito talento diante do gigante que é seu pai. 
O show foi maravilhoso, estava tendo a honra de sentir ali ao vivo o que só ouvia nos discos e certamente, foi um momento único para uma menina de apenas 15 anos que saiu do show completamente deslumbrada e muito emocionada com tudo aquilo que tinha presenciado. 

Posso dizer que após esse dia muita coisa mudou, comecei a me dedicar mais e mais ao rock progressivo e hoje tenho a honra de compartilhar com todos vocês certas experiências que muitos aqui também já viveram. Indescritível!

Esse raro bootleg foi gravado na cidade de Boston em 11 de Outubro de 1975 durante a passagem de Wakeman pelos EUA na divulgação do também excelente álbum " The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights OF The Round Table" lançado nesse mesmo ano. 

Aqui consta apenas um pequeno mas excelente medley do album "Journey" dividido en algumas faixas e belíssimas versões de "Catherine Howard" e "Anne Boleyn", além das faixas do disco em evidência na época que também se tornou essencial. As três primeiras obras de Wakeman evidenciam com muita clareza toda a genialidade desse mestre que até hoje consegue me arrancar lágrimas dos olhos com suas belíssimas composições.
Creio que esta tour também passou pelo Brasil em 1976 com shows no Rio e São Paulo. 

A qualidade se encontra impecável e com certeza vai matar a saudade de quem teve a oportunidade de vê-lo ao vivo em sua recente passagem pelo Brasil. Infelizmente, não estava presente mas esse show de São Paulo foi bem parecido com o que fui em 1994 em termos de setlist. Maravilhoso e de uma energia ímpar!


TRACKS:

DISCO 1:

1. Intro
2. The Journey
3. Recollection
4. Catherine Howard
5. Lancelot & The Black Knight
6. Down And Out
7. Anne Boleyn
8. The Forest

DISCO 2:

1. Arthur & Guinevere
2.  Catherine Parr
3. Merlin The Magician
4. Hungarian Rhapsody
5. The Battle


YANDEX

sábado, 25 de outubro de 2014

EPIDAURUS - Earthly Paradise - 1977


Banda criada em 1976 em algum canto da Alemanha Oriental que faz um som notoriamente enraizado ao começo dos anos 70 onde o rock progressivo sinfônico obteve seu maior auge. 
O Epidaurus era fortemente influenciado por bandas inglesas como YES, Genesis, Renaissance, ELP, dentre outras mas sem perder suas origens nos remetendo ao começo de carreira do Eloy passando pelo experimentalismo do Tangerine Dream. 

Sem dúvida, essa é uma das maiores jóias do progressivo alemão. Seu estilo gira em torno da incrível virtuosidade de dois excelentes e desconhecidos tecladistas, Günther Henne e Gerd Linke, que fazem miséria com a mágica fusão entre bravos solos de sintetizadores e a sutileza do Mellotron que realça toda a magia contida nesse raro registro. O curioso é que os solos de guitarra e as linhas de baixo não são tão enfatizados no decorrer das faixas, que não chega a fazer muita diferença pelo fato da banda ser mais voltada para o uso de teclados. Não posso deixar de citar a linda e angelical voz de Christine Wand que apareçe como uma espécie de apoio em algumas faixas e que certamente teve forte influência da deusa mor do rock progressivo: Annie Haslam.

Não há muito o que se destacar por aqui, todas as composições contidas nesse registro tem seu aspecto único e criatividade relevantes. A sintonia entre os dois tecladistas é coisa de outro mundo, ou seja, coisa de alemão que sabe fazer diferença quando o assunto é rock progressivo. 

O disco é dividido basicamente em duas partes, sendo a primeira estabelecida como rock progressivo sinfônico mais sólido e voltado para influências de bandas britânicas. 
Já segunda e mais experimental parte do disco nos remete aos tempos áureos do Tangerine Dream onde a dupla de tecladistas mostra seu verdadeiro valor retratando de maneira enfática toda a obscuridade do progressivo alemão.

Muitos aqui já têm conhecimento de que eu não toco nenhum tipo de instrumento, sou completamente analfabeta em relação as notas musicais mas sou fascinada por teclados vintage principalmente quando o assunto gira em torno de sintetizadores, pianos elétricos e Mellotrons. 
Sempre que posso procuro pesquisar sobre o assunto e tenho a imensa sorte de conhecer alguns tecladistas que possuem o hobby de colecionar esse tipo de instrumentação. Portanto, recomendo esse disco a quem aprecia o assunto, sejam tecladistas ou leigos que, assim como eu, possuem verdadeira adoração pelo som desses instrumentos. Aqui encontramos de tudo, desde de belas timbragens de Mellotron até ruidosos solos de Moog entrelaçando-se a belas e tenras passagens de Rhodes.

Como sempre, esse registro é uma gravação privada com poucas cópias prensadas em vinil. Nos anos 90, o extinto selo Penner o remasterizou e lançou em CD. Mais tarde, o salvador Garden Of Delights obteve os direitos do Penner relançando o disco em 2000 com algumas faixas bônus. O que possuo aqui é apenas o primeiro lançamento com as 5 faixas originais. Se alguém tiver a edição do Garden of Delights e queira compartilhar, será muito bem vindo pois tenho muita curiosidade em ouvir essas faixas.
A banda chegou a se reunir nos anos 90 lançando um novo registro intitulado por Endangered que não obteve sucesso de vendagem e crítica. Como não o possuo e nunca ouvi, não cabe a mim criticá-lo.

Tenho o Epidaurus como uma de minhas bandas alemãs favoritas, posso dizer que a maioria das pessoas que frequentam esse espaço desconhecem essa maravilha e certamente se surpreenderão com tanta beleza contida em apenas 30 minutos de execução.

Boa viagem!



TRACKS:

1. Actions And Reactions
2. Silas Marner
3. Wings Of The Dove
4. Andas
5. Mitternachtstraum 




YANDEX

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CAPITOLO 6 - Frutti Per Kagua - 1972



Grupo italiano formado no começo dos anos 70 a partir da fusão entre duas bandas falidas da região da Toscana. Formou-se então um quinteto liderado pelo tecladista Jimmy Santerini e pelo baterista Luciano Casa, sendo que neste caso, Casa tocava apenas violão de 12 cordas e ajudava nos vocais. 

A banda teve seu auge em 1971 quando assinou com a subsidiária italiana da gravadora RCA para lançar um disco que só foi consumado algum tempo depois. Nesse mesmo ano a banda participou de festivais em sua cidade natal, Viareggio e ainda chegou a abrir um show do Led Zeppelin em Roma para centenas de milhares de pessoas. 

Em 1972 a banda perde os dois principais membros sendo substituídos pelo excelente e já falecido tecladista Antonio Favilla e o flautista/sax Loriano Berti, que deixou a banda logo após o lançamento desse disco em questão.

Com todas essas estranhas mudanças na formação ao longo do curto período de sua duração, a banda conseguiu manter uma essencial qualidade no que diz respeito a técnica de seus músicos com a perfeita harmonia vocal do também baterista Lorenzo Donati. 

O disco é composto por apenas cinco mas grandiosas faixas sendo a primeira delas uma verdadeira joia digna ao que conhecemos por progressivo italiano. A faixa de quase 19 minutos dá nome ao disco e é conduzida com extrema perfeição por Berti com belíssimas passagens de flauta em todo o seu decorrer. Em certos momentos nota-se uma nítida semelhança ao estilo Ian Anderson de se conduzir o instrumento mas sem esquecer do toque sutil que só o progressivo italiano pode oferecer aos ouvidos dos mais exigentes.

A segunda parte do disco é composta de faixas menores com vocais bastante expressivos, dando mais ênfase as passagens de violão e guitarra se mesclando a tenros solos de Moog acompanhado de um tímido, porém, belíssimo Hammond.

Infelizmente, a banda se dissolveu após o lançamento desse disco que, por incrível que pareça, não atingiu o sucesso esperado tanto por seus membros quanto pela gravadora. Sabe-se que Favilla se juntou a uma suposta segunda formação do Campo di Marte alguns anos depois que também não obteve sucesso.

Tenho esse disco em particular como obra essencial a minha lista de bandas italianas. Além dos poderosos medalhões, o Capitolo 6 certamente foi peça fundamental para o desenvolvimento do progressivo italiano no começo da década de 70. 

Hoje paga-se muito por esse raro registro lançado originalmente em 1972 pelo selo Ricordi It (RCA) que continha na capa interna o índio de corpo inteiro. Em 1994, o salvador selo italiano Mellow Records relança o disco em CD tornando possível o acesso dos fãs a uma bela raridade como essa. 



TRACKS:

1. Frutti per Kagua
2. Grande spirito
3. Il tramonto di un popolo
4. L'ultima notte 
 




domingo, 12 de outubro de 2014

YES - In The Beginning - 1969


É sempre uma honra poder falar do início de carreira desta banda que se tornou um dos maiores ícones do rock progressivo de todos os tempos. Sua formação original foi fundamental para todo o crescimento da banda no decorrer de seus 45 anos de estrada e sempre nos presenteando com belos e clássicos discos. Um deles é seu trabalho de estréia "YES" lançado em 1969 que, certamente é um de meus favoritos.  


Nessa época a banda seguia uma linha menos progressiva e ainda estava em fase de desenvolvimento, dando menos ênfase aos fortes teclados de Kaye e destacando mais a destreza de Banks, na maioria das vezes acompanhado de uma linda guitarra Rickenbacker. A banda ainda contava com o feeling jazzy de Bruford sempre acompanhado pelo também nervoso Rickenbacker de Squire, que dava um peso a mais ás belas composições escritas por seu líder maior e detentor da voz mais linda e marcante do progressivo, Jon Anderson.

Após as gravações do álbum "Time And A Word" de 1970, Peter Banks foi literalmente chutado da banda. Nessa época, o YES já estava com projetos mais voltados para o progressivo sinfônico e precisavam de um guitarrista com uma formação mais clássica, sendo Banks substituído por Steve Howe, que mudou por completo toda a roupagem do YES lançando em seguida um dos discos mais marcantes do progressivo, "The YES Album".

Após sua saída, Banks deu continuidade a sua carreira de músico e em 1971 fundou a excelente banda Flash juntamente com Peter Barden (Camel). No ano seguinte, lança seu álbum homônimo com a participação especial de Tony Kaye nos teclados. O Flash seguia mais ou menos a mesma linha do primeiro disco do YES, com arranjos regrados a fortes linhas de guitarra e e belas passagens de Arp, piano elétrico e órgão. O Flash não durou muito tempo, lançou apenas três discos e a banda acabou se dissolvendo em 1973.

Banks ainda chegou a trabalhar em um projeto paralelo de Jan Akkerman (Focus) em 1972 e no ano seguinte lança seu primeiro e excelente trabalho solo intitulado por "Two Sides Of Peter Banks".

Esse bootleg em questão foi gravado ao vivo em três diferentes datas durante o mês de Outubro de 1969 na Alemanha e Inglaterra. As faixas são basicamente do primeiro álbum sendo as outras do "Time And A Word", lançado no ano seguinte. Além de conter duas versões diferenciadas da faixa "Eleanor Rigby" com uma roupagem bem fora do propósito da versão original composta pelos Beatles. Versões essas muito boas inclusive.

O destaque maior está na última faixa "I See You", onde Peter Banks protagoniza excelentes solos de guitarra por quase 20 minutos, muito bem acompanhado pela mágica bateria de Brufford. A maioria do tempo somente os dois dão um show a parte que, certamente vale por todo esse registro. 
Pelo menos a grande maioria dos registros não oficiais do YES lançados em 1969 e 1970 são de péssima qualidade sonora e com este não é diferente. Cada faixa possui uma certa oscilação na qualidade, portanto, recomendo que apenas os colecionadores baixem esse arquivo. Posso disponibilizá-lo em FLAC a quem se interessar mas já adianto que não muda muita coisa.

Mesmo com esse porém, vale a pena ter guardado um registro desse porte pois são poucos os materiais disponíveis da banda durante essa época onde tudo começou.


TRACKS:

1. Introduction*
2. No Opportunity Necessary, No Experience Needed*
3. Dear Father*
4. Every Little Thing*
5. Something Coming*
6. Eleanor Rigby**
7. Dear Father***
8. Eleanor Rigby***
9. I See You (Banks Solo)***

*10/10/69 => Essen, Alemanha
**10/69 => Hamburg, Alemanha 
*** 10/69 => Shefield, Inglaterra




sábado, 4 de outubro de 2014

[BOOTLEG EXCLUSIVO] GONG - Teapots In São Paulo - 2013


Dando continuidade aos bootlegs exclusivos do PRV, hoje presenteio a todos com uma épica apresentação do Gong durante uma breve passagem pelo Brasil. Não estive presente mas quem viu ao vivo disse ter sido uma experiência única, uma verdadeira viagem lisérgica ao planeta verde habitado pelos simpáticos gnomos Pot Head Pixies. 

Apesar da idade avançada, Allen ainda é sinônimo de muita energia e contagiante presença de palco, fazendo com que o Gong em pleno século XXI ainda soe como uma banda altamente psicodélica, não deixando nada desejar ao que era durante o auge de toda sua a criatividade.  

Esse registro foi gravado na capital paulista em 24 de Maio de 2013 no Sesc Belenzinho e apresenta faixas de álbuns que vão desde seus primórdios até o mais recente trabalho lançado em 2009..
Pude notar que o set list escolhido por seu mentor é basicamente um resumo de toda a saga de Zero-The Hero durante suas alucinantes aventuras pelo planeta verde, incluindo sua última parte lançada em 2000 com o nome de "Zeroid". 


Vale muito destacar alguns dos músicos que acompanharam Allen neste show que certamente ficaram a altura de alguns ilustres membros que passaram pelo Gong ao longo dos anos. 

Começando pelo guitarrista brasileiro Fábio Golfetti é que tem a árdua tarefa de substituir nada menos que Steve Hillage nesta tour. Hillage tem um projeto paralelo voltado para a música eletrônica com o nome de System 7 e não pôde (infelizmente) acompanhar a banda durante sua passagem pelo Brasil.
Golfetti é um velho conhecido dos admiradores do prog nacional por ser membro fundador e atual guitarrista da aclamada banda paulista Violeta de Outono, além do excelente projeto The Invisible Opera Company Of Tibet criado por Daevid Allen em 2001.

Em 1992 Daevid veio ao Brasil para participar da conferência mundial RIO-92, onde se apresentou ao lado de Fabio Golfetti. Depois disso, inúmeras parcerias em diversos projetos surgiram e desde então Golfetti acompanha Allen pelo mundo em suas apresentações.


Outro que vale a pena ser lembrado é o jovem saxofonista e também flautista Ian East que cumpriu com honras o também difícil dever de substituir Didier Malherbe, um dos ilustres fundadores da banda.

A única parte ruim dessa apresentação foi a ausência de Gilli Smyth, esposa e sempre companheira de Allen desde que o mesmo foi extraditado para a França nos anos 60. Sem ela, certamente a banda não seria a mesma coisa já que Smyth foi responsável pela parceria mais incrível do rock progressivo. Mesmo sem sua fiel escudeira, Allen veio acompanhado pelo filho Orlando no comando das baquetas. O menino já vem tocando na banda já faz algum tempo e em hora alguma decepcionou. 

Estou começando a amadurecer uma ideia de fazer algumas postagens em video por aqui e hoje será meu primeiro teste. Além do arquivo da íntegra do show em FLAC, disponibilizo também alguns vídeos de excelente qualidade dessa apresentação em particular.

Boa viagem de preferência com uma xícara de chá!




TRACKS:

1. One by One/757 2. Radio Gnome Invisible 3. Zero The Hero and the Witch's Spell 4. Escape Control Delete 5. Tropical Fish/Selene 6. Rational Anthem 7. Flute Salad 8. Oily Way 9. Outer Temple 10. Inner Temple 11. Master Builder 12. I've Bin Stone Before & Mister Long Shanks/O Mother 13. Zeroid 14. Revolution Intro 15. Opium for the People 16. Dynamite 17. You Can't Kill Me





YANDEX




VÍDEOS:





quarta-feira, 24 de setembro de 2014

STRAWBS - Hempstead - 1976


Apesar do Strawbs ser uma das bandas mais conceituadas da Inglaterra, minha simpatia por ela não é das maiores. Posso dizer que já tentei de tudo para gostar, uma pessoa muito próxima tentou abrir minha mente durante anos mas sinceramente, não sei o que acontece, não desce...

 Não há absolutamente nada de errado com a banda em particular, seus arranjos são de extremo bom gosto além de conter excelentes músicos em suas diversas formações, tais como o membro fundador David Cousins, o baterista Richard Hudson ao qual tenho muito apreço e nosso tão querido mestre Rick Wakeman que participou das gravações do álbum From The Witchwood lançado em 1971 e de algumas outras obras. 

Pelo fato de não conhecer a banda mais profundamente, creio que sejam meio raros os registros ao vivo do Strawbs e revirando meu acervo me deparei com este que, possui um setlist condizente com a carreira de sucesso obtida pela banda durante os anos 70. 

Neste bootleg gravado na cidade americana de Hempstead em 3 de Dezembro de 1976, encontramos faixas de álbuns em evidência na época como Nomadness e Deep Cuts ambos desse mesmo ano e alguns bons clássicos cultivados pela banda ao longo de sua carreira. Faixas como "Hero and Heroine" e "Autumn" são os grandes destaques que valem por todo o resgisto. Sem contar com a linda canção "Lemon Pie" que marcou certos momentos importantes da minha vida.

Já me adianto em dizer que a qualidade do audio não é das melhores, a gravação veio direto da platéia e até onde eu saiba, não houve nenhum tipo de mixagem da fita original. Possuo a versão em FLAC a quem se interessar mas não muda muito em termos de qualidade. 



TRACKS:

01. The Golden Salamander v1-Simple Visions-The Golden Salamander v3
02. Ghosts
03. I Only Want My Love To
04. Hard Hard Winter
05. Autumn
06. The Soldier's Tale
07. Turn Me Round
08. My Friend Peter
09. The River - Down By The Sea
10. Lemon Pie
11. So Close And Yet So Far
12. Out In The Cold - Round And Round
13. Hanging In The Gallery
14. The Promise Land
15. Hero And Heroine
16. Banjo Tune
17. Lay Down - New World


YANDEX

domingo, 14 de setembro de 2014

KRAAN - Live - 1975

Banda essencial aos admiradores do fusion que teve início no começo dos anos 70. No começo da carreira a banda vivia mais de belas improvisações em estúdio e em festivais da Alemanha. 

Dois anos após sua criação, a banda lança seu primeiro e excelente disco homônimo, uma verdadeira aula de jazz/fusion.

Esse registro que vos apresento foi gravado em Berlin no ano de 1974 e lançado no ano seguinte. Trata-se de uma excelente mistura de fusion com pitadas irreverentes de psicodelia. 

Destaco com louvor instrumentos como sax e baixo, este último executado com maestria pelo senhor Hellmut Hattler que pra mim é um dos maiores baixistas do gênero. Basta vocês escutarem a faixa "Nam Nam" pra se ter uma ideia do que estou falando.

Esse registro foi considerado como um dos melhores registros ao vivo de todos os tempos. Infelizmente, após o sucesso desse disco a banda caiu um pouco lançando trabalhos mais fracos e sem a mesma energia dos anteriores, mesmo assim o Kraan ainda é uma das bandas mais queridas de toda a Alemanha.



TRACKS:

1. Jerk of Life
2. Nam Nam
3. Holiday am Matterhorn including Gipfelsturm
4. Sarahs Ritt durch den Schwarzwald
5. Andy Nogger
6. Andy Nogger - Gutter King
7. Hallo Ja Ja, I don't know
8. Lonesome Liftboy
9. Kraan Arabia



YANDEX

domingo, 7 de setembro de 2014

EMERSON, LAKE AND PALMER - Promenade Gates - 1972



Experiência única foi poder ver esse trio em plena forma ao vivo em 1997 no Mineirinho vazio mas que foi literalmente incendiado quando Keith Emerson começou a dedilhar aquele Modular que mais parecia um monstro no palco. Impressionante como um instrumento daquele porte é capaz de explorar timbres de tal grandeza que nossos ouvidos são capazes de captar. 
Cheguei a tirar algumas fotos daquele show que, muitos anos depois, uma delas foi autografada por Carl Palmer durante uma apresentação solo em São Paulo. A linda pessoa que pegou esse autógrafo me fez uma surpresa tão grande que a enquadrei juntamente  a foto com o poster do show. 

Sempre disse que o ELP foi uma banda de extrema criatividade liderada por grandiosos nomes que tiveram colaboração mais que indispensável para toda cena britânica da época. Todos os três membros vieram de bandas que abriram as portas para esse gênero musical que tanto nos impressiona a cada dia. Carl Palmer, começou muito bem ao lado do excêntrico Arthur Brown, Keith Emerson foi peça fundamental para o sucesso do Nice entre os anos de 1967 e 1971 e Greg Lake foi membro fundador do Crimson, banda de extrema importância nascida no fim dos anos 60 que foi peça fundamental para o surgimento da cena progressiva britânica abrindo portas para centenas de outras bandas.

Neste bootleg consta uma pequena mas essencial apresentação do trio no Academy Of Music de Nova York em 4 de Abril de 1972 e conta excelentes versões de faixas como Hoedown, Pictures e os 26 minutos de pura criatividade e competência em Tarkus. Sem esquecer de uma linda improvisação no piano feita por Emerson e a última faixa fecha o disco com a maestria das baquetas de Carl Palmer num solo com mais de 20 minutos de duração que vale por todo o registro.

A qualidade não é excelente mas com certeza dá pra se ter um gostinho do que era uma apresentação ao vivo e de qualidade desse trio que me abriu muitas portas em termos de conhecimento musical. 


TRACKS:

1. Hoedown
2. Tarkus
3. Take A Pebble
4. Lucky Man
5. Piano Improvisation
6. Pictures At An Exhibition
7. Rondo (Drum Solo)


YANDEX

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

PANNA FREDDA - Uno - 1971


Infelizmente são poucas as pessoas que possuem certo conhecimento por essa excelente banda romana que foi pioneira para o estouro do progressivo italiano no fim dos anos 60. 

Lançaram apenas esse registro intitulado por Uno que traz um som pra lá de obscuro mesclando um nervoso Hammond a pesadas guitarras conduzidas com maestria e demasiada técnica. 

O disco é um tanto pesado e conta com o forte e belo vocal de Angelo Giardinelli, líder da banda e visionário que almejava mudar o conceito do progressivo italiano da época fazendo com que seu som tentasse, de certa forma, se aproximar as raízes do funk americano dos anos 60. Sem sucesso...

Insisto em dizer, que esse registro é bastante interessante e que além de ótimas passagens de Hammond, possui também belos efeitos conduzidos por um potente sintetizador.            
                          
Assim como muitas bandas italianas independentes, o Panna Fredda participou de diversos festivais pela Itália e o selo Vedette decidiu então lançar este que seria seu único registro que não obteve sucesso de vendas fazendo com que a banda cessasse suas atividades no fim de 1971.

Trata-se de um registro com estilo único e diria que esse é mais um disco "lado B" vindo de terras italianas. Não sei se irá agradar a todos mas fica a dica de um disco meio diferente do habitual.


TRACKS:

1. La Paura
2. Un Re Senza Reame
3. Un Uomo
4. Scacco Al Re Lot
5. Il Vento, La Luna E Pulcini Blu
6. Waiting  



YANDEX

domingo, 31 de agosto de 2014

THREE FRIENDS - Gentle Giant Reunion Gig - 2009



Desde os primórdios do que conhecemos por Rock Progressivo, o Gentle Giant sempre teve um lugar reservado no topo da lista dos fãs mais exigentes do gênero. Comigo não é diferente, tenho ainda muito respeito e admiração por essa banda que sempre executou com perfeição toda a complexidade de seus mais criativos arranjos.  

Desde 1966 quando os irmãos Shulman criaram a banda Simon Dupret and The Big Sound com um som mais voltado para o R&B, o que era a febre do momento, chegaram a alcançar um certo sucesso mas não era esse o tipo de som que os três gostariam de fazer. Não satisfeitos, acabaram com a banda e no fim dos anos 60 se juntaram a um impecável trio composto por Kerry Minnear (teclados), Gary Green (guitarra) e Martin Smith (bateria) e formaram o Gentle Giant. Essa formação clássica chegou a gravar o essencial disco homônimo lançado em 1970 e no ano seguinte o Acquairing The Taste, que também se tornou um dos grandes álbuns lançados naquele ano.

Creio que o resto da história todos já conhecem, o GG se tornou uma das bandas mais importantes do cenário britânico durante os áureos anos 70 mas com um ponto a mais de criatividade, belas letras e compassos executados de diferentes formas em uma só faixa. A banda introduziu ao rock progressivo além de poderosos sintetizadores, instrumentos exóticos como xilofone, oboé, cellos e outros, que se encaixavam com perfeição a proposta estabelecida por seus componentes. 

A banda encerrou suas atividades no momento certo, quando o progressivo já não era mais o mesmo durante a fatídica década de 80 onde muitas bandas aclamadas seguiram outros rumos na música, partindo para um som mais voltado para o pop. Lamentável!

Mas eis que em 2008 uma tão esperada reunião do GG começa a sair dos estúdios de ensaio para os palcos britânicos. A ideia inicial partiu de Gary Green que se juntou ao inesquecível baterista Malcolm Mortimore (Three Friends 1972) e começaram a se apresentar com o nome de Rentle Giant, fazendo releituras ao vivo de obras clássicas do GG. 
Em 2009, Kerry Minnear se junta a dupla e a banda passa se chamar Three Friends, uma homenagem mais que justa!

O bootleg que hoje disponibilizo é nada menos que a primeira apresentação com a atual formação ocorrida em 16 de Abril de 2009 numa cidadezinha portuária da Inglaterra chamada Shoreham-by-Sea.

Além da impecável qualidade do áudio, encontramos aqui lindas versões de faixas como "Prologue", "In a Glass House" e "Giant", fora as outras que compõem o setlist desse show. Somente clássicos e alguns bons "lado b" que não poderiam nunca ficar de fora. 

Sabe-se que alguns meses depois Minnear deixou a banda sem maiores explicações mas o TF continuou  a excursionar pela Europa, Canadá, Alemanha e Japão. 

Sua mais recente apresentação ocorreu em Abril de 2014 no exótico "Cruise To The Edge", uma viagem dos sonhos, onde pelo menos dois mil aficionados pelo progressivo de todas as partes do mundo, se esbaldaram em um cruzeiro de quatro dias pelo México em companhia de bandas como Renaissance, Yes, Tangerine Dream, Soft Machine Legacy, PFM, Steve Hackett, dentre muitos outros...

Ficamos por enquanto com esse belo registro e esperando um dia, quem sabe, poder ver e ouvir ao vivo esse reunião de músicos que muito contribuíram com a trajetória de sucesso do progressivo no decorrer da década de 70.



TRACKS:

1. Prologue
2. Playing The Game
3. The Advent Of Panurge
4. Pantagruel´s Nativity
5. Just The Same
6. Think Of Me With Kindness
7. The House, The Street, The Room
8. The Boys In The Band
9. (Band Introduction)
10. His Last Voyage
11. In A Glass House
12. Mister Class & Quality
13. Three Friends
14. Free Hand
15. Giant 
16. Peel The Paint



YANDEX