terça-feira, 22 de julho de 2014

ÄLGARNAS TRADGARD - Framtiden Är Ett Svävande Skepp, Förankrat I Forntiden - 1972



Essa banda sueca de nome bem esquisito é formada por um sexteto de cabeludos malucos que, com apenas um álbum, revolucionou a música nórdica com um experimentalismo único. 
Diríamos que o Älgarnas faz uma espécie de Krautrock com uma ideia mais "moderna" voltada tanto para o uso de instrumentos básicos como sintetizadores (Moog e VCS3), guitarra, baixo e bateria, quanto para o uso de instrumentos mais arcaicos e lúdicos como Citara, Violino, Tabla (instrumento de percussão indiano) e Rabeca.

É realmente uma combinação bizarra de Krautrock, progressivo, música indiana e folk nórdico. A maior parte do disco é instrumental e bastante complexa, com alguns poucos vocais em sueco que dão um toque a mais a esse belo e desconhecido registro. 

Alguns até diziam que o Älgarnas era o Pink Floyd nórdico mas não é pra tanto... Algumas passagens até lembram um pouco da fase mais psicodélica do Floyd no fim dos anos 60 mas nada além disso.

A banda é liderada por um instrumentista de muito talento mas que também se aventurava como artista plástico. Além de ser o autor da bela capa desse disco em questão, também fez a arte da capa de dois álbuns do já falecido instrumentista sueco Bo Hansson nos anos de 74 e 75.

Após o lançamento desse belo registro, a banda ainda continuou a tocar ao vivo em alguns festivais mas se desfez após algum tempo deixando em hiato um material gravado entre 1973 e 74  que foi lançado somente em 2001. Esse segundo disco intitulado como Delayed que é um pouco diferente do primeiro, com um som mais voltado para guitarras e baterias pesadas mesclando a criatividade com a psicodelia. 

Recomendo esse disco a quem realmente gosta de toda a densidade que envolve o Krautrock, basta ouvir a última e maravilhosa faixa que possui uma nítida influência a carreira solo do mestre Klaus Schulze.



TRACKS:

1. Två Timmar Över Två Blå Berg Med En Gök På Vardera Sidan, Om Timmarna, Alltså (Two Hours over two blue mountains with a cockoo on each side of the hours..that is)
2. Det Finns En Tid För Allt, Det Finns En Tid Då Även Tiden Möts (There is a time for everything, there is a time when even time will meet)
3. Möjligheternas Barn (Children of Possibilities)
4. Tristans Klagan (La Rotta)
5. Viriditas
6. Saturnus Ringar (Rings of Saturn)
7. Framtiden Är Ett Svävande Skepp, Förankrat I Forntiden (The future is a hovering ship, anchored in the past) (5:07)
8. 5/4 (bônus)
9. The Mirrors of Gabriel (bônus)




YANDEX

quarta-feira, 16 de julho de 2014

GENESIS - Cleveland - 1976



Sempre relutei em postar registros do Genesis sem o Gabriel mas hoje garimpando meu acervo, achei esse belo bootleg gravado durante a tour do disco A Thrick Of The Tail

A qualidade sonora encontra-se impecável e contamos com versões interessantes da "mutilada" Firth of Fifth sem o lindo solo de piano de Banks e Supper´s Ready na voz de Phil Collins. 

Particularmente, não sou fã desse disco e muito menos dessa "nova" fase do Genesis mas tenho que concordar que faixas como Los Endos e Entangled são de tirar o fôlego. Sem esquecer que esse registro conta com a participação de Bill Bruford (recém saído do Crimson) nas baquetas. 

Esse bootleg foi gravado durante a passagem da tour pelos EUA, na cidade de Cleveland no dia 15 de Abril de 1976. As faixas Entangled e Squonk foram gravadas em Pittsburgh no dia 13 de Abril de 1976.

Trata-se de um registro muito interessante mas um tanto incompleto pela ausência de Gabriel. 

Os fãs mais enérgicos da banda que me perdoem mas já fiz todos os esforços possíveis e impossíveis para entender o Genesis pós 1975 mas não desce...

TRACKS: 

DISCO 1:

1. Dance On A Volcano
2. The Lamb Lies Down On Broadway
3. Fly On A Windshield
4. Carpet Crawlers
5. Cinema Show
6. Robbery, Assault & Battery
7. White Mountain
8. Firth Of Fifth
9. Entangled
10. Squonk

DISCO 2:

1. Supper´s Ready
2. I Know What I Like
3. Los Endos
4. It/Watcher Of The Skies


YANDEX

sexta-feira, 11 de julho de 2014

APOTEOSI - Apoteosi - 1975



Quinteto italiano de excelente qualidade liderada por três irmãos produzidos pelo próprio pai. A banda contava com os filhos: Silvana Idà nos vocais, Federico Idà no baixo e flauta e o caçula Massimo Idà nos teclados. Esse último tinha 14 anos quando o disco foi lançado e que por sinal, deixa qualquer tecladista de renome no chinelo.

O moleque conduzia um piano, um Hammond e um Moog com tanta excelência e familiaridade que possivelmente deixaria Franco Mussida e Flavio Premoli babando!

Trata-se de um progressivo bastante sinfônico conduzido pelo lindo vocal de Silvana que dá um belo toque feminino ao progressivo italiano que, comumente é executado por fortes vocais masculinos. Silvana provavelmente deve ter se inspirado muito na leveza da mais foda de todas: Annie Haslam.

O baterista Marcello Surace também se destaca bastante por belas passagens de bateria e viradas sensacionais.Federico Idá também dá um show nas flautas fazendo com que o disco fique ainda mais espetacular, seus solos fazem lembrar a maravilhosa fase de Gabriel no Genesis.

Destaco as duas primeiras faixas das quais mostram o que realmente era o progressivo italiano sinfônico e instrumental de qualidade naquela época. 


TRACKS:

1. Embrion
2. Prima Realta / Frammentaria Rivolta
3. Il Grande Disumana / Oratori (Chorale) / Attesa
4. Dimensione Da Sogno
5. Apoteosi



sábado, 5 de julho de 2014

MAGMA - Grenoble - 1975



Talvez essa seja uma das postagens mais difíceis de se fazer por aqui mas deixar de compartilhar um registro desse porte seria uma baita sacanagem. Existem centenas de bootlegs de variados anos do Magma espalhados por aí mas a maioria deles nem vale a pena escutar. A qualidade do áudio é tão ruim que chega a perder a magia de toda a complexidade desenvolvida pela banda,por esse motivo escolhi o melhor de meu acervo em termos de qualidade sonora.

A quem não conhece, o Magma foi formado na França no fim dos anos 60 com toda a excentricidade de seu líder e baterista gênio/lunático Christian Vander, que deu mais vida ao rock progressivo criando um sub-gênero próprio denominado por Zeuhl, que significa "celeste" no dialeto Kobaïan, linguagem também criada por Vander e exclusiva da banda, o que se tornou um ponto de extrema importância para todo o sucesso do Magma.

Kobaïa é um planeta situado em um universo paralelo com péssimas condições climáticas e com nativos determinados a germinar o mau. Com o planeta Terra em destruição, um grupo de pessoas se mudam para Kobaïa com o objetivo de arquitetar uma nova civilização mas os nativos Kobaïns acabam entrando em conflito com os terráqueos. Toda essa guerra é narrada ao decorrer da magnífica discografia da banda que também aborda temas como as divindades e crenças do planeta Kobaïa.

O som executado pela banda é de extrema criatividade e circundado por excelentes rodas de compasso com arranjos teatrais e guitarras pesadas e distorcidas. Efeitos medonhos de voz e os tambores de Vander também dão um certo destaque a toda discografia dessa banda que é considerada por mim como uma das mais criativas e inovadoras de todos os tempos, fora o experimentalismo e as técnicas de improvisação com batidas voltadas para o Jazz e desenvolvidos por pelo menos oito integrantes que fazem parte desse lindo projeto.


Nesse bootleg gravado na cidade francesa de Grenoble em 17 de Maio de 1975, encontramos algumas faixas que não se encaixam na discografia da banda. O que se sabe é que  nem tudo o que era criado por Vander e cia não era lançado oficialmente mas virava repertório de shows, exemplo disso são as faixas "Ptah" e "Hhai". Fora isso, encontramos excelentes versões das faixas  "Köhntarkösz" com quase 35 minutos de duração e também a execução na íntegra do álbum "Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh", álbum este que pra mim é o mais criativo de toda a carreira do Magma.

Os fãs mais enérgicos que me desculpem pela péssima resenha mas são tantas as informações e detalhes sobre essa magnífica banda que fica difícil resumir tudo em uma só postagem e com o pouco conhecimento que tenho sobre toda sua complexa obra fica mais difícil ainda...
Posso dizer que Christian Vander é um dos maiores compositores do sec XX, trazendo a tona um projeto audacioso e tecnicamente muito bem desenvolvido que revolucionou o mundo da música durante os anos 70 e que até hoje desperta a curiosidade de muita gente.


TRACKS:

1. Intro
2. Köhntarkösz
3. Ëmëhntëht-Rê
4. Ptah
5. Hhai
6. Intro
7. Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh


YANDEX

domingo, 29 de junho de 2014

KLUSTER - Klopfzeichen - 1971



Primeiro e excelente album de mais um disco de Krautrock que posto por aqui. 
Este é um projeto brilhante composto por três gênios que abusaram de suas técnicas e colocaram em prática uma das mais belas traduções do que se tornou a música eletrônica. Trata-se de um disco que conta com a participação de Conrad Schnitzler que participou do primeiro álbum do Tangerine Dream, fundou o Eruption - outra excelente banda de Krautrock que lançou apenas um disco - e,posteriormente, seguiu em carreira solo lançando discos importantes para a cena eletrônica alemã da época.

Hans-Joachim Roedelius, grande ídolo, infelizmente pouco conhecido, que contribui imensamente para o movimento surgido na Alemanha no fim dos anos 60. Roedelius foi o percursor da chamada Ambient Music e um dos fundadores, juntamente com  Schnitzler, do Zodiak Free Arts Lab,grande centro da música experimental em Berlim fundado em 1969. Por lá consagraram-se bandas fundamentais como Ash Ra Tempel, Curly Curve, Agitation Free e Tangerine Dream.

Dieter Moebius foi outra grandiosa figura que também muito contribuiu para a ascensão do movimento Krautrock na Alemanha no fim dos anos 60. Sempre acompanhado por Roedelius, fundou a excelente banda Harmonia em 1974 que contava com a vasta experiência de Michael Rother, membro fundador do Neu!
Moebius também participou em diversos projetos de Ambient Music juntamente com Cony Plank e Mani Neumeier (Guru Guru).

Assim como a capa, o disco traz uma atmosfera bem obscura sem melodias e rítmos concretos. A primeira faixa do disco, traz uma espécie de oração narrada em alemão por uma mulher que mais pareçe a esposa do demônio. Essa mesma mulher, participou posteriormente do disco do Eruption juntamente com Schnitzler.

O nome Kluster foi utilizado até meados de 1971, lançando três ótimos trabalhos e após a saída de Schnitzler a banda passa a se chamar Cluster, que conta agora com a essencial presença de Plank neste projeto sequencial que rendeu nada menos que oito discos de estúdio, sendo o último lançado em 2009.

Prato cheio aos que apreciam o gênero... 

TRACKS:

1. Klopfzeichen, Pt. 1
2. Klopfzeichen, Pt. 2

segunda-feira, 23 de junho de 2014

IKARUS - Ikarus - 1971




Banda pioneira e um tanto obscura do cenário alemão, Ikarus lançou apenas esse criativo e excelente disco no ano de 1971.

 Aqui encontramos excelentes arranjos de órgão e piano elétricos voltados para uma atmosfera fusion que nos remete aos bons tempos do Crimson onde o uso do sax  faz com que as faixas adquiram um peso único. 


O disco é composto por quatro longas faixas dando também uma boa ênfase nas pesadas guitarras mescladas a um poderoso órgão. 

Destaque para a primeira e longa faixa Eclipse que vai evoluindo em excelente interação instrumental com o forte vozeirão do ótimo vocalista, Lorenz Köhler.

Recomendado a quem admira um fusion com mais peso.


TRACKS:

1. Eclipse:
a) Skyscrapers
b) Sooner or later
2. Mesentery
3. The raven (including "Theme for James Marshall")
4. Early bell's voice 



YANDEX

quinta-feira, 19 de junho de 2014

MADISON DYKE - Zeitmaschine - 1977


O Madison Dyke foi uma banda corajosa para a época, raros eram os bons discos de progressivo sinfônico lançados após 1975 tanto na Alemanha como em toda a Europa. O gênero não era mais o mesmo mas a banda conseguiu fazer um trabalho de excelente qualidade técnica regrado a belas melodias e harmonias um tanto criativas. 

Creio que não existam rótulos para essa excelente e esquecida banda vinda de terras germânicas que consegue fazer com que o progressivo sinfônico se harmonize a uma atmosfera um pouco mais voltada para o Space Rock passando pelo experimentalismo que ronda o Krautrock. 
As belíssimas passagens de flauta nos remete claramente a fase primórdia do Genesis passando pela criatividade e a bela harmonia do Jane.

A introdução é um pouco lenta mas após algum tempinho a atmosfera criada por um belo Mellotron se mistura a outros teclados, variando entre fortes riffs de guitarra a um ambiente mais sereno muitas vezes com pouca transição mas ainda sim soando bastante natural.

Destaque para segunda faixa que faz um som mais acústico voltado para belos solos de violão, lindas passagens de flauta e ainda, um vocal delicado e cativante fazendo com que a melodia soe um tanto sútil. 

Pouco se sabe sobre esta maravilhosa e eclética banda, esse foi seu único disco lançado e esquecido pelo tempo mas, eis que em 2004, o selo Garden Of Delights remasterizou as fitas originais e lançou o mesmo em CD com duas faixas bônus. 
O que se sabe sobre seus membros é quase nada. Somente o excelente tecladista Jürgen Baumann foi um dos fundadores da banda Firehorse que se dissolveu em 1980 após o lançamento de seu único registro. Fato um tanto comum para bandas vindas da Alemanha...



TRACKS:

1. First Step
2. Cooking Time Of An egg
3. Next Conceptions
4. Zeitmaschine 

5. Walkin´ (bonus)
6. Dice-Box (bonus)



YANDEX

quarta-feira, 11 de junho de 2014

KING CRIMSON - Dance Of Death - 1973



Mais uma vez, revirando meu acervo a procura do que postar, me deparo com esse excelente e mais que essencial registro. 

Ao meu ver, o Larks´ Tongues In Aspic lançado em 1973 inaugura uma nova fase do Crimson, vem com uma nova formação e uma nova roupagem que não deixa a desejar as fases anteriores e que foram essenciais para o estouro da banda em 1969, após o lançamento de um dos primeiros álbuns considerados como rock progressivo e idolatrado por muitos fãs do gênero, inclusive por mim. 

Nessa nova fase, a banda passa ter uma formação mais sólida sem muitas mudanças ao decorrer dos anos e, mais uma vez, é pioneiro em um estilo muito criativo e ao mesmo tempo um tanto pesado chamado de Prog/Fusion. 
Podemos dizer que uma nova fase e um novo estilo nascem após o sucesso estrondoso do LTIA. O peso a mais da bateria de Bruford misturado aos fortes riffs de Fripp, encontrando o poderoso violino de Cross é "Beethoven" para meu ouvidos... 

Sem contar que a partir deste disco temos no baixo e nos vocais meu tão querido John Wetton, que possui uma extensa e bela carreira. Resumindo, foi o fundador de duas bandas as quais tenho verdadeira paixão que são U.K e a desconhecida Mogul Trash.

Nesse bootleg encontramos a banda um tanto possuída, todos os membros se destacam no decorrer do disco. Mais uma vez enfatizo o peso da bateria de Brufford com seu estilo único capaz de conduzir a banda de maneira única e com a técnica que só ele possui. Além disso, temos grandiosos gênios que fazem com que a banda seja ainda mais iluminada. 

Nesse dia em particular, Fripp se encontrava alegre e interagindo com o público, o que é um tanto raro. Nota-se que, em alguns shows ele é um sujeito mal humorado e sempre de cara feia mas isso não tira o talento e o respeito que sinto por este grandioso músico.


Essa apresentação ocorreu em 25 de Abril de 1973 na cidade de Zurich na Suíça durante a tour do recém lançado Larks´ Tongues In Aspic e conta com a melhor versão da mesma que conheço em registros ao vivo espalhados por aí. O mais incrível de tudo é poder escutar essa versão e ao mesmo tempo sentir a atmosfera mágica que a banda transmitia em seu decorrer. 

É nítido que o Crimson realmente inaugurava uma nova fase, com interpretações mais soltas regradas a belos improvisos vindos tanto das guitarras de Fripp quanto dos violinos de Cross sempre conduzidos pelas mãos de Bruford. A forte e bela voz de Wetton também dá um brilho a mais a essa linda raridade.
Não posso deixar de destacar também a bela versão de 21th Cenrtury Schizoid Man que nunca saiu da lista da banda durante essa época.

Posso dizer que esse disco é simplesmente maravilhoso, com certeza um dos melhores já postados por aqui.
Como é um tanto raro, não me incomodo de disponibilizar os links em FLAC a quem se interessar.


TRACKS:

01.Doctor Diamond
02.Larks´ Tongues In Aspic p1
03.Easy Money
04.Improv - The Youth
05.Book Of Saturday 
06.Improv - The Maiden
07.Improv - The Baby
08.The Talking Drum
09.Larks Tongues In Aspic p2
10.21st Century Schizoid Man 


YANDEX

quinta-feira, 5 de junho de 2014

THE NAZGÜL - The Nazgül - 1975


Devo começar dizendo que este disco é totalmente dedicado aos fãs do escritor J.R.R Tolkien que narra a história dos Nazgül - os nove Cavaleiros Negros -  retirada do Senhor dos Anéis. Os membros da banda levam os nomes fictícios de Frodo, Gandalf e Pippin, também conhecidos personagens de Tolkien. 
Sei que muitos de vocês vão se decepcionar comigo mas nunca fui fã das estórias desse escritor pra lá de fantasioso, portanto, não entendo nada sobre suas obras e seus personagens. 

Por ser um disco conceitual e composto por quatro longas faixas, o experimentalismo e a obscuridade reinam durante todo o seu decorrer, abandonando a estrutura tradicional em termos de canção e melodia, abordando assim atmosferas mais sinistras. 

Resumindo, a banda faz um som mais voltado para excelentes improvisações de guitarra e baixo manipulados por ruídos bizarros de percussão, acompanhados de manifestações experimentais de órgão e Moog. 


O disco em seu decorrer nos remete 
àquela primeira fase do Tangerine Dream onde apenas ruídos e linhas de sintetizadores compunham a obra como um todo.

Se não me engano, esse registro foi lançado no fim de 75 onde o Krautrock já não era mais o mesmo, a Alemanha Oriental já havia sido tomada pelo movimento eletrônico, que foi uma verdadeira revolução em se tratando da cultura musical alemã.

Apesar dos nomes fictícios, não se sabe ao certo o número de membros da banda. Nas minhas incansáveis pesquisas, tive informações de apenas três de seus componentes.
 São eles:

- Reinhold Karwatsky, tecladista, foi fundador do excelente Galactic Explorers (já postado por aqui), além de ter feito parte do também excelente Dzyan.
- Zeus B. Held, também tecladista e famoso produtor alemão, fez participações em alguns discos do Birth Control e produziu o disco "Distant Horizons" de 1997 do Hawkwind.
- Hans-Jürgen Pütz, baterista, tocou no Mythos (Dreamlab 1975) e foi fundador da desconhecida mas ótima  banda de Krautrock, Cozmic Corridors.

Já aviso que esse é um disco de difícil digestão nas primeiras audições mas se você gosta realmente do gênero irá se surpreender. 
Pra quem gosta da literatura do Tolken, deve ser interessante ouvir o disco e ler alguma de suas obras ao mesmo tempo.
Não deixem de me contar tal experiência...


TRACKS:

1. The Tower of Barad Dur
2. The Dead Marshes
3. Shelob's Lair
4. Mount Doom  




YANDEX

terça-feira, 3 de junho de 2014

GLEEMEN - Gleemen - 1970


Hoje me abstive em postar mais um disco de progressivo e parti para uma postagem mais sólida, onde pesadas guitarras se destacam em todo o seu decorrer.

O Gleemen foi uma banda italiana criada por volta de 1965 em Genova que tocava em alguns festivais fazendo covers de Beatles e Stones em versões diversificadas. Em 1970 resolveram lançar seu álbum homônimo liderado por uma figura bastante conhecida no progressivo italiano, Pier Nicolò "Bambi" Fossati, tremendo guitarrista e fã incondicional de Hendrix. Fossati além de ser um talentoso guitarrista e possuir uma voz maravilhosa, já dividiu os palcos com o Van Der Graaf, Santana e Uriah Heep.

Na verdade, o Gleemen é nada menos que o embrião da excelente banda Garybaldi criada no mesmo ano do lançamento desse disco e contava com a mesma formação mas com uma roupagem mais progressiva em suas composições. Isso fez com que o Garybaldi se tornasse uma das mais importantes bandas da cena italiana no começo dos anos 70.

Esse disco em questão é bastante típico ao que estamos acostumados quando se trata dos anos 60, guitarras um tanto estridentes, com fortes influências ao mestre Hendrix duelando a maravilhosas e enérgicas passagens de Hammond criando uma atmosfera pra lá de psicodélica. Sem contar com a proeza do baterista em conduzir a banda com perfeição.

Destaque absoluto para a faixa "Dei O Confusione" que traz excelentes passagens de guitarra acompanhada pela bela voz de Fossati e um Hammond com um timbre um tanto diferente mas maravilhoso!

Eis uma audição bem atípica ao que estamos acostumados quando se trata de prog/rock italiano e tenho certeza de que todos irão se surpreender com esse disco inovador para a época e que beira a perfeição quando o assunto é rock psicodélico.


TRACKS:

1. Farfalle Senza Pois  
2. Shilaila Dea Dell'amore  
3. Spirit  
4. Chi Sei Tu, Uomo  
5. Un'amico   
6. Bha-Tha-Hella   
7. Clakson 
8. Dei O Confusione   
9. Induzione (Parte 1 e 2)  
10. Divertimento 


YANDEX

domingo, 1 de junho de 2014

LILIENTAL - Liliental - 1978


Liliental foi um projeto paralelo liderado por Dieter Moebius (Cluster) que procurava por algo mais inovador em termos de música eletrônica. Moebius então convidou dois ilustres membros do Kraan, o baixista Helmut Hattler e o saxofonista e flautista Johannes Pappert  que se juntaram a Conny Plank ,engenheiro de som e mestre de produção de diversas bandas de Krautrock como Neu!, Can, Harmonia e Kraftwerk. 

A proposta desse lindo projeto era criar uma atmosfera voltada para a ambientação eletrônica fazendo uso de guitarras distorcidas com belas passagens de sintetizadores, instrumentos de sopro e pouca percussão, o que nos remete em alguns momentos à fase áurea do próprio Cluster. 

O disco é composto por pequenas melodias que consistem em passagens eletrônicas muito criativas e com elementos bastante exóticos, criando assim, em certas partes, uma atmosfera beirando a obscuridade. 

O que realmente me estranha é o fato de Brian Eno ter ficado de fora desse projeto. Algumas passagens ao decorrer do disco lembra demais sua parceira com o Cluster em 1977 quando gravaram o excelente álbum "Cluster & Eno" que seguia mais ou menos a linha desse registro que vos apresento hoje.  Eno é nada menos que o percussor da chamada Ambient Music, que segue exatamente a proposta desse disco. Pena...

Esse registro foi lançado pelo selo Brain em 1978 mas foram prensadas poucas cópias em vinil pois se tratava de um projeto pessoal de Moebius. Se não estou enganada, a Universal Music lançou em 2007 um Digipack japonês deste mesmo disco e, pelo que me consta,se encontra disponível na internet para a compra. 

Posso dizer que foi um verdadeiro achado ter em mãos essa preciosidade e recomendo aos admiradores do bom e velho Krautrock.


TRACKS:

1. Stresemannstrasse
2. Adel
3. Wattwurm
4. Vielharmonie
5. Gebremster Schaum
6. Nachsaison


YANDEX

sexta-feira, 30 de maio de 2014

THE NICE - Pop Progressive Peace Concert - 1970



Tenho esse registro como um de meus xodós, esse disco foi uma das primeiras postagens do PRV no fim de 2007 e foi um dos mais baixados antes do Google (DMCA) deletar tudo sem prévio aviso. 
Aos pouquinhos vou resgatando velhas postagens que ficaram para trás mas que ainda são novidades em se tratando do novo domínio.

Antes de começar a falar sobre esse disco, já vou avisando aos mais exigentes que este possui qualidade abaixo dos padrões mínimos estipulados por mim mas que não poderia deixar de compartilhar justamente por se tratar de um registro extremamente raro. 

O audio encontra-se baixo e um pouco abafado mas ainda sim dá pra se escutar numa boa, afinal  não é todo dia que se encontra algum disco ao vivo do Nice por aí.

Esse trio formado e liderado pelo mestre dos teclados, Keith Emerson foi uma das bandas percussoras de todo o movimento progressivo no fim da década de 60 e teve seu início quando Emerson,  Lee Jackson e David O'List faziam parte da banda de apoio da até então cantora de soul P.P Arnold que, após algumas apresentações com Arnold, a banda ganhou uma reputação própria tornando-se assim o que conhecemos pelo The Nice. 

Há quem diga que o Nice foi a primeira banda de progressivo a lançar um disco em 1967 chamado The Thoughts of Emerlist Davjack, que por sinal é excelente. As influências clássicas de Emerson misturadas as batidas jazzy proporcionaram um toque muito especial tanto ao disco quanto a banda em si.

A título de curiosidade, P.P Arnold tornou-se mundialmente conhecida por fazer parte das excêntricas backing vocals do Pink Floyd durante os anos 90 e participou das gravações do álbum Amused To Death (1992) de Roger Waters.
Recentemente, Arnold excursionou como convidada de uma banda cover de Floyd argentina pela América do Sul, juntamente com Guy Pratt baixista dos anos 90 que até hoje é o escudeiro fiel de David Gilmour. Essa apresentação passou por aqui no começo desse ano e posso dizer que foi um tanto interessante.

Voltando...

Esse raro bootleg foi gravado em 30 de Maio de 1970 em Berlin durante um festival que contava com bandas como Deep Purple, The Spencer Davis Group (excelente), Wonderland, dentre outros. 
Aqui encontramos faixas dos discos "Ars Longa Vita Brevis" (1968), "The Nice" (1969) e "Elegy", lançado no ano seguinte a esse apresentação.
Toda a beleza desse registro encontra-se na última faixa que nada mais é que uma jam regrada a fantásticas improvisações entre o Nice e os músicos do Deep Purple, Ritchie Blackmore and Ian Gillan. É isso mesmo! Muito foda!!!!

Apesar da péssima qualidade, vale a pena ter um disco desse porte nem que seja pra empoeirar na prateleira!


TRACKS:

1.  Intermezzo From 'Karelia Suite'
2.  Hang On To A Dream
3.  'Country Pie a la Bach' aka Country Pie/Brandenburg Concerto No.6
4.  My Back Pages
5.  Rondo
6.  Unknown Jam: 'Bye Bye Baby' with Ritchie Blackmore and Ian Gillan (uncredited)



YANDEX

sábado, 24 de maio de 2014

GRYPHON - Ethelion - 74/75


É meio complicado falar dessa banda relativamente de curta carreira (infelizmente) mas que marcou o progressivo britânico com toda sua criatividade e instrumentação impecáveis durante os anos 70. 

O Gryphon foi formado em 1973 por dois músicos multi instrumentistas (Richard Harvey e Brian Gulland), recém formados pela Royal Academy Of Music de Londres que se propunham a executar melodias em uma atmosfera baseada na música medieval, com influências renascentistas e barrocas mas executados de uma forma mais moderna, dando uma certa ênfase ao folk britânico da época.


Esse registro em particular, foi dividido em duas partes. A primeira*,consta uma apresentação feita na cidade de Boston no famoso King Biscuit Flower Hour em 11 de Dezembro de 1974. São apenas as três primeiras e belas faixas desse disco que ganham um certo destaque por suas lindas versões. Uma delas é a compacta versão de quase seis minutos da clássica Midnight Mushrumps, música esta que me fez apaixonar logo de cara pelo Gryphon. A segunda e bela faixa dá nome a esse raro bootleg.

A segunda parte** consta em uma apresentação da BBC feita em 1975 e contém apenas faixas do álbum Raindance que havia sido recém lançado nesse mesmo ano e segue uma linha mais diferenciada aos anteriores.

A qualidade não é impecável mas também não deixa a desejar em nenhum momento. Aos colecionadores é uma bela adição a qualquer acervo progressivo.



TRACKS:

1. Ethelion*
2. Midnight Mushrumps*
3. Sailor's Jig*
4. Wallbanger**
5. The Last Flash of Gaberdine Tailor**
6. "Le Cabrioleur Est Dans Le Mouchoir"**
7. (Ein Klein) Heldenleben**  




quinta-feira, 22 de maio de 2014

ARION - Arion - 2001






Mais uma vez me orgulho de ter no Progrockvintage uma banda progressiva vinda de minha querida Minas Gerais.

A banda foi formada na cidade universtária de Viçosa em 1993 com o nome de Magma e em 1997 após a entrada da excelente vocalista Tânia Braz o grupo passou a usar o nome Arion. Em 2001 lançam  seu primeiro cd muito aclamado pela crítica de países da Europa e Ásia.

 No Brasil a banda foi premiada como "Melhor Album de Progressivo" pelo site Rock Progressivo Brasil.

Esse álbum é um verdadeiro colírio para os fãs do progressivo sinfônico, a harmonia da banda se torna contagiante no decorrer das faixas. A leveza da voz de Tânia Braz faz nos lembrar da tão querida e importante Annie Haslam. Seus músicos são de extrema competência e dedicação a cada minuto do disco. 

Certas influências de bandas como Yes, Renaissance e Marillion são nítidas e se mesclam com passagens da música erudita, um pouco de jazz e até mesmo alguma coisa da música brasileira.

Vale ressaltar que o Arion abriu shows de bandas de extrema importância do cenário progressivo mundial tais como Focus, Caravan, Quidam e a francesa Xang.

Aguardo com muita expectativa por um novo album porque tenho plena certeza de que virá coisa muito boa por aí.

Parabéns a banda por sua paixão incondicional pelo progressivo e pela competência com que o executam!



Line Up:

Tânia Braz – Vocal
Sérgio Paolucci – Teclados
Luciano Soares – Guitarra
Carlos Linhares - Baixo
Nelson Rosa - Bateria





TRACKS:

1. Eyes of Time (14:11)
2. Daybreak Child (8:54)
3. True Love (5:16)
4. Land of Dreams (10:01)
5. Cosmic Touch (7:29)
6. Everyway (8:39)
7. Natureza Mistica (8:40)