segunda-feira, 2 de maio de 2016

[RESENHA] ÚNITRI - SESC PALLADIUM - BH - 1º DE MAIO DE 2016

 
FOTO DO ACERVO ORIGINAL DE CARLOS VAZ - progressiverockbr.com



Belo Horizonte recebeu ontem com muito apreço os cariocas da banda Únitri para uma breve e corrida apresentação no palco do grande teatro do Sesc Palladium. 

Tinha tudo para ser um perfeito show mas por alguns percalços da produção do Marillion, ficamos com a nítida sensação de ter sido uma apresentação corrida e um pouco frustrante tanto para a banda quanto para o público presente. 
Chegando ao ponto de uma pessoa da equipe de produção pedir para que encerrassem a apresentação no meio da execução da última música. 
Achei essa uma atitude um tanto desrespeitosa para com os profissionais que ali estavam. 
Essa não foi a primeira e nem será a última vez que isso acontece por aqui. Algumas situações como essa já ocorreram outras vezes, envolvendo abertura de shows internacionais em grandes teatros de BH. Por essa e outras razões, valorizo ainda mais o progressivo nacional. O pessoal se desdobra pra abrir um show de renome internacional, gasta dinheiro do próprio bolso, carrega equipamento nas costas pra chegar no lugar e ficar a mercê dos caprichos de produtores que sequer respeitam os profissionais que também fazem música de muita qualidade.

Acompanhei um pouco a divulgação desse show por aqui e pude notar o quão empolgados e lisonjeados estavam os integrantes da banda por terem a oportunidade de tocar para o público de BH que admira, respeita e comparece aos shows de Rock Progressivo. Apesar de ter sido breve, foi uma apresentação a qual me agradou demais. 

ACERVO ORIGINAL DE CARLOS VAZ

Repentinamente e sem qualquer aviso, a banda entra no palco já entoando os primeiros e fortes acordes das duas últimas suites, "Luna" e "Zênite" que compõem a faixa "Trísceles" do primeiro e único disco lançado. 
Escolheram a música perfeita para abrir o show, instrumental impecável com belos solos de guitarra executados pelo talentoso guitarrista Andre Zichtl. Destaco também o baixista Rômulo Lima que além de conduzir o instrumento com uma pegada bastante peculiar ás complexas passagens progressivas, também possuía aos seus pés um bass pedal da série PK da Roland que chiava imponente por toda a acústica do teatro.
Em certos momentos, a letra de "Zênite" me remetia a uma certa influência ao Sagrado Coração da Terra, com suas referências á natureza e paz interior. Letra e música lindas por sinal.

A segunda faixa, Canção, abre o disco Minas, Cantos e Quintais
porém contamos com um novo membro nos vocais, o que deu um gás a mais para esse belo projeto que o Únitri vem fazendo. Marcus Larbos possui uma presença de palco muito marcante,trazendo consigo um vocal impecável. Não poderia haver substituo melhor ao que foi a passagem do também competente Danilo Ferreira pela banda.
ACERVO ORIGINAL DE CARLOS VAZ

Fechando a apresentação tivemos, em primeira mão, a execução da faixa inédita, "Each Minute" que fará parte do próximo álbum que já está sendo produzido. Faixa esta que, demonstra que o Únitri é uma banda completa, impressionando pelo entrosamento e técnica impecáveis entre seus  componentes. O tecladista Dilson Nascimento deu um show a parte com solos poderosos de sintetizadores acompanhado sempre pelo competente baterista, Michell Melo que demonstrou muita intimidade e técnica ao conduzir a banda nesse lindo espetáculo que, certamente ficará marcado na lembrança de muitos dos presentes na noite passada.

Fica aqui o meu agradecimento ao Únitri com a esperança de um breve retorno aos palcos de Belo Horizonte, em uma produção que esteja a altura do que a banda pode realmente nos apresentar. Fico na esperança de que na próxima vez venham com o disco novo já lançado.





quinta-feira, 28 de abril de 2016

BANDA ÚNITRI/MARILLION - SESC PALLADIUM - BH - 1º DE MAIO DE 2016


Belo Horizonte novamente será palco de duas grandiosas apresentações envolvendo o gênero progressivo nesse "feriado" do trabalhador, contando com a abertura dos cariocas da promissora banda Únitri abrindo para os veteranos do Marillion.

Os shows ocorrerão no SESC Palladium com abertura dos portões no fim da tarde do próximo domingo, 1º de Maio. 
Enfatizo que o show do Únitri está marcado PONTUALMENTE para ás 19hrs, sendo esta uma apresentação indispensável para qualquer fã de Rock Progressivo. 

A banda possui uma característica bem mineira em suas composições que nos remetem, em certos momentos, aos bons tempos do Clube da Esquina, trazendo belos arranjos voltados para o progressivo sinfônico em um estilo mais moderno e arrojado. O primeiro e único trabalho lançado em 2013, Minas Cantos e Quintais, é um grande destaque no cenário carioca ao qual muito me agradou e foi produzido nada menos que por Sérgio Hinds, membro fundador da banda O Terço.

IMPERDÍVEL! Posso também dizer que o alto e absurdo valor do ingresso será justamente recompensado pelo show da Banda Únitri e, como um luxuoso bônus, assistiremos ao lindo espetáculo ao qual será o tão aguardado show do Marillion.


 

 
 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

CENA CARIOCA DE MÚSICA PROGRESSIVA APRESENTA AS BANDAS: PANACEAH, ANXTRON, CHRONUS E ARCPÉLAGO - AMANHÃ 23/04



Mais uma vez utilizo esse espaço para a divulgação de um evento de qualidade que vai agitar o Rio de Janeiro amanhã, 23/04. Dessa vez contamos com uma mostra de Rock Progressivo a ser realizada no Espaço Marun (R. do Catete, 124 - Glória) á partir das 20:00hrs.

Essa mostra está sendo organizada pelos membros da Cena Carioca de Música Progressiva com o objetivo de unir e divulgar, num primeiro momento, quatro das oito bandas que compõem o gênero na cidade do Rio de Janeiro. 
Nessa primeira edição, contaremos com a apresentação das bandas: Panaceah, Anxtron (já publicado por aqui anteriormente), Chronus e Arcpélago, esta última composta por dois queridos amigos, Jorge Carvalho e Ronaldo Rodrigues, velhos conhecidos do prog nacional.

Retirado da página do evento, disponibilizo abaixo uma breve descrição, incluindo um vídeo, sobre cada uma das bandas que irão se apresentar amanhã, 23/04 no Espaço Marun.


PANACEAH:


O Panaceah é um grupo de hard prog formado em 2006 por M.S. Larbos (voz) também integrante da Únitri e Velho do Saco e por Daniel Lamas (guitarras e teclados), ex-Cactus Peyotes, atual Black Dog. Com influências de Rush, Uriah Heep, Marillion, Kansas, Rainbow, Queensrÿche, Europe, entre outros, o grupo busca uma fusão entre o rock progressivo 70’s e o heavy metal 80’s. Em 2010 lançaram o seu primeiro disco, "Spiral Of Time", no limiar entre a sofisticação do rock progressivo e o peso do heavy metal. Atualmente o Panaceah está finalizando o seu segundo álbum de estúdio. A atual formação conta com M.S. Largos (voz), Rodrigo Lopes (baixo), André Ramos (guitarra), Samuel Cruz (teclados), Rodrigo Machado (bateria).



 CHRONUS:

 Formada em 1995, a Chronus é uma banda de rock progressivo com influências de hard prog. Formada por Marcelo Daguerre (voz e guitarras), Luciano Siqueira (teclados e voz), Rui Bezerra (baixo) e Hugo Freitas (bateria), a banda tem influências desde grupos do cenário prog como Eloy, Premiata Forneria Marconi, Yes e o Terço até grupos que contribuíram para o desenvolvimento do gênero como Mutantes, Rush, Pink Floyd e Uriah Heep. "Escassez", o seu álbum de estreia, será um disco conceitual e vai tratar de temas como ganância, perda, vingança, solidão, decepção, alucinação e esperança. O disco, atualmente em fase de gravação, tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2016.

(Sem vídeo de divulgação)


ANXTRON:

Formado em 2003 em Niterói/RJ, o Anxtron é um grupo de progressivo instrumental e atualmente é composto por Eduardo Marcolino (guitarras) também integrante do Arcpelago, Rafael Marcolino (bateria) e GG Souza (baixo). Em 2008 lançaram, de forma independente, "Anxtron", seu álbum de estreia. Em 2013 lançaram “Brainstorm”, eleito pelo blog espanhol “Descubre La Caja de Pandora” como um dos dez melhores discos de rock progressivo do ano. Em 2012 abriram o show da lendária banda inglesa de rock progressivo Marillion, no Vivo Rio. Tocaram no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival em 2014. Em 2016 chegaram à final do Festival de Bandas Independentes (F.B.I.), ficando em segundo lugar, e levando os prêmios individuais de melhor guitarrista e melhor baterista. O grupo está em estúdio preparando “Jellyfish”, o seu terceiro trabalho.





ARCPELAGO:

O Arcpelago é uma banda rock progressivo formada no Rio de Janeiro por Ronaldo Rodrigues (teclados e voz) também integrante da Caravela Escarlate e ex-Módulo 1000, O Terço e Massahara, Eduardo Marcolino (guitarras) também integrante do Anxtron, Jorge Carvalho (baixo) e Renato Navega (bateria) ex-Mind The Gap. O grupo busca unir o rock sinfônico dos anos 70 com a psicodelia, utilizando-se de arranjos que favoreçam a presença de todos os instrumentos e usando como base a sonoridade analógica. O Arcpelago estreou em 2015 e atualmente estão finalizando o seu primeiro disco, previsto para o primeiro semestre de 2016.

 

 

terça-feira, 19 de abril de 2016

TIBET - Tibet - 1978




Mais uma excelente e esquecida banda alemã. o Tibet faz um som sinfônico mais pesado com melodias bem trabalhadas e muito criativas. 

Instrumentos como Hammond e Mellotron tem um destaque de arrepiar. Duas essenciais faixas instrumentais valem por essa pérola, "White Ships And Icebergs" e "Eagles". Essas duas faixas me fazem lembrar claramente o excelente bons tempos do Eloy e também o alemão Minotauros, excelente banda que estou devendo uma postagem por aqui. 

Os vocais em inglês também apresentam muita qualidade e transmitem uma energia a mais ao disco.Uma pena certas bandas alemãs não terem ganhado tanto destaque na época e serem descobertas somente nos dias de hoje. 

Essas bandas oneshot vindas da Alemanha nos anos 70 tiveram uma carreira sofrida e frustrante, gravavam seus discos de maneira precária em pequenos estúdios e tocavam em festivais da época. Produtores não se interessavam por essas bandas, que hoje em dia são muito raras e bastante garimpadas pelos verdadeiros amantes e pesquisadores do prog alemão.



TRACKS:

1. Fight Back
2. City By The Sea
3. White Ships And Icebergs
4. Seaside Evening
5. Take What's Yours
6. 
Eagles
7. No More Time



sexta-feira, 25 de março de 2016

PINK FLOYD - Flying Circus - 1970



Possuo poucas informações a respeito desse registro. Apenas que foi gravado em Munique em dia 29 de Novembro de 1970 em um lugar chamado Zirkus Krone.

A fonte contida na capa e o nome do disco sugerem que esse registro possa ter alguma semelhança com o sexteto humorístico inglês Monty Python criado no fim dos anos 60 mas creio que se trata apenas de uma brincadeira de quem gravou e confeccionou esse bootleg.

 Sabe-se com certeza, que a banda era fã dos Python, durante os ensaios, pausas eram feitas para que eles pudessem assistir ao programa. 
Roger Waters,  Jimmy Page e George Harrison chegaram a contribuir financeiramente para que o filme "Monty Python and the Holy Grail" fosse produzido.



TRACKS:

1. Astronomy Domine
2. Fat Old Sun
3. Cymbaline
4. Atom Heart Mother
5. The Embryo
6. Green is the Colour
7. Careful with that Axe, Eugene
8. Set the Controls For The Heart Of The Sun
9. Saucerful of Secrets



YANDEX

domingo, 20 de março de 2016

FUSION ORCHESTRA - Skeleton In Armour - 1973



Alguns dias atrás alguém postou no grupo do blog no Facebook umas das faixas desse belo registro que, hoje vos apresento. Creio que a maioria das pessoas que frequentam o PRV já conhecem essa pérola mas não pensei duas vezes em compartilhá-lo com todos vocês pois se trata de algo único e muito surpreendente do começo ao fim.

O Fusion Orchestra foi formado em 1969 na Inglaterra mas o sucesso veio mesmo após a entrada da sensual e excelente vocalista Jill Saward no começo de 1970 que abriu as portas para mais de 500 apresentações em terras inglesas entre os anos de 70 e 74, sendo a maioria delas apresentadas no famoso Marquee Club.
As performances ao vivo eram um tanto extravagantes devido ao peso de seu excelente som a ao erotismo carregado de sua vocalista. A banda conseguia fazer com que todos os estilos surgidos naquela época se mesclassem a um modelo único criado de forma lúdica e extravagante por seus integrantes.

Com um som que varia desde belas cornetas na abertura e encerramento do disco, até excelentes e complexas passagens de pesadas guitarras, Hammonds e sintetizadores misturados as mais belas harmonias de piano e flauta, este último executado com maestria por Saward.
Resumindo, encontramos nesse excelente registro uma mesclagem entre o que há de melhor no progressivo, passando por atmosferas que variam entre o Folk, Canterbury, Heavy Prog e até mesmo a complexidade do prog sinfônico.

Infelizmente, esse é o único registro gravado pelo Fusion Orchestra. Tinham tudo para ter estourado naquela época mas a banda passou por diversas formações fazendo com que todos desistissem desse lindo projeto e migrassem para outros destinos.

Tenho esse como um dos discos mais cultuados pela cena britânica da época, sendo este intitulado por essa que vos fala como um disco extremamente "cult" que, se tornou essencial para todos os bons e velhos admiradores desse mundo mágico que chamamos de Rock Progressivo!



TRACKS:

1. Fanfairy Suite For 1,000 Trampits - Pt. One
2. Sonata in Z
3. Have I Left the Gas On?
4. OK Boys, Now's Our Big Chance
5. Skeleton In Armour
6. When My Momma's Not at Home
7. Don't Be Silly, Jimmy
8. Talk to the Man in the Sky
9. Fanfairy Suite For 1,000 Trampits - Pt. Two  



YANDEX

quinta-feira, 17 de março de 2016

MAXOPHONE - Maxophone - 1975


Formado em Milão no fim de 1972, o Maxophone foi um sexteto caracterizado principalmente por metade de seus membros serem formados em conservatórios italianos e a outra metade pertencer a uma base mais pesada, voltada tanto para o rock quanto para o jazz.  Com isso a banda traz uma roupagem com instrumentos diversificados assim como Trompa, Trompete, Clarineta e Vibrafone além dos habituais instrumentos do cotidiano progressivo incluindo um maravilhoso Sax e um Hammond de peso.

Assim como diversas bandas de progressivo, o Maxophone conseguiu mesclar o jeito de tocar de uma forma bastante eclética combinando o fusion com o prog sinfônico, passando por uma batida mais pesada até encontrar a sutileza do folk. Diríamos que certas passagens nos remetem a fase mais progressiva do Crimson onde o fusion era apenas mais um lindo detalhe.

Embora menos popular do que os medalhões italianos, o Maxophone ganhou um status de banda "cult" entre os admiradores do gênero. A banda se apresentava em vários festivais e chegou a excursionar com o Area em 1976. No final deste mesmo ano a banda se apresentou no famoso festival de Montreaux e, posteriormente, gravou uma participação para a emissora italiana Rai, participação esta lançada em 2008 em uma caixa repleta de raridades.

Infelizmente, esse é o único registro lançado em 1975 pelo selo "Produttori Associati" e a versão que vos apresento é em italiano. Era moda na época lançar versões tanto em italiano quanto em inglês simultaneamente mas continuo preferindo as versões originais em italiano, são bem mais coerentes ao meu ver.

Em 1977, o segundo album já estava pronto mas o selo faliu e a banda engavetou o projeto trazendo-o a tona somente em 2005 com o nome de "From Cocoon To Butterfly" incluindo mais algumas gravações inéditas.
Pra quem realmente gosta do gênero italiano, com certeza irá se surpreender com esta raridade mais que essencial!



TRACKS:

1. C'è Un Paese Al Mondo
2. Fase
3. Al Mancato Compleanno Di Una Farfalla
4. Elzeviro
5. Mercanti Di Pazzie
6. Antiche Conclusioni Nerge
7. Il Fischio Del Vapore
8. Cono Di Gelato 




YANDEX

sexta-feira, 11 de março de 2016

Keith Noel Emerson 1944/2016



 

O chão se abriu e as palavras me faltam nesse momento, parece que perdi um amigo ou parente muito próximo. Sinto uma dor física, como se algo tivesse sido retirado repentinamente de dentro de mim.

Recebi a notícia através de uma nota publicada pelo Carl Palmer em sua página oficial do Facebook e sozinha, desabei a chorar copiosamente. 

Uma pergunta insiste em ecoar na minha cabeça a todo o momento. Como é possível perdermos Keith Emerson??? 
Logo ele... logo ele que me fez encantar pelo Rock Progressivo ainda menina, sem se quer imaginar toda a genialidade por trás daquele tecladista que, literalmente,esmurrava um Modular gigante e ainda conseguia reproduzir timbres maravilhosos e melodias que somente um gênio poderia ter tal dom. 
Logo ele que, mesmo somente pelas capas do discos do Nice e ELP, me ensinou a ouvir música com outros ouvidos e com uma percepção ainda mais atenta a cada detalhe, a cada nota. 

Aprendi a apreciar cada uma de suas composições como se fossem matérias obrigatórias para meu incansável aprendizado sobre música. 
Nunca toquei nenhum tipo de instrumento mas, graças a pessoas como ele, possuo um ouvido bastante apurado quando se diz respeito a timbragens de órgãos e teclados. 
Com ele aprendi também a respeitar, idolatrar e aceitar o gênero progressivo como poucos. 

Meu único e doloroso consolo nesse momento foi poder assistir aos meus 18 anos a uma apresentação do ELP no ginásio do Mineirinho em 15/08/1997. Quem estava comigo se lembra do quão emocionada e admirada estava ao sair daquele show ás 3:30 da manhã. 
Foi um sonho realizado, mais um momento de puro aprendizado ao ver, muito de perto, três dos maiores nomes da música mundial diga-se de passagem. Verdadeira honra em poder ver ali, ao vivo, o quanto eles estavam felizes de tocarem já de madrugada para um público inferior a 3 mil pessoas.

Dói... dói infinitamente!

Deuses não morrem! São eternos... 

C´est la vie, cher Emerson!

"You see, it's all clear...You were meant to be here... 
from the beginning."



quarta-feira, 9 de março de 2016

BRÖSELMASCHINE - Bröselmaschine - 1971




Mais um prog/folk alemão de alta qualidade. Nesse disco encontramos o lindo vocal feminino de Jenni Schucker que também é uma competente flautista.


O registro é basicamente composto por instrumentos como flauta, guitarra, violão e Mellotron com ênfase em alguns instrumentos um tanto peculiares. Colheres,cítaras, congas, tablas e Metalofone (bem parecido com o Xilofone) também fazem parte dos arranjos do disco, o  que as vezes fazem lembrar um pouco da música indiana. 

Destaque para a faixa "Schmetterling" que faz uma mistura de todos os instrumentos usados pela banda.

Trata-se de um disco leve e bem acústico mas de uma criatividade incrível sendo seu único defeito ter apenas 35 minutos de duração.



TRACKS:

1. Gedanken
2. Lassie
3. Gitarrenstuck
4. The Old Man's Song
5. Schmetterling
6. Nossa Bova

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

HOMENAGEM A LUIZ MEDEIROS/MARILLION - Forgotten Sons - 1983



O Progrockvintage e a Confraria do Prog (Belo Horizonte), vêm por meio dessa postagem homenagear, nosso lindo e tão querido amigo Luiz Antônio Medeiros por ocasião de sua prematura passagem para planos superiores. 

Menino de ouro e profundo conhecedor da boa música. 

Jovem, muito jovem e com uma bagagem musical invejável!

Amava o Bowie mais que os fanáticos fãs ingleses cinquentões; Zappa era Deus pra ele; Tinha verdadeira adoração pelo progressivo e me ensinou a enxergar com outros olhos a qualidade de certas bandas da atualidade; Era fã incontestável de bandas que hoje respeito e admiro, em especial Flower Kings, Kaipa e Transatlantic, as quais se orgulhava muito de resenhar sobre elas durante os encontros da Confraria; Era extremamente detalhista e metódico em suas escolhas de faixas para compor algumas das listas para esses encontros, além de se fazer presente em sua grande maioria ou em todos; Prestava intensa atenção nas rodas de conversa, afim de absorver algo relevante sobre alguma banda que ele gostava demais ou as que lhe interessava em conhecer.


Mas não só de música vivia ele. Me lembro de papos um tanto divertidos sobre o humor ácido do grupo Monty Python. Comentávamos sobre as esquetes e os filmes até chegarmos a conclusão de que Eric Idle era sim um gênio! 

Ah Luizinho! Tão poucos gostam ou mal conseguem compreender a controversa simpatia dos Python! 
Deixo aqui uma singela homenagem a esse menino que tanto nos contagiou com sua simplicidade, educação e amor eterno pela música. 
Com apenas 17 anos era um dos maiores fãs do Marillion que conheci e tive o prazer de conviver.

A você, Luizinho, só tenho a agradecer por ter dividido conosco toda essa sua luz mesmo que tenha sido por um curto período de tempo.


Os bons morrem jovens...


Fique em paz!









*Originalmente publicado em 26/07/2014

Muitos sabem que durante muitos anos nunca fui muito fã do Marillion, sempre tentava ouvir um disco ou outro mas, até então nunca havia me convencido de que se tratava de uma banda de excelente qualidade para os padrões do rock progressivo que nascia no começo dos anos 80. Hoje em dia, em conversa com alguns fãs mais enérgicos da banda, comecei a traçar um caminho de muitas surpresas e boas descobertas. Uma delas, foi esse excelente bootleg ao qual tenho em meu acervo por muitos anos e nunca tinha parado para escutar com a merecida atenção. 

Posso dizer que me surpreendi bastante com a qualidade da banda e a energia, as vezes um tanto sombria, que o grande Fish emanava em apresentações ao vivo. Atualmente, com o ouvido mais maduro e sem preconceitos, pude dar ao Marillion uma "segunda chance" e não paro mais de escutá-los. Sempre desdenhei de seus músicos e hoje quebro a cara ao saber o quão grandioso é o guitarrista Steve Rothery quando lidera com maestria um álbum tão lindo quanto o Script For a Jester´s Tears.

Devo salientar que a era Fish ainda é a minha favorita mas mesmo assim, tenho muito respeito pela continuidade dada a banda após a entrada de Steve Hogarth em 1988, dando uma nova roupagem, em um estilo que foge um pouco ao meu conceito sobre Rock Progressivo mas ainda aprecio discos como Seasons End e Brave

Esse bootleg foi gravado nos primórdios da banda trazendo belas versões de faixas como "Forgotten Sons", "Script For a Jester´s Tears" e "Assassing",esta última abriria o disco Fugazi, lançado no ano seguinte. 
Além de faixas não oficialmente lançadas mas excelentes como "Market Square Heroes" e o single "Charting the Single". 

Por algum motivo ao qual desconheço, nesse contamos com a participação de um dos fundadores do Camel, Andy Ward  na bateria, contribuindo ainda mais para a bela qualidade do disco em questão.

O áudio encontra-se impecável e, ao que parece, foi retirado da gravação original de uma rádio Holandesa onde ocorreu essa apresentação em 3 de Julho de 1983.

Aos alucinados fãs do Marillion em todas as suas fases, peço aqui o meu perdão por não saber apreciar da forma correta. Afinal, ninguém é perfeito e gosto musical não se discute. Espero muito que aproveitem esse registro que, para minha modesta opinião, é um dos melhores discos ao vivo lançados não-oficialmente pelo Marillion. 

TRACKS:

01 - Garden Party
02 - Script For A Jester's Tear
03 - Charting The Single
04 - Assassing
05 - Forgotten Sons
06 - Market Square Heroes



domingo, 17 de janeiro de 2016

CAN - França - 1976



Até onde eu saiba são poucos os registros ao vivo não oficiais de bandas alemãs. Possuo alguns poucos bootlges do Grobschnitt, Eloy e Birth Control, ainda continuo garimpando mas hoje em dia é muito raro se achar coisas boas pela internet.

 Bons blogs especializados no assunto foram deletados ou deixados de lado e isso fez com que a demanda de bootlegs - principalmente os alemães - fosse sumindo. 
Também não conheco qualquer outro bootleg do Can e esse foi um achado apesar de possuí-lo desde 2006. 

Audio perfeito e todas as faixas conduzidas por Michael Karoli e o mais que competente tecladista Irmin Schmidt transmitem no decorrer do disco uma atmosfera de harmonia e caos. Esse é o Krautrock!

Esse bootleg foi gravado na cidade de Lion na França em Janeiro de 1976 e contém excelentes versões de faixas como "Vernal Equinox" (Landed 1975) embalada por "Vitamin C" (Ege Bamyasi 1972) e "Chain Reaction" (Soon Over Babaluma 1974).

Desconheco a  faixa "Citrus". Não sei se pertence a algum disco catalogado ou se trata de algum single, mesmo assim é uma excelente música.
Esse bootleg é uma verdadeira jóia e aos que gostam do estilo vão se surpreender.



TRACKS:

1. Intro
2. Citrus
3. Red Hot Indians
4. Dizzy Dizzy
5. Annoucment
6. Chain Reaction
7. One More Night
8.  - Vernal Equinox
     - More Spree
     - Vitamin C


domingo, 10 de janeiro de 2016

CAPITOLO 6 - Frutti Per Kagua - 1972




Grupo italiano formado no começo dos anos 70 a partir da fusão entre duas bandas falidas da região da Toscana. Formou-se então um quinteto liderado pelo tecladista Jimmy Santerini e pelo baterista Luciano Casa, sendo que neste caso, Casa tocava apenas violão de 12 cordas e ajudava nos vocais. 

A banda teve seu auge em 1971 quando assinou com a subsidiária italiana da gravadora RCA para lançar um disco que só foi consumado algum tempo depois. Nesse mesmo ano a banda participou de festivais em sua cidade natal, Viareggio e ainda chegou a abrir um show do Led Zeppelin em Roma para centenas de milhares de pessoas. 

Em 1972 a banda perde os dois principais membros sendo substituídos pelo excelente e já falecido tecladista Antonio Favilla e o flautista/sax Loriano Berti, que deixou a banda logo após o lançamento desse disco em questão.

Com todas essas estranhas mudanças na formação ao longo do curto período de sua duração, a banda conseguiu manter uma essencial qualidade no que diz respeito a técnica de seus músicos com a perfeita harmonia vocal do também baterista Lorenzo Donati. 

O disco é composto por apenas cinco mas grandiosas faixas sendo a primeira delas uma verdadeira joia digna ao que conhecemos por progressivo italiano. A faixa de quase 19 minutos dá nome ao disco e é conduzida com extrema perfeição por Berti com belíssimas passagens de flauta em todo o seu decorrer. Em certos momentos nota-se uma nítida semelhança ao estilo Ian Anderson de se conduzir o instrumento mas sem esquecer do toque sutil que só o progressivo italiano pode oferecer aos ouvidos dos mais exigentes.

A segunda parte do disco é composta de faixas menores com vocais bastante expressivos, dando mais ênfase as passagens de violão e guitarra se mesclando a tenros solos de Moog acompanhado de um tímido, porém, belíssimo Hammond.

Infelizmente, a banda se dissolveu após o lançamento desse disco que, por incrível que pareça, não atingiu o sucesso esperado tanto por seus membros quanto pela gravadora. Sabe-se que Favilla se juntou a uma suposta segunda formação do Campo di Marte alguns anos depois que também não obteve sucesso.

Tenho esse disco em particular como obra essencial a minha lista de bandas italianas. Além dos poderosos medalhões, o Capitolo 6 certamente foi peça fundamental para o desenvolvimento do progressivo italiano no começo da década de 70. 

Hoje paga-se muito por esse raro registro lançado originalmente em 1972 pelo selo Ricordi It (RCA) que continha na capa interna o índio de corpo inteiro. Em 1994, o salvador selo italiano Mellow Records relança o disco em CD tornando possível o acesso dos fãs a uma bela raridade como essa. 
 



TRACKS:

1. Frutti per Kagua
2. Grande spirito
3. Il tramonto di un popolo
4. L'ultima notte 
 




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

GENTLE GIANT - Hollywood Bowl - 1972

BOOTLEG POSTADO ORIGINALMENTE EM 25/03/2009



Bootleg muito interessante e um dos mais procurados pelo fãs do GG. 
Simplesmente porque nesse mesmo dia, a banda fazia a abertura de um show do Sabbath quando um headbanger louco jogou uma bombinha no palco atrapalhando a introdução da música Funny Ways. Um dos irmãos Shulman, parou o show, deu uma bronca no carinha e prosseguiu normalmente. 
No decorrer da apresentação, nota-se que os americanos não gostavam nada do que viam...

Esse registro foi gravado no estádio Hollywood Bowl na cidade de Los Angeles, em 15 de Setembro de 1972. A gravação não é de qualidade exemplar mas vale o belo registro. 

O disco é um tanto curto mas conta com cinco clássicos que fizeram do GG a banda mais criativa do gênero progressivo.




TRACKS:

1. Prologue
2. Alucard
3. Cherry Bomb
4. Funny Ways
5. Nothing At All
6. Plain Truth


domingo, 20 de dezembro de 2015

PREMIATA FORNERIA MARCONI - Reading Festival - 1973



Eis um registro interessante...

Gravado em 26 de Agosto de 1973 durante o Reading Festival na Inglaterra, o PFM fechou o festival em que antes haviam tocado bandas de renome no mundo progressivo como Genesis, Embryo, Magma, Stray Dog, entre outras.

 O curioso desse registro foi o fato da organização do festival ter boicotado o show do PFM no meio da faixa La Carrozza di Hans cortando a energia e dando por encerrado o festival sem aviso prévio. Uma pena pois se trata de uma bela apresentação do PFM tendo como o ponto alto do show uma jam sensacional a qual nunca tinha escutado nada parecido quando se trata do PFM..

Bela gravação e um ótimo presente aos colecionadores.


TRACKS:

1- Introduction
2- River Of Life
3- Mr. 9 Till 5
4- Instrumental Jam
5- Photos of Ghosts
6- La Carrozza Di Hans
7- Outro


YANDEX