sábado, 18 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] CENA CARIOCA DE MÚSICA PROGRESSIVA - BANDAS AURA E ARCPELAGO - TEATRO ZIEMBINSKI - RIO - 07 de ABRIL


A quarta edição da Cena Carioca de Música Progressiva abre o ano de 2017 com duas imperdíveis apresentações, marcando a estreia da banda Aura a esse movimento que vem presenteando os cariocas com espetáculos exclusivamente autorais e de elevado nível. 

A primeira banda a se apresentar será a Arcpelago, retornando aos palcos para prosseguir com a divulgação do álbum que, na minha modesta opinião, foi o melhor do gênero progressivo lançado por uma banda brasileira em 2016.
 
Vale destacar que a banda Aura faz o tipo de música que vem me fascinando aos longo dos anos. Sem rótulos, os jovens músicos misturam uma pegada psicodélica voltada a um som mais experimental de alta qualidade. Costumo devorar o progressivo alemão em todas as suas vertentes e pelo pouco acesso que tive a alguns vídeos da banda, creio que chegam bem perto do conceito alemão de fazer música experimental. Desconheço se possuem algum material físico ou digital mas achei muito interessante e gostaria de ouvir mais a respeito se possível. 

Esse ano promete em termos de shows do gênero no Rio, aos quais merecem ser conferidos. São bandas diferenciadas, de alto nível que fazem valer a pena pegar estrada para se ouvir música de qualidade em impecáveis produções. Como perdi muitos desses shows nos últimos dois anos, estabeleci uma meta de ir pelo menos duas vezes ao Rio esse ano para compensar tamanha falha. 
Um deles será tão esperada volta da banda Vitral a ativa. O show será em julho mas ainda sem data definida. 



 


AS APRESENTAÇÕES ESTÃO MARCADAS PARA O DIA  07 DE ABRIL A PARTIR DAS 19:00, NO TEATRO ZIEMBINSKI, BAIRRO DA TIJUCA.
INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO.




quinta-feira, 16 de março de 2017

PATERNOSTER - Paternoster - 1972



Eis uma banda de Krautrock não vinda da Alemanha e pouco conhecida pelo público em geral. 

Paternoster foi criada em Viena na Aústria em 1970 e teve seu término após o lançamento do disco em questão.

A banda faz um som bem psicodélico com um vocal bastante depressivo e excelentes passagens de órgão de igreja.

Destaque para a sexta faixa "The Pope Is Wrong" que traz misturas complexas e estranhas de progressivo, o que dá a nítida impressão que realmente se trata de um bom e interessante disco experimental para a época.


TRACKS:

1. Paternoster
2. Realization
3. Stop These Lines
4. Blind Children
5. Old Danube
6. The Pope is Wrong
7. Mammoth Opus O

terça-feira, 7 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] PINK FLOYD REUNION - ESPETÁCULO THE WALL - CINE THEATRO BRASIL - BELO HORIZONTE - 10 a 12 DE MARÇO


São poucas e raras as bandas cover divulgadas por aqui, principalmente quando o assunto gira em torno da maior e melhor banda de todos os tempos. Muitas tentam e podemos contar nos dedos de uma só mão quantas se salvam. Já vi inúmeras bandas, inclusive internacionais com aparatos mirabolantes incluindo projeções em telão redondo, raio laser e até porco inflável mas musical e tecnicamente falando são um verdadeiro fiasco.

Me lembro perfeitamente a primeira vez que vi o Pink Floyd Reunion no tradicional bar Stonehenge em BH, por volta do ano de 2009. Confesso que saí de casa totalmente descrente e pensando que seria mais um daqueles shows 'meia boca' aos quais já me estragaram muitas noites. Mero engano...
Simplesmente tocaram o Animals e se não me foge a memória o WYWH na íntegra. Vi ali uma banda em perfeita harmonia, super entrosados, timbragens redondas tanto nos teclados quanto nas guitarras, demonstrando que é possível sim executar releituras muito fiéis das mais complexas obras compostas originalmente pelo PF.



Em comemoração aos seus 14 anos de existência, a banda presenteia os fãs do bom progressivo com um espetáculo baseado integralmente na sincronia do filme Pink Floyd - The Wall (1982), desde o primeiro rugido do leão da MGM até os créditos finais. A banda ainda conta com suporte de um coral de vozes e uma seleção com os melhores músicos de renomadas orquestras do estado de Minas Gerais, devidamente regidos pelo maestro Rodrigo Garcia.

Como as duas últimas datas já se encontram esgotadas, resta apenas o dia 10/03 com ingressos disponíveis a venda na bilheteria do teatro Cine Theatro Brasil Vallourec ou pelo site compreingressos.com




domingo, 5 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] FESTIVAL TOTEM PROG 2017 - 11 e 12 DE MARÇO - SÃO PAULO


Já na próxima semana, São Paulo abrirá as portas para o primeiro e muito promissor festival de Rock Progressivo que engloba exclusivamente bandas de âmbito nacional. Serão dois dias de muitos shows com nomes bastante conhecidos e algumas revelações que valem a pena conferir. 

A primeira edição do Festival Totem Prog 2017 tem a iniciativa um tanto corajosa vindas da Moshi Moshi Produtora juntamente com a Psico BR Discos, para promover um festival de grande porte e alto nível como esse. São Paulo tem público para esgotar shows, festivais e assim como no Rio e outras poucas localidades, possui sérios profissionais capazes de idealizar um ambicioso projeto que muitos de nós sonhamos em poder assistir um dia. 
É dever de todo admirador da boa música e principalmente do progressivo, prestigiar e valorizar eventos como esse, onde não se visa o lucro e sim a união do cenário nacional em um só ambiente, prestigiando não só os medalhões mas também as novas gerações que muito contribuem para que esse gênero musical continue em evidência. 

Além das apresentações, o festival conta com algumas manifestações artísticas incluindo projeções psicodélicas, palestras, som mecânico, exposições fotográficas de Bolívia e Cátia Rock por diversos eventos pelo Brasil ao longo dos anos. Também será montada uma feira onde serão expostos vinis e Cds para venda.





Segue programação:

Dia 11/03 (sábado), a partir das 18:00hrs

- Som Nosso de Cada Dia - tocando na íntegra o álbum 'Snegs';

- Protofonia - divulgando seu segundo álbum ‘A Consciência do Átomo’;

- Willy Verdaguer e Humauaca - argentino radicado no Brasil, ex-baixista do Secos e Molhados;

- Dialeto - divulgação do novo trabalho e faixas do álbum ‘The Last Tribe’;

- Faixa de Pedestre (pocket show) - banda revelação vinda de São Paulo;


Dia  12/03 (domingo), a partir das 18:00hrs

- Terreno Baldio - tocando faixas do álbum homônimo e 'Além das Lendas Brasileiras'. A banda também promete um apresentação especial e algumas novidades;

- Elias Mizrahi - obras da carreira solo;

- Cézar das Mercês e os Filhos do Tempo - com participação da banda Cosmo Drah, Mercês apresentará suas faixas inclusas no disco 'Mudança de Tempo' da banda O Terço;

- Lee Recorda - apresentando seu primeiro e excelente álbum homônimo; 

- Stratus Luna (pocket show) - banda revelação vinda de Piracicaba/SP.




O FESTIVAL TOTEM PROG 2017 ESTÁ MARCADO PARA OS DIAS 11 e 12 DE MARÇO, NO TEATRO UMC (Av. Imperatriz Leopoldina, 550 - Vila Leopoldina) EM SÃO PAULO.

MAIS INFORMAÇÕES NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO.
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS ATRAVÉS DO SITE COMPREINGRESSOS.COM










quarta-feira, 1 de março de 2017

BIRTH CONTROL - Live - 1974


Formado em 1968 em Berlin, o Birth Control é uma excelente banda cuja música tinha como principais características a grande simbiose entre a guitarra e o teclado Hammond, somados a um trabalho de bateria e percussão extremamente criativo.

 Apesar de algumas vezes ser classificado como krautrock, na verdade o som do grupo consistia em um potente e virtuoso hard rock com alguma pitadas de progressivo. 

Um exercício rápido para entender a música do grupo seria imaginar a união do Deep Purple com o Uriah Heep daquela época.


TRACKS:

1. The work is done 
2. Back from hell 
3. Gamma ray 
4. She's got nothing on you 
5. Long tall Sally


domingo, 19 de fevereiro de 2017

YES - In The Beginning - 1969


É sempre uma honra poder falar do início de carreira desta banda que se tornou um dos maiores ícones do rock progressivo de todos os tempos. Sua formação original foi fundamental para todo o crescimento da banda no decorrer de seus 45 anos de estrada e sempre nos presenteando com belos e clássicos discos. Um deles é seu trabalho de estreia "YES" lançado em 1969 que, certamente é um de meus favoritos.  



Nessa época a banda seguia uma linha menos progressiva e ainda estava em fase de desenvolvimento, dando menos ênfase aos fortes teclados de Kaye e destacando mais a destreza de Banks, na maioria das vezes acompanhado de uma linda guitarra Rickenbacker. 

A banda ainda contava com o feeling jazzy de Bruford sempre acompanhado pelo também nervoso Rickenbacker de Squire, que dava um peso a mais ás belas composições escritas por seu líder maior e detentor da voz mais linda e marcante do progressivo, Jon Anderson.

Após as gravações do álbum Time And A Word de 1970, Peter Banks foi literalmente chutado da banda. Nessa época, o YES já estava com projetos mais voltados para o progressivo sinfônico e precisavam de um guitarrista com uma formação mais clássica, sendo Banks substituído por Steve Howe, que mudou por completo toda a roupagem do YES lançando em seguida um dos discos mais marcantes do progressivo,The YES Album.

Após sua saída, Banks deu continuidade a sua carreira de músico e em 1971 fundou a excelente banda Flash juntamente com Peter Barden (Camel). No ano seguinte, lança seu álbum homônimo com a participação especial de Tony Kaye nos teclados. O Flash seguia mais ou menos a mesma linha do primeiro disco do YES, com arranjos regados a fortes linhas de guitarra e e belas passagens de Arp, piano elétrico e órgão. O Flash não durou muito tempo, lançou apenas três discos e a banda acabou se dissolvendo em 1973.

Banks ainda chegou a trabalhar em um projeto paralelo de Jan Akkerman (Focus) em 1972 e no ano seguinte lança seu primeiro e excelente trabalho solo intitulado por "Two Sides Of Peter Banks".

Esse bootleg em questão foi gravado ao vivo em três diferentes datas durante o mês de Outubro de 1969 na Alemanha e Inglaterra. As faixas são basicamente do primeiro álbum sendo as outras do "Time And A Word", lançado no ano seguinte. Além de conter duas versões diferenciadas da faixa "Eleanor Rigby" com uma roupagem bem fora do propósito da versão original composta pelos Beatles. Versões essas muito boas inclusive.

O destaque maior está na última faixa "I See You", onde Peter Banks protagoniza excelentes solos de guitarra por quase 20 minutos, muito bem acompanhado pela mágica bateria de Brufford. A maioria do tempo somente os dois dão um show a parte que, certamente vale por todo esse registro. 

Pelo menos a grande maioria dos registros não oficiais do YES lançados em 1969 e 1970 são de péssima qualidade sonora e com este não é diferente. Cada faixa possui uma certa oscilação na qualidade, portanto, recomendo que apenas os colecionadores baixem esse arquivo. 

Mesmo com esse porém, vale a pena ter guardado um registro desse porte pois são poucos os materiais disponíveis da banda durante essa época onde tudo começou.


TRACKS:

1. Introduction*
2. No Opportunity Necessary, No Experience Needed*
3. Dear Father*
4. Every Little Thing*
5. Something Coming*
6. Eleanor Rigby**
7. Dear Father***
8. Eleanor Rigby***
9. I See You (Banks Solo)***

*10/10/69 => Essen, Alemanha
**10/69 => Hamburg, Alemanha 
*** 10/69 => Shefield, Inglaterra




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

[DIVULGAÇÃO] TEMPUS FUGIT - RIO DE JANEIRO - CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL - 07 de MARÇO


A banda Tempus Fugit retorna aos palcos do Rio para única apresentação no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia em 7 de Março. 


ACERVO: TEMPUS FUGIT
Celebrando seus 25 anos de carreira, a banda promete um show com a execução de faixas que mesclam os três trabalhos lançados e ainda algumas novidades. Novidades estas que poderiam vir em forma de material inédito, já que o último disco, Chessboard foi lançado há quase uma década. 

Posso dizer que se trata de um show regado ao mais alto nível do progressivo nacional e com produção sempre impecável. Já tive a honra de vê-los ao vivo em uma memorável apresentação para o lançamento do disco Chessboard em BH. 
Lembrando também, que a banda é bastante conhecida internacionalmente tendo seus trabalhos espalhados por diversos cantos do mundo.
 

A APRESENTAÇÃO ESTÁ MARCADA PARA O DIA 07 de MARÇO (TERÇA), ÁS 19hrs NO CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL. 
LOCALIZADO Á AV. RIO BRANCO 241, CINELÂNDIA.

INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO NO FACEBOOK. 



domingo, 12 de fevereiro de 2017

GLEEMEN - Gleemen - 1970


Hoje me abstive em postar mais um disco de progressivo e parti para uma postagem mais sólida, onde pesadas guitarras se destacam em todo o seu decorrer.

O Gleemen foi uma banda italiana criada por volta de 1965 em Genova que tocava em alguns festivais fazendo covers de Beatles e Stones em versões diversificadas. Em 1970 resolveram lançar seu álbum homônimo liderado por uma figura bastante conhecida no progressivo italiano, Pier Nicolò "Bambi" Fossati, tremendo guitarrista e fã incondicional de Hendrix. Fossati além de ser um talentoso guitarrista e possuir uma voz maravilhosa, já dividiu os palcos com o Van Der Graaf, Santana e Uriah Heep.


Na verdade, o Gleemen é nada menos que o embrião da excelente banda Garybaldi criada no mesmo ano do lançamento desse disco e contava com a mesma formação mas com uma roupagem mais progressiva em suas composições. Isso fez com que o Garybaldi se tornasse uma das mais importantes bandas da cena italiana no começo dos anos 70.

Esse disco em questão é bastante típico ao que estamos acostumados quando se trata dos anos 60, guitarras um tanto estridentes, com fortes influências ao mestre Hendrix duelando a maravilhosas e enérgicas passagens de Hammond, criando uma atmosfera pra lá de psicodélica. Sem contar com a proeza do baterista em conduzir a banda com perfeição.


Destaque absoluto para a faixa "Dei O Confusione" que traz excelentes passagens de guitarra acompanhada pela bela voz de Fossati e um Hammond com um timbre um tanto diferente mas maravilhoso!


Eis uma audição bem atípica ao que estamos acostumados quando se trata de prog/rock italiano e tenho certeza de que todos irão se surpreender com esse disco inovador para a época e que beira a perfeição quando o assunto é rock psicodélico.




TRACKS:

1. Farfalle Senza Pois  
2. Shilaila Dea Dell'amore  
3. Spirit  
4. Chi Sei Tu, Uomo  
5. Un'amico   
6. Bha-Tha-Hella   
7. Clakson 
8. Dei O Confusione   
9. Induzione (Parte 1 e 2)  
10. Divertimento 


YANDEX

sábado, 4 de fevereiro de 2017

MADISON DYKE - Zeitmaschine - 1977


O Madison Dyke foi uma banda corajosa para a época, raros eram os bons discos de progressivo sinfônico lançados após 1975 tanto na Alemanha como em toda a Europa. O gênero não era mais o mesmo mas a banda conseguiu fazer um trabalho de excelente qualidade técnica regado a belas melodias e harmonias um tanto criativas. 

Creio que não existam rótulos para essa excelente e esquecida banda vinda de terras germânicas que consegue fazer com que o progressivo sinfônico se harmonize a uma atmosfera um pouco mais voltada para o Space Rock passando pelo experimentalismo que ronda o Krautrock. 

As belíssimas passagens de flauta nos remete claramente a fase primórdia do Genesis passando pela criatividade e a bela harmonia do Jane.

A introdução é um pouco lenta mas após algum tempinho a atmosfera criada por um belo Mellotron se mistura a outros teclados, variando entre fortes riffs de guitarra a um ambiente mais sereno muitas vezes com pouca transição mas ainda sim soando bastante natural.


Destaque para segunda faixa que faz um som mais acústico voltado para belos solos de violão, lindas passagens de flauta e ainda, um vocal delicado e cativante fazendo com que a melodia soe um tanto sútil. 


Pouco se sabe sobre esta maravilhosa e eclética banda, esse foi seu único disco lançado e esquecido pelo tempo mas, eis que em 2004, o selo Garden Of Delights remasterizou as fitas originais e lançou o mesmo em CD com duas faixas bônus. 

O que se sabe sobre seus membros é quase nada. Somente o excelente tecladista Jürgen Baumann foi um dos fundadores da banda Firehorse que se dissolveu em 1980 após o lançamento de seu único registro. Fato um tanto comum para bandas vindas da Alemanha...



TRACKS:

1. First Step
2. Cooking Time Of An egg
3. Next Conceptions
4. Zeitmaschine 

5. Walkin´ (bonus)
6. Dice-Box (bonus)



YANDEX

sábado, 28 de janeiro de 2017

DEEP PURPLE - Münster Master - 1973



Existem centenas de bootlegs do Deep Purple espalhados por toda internet que chega a não fazer sentido em postar algum aqui mas resolvi atender a pedidos de alguns frequentadores mais apressadinhos do PRV para que eu possa ter um pouco de paz. rs


Essa apresentação aconteceu na cidade de Münster, Alemanha em 23 de Janeiro de 1973 e conta com alguns dos melhores clássicos dessa banda que ainda está na ativa firme e forte como sempre. 

A qualidade não é das melhores mas resolvi postar este disco em particular devido a uma das melhores formações que o Purple já teve e que contava com nosso tão saudoso Lord, Paice, Glover, Blackmore e a voz marcante de Gillan. 


Já tive o prazer de vê-los ao vivo por duas vezes em formações diferentes e posso dizer que foi uma verdadeira aula de rock n roll. 




TRACKS:

1. Intro
2. Highway Star
3. Smoke On The Water
4. Strange Kind Of Woman
5. Mary Long
6. Space Truckin´
7. Black Night


YANDEX

sábado, 21 de janeiro de 2017

[FLAC] GREENSLADE - Stockholm - 1975



Após deixar o Colosseum em 71, Dave Greenslade juntamente com o também recém saído do Crimson, Andrew McCulloch se juntaram e formaram essa excelente banda.

 Lançaram apenas quatro álbuns entre os anos de 73 e 75, no ano seguinte a banda acabou e Dave partiu para carreira solo. Já em 2000, a dupla se reuniu novamente lançando um ótimo disco intitulado por Large Afternoon. A banda chegou ainda a lançar esse mesmo bootleg oficialmente em 2013 porém, a versão apresentada aqui foi ripada de um vinil pirata e disponibilizada por um americano muito antes dessa data. Esse registro consta em meus arquivos desde de 2009, primeira vez em que foi publicado, ainda no primeiro domínio do Progrockvintage.


O repertório desse bootleg é composto basicamente por faixas dos albuns Spyglass Quest (1974) e Time and Tide (1975) mas o destaque desse excelente registro vai para a primeira faixa 'Pilgrims Progress' do album Bedside Manners Are Extra (1973). A música totalmente instrumental, conta lindos solos de Mellotron e Hammond entrelaçados nas poderosas baquetas de McCulloch.

Como vocês podem ver, a capa desse disco não foi desenhada pelo mestre Roger Dean e sim por Patrick Woodroffe que já desenhou memoráveis capas de discos de bandas como Strawbs ( Burning For You - 1974), Pallas ( The Sentinel - 1983) e também o disco Time And Tide do próprio Greenslade.

A apresentação foi gravada na cidade de Estocolmo em 10 de Março de 1975 e, como citei antes,  esse arquivo foi ripado de um vinil e remasterizado posteriormente. A qualidade não é excelente mas o registro é mais que essencial. Disponibilizo o arquivo em FLAC justamente como forma de preservar a média qualidade de áudio desse registro.


 
 

TRACKS:

1. Pilgrims Progress
2. Newsworth
3. The Flattery Stakes
4. Bedsides Manners Are Extra
5. Joie De Vivre
6. Waltz For A Fallen Idol
7. The Ass´s Years
8. Drum Folk
9. Spirit Of The Dance



YANDEX

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

[DIVULGAÇÃO] BRASIL PROG FESTIVAL - SÃO PAULO - 17 a 19 de Fevereiro




Chegou a vez de São Paulo na realização de um importante e promissor festival de Rock Progressivo em âmbito nacional que já tem data marcada para os dias 17, 18 e 19 de Fevereiro.

O local não poderia ser mais perfeito para apresentações desse nível. A sala Adoniram Barbosa no Centro Cultural São Paulo é fantástica e surpreende no quesito acústica e qualidade de som.

Confira abaixo o texto disponibilizado pela produção na página oficial do evento no Facebook.




IMPERDÍVEL!



 "O Brasil Prog Festival é um festival de música voltado ao rock progressivo, estilo que é constituído de músicas longas ou curtas demais, contrariando os padrões das rádios comerciais. Com harmonias complexas, o estilo queria quebrar as delimitações impostas pelo rock tradicional de 1960. As marcações de tempo eram variáveis e inusitadas, os instrumentos atípicos no conceito “rocker”, antes baseado no trio “guitarra, baixo e bateria, e letras exploravam a filosofia, a literatura clássica, a fantasia, a ficção científica, a mitologia greco-romana, as religiões e o autoconhecimento.

Destacaram-se no estilo: Pink Floyd, Yes, Genesis, ELP, Rush, Camel, Renaissance, Jethro Tull. No Brasil, o estilo cresceu em meio à onda do tropicalismo. Foram representantes do estilo os grupos Casa das Máquinas, O Terço, Os Mutantes, Apokalypsis, Som Imaginário, Quaterna Réquiem, Sagrado Coração da Terra, Tempus Fugit, Recordando o Vale das Maçãs, Módulo 1000, Bacamarte e Violeta de Outono, entre outras.


Para participar desta primeira edição teremos a participação das bandas/projetos:


17/02/2017 – 19 hs -Sérgio Hinds & César de Mercês Tocam O Terço Lado B


O espetáculo “Sérgio Hinds & César de Mercês tocam: O Terço Lado B” foi criado com a intenção de mostrar ao grande público canções não tocadas ao vivo há mais de 30 anos e outras que não fazem parte do setlist atual da banda O Terço, como “Lagoa das Lontras”, “Adormeceu”, “Deus”, “Gente do Interior”, “Mudança de Tempo”, “Blues do Adeus”, “No Edifício da Avenida Central”. Destaque para a complexa e aclamada a obra “Amanhecer Total”, composta por seis movimentos.
Além do seu inestimável valor histórico e musical, as músicas foram selecionadas com base nos inúmeros pedidos feitos pelos fãs durante os últimos shows e, também, através de pesquisa realizada no Facebook. Os arranjos reproduzirão fielmente as gravações originais dos discos, lançados entre 1970 e 1978. Haverá também uma homenagem ao músico e cantor Jorge Amiden, um dos fundadores do O Terço, que faleceu recentemente. Completarão o set algumas das clássicas músicas do O Terço tradicional, tais como “Hey Amigo” e “1974”.
A apresentação contará com dois membros da formação atual do O Terço, o guitarrista e vocalista Sérgio Hinds e o baterista Fred Barley e com César de Mercês que foi integrante da banda.

18/02/2017-19 hs Bombay Groovy e Monstro Amigo


Encontro de duas das melhores bandas na nova geração do Progressivo brasileiro.
 

Bombay Groovy

No verão de 2012, DANNIEL COSTA, músico que já atuou como sitarista para nomes importantes da cena psicodélica nacional, resolveu rumar para o contrabaixo. Nesse ínterim, conheceu ROD BOURGANOS, multi-instrumentista que fazia aulas de sitar indiano com seu mesmo mestre e trazia peculiaridades como o instrumento russo, theremin.
Nascia então a ideia da BOMBAY GROOVY, que começou a se concretizar pouco tempo depois com a chegada do baterista LEO COSTA. Sua afinidade com percussões étnicas também incrementou o estilo particular e visceral do grupo. Para completar a demanda por harmonia e maior variedade de timbres, JIMMY PAPPON, pianista prodígio que participa do tributo ao Frank Zappa, Let’s Zappalin’, assume o posto do órgão Hammond.
A formação instrumental inusitada, com o som do sitar indiano, o timbre versátil do Hammond e a “cozinha” nervosa, revela uma banda repleta de psicodelismo, exotismo e groove. A presença constante do sitar é um elemento decisivo para o som do grupo e revela seu envolvimento com a música oriental que, com BOMBAY GROOVY, chega revisitada. ROD BOURGANOS, que teve aulas no Oriente com o Guru Chandranath Battacharya, toca o instrumento em pé, como se fosse uma guitarra elétrica, transgredindo assim dogmas da cultura indiana ao abandonar a postura de lótus.

Monstro Amigo


O trio paulistano Monstro Amigo foi fundado no espólio de duas bandas da capital chuvosa: O baixista Leonardo Cangellar veio da extinta Baratas Organolóides da Bolha do Rock, o baterista (Danilo Frizza) e o tecladista (Lukas Pessoa) da também extinta Piso Baixo Central. Em Dezembro de 2013 iniciaram seus ensaios e composições, pisando pela primeira vez nos palcos em Março de 2014, estreando sete composições num festival realizado na casa de shows Gillan’s Inn.
 

19/02/2017 - 18 hs – Violeta de Outono

A banda Violeta de Outono foi formada em 1984 em São Paulo, por Fabio Golfetti, Angelo Pastorello e Claudio Souza, moldando sua própria sonoridade ao misturar as tendências correntes na época com a psicodelia de Pink Floyd/Beatles, e rapidamente ganhou a atenção de público e mídia. Ao longo de quase 30 anos de estrada, a banda se manteve paralela ao mainstream, obtendo uma reputação cult e projeção internacional. Seu primeiro LP, homônimo, de 1987, marcado por uma psicodelia envolta em sombras, conseguiu a proeza de angariar fãs de rock progressivo e dos estilos pós-punk e dark/gótico.
Muitos anos e álbuns depois, o Violeta de Outono lançou em 2007 o "Volume 7”, um novo marco para o som do grupo, se aproximando mais do rock-jazz e instrumental. Também desse período é o DVD “Seventh Brings Return - A Tribute to Syd Barrett”, lançado na Inglaterra pelo selo Voiceprint.

O fundador do Violeta de Outono, Fabio Golfetti, é atualmente o guitarrista da lendária banda psicodélica inglesa GONG, criada em 1969 por Daevid Allen. Fabio tem excursionado por Reino Unido, Europa e Japão com o GONG desde 2012, e gravou com eles o álbum “I See You”, lançado em 2014. Em setembro deste ano, foi lançado também o novo álbum do GONG, intitulado "Rejoice! I'm Dead!", dedicado a Daevid Allen, falecido no ano passado. A formação atual conta com Fabio Golfetti (guitarra & vocal), Gabriel Costa (baixo), José Luiz Dinola (bateria) e Fernando Cardoso (órgão, piano & synth)."



Serviço:
Sala Adoniran Barbosa
lotação: 622 lugares
Ingresso R$ 20,00
Meia R$ 10,00
https://www.ingressorapido.com.br/
Dias 17 e 18 às 19hs
Dia 10 às 18hs





sábado, 7 de janeiro de 2017

[DIVULGAÇÃO] BANDA VITRAL - RIO DE JANEIRO

ACERVO VITRAL

O Progrockvintage teve a honra de ser escolhido como um dos colaboradores para divulgar o tão esperado retorno da banda carioca Vitral aos estúdios e, futuramente aos palcos. Por enquanto temos poucas informações sobre o andamento deste retorno mas, ao que tudo indica, vem coisa muito boa por aí. 

Os músicos se encontram em estúdio para intensos ensaios e criação de futuras composições. Foi publicado recentemente, um pequeno teaser de apenas três minutos, apenas como uma amostra do que a banda se propõe a fazer. Esse vídeo teve milhares de visualizações em poucos dias e está atiçando muito a curiosidade do ouvinte que aprecia o gênero e exige boa qualidade. 
A banda se reformula e vem com uma segunda formação, diríamos de peso. Nomes já bastante conhecidos vindos de bandas renomadas do Rio e alguns artistas de carreira solo que decidiram abraçar esse projeto como uma forma de acrescentar suas particularidades e muita qualidade técnica a uma banda que tem tudo para fazer história no progressivo nacional. 

Tomei a liberdade de repassar aqui um texto escrito pela própria banda explicando melhor a sua história e suas propostas. O Progrockvintage será uma das ferramentas de divulgação da banda Vitral e tem como objetivo presentear o leitor com todo e qualquer material lançado pela banda no decorrer do tempo. 


ACERVO VITRAL


TEXTO: BANDA VITRAL


"Claudio Dantas - bateria e percussão
Eduardo Aguillar - baixo e teclados
Luiz Zamith - guitarra e violão
Marcus Moura - flautas, teclados e acordeão
Patrick Wichrowski - teclados


VITRAL é uma banda de rock progressivo instrumental formada no Rio de Janeiro no início dos anos 80 pelos músicos:

Alex Benigno - guitarra e teclados.
Claudio Dantas - bateria e percussão.
Eduardo Aguillar - baixo, teclados e guitarra.
Elisa Wiermann - teclados.
Luis Bahia - guitarra e baixo.


O grupo ficou aproximadamente dois anos em atividade e pouquíssimos registros existem da época. Mas, graças à algumas partituras, raras fotos e fitas cassete com gravações domésticas encontradas por Eduardo Aguillar em seu velho arquivo, surgiu a ideia de produzir um álbum com músicas compostas para a banda.

O que a princípio seria um trabalho solo se transformou na proposta de unir os antigos integrantes para participarem do projeto, proposta imediatamente abraçada por Claudio Dantas. Partiram então para as gravações de teclados, baixo e bateria. Os resultados começaram a surgir e as velhas músicas brotavam das cinzas.

Foi quando Claudio propôs o desafio de relançar a banda para shows e novas produções. Chegava a hora de reconstruir o grupo com novas ideias, experiências e inspirações para, inclusive, concluírem as gravações do que agora já tomava forma de álbum.

Enfim, quase um ano após a revirada dos velhos arquivos, hoje o VITRAL está de volta e é formado por músicos que, além de participarem de outras bandas e/ou realizarem seus trabalhos solos, resolveram também fazer parte dessa nova história do rock progressivo nacional.

O álbum está em fase final de produção, incluirá uma suíte com 52 minutos de duração, o que será um desafio nas execuções ao vivo, e contará com a arte de Claudio Dantas na realização da capa.

Os shows terão também a apresentação dos trabalhos solos dos integrantes, o que promete ser um grande mosaico progressivo. Ou, melhor... Um verdadeiro VITRAL progressivo!

Agora é aguardar. Mais parceiros estão chegando e se envolvendo no que, sem dúvida, será um belo lançamento. Certamente essa turma ainda vai aparecer por aí com muitas novidades."

 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

RUSH - Can´t Fight It - 1975


Bootleg que marca a primeira e brilhante fase do Rush com faixas dos dois primeiros discos e um par de singles maravilhosos. Um deles, a faixa Not Fade Away é um interessante cover dos Stones interpretada com maestria pelo trio.

A qualidade das faixas ao vivo e dos singles não é das melhores mas me interesso por qualquer tipo de material da banda lançado entre os anos de 74 e 76 e tenho certeza que muitos aqui se interessarão também.

Esse registro foi gravado na cidade Cleveland, EUA em 15 de Maio de 1975 e conta com belas versões de Fly By Night e Working Man onde o tão virtuoso Peart faz um solo impecável de bateria.


Aconselho aos fãs mais enérgicos da banda que baixem esse disco afinal não é todo dia que achamos uma jóia dessa perdida por aí.



TRACKS:

1. Finding My Way
2. Best I Can
3. What You´re Doing
4. Anthem
5. Beneath, Between And Behind
6. In the End
7. Fly By Night
8. Working Man
9. In The Mood
10. Need Some Love
11. Bad Boy
12. Not Fade Away
13. Can´t Fight It


YANDEX

sábado, 31 de dezembro de 2016

ELOY - Neue Welt - 1979





Essa joia foi gravada em Berlim em 11 de Março de 1979 e possui um set list impecável com lindas versões de "Poseidon´s Creation" e "Atlantis Agony". Sem contar com faixas como "Decay Of The Logos" (Ocean 1977), "Mutiny" (Power And The Passion 1975) e várias outras do Silent Cries And Might Echoes (1979), album em evidência na época.


A qualidade não é maravilhosa mas trata-se de uma apresentação contagiante digna ao que era as apresentações ao vivo do Eloy. Ainda tenho esperanças de que eles venham ao Brasil, estavam em turnê até pouco tempo atrás. Se isso vier a acontecer, será a realização de um grande sonho.




TRACKS:

DISCO 1:

01. Astral Entrance
02. Pilot To Paradise
03. The Apocalypse
04. Poseidon´s Creation
05. Mighty Echoes
06. De Labore Solis
07. The Sun Song
08. Decay Of Logos

DISCO 2:

01. Atlantis' Agony At June 5th - 8498, 13 p.m. Gregorian Earthtime
02. Lost?? (The Decision) 
03. The Midnight Fight/The Victory of Mental Force
04. Mutiny


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ARCPELAGO - Simbiose - 2016


O retrospecto de 2016 não foi nada favorável para o nosso cotidiano mas no que se diz respeito ao progressivo nacional, tivemos gratas novidades. O retorno do Quaterna Requiem aos palcos  foi uma realização pessoal, indo direto para a lista dos memoráveis shows aos quais tive a oportunidade de assistir e não foram poucos...

 O surgimento do projeto Cena Carioca de Música Progressiva, muitas vezes divulgado por aqui, também é um claro exemplo de que nem tudo está perdido. Desse projeto foram reveladas bandas de alto nível, lançando materiais impecáveis, proporcionando também o ressurgimento de alguns competentes músicos, muito respeitados por aquelas terras e que merecem o devido destaque.

Desse projeto, divulgo hoje o primeiro disco lançado pela banda Arcpelago que, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa de 2016. Trabalho com produção impecável e notável preocupação com a qualidade de cada arranjo executado nas seis belas faixas que compõem o disco.

Antes mesmo do processo de finalização do CD para gravação, tive acesso a algumas faixas demo que hoje guardo com muito apreço. São gravações ao vivo em estúdio que naquela época já me aguçava a curiosidade do que viria pela frente. O resultado final foi certeiro. Foram lançadas 200 cópias que rapidamente se esgotaram e a banda teve que providenciar uma nova leva para atender aqueles que ainda procuravam pelo disco, destacando também uma certa notoriedade em países como Inglaterra, Canadá e Japão.
Foto: Patricia Soransso
 Arcpelago nos remete ao que há de melhor no progressivo sinfônico, com fortes influências a importantes bandas como Pink Floyd, King Crimson e Eloy. Apesar dessa formação mais clássica, torna-se clara a inovação em suas composições, com variações em conjunto onde cada instrumento se funde em perfeita harmonia. Infelizmente sou leiga quanto a assuntos técnicos e não toco nenhum instrumento, procuro apenas prestar atenção naquilo que escuto e creio que posso dizer que estamos vivendo a era do progressivo moderno, sem perder aquela nuance do progressivo setentista. 

A primeira faixa vem com certo impacto. Introdução de Moog muito bem arranjada pelo tecladista Ronaldo Rodrigues, que no decorrer da faixa intercala lindas passagens de Hammond, entrelaçadas a bela guitarra de Eduardo Marcolino. As fortes linhas de baixo de Jorge Carvalho também são um show a parte, afinal não é qualquer músico que domina um baixo poderoso e imponente como o Rickenbacker.
'Sopro Vital' é a mais longa do disco, seus onze minutos de duração sofrem variações instrumentais bastante precisas e de extrema qualidade. Mais para o fim, entra o delicado porém um tanto proeminente vocal de Ronaldo Rodrigues, que dá um toque a mais de beleza a abertura deste belo trabalho.

A segunda faixa, predomina o dueto entre o forte baixo Precision e os solos de guitarra nos remetendo a uma fase mais 'Crimsoniana', por assim dizer. Principalmente nos minutos iniciais, surge uma atmosfera mais obscura fazendo lembrar algumas passagens do álbum 'Red' de 1974. Ao fundo, um suave piano elétrico apenas como um luxuoso acompanhamento para a quebradeira que se segue. 

O maestro responsável por conduzir a banda com uma habilidade e destreza invejáveis, fica por conta do baterista Renato Navega. Não conheço outros trabalhos do Renato mas sem dúvida existe aí fortes influências a Bill Brufford e Carl Palmer. O primeiro por sua técnica bastante característica e o segundo pela habilidade com o instrumento, qualidades estas que escuto de longe no Renato.

A terceira faixa 'Ebulição dos Tempos' é a menos progressiva do disco, quebrando um pouco a complexidade do gênero e partindo para um estilo mais pesado com nítidas influências ao Rush no início dos anos 80. 

As faixas 'Cidade Solar' e 'Universos Paralelos' são inteiramente instrumentais e, de novo, muito bem executadas, sendo a segunda um composição exclusiva de Eduardo. O que impressiona é a dedicação e o alto nível de detalhes como escolha de timbres, composições e arranjos que nitidamente foram selecionados a dedo para que saíssem como planejado.

Para encerrar, entra a minha faixa favorita do disco. 'Dentro de Si' aparece como uma atmosfera calma e melancólica para depois evoluir a uma instrumentação mais complexa. O curioso dessa faixa é a ênfase dada a cada instrumento. O solo final de Hammond e Moog é de tirar o fôlego, fechando o disco com extrema maestria.

Vale destacar também a arte gráfica de muito bom gosto que ficou por conta da gravurista e fotógrafa Fernanda Pio.  


Foto: Carlos Vaz

Espero sinceramente que este seja apenas o começo de uma longa carreira. Qualquer um sabe o quão difícil é manter uma banda desse nível nos dias atuais. Já cansei de ver, não só bandas nacionais a lançarem um disco maravilhoso, muito bem recebido pelo público e depois desaparecer. Espero que com o Arcpelago seja diferente. Mesmo com algumas mudanças enfrentadas pela banda nos últimos meses e por mais triste que tenha sido a saída do Eduardo da banda, os músicos logo trataram de correr atrás de outro guitarrista que se encaixou perfeitamente a proposta estabelecida. Creio que o jovem talentoso Diogo Albano tenha vindo para ficar e já está correspondendo muito bem durante os shows feitos no Rio, aos quais tiveram sua lotação esgotada. 

Confio muito no projeto Cena Carioca de Música Progressiva que tem servido como um alicerce para manter um gênero musical ao qual agrada a poucos mas esses poucos são completamente apaixonados pelo o que ouvem e valorizam por demais as boas e escassas bandas nacionais. 

Em respeito aos músicos e produtores da banda Arcpelago, não disponibilizarei um link direto para download do disco. Vou apenas apontar alguns caminhos e divulgar alguns videos para que o ouvinte possa ter acesso a esse material. 

 
TRACKS:

1. Sopro Vital 
2. Distância Entre Um Dia E Outro 
3. Ebulição dos Tempos
4. Cidade Solar 
5. Universos Paralelos 
6. Dentro De Si 

Simbiose pode ser ouvido na íntegra e na mesma qualidade contida no CD em canais de streaming tais como Google Play, Spotify, Itunes, Deezer, dentre outros. 

Abaixo alguns videos feitos durante apresentações no Espaço Marun e Teatro Solar de Botaforgo no Rio de Janeiro.