terça-feira, 25 de abril de 2017

BODKIN - Bodkin - 1972


Banda escocesa formada no início dos anos 70 por cinco talentosos jovens músicos, que tentavam ganhar notoriedade tocando em pequenos festivais espalhados pelas universidades do Reino Unido. Com o crescente surgimento de fãs, a banda é convidada a participar do National Rock Band Contest of Great Britain onde foi escolhida, em todos os quesitos, como a melhor banda daquelas terras. Não se sabe o ano exato em que esse concurso aconteceu mas, por causa dele, os músicos tiveram oportunidade de entrar em estúdio e gravar seu único disco pelo desconhecido selo West Records no ano de 1972. 

 Trata-se de um heavy prog mais denso e encorpado, onde o Hammond é o maior destaque de toda a execução. Já na primeira faixa, percebe-se com clareza o que vem pela frente. Uma poderosa introdução mesclada a belas passagens de guitarra que, em certas partes, entende-se tratar de uma atmosfera mais voltada para uma jam. Possantes linhas de baixo acompanhadas de uma bateria de peso também fazem parte de um trabalho que envolve nítida técnica e extrema qualidade.  


Ao final de várias audições, notei uma certa equivalência aos primeiros trabalhos do Deep Purple e The Nice. Esse tipo de timbragem, mais imponente e com reverb de alta distorção, era bastante utilizada pelos saudosos John Lord e Keith Emerson em suas marcantes passagens por essas duas icônicas bandas. 

A capa original é uma incógnita para os colecionadores de vinil. Sabe-se que foram prensadas poucas cópias com duas capas distintas e até muito simplórias, sendo que este disco é considerado como um dos mais raros e caros do mercado europeu.
A capa em questão, contendo o medonho bode, foi relançada em CD já nos anos 2000 pelo selo italiano Akama Records. 


TRACKS:

1. Three Days After Death Pt. 1 
2. Three Days After Death Pt. 2 
3. Aunty Mary's Trashcan 
4. Aftur Yur Lumber 
5. Plastic Man


YANDEX


segunda-feira, 10 de abril de 2017

SIGMA - Implemental View - 1998


O progressivo nacional me surpreende a cada dia. O surgimento de novas bandas vem trazendo certo fôlego para o gênero que luta por espaço, em um país onde se consome basicamente música de péssimo nível nos dias atuais. Ainda salvam-se algumas boas bandas que persistiram em manter continuidade em seus trabalhos e outras que resolveram reaparecer após alguns anos de inatividade, com novos projetos e discos inéditos. Tenho fé na continuidade do gênero progressivo no Brasil e ainda espero ver coisas novas e de muita qualidade.

Acontece que ás vezes, muitas vezes, a vida dá uma rasteira e algumas bandas passam despercebido por esse universo chamado Rock Progressivo. São infinitas bandas e é praticamente impossível ter conhecimento de pelo menos 40% delas. Muitas excelentes e até conhecidas, com trinta, quarenta anos de estrada ainda são 'novas' para mim e, certamente, ainda há muitas surpresas guardadas. O Brasil ainda é um país ao qual me traz boas surpresas em termos de bandas veteranas as quais passaram batido e somente agora tive acesso a bons e interessantes materiais. 

Acervo Sigma


Um exemplo disso é a banda paulistana Sigma, formada nos anos 90 (creio), a qual me foi apresentada pelo amigo e fotógrafo Carlos Vaz, durante seu programa semanal na Rádio RST. Me interessei logo de cara pelo tipo de som executado e pouco tempo depois tive acesso ao CD físico, gentilmente enviado pelo Vaz. 

 Poucas informações se tem sobre o Sigma, até mesmo a página oficial no Facebook não ajuda muito. Pelo menos a boa notícia é que os músicos se reuniram em estúdio e já lançaram um novo trabalho. Já é possível ter acesso a íntegra do disco inédito (Singularity) nos canais de streaming. Até mesmo pela minha desinformação, peço que alguém se pronuncie caso tiver alguma novidade e mais detalhes sobre essa banda a qual tanto me interessou.

A formação do disco intitulado por Implemental View é composta pelos irmãos Sergio e Claudio Penna, bateria e teclados respectivamente, acompanhados pelo guitarrista e também tecladista Cristiano Moro e Jameson Trezena, fazendo com que o baixo seja um instrumento de incrível destaque em todas as faixas que compõe esse ótimo trabalho.

Trata-se de um álbum inteiramente instrumental, sinfônico, demasiadamente melódico, com alguns toques pontuais voltados para uma agradável atmosfera jazzy. Na maioria das composições, nota-se claramente uma forte influência ao Camel no fim dos anos 70 por suas tenras timbragens de guitarra, seguidos por fortes solos de sintetizadores. Destaque para a faixa 'Run', que ilustra bem a junção entre baixo e Hammond, acompanhados por um baterista de alto nível. 



Talvez deva ser somente impressão ou falta de conhecimento técnico de minha parte mas algumas poucas passagens me remeteram a algumas lembranças que envolvem a banda mineira Dogma, a qual tenho grande admiração. Fernando Campos é ídolo por essas terras onde o progressivo anda meio esquecido e empoeirado. Uma volta do Dogma aos palcos com sua nova nova formação de jovens e competentes músicos, seria um alento para nós mineiros que tanto prezamos a boa música.



TRACKS:

01. Falling Man
02. Second Trick
03. Soundscape
04. Daydreams
05. Misleading You
06. Silent Sun
07. Run
08. Get Out
09. Keep the Flags On
10. Waves


YANDEX

Para uma melhor audição, o disco físico ainda encontra-se em catálogo e pode ser adquirido no site do selo Progressive Rock Worldwide.


domingo, 2 de abril de 2017

AMON DÜÜL II - BBC Radio One - 1973


Me sinto um tanto envergonhada por não ter postado absolutamente nada sobre essa banda que foi uma das principais percursoras para que o movimento Krautrock surgisse na Alemanha no fim dos anos 60 juntamente com o Faust, Popol Vuhl, Can, dentre outras...

Aqui encontramos excelentes gravações para a BBC de faixas dos melhores discos do ADII tais como o essencial Phallus Dei (1969), Wolf City (1973) e Vive La Trance (1974), este último lançado meses depois à gravação desse registro para a BBC. 

As duas últimas e excelentes faixas foram lançadas como bonus no também essencial Tanz Der Lemminge (1971). 'Marylin Monroe Memorial Drums' é um dos melhores solos de bateria que já escutei. Executado pelo excelente e esquecido Peter Leopold (já falecido), um dos fundadores do primeiro Amon Düül juntamente com umas das vocalistas Renate Knaup e o excêntrico guitarrista e também baixista John Weinzierl, que chegou a tocar no disco homônimo da excelente banda de fusion Missus Beastly em 1970. 

Não possuo a data exata dessa gravação mas garanto a todos vocês que se trata de um excelente e raro bootleg com qualidade impecável. 


Esse é um registro mais que essencial aos admiradores do Krautrock!



TRACKS: 

1. Ladies Mimikry
2. Kanaan
3. Dem Guten, Schönen, Wahren
4. Green-Bubble-Raincoated-Man
5. Mañana
6. Trap
7. Marylin Monroe Memorial Drums
8. Chewing Gum Telegram 


domingo, 26 de março de 2017

GENESIS - BBC Master Dat - 1972



Constam aqui dois registros pertencentes aos arquivos da BBC em diferentes  locais da cidade londrina. 

O primeiro ocorreu no Paris Theater em 2 de Março de 1972* e o segundo no próprio estúdio da BBC em 25 de Setembro** do mesmo ano.

Ambas apresentações são faixas de discos como Nursery Crime e Foxtrot. Destaque para aquela breve e macabra menção aos personagens Henry e Chynthia durante um jogo de Críquete, narrada pelo mestre Gabriel.

Como era bastante usual nessa tour do Nuersery Crime, faltou a execução de Supper's Ready mas as faixas contidas aqui já são suficientes. A bela versão de Fountain Of Salmacis já vale por todo o registro.


TRACKS:

1. Intro*
2. Fountain Of Salmacis*
3. Intro*
4. Musical Box Story*
5. The Musical Box* 
6. Intro*
7. The Return Of The Giant Hogweed*
8. Twilight Alehouse**
9. Get ´Em Out By Friday**
10. Watcher Of The Skyes**



sábado, 18 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] CENA CARIOCA DE MÚSICA PROGRESSIVA - BANDAS AURA E ARCPELAGO - TEATRO ZIEMBINSKI - RIO - 07 de ABRIL


A quarta edição da Cena Carioca de Música Progressiva abre o ano de 2017 com duas imperdíveis apresentações, marcando a estreia da banda Aura a esse movimento que vem presenteando os cariocas com espetáculos exclusivamente autorais e de elevado nível. 

A primeira banda a se apresentar será a Arcpelago, retornando aos palcos para prosseguir com a divulgação do álbum que, na minha modesta opinião, foi o melhor do gênero progressivo lançado por uma banda brasileira em 2016.
 
Vale destacar que a banda Aura faz o tipo de música que vem me fascinando aos longo dos anos. Sem rótulos, os jovens músicos misturam uma pegada psicodélica voltada a um som mais experimental de alta qualidade. Costumo devorar o progressivo alemão em todas as suas vertentes e pelo pouco acesso que tive a alguns vídeos da banda, creio que chegam bem perto do conceito alemão de fazer música experimental. Desconheço se possuem algum material físico ou digital mas achei muito interessante e gostaria de ouvir mais a respeito se possível. 

Esse ano promete em termos de shows do gênero no Rio, aos quais merecem ser conferidos. São bandas diferenciadas, de alto nível que fazem valer a pena pegar estrada para se ouvir música de qualidade em impecáveis produções. Como perdi muitos desses shows nos últimos dois anos, estabeleci uma meta de ir pelo menos duas vezes ao Rio esse ano para compensar tamanha falha. 
Um deles será tão esperada volta da banda Vitral a ativa. O show será em julho mas ainda sem data definida. 



 


AS APRESENTAÇÕES ESTÃO MARCADAS PARA O DIA  07 DE ABRIL A PARTIR DAS 19:00, NO TEATRO ZIEMBINSKI, BAIRRO DA TIJUCA.
INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO.




quinta-feira, 16 de março de 2017

PATERNOSTER - Paternoster - 1972



Eis uma banda de Krautrock não vinda da Alemanha e pouco conhecida pelo público em geral. 

Paternoster foi criada em Viena na Aústria em 1970 e teve seu término após o lançamento do disco em questão.

A banda faz um som bem psicodélico com um vocal bastante depressivo e excelentes passagens de órgão de igreja.

Destaque para a sexta faixa "The Pope Is Wrong" que traz misturas complexas e estranhas de progressivo, o que dá a nítida impressão que realmente se trata de um bom e interessante disco experimental para a época.


TRACKS:

1. Paternoster
2. Realization
3. Stop These Lines
4. Blind Children
5. Old Danube
6. The Pope is Wrong
7. Mammoth Opus O

terça-feira, 7 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] PINK FLOYD REUNION - ESPETÁCULO THE WALL - CINE THEATRO BRASIL - BELO HORIZONTE - 10 a 12 DE MARÇO


São poucas e raras as bandas cover divulgadas por aqui, principalmente quando o assunto gira em torno da maior e melhor banda de todos os tempos. Muitas tentam e podemos contar nos dedos de uma só mão quantas se salvam. Já vi inúmeras bandas, inclusive internacionais com aparatos mirabolantes incluindo projeções em telão redondo, raio laser e até porco inflável mas musical e tecnicamente falando são um verdadeiro fiasco.

Me lembro perfeitamente a primeira vez que vi o Pink Floyd Reunion no tradicional bar Stonehenge em BH, por volta do ano de 2009. Confesso que saí de casa totalmente descrente e pensando que seria mais um daqueles shows 'meia boca' aos quais já me estragaram muitas noites. Mero engano...
Simplesmente tocaram o Animals e se não me foge a memória o WYWH na íntegra. Vi ali uma banda em perfeita harmonia, super entrosados, timbragens redondas tanto nos teclados quanto nas guitarras, demonstrando que é possível sim executar releituras muito fiéis das mais complexas obras compostas originalmente pelo PF.



Em comemoração aos seus 14 anos de existência, a banda presenteia os fãs do bom progressivo com um espetáculo baseado integralmente na sincronia do filme Pink Floyd - The Wall (1982), desde o primeiro rugido do leão da MGM até os créditos finais. A banda ainda conta com suporte de um coral de vozes e uma seleção com os melhores músicos de renomadas orquestras do estado de Minas Gerais, devidamente regidos pelo maestro Rodrigo Garcia.

Como as duas últimas datas já se encontram esgotadas, resta apenas o dia 10/03 com ingressos disponíveis a venda na bilheteria do teatro Cine Theatro Brasil Vallourec ou pelo site compreingressos.com




domingo, 5 de março de 2017

[DIVULGAÇÃO] FESTIVAL TOTEM PROG 2017 - 11 e 12 DE MARÇO - SÃO PAULO


Já na próxima semana, São Paulo abrirá as portas para o primeiro e muito promissor festival de Rock Progressivo que engloba exclusivamente bandas de âmbito nacional. Serão dois dias de muitos shows com nomes bastante conhecidos e algumas revelações que valem a pena conferir. 

A primeira edição do Festival Totem Prog 2017 tem a iniciativa um tanto corajosa vindas da Moshi Moshi Produtora juntamente com a Psico BR Discos, para promover um festival de grande porte e alto nível como esse. São Paulo tem público para esgotar shows, festivais e assim como no Rio e outras poucas localidades, possui sérios profissionais capazes de idealizar um ambicioso projeto que muitos de nós sonhamos em poder assistir um dia. 
É dever de todo admirador da boa música e principalmente do progressivo, prestigiar e valorizar eventos como esse, onde não se visa o lucro e sim a união do cenário nacional em um só ambiente, prestigiando não só os medalhões mas também as novas gerações que muito contribuem para que esse gênero musical continue em evidência. 

Além das apresentações, o festival conta com algumas manifestações artísticas incluindo projeções psicodélicas, palestras, som mecânico, exposições fotográficas de Bolívia e Cátia Rock por diversos eventos pelo Brasil ao longo dos anos. Também será montada uma feira onde serão expostos vinis e Cds para venda.





Segue programação:

Dia 11/03 (sábado), a partir das 18:00hrs

- Som Nosso de Cada Dia - tocando na íntegra o álbum 'Snegs';

- Protofonia - divulgando seu segundo álbum ‘A Consciência do Átomo’;

- Willy Verdaguer e Humauaca - argentino radicado no Brasil, ex-baixista do Secos e Molhados;

- Dialeto - divulgação do novo trabalho e faixas do álbum ‘The Last Tribe’;

- Faixa de Pedestre (pocket show) - banda revelação vinda de São Paulo;


Dia  12/03 (domingo), a partir das 18:00hrs

- Terreno Baldio - tocando faixas do álbum homônimo e 'Além das Lendas Brasileiras'. A banda também promete um apresentação especial e algumas novidades;

- Elias Mizrahi - obras da carreira solo;

- Cézar das Mercês e os Filhos do Tempo - com participação da banda Cosmo Drah, Mercês apresentará suas faixas inclusas no disco 'Mudança de Tempo' da banda O Terço;

- Lee Recorda - apresentando seu primeiro e excelente álbum homônimo; 

- Stratus Luna (pocket show) - banda revelação vinda de Piracicaba/SP.




O FESTIVAL TOTEM PROG 2017 ESTÁ MARCADO PARA OS DIAS 11 e 12 DE MARÇO, NO TEATRO UMC (Av. Imperatriz Leopoldina, 550 - Vila Leopoldina) EM SÃO PAULO.

MAIS INFORMAÇÕES NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO.
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS ATRAVÉS DO SITE COMPREINGRESSOS.COM










quarta-feira, 1 de março de 2017

BIRTH CONTROL - Live - 1974


Formado em 1968 em Berlin, o Birth Control é uma excelente banda cuja música tinha como principais características a grande simbiose entre a guitarra e o teclado Hammond, somados a um trabalho de bateria e percussão extremamente criativo.

 Apesar de algumas vezes ser classificado como krautrock, na verdade o som do grupo consistia em um potente e virtuoso hard rock com alguma pitadas de progressivo. 

Um exercício rápido para entender a música do grupo seria imaginar a união do Deep Purple com o Uriah Heep daquela época.


TRACKS:

1. The work is done 
2. Back from hell 
3. Gamma ray 
4. She's got nothing on you 
5. Long tall Sally


domingo, 19 de fevereiro de 2017

YES - In The Beginning - 1969


É sempre uma honra poder falar do início de carreira desta banda que se tornou um dos maiores ícones do rock progressivo de todos os tempos. Sua formação original foi fundamental para todo o crescimento da banda no decorrer de seus 45 anos de estrada e sempre nos presenteando com belos e clássicos discos. Um deles é seu trabalho de estreia "YES" lançado em 1969 que, certamente é um de meus favoritos.  



Nessa época a banda seguia uma linha menos progressiva e ainda estava em fase de desenvolvimento, dando menos ênfase aos fortes teclados de Kaye e destacando mais a destreza de Banks, na maioria das vezes acompanhado de uma linda guitarra Rickenbacker. 

A banda ainda contava com o feeling jazzy de Bruford sempre acompanhado pelo também nervoso Rickenbacker de Squire, que dava um peso a mais ás belas composições escritas por seu líder maior e detentor da voz mais linda e marcante do progressivo, Jon Anderson.

Após as gravações do álbum Time And A Word de 1970, Peter Banks foi literalmente chutado da banda. Nessa época, o YES já estava com projetos mais voltados para o progressivo sinfônico e precisavam de um guitarrista com uma formação mais clássica, sendo Banks substituído por Steve Howe, que mudou por completo toda a roupagem do YES lançando em seguida um dos discos mais marcantes do progressivo,The YES Album.

Após sua saída, Banks deu continuidade a sua carreira de músico e em 1971 fundou a excelente banda Flash juntamente com Peter Barden (Camel). No ano seguinte, lança seu álbum homônimo com a participação especial de Tony Kaye nos teclados. O Flash seguia mais ou menos a mesma linha do primeiro disco do YES, com arranjos regados a fortes linhas de guitarra e e belas passagens de Arp, piano elétrico e órgão. O Flash não durou muito tempo, lançou apenas três discos e a banda acabou se dissolvendo em 1973.

Banks ainda chegou a trabalhar em um projeto paralelo de Jan Akkerman (Focus) em 1972 e no ano seguinte lança seu primeiro e excelente trabalho solo intitulado por "Two Sides Of Peter Banks".

Esse bootleg em questão foi gravado ao vivo em três diferentes datas durante o mês de Outubro de 1969 na Alemanha e Inglaterra. As faixas são basicamente do primeiro álbum sendo as outras do "Time And A Word", lançado no ano seguinte. Além de conter duas versões diferenciadas da faixa "Eleanor Rigby" com uma roupagem bem fora do propósito da versão original composta pelos Beatles. Versões essas muito boas inclusive.

O destaque maior está na última faixa "I See You", onde Peter Banks protagoniza excelentes solos de guitarra por quase 20 minutos, muito bem acompanhado pela mágica bateria de Brufford. A maioria do tempo somente os dois dão um show a parte que, certamente vale por todo esse registro. 

Pelo menos a grande maioria dos registros não oficiais do YES lançados em 1969 e 1970 são de péssima qualidade sonora e com este não é diferente. Cada faixa possui uma certa oscilação na qualidade, portanto, recomendo que apenas os colecionadores baixem esse arquivo. 

Mesmo com esse porém, vale a pena ter guardado um registro desse porte pois são poucos os materiais disponíveis da banda durante essa época onde tudo começou.


TRACKS:

1. Introduction*
2. No Opportunity Necessary, No Experience Needed*
3. Dear Father*
4. Every Little Thing*
5. Something Coming*
6. Eleanor Rigby**
7. Dear Father***
8. Eleanor Rigby***
9. I See You (Banks Solo)***

*10/10/69 => Essen, Alemanha
**10/69 => Hamburg, Alemanha 
*** 10/69 => Shefield, Inglaterra




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

[DIVULGAÇÃO] TEMPUS FUGIT - RIO DE JANEIRO - CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL - 07 de MARÇO


A banda Tempus Fugit retorna aos palcos do Rio para única apresentação no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia em 7 de Março. 


ACERVO: TEMPUS FUGIT
Celebrando seus 25 anos de carreira, a banda promete um show com a execução de faixas que mesclam os três trabalhos lançados e ainda algumas novidades. Novidades estas que poderiam vir em forma de material inédito, já que o último disco, Chessboard foi lançado há quase uma década. 

Posso dizer que se trata de um show regado ao mais alto nível do progressivo nacional e com produção sempre impecável. Já tive a honra de vê-los ao vivo em uma memorável apresentação para o lançamento do disco Chessboard em BH. 
Lembrando também, que a banda é bastante conhecida internacionalmente tendo seus trabalhos espalhados por diversos cantos do mundo.
 

A APRESENTAÇÃO ESTÁ MARCADA PARA O DIA 07 de MARÇO (TERÇA), ÁS 19hrs NO CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL. 
LOCALIZADO Á AV. RIO BRANCO 241, CINELÂNDIA.

INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS NA PÁGINA OFICIAL DO EVENTO NO FACEBOOK. 



domingo, 12 de fevereiro de 2017

GLEEMEN - Gleemen - 1970


Hoje me abstive em postar mais um disco de progressivo e parti para uma postagem mais sólida, onde pesadas guitarras se destacam em todo o seu decorrer.

O Gleemen foi uma banda italiana criada por volta de 1965 em Genova que tocava em alguns festivais fazendo covers de Beatles e Stones em versões diversificadas. Em 1970 resolveram lançar seu álbum homônimo liderado por uma figura bastante conhecida no progressivo italiano, Pier Nicolò "Bambi" Fossati, tremendo guitarrista e fã incondicional de Hendrix. Fossati além de ser um talentoso guitarrista e possuir uma voz maravilhosa, já dividiu os palcos com o Van Der Graaf, Santana e Uriah Heep.


Na verdade, o Gleemen é nada menos que o embrião da excelente banda Garybaldi criada no mesmo ano do lançamento desse disco e contava com a mesma formação mas com uma roupagem mais progressiva em suas composições. Isso fez com que o Garybaldi se tornasse uma das mais importantes bandas da cena italiana no começo dos anos 70.

Esse disco em questão é bastante típico ao que estamos acostumados quando se trata dos anos 60, guitarras um tanto estridentes, com fortes influências ao mestre Hendrix duelando a maravilhosas e enérgicas passagens de Hammond, criando uma atmosfera pra lá de psicodélica. Sem contar com a proeza do baterista em conduzir a banda com perfeição.


Destaque absoluto para a faixa "Dei O Confusione" que traz excelentes passagens de guitarra acompanhada pela bela voz de Fossati e um Hammond com um timbre um tanto diferente mas maravilhoso!


Eis uma audição bem atípica ao que estamos acostumados quando se trata de prog/rock italiano e tenho certeza de que todos irão se surpreender com esse disco inovador para a época e que beira a perfeição quando o assunto é rock psicodélico.




TRACKS:

1. Farfalle Senza Pois  
2. Shilaila Dea Dell'amore  
3. Spirit  
4. Chi Sei Tu, Uomo  
5. Un'amico   
6. Bha-Tha-Hella   
7. Clakson 
8. Dei O Confusione   
9. Induzione (Parte 1 e 2)  
10. Divertimento 


YANDEX

sábado, 4 de fevereiro de 2017

MADISON DYKE - Zeitmaschine - 1977


O Madison Dyke foi uma banda corajosa para a época, raros eram os bons discos de progressivo sinfônico lançados após 1975 tanto na Alemanha como em toda a Europa. O gênero não era mais o mesmo mas a banda conseguiu fazer um trabalho de excelente qualidade técnica regado a belas melodias e harmonias um tanto criativas. 

Creio que não existam rótulos para essa excelente e esquecida banda vinda de terras germânicas que consegue fazer com que o progressivo sinfônico se harmonize a uma atmosfera um pouco mais voltada para o Space Rock passando pelo experimentalismo que ronda o Krautrock. 

As belíssimas passagens de flauta nos remete claramente a fase primórdia do Genesis passando pela criatividade e a bela harmonia do Jane.

A introdução é um pouco lenta mas após algum tempinho a atmosfera criada por um belo Mellotron se mistura a outros teclados, variando entre fortes riffs de guitarra a um ambiente mais sereno muitas vezes com pouca transição mas ainda sim soando bastante natural.


Destaque para segunda faixa que faz um som mais acústico voltado para belos solos de violão, lindas passagens de flauta e ainda, um vocal delicado e cativante fazendo com que a melodia soe um tanto sútil. 


Pouco se sabe sobre esta maravilhosa e eclética banda, esse foi seu único disco lançado e esquecido pelo tempo mas, eis que em 2004, o selo Garden Of Delights remasterizou as fitas originais e lançou o mesmo em CD com duas faixas bônus. 

O que se sabe sobre seus membros é quase nada. Somente o excelente tecladista Jürgen Baumann foi um dos fundadores da banda Firehorse que se dissolveu em 1980 após o lançamento de seu único registro. Fato um tanto comum para bandas vindas da Alemanha...



TRACKS:

1. First Step
2. Cooking Time Of An egg
3. Next Conceptions
4. Zeitmaschine 

5. Walkin´ (bonus)
6. Dice-Box (bonus)



YANDEX

sábado, 28 de janeiro de 2017

DEEP PURPLE - Münster Master - 1973



Existem centenas de bootlegs do Deep Purple espalhados por toda internet que chega a não fazer sentido em postar algum aqui mas resolvi atender a pedidos de alguns frequentadores mais apressadinhos do PRV para que eu possa ter um pouco de paz. rs


Essa apresentação aconteceu na cidade de Münster, Alemanha em 23 de Janeiro de 1973 e conta com alguns dos melhores clássicos dessa banda que ainda está na ativa firme e forte como sempre. 

A qualidade não é das melhores mas resolvi postar este disco em particular devido a uma das melhores formações que o Purple já teve e que contava com nosso tão saudoso Lord, Paice, Glover, Blackmore e a voz marcante de Gillan. 


Já tive o prazer de vê-los ao vivo por duas vezes em formações diferentes e posso dizer que foi uma verdadeira aula de rock n roll. 




TRACKS:

1. Intro
2. Highway Star
3. Smoke On The Water
4. Strange Kind Of Woman
5. Mary Long
6. Space Truckin´
7. Black Night


YANDEX

sábado, 21 de janeiro de 2017

[FLAC] GREENSLADE - Stockholm - 1975



Após deixar o Colosseum em 71, Dave Greenslade juntamente com o também recém saído do Crimson, Andrew McCulloch se juntaram e formaram essa excelente banda.

 Lançaram apenas quatro álbuns entre os anos de 73 e 75, no ano seguinte a banda acabou e Dave partiu para carreira solo. Já em 2000, a dupla se reuniu novamente lançando um ótimo disco intitulado por Large Afternoon. A banda chegou ainda a lançar esse mesmo bootleg oficialmente em 2013 porém, a versão apresentada aqui foi ripada de um vinil pirata e disponibilizada por um americano muito antes dessa data. Esse registro consta em meus arquivos desde de 2009, primeira vez em que foi publicado, ainda no primeiro domínio do Progrockvintage.


O repertório desse bootleg é composto basicamente por faixas dos albuns Spyglass Quest (1974) e Time and Tide (1975) mas o destaque desse excelente registro vai para a primeira faixa 'Pilgrims Progress' do album Bedside Manners Are Extra (1973). A música totalmente instrumental, conta lindos solos de Mellotron e Hammond entrelaçados nas poderosas baquetas de McCulloch.

Como vocês podem ver, a capa desse disco não foi desenhada pelo mestre Roger Dean e sim por Patrick Woodroffe que já desenhou memoráveis capas de discos de bandas como Strawbs ( Burning For You - 1974), Pallas ( The Sentinel - 1983) e também o disco Time And Tide do próprio Greenslade.

A apresentação foi gravada na cidade de Estocolmo em 10 de Março de 1975 e, como citei antes,  esse arquivo foi ripado de um vinil e remasterizado posteriormente. A qualidade não é excelente mas o registro é mais que essencial. Disponibilizo o arquivo em FLAC justamente como forma de preservar a média qualidade de áudio desse registro.


 
 

TRACKS:

1. Pilgrims Progress
2. Newsworth
3. The Flattery Stakes
4. Bedsides Manners Are Extra
5. Joie De Vivre
6. Waltz For A Fallen Idol
7. The Ass´s Years
8. Drum Folk
9. Spirit Of The Dance



YANDEX

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

[DIVULGAÇÃO] BRASIL PROG FESTIVAL - SÃO PAULO - 17 a 19 de Fevereiro




Chegou a vez de São Paulo na realização de um importante e promissor festival de Rock Progressivo em âmbito nacional que já tem data marcada para os dias 17, 18 e 19 de Fevereiro.

O local não poderia ser mais perfeito para apresentações desse nível. A sala Adoniram Barbosa no Centro Cultural São Paulo é fantástica e surpreende no quesito acústica e qualidade de som.

Confira abaixo o texto disponibilizado pela produção na página oficial do evento no Facebook.




IMPERDÍVEL!



 "O Brasil Prog Festival é um festival de música voltado ao rock progressivo, estilo que é constituído de músicas longas ou curtas demais, contrariando os padrões das rádios comerciais. Com harmonias complexas, o estilo queria quebrar as delimitações impostas pelo rock tradicional de 1960. As marcações de tempo eram variáveis e inusitadas, os instrumentos atípicos no conceito “rocker”, antes baseado no trio “guitarra, baixo e bateria, e letras exploravam a filosofia, a literatura clássica, a fantasia, a ficção científica, a mitologia greco-romana, as religiões e o autoconhecimento.

Destacaram-se no estilo: Pink Floyd, Yes, Genesis, ELP, Rush, Camel, Renaissance, Jethro Tull. No Brasil, o estilo cresceu em meio à onda do tropicalismo. Foram representantes do estilo os grupos Casa das Máquinas, O Terço, Os Mutantes, Apokalypsis, Som Imaginário, Quaterna Réquiem, Sagrado Coração da Terra, Tempus Fugit, Recordando o Vale das Maçãs, Módulo 1000, Bacamarte e Violeta de Outono, entre outras.


Para participar desta primeira edição teremos a participação das bandas/projetos:


17/02/2017 – 19 hs -Sérgio Hinds & César de Mercês Tocam O Terço Lado B


O espetáculo “Sérgio Hinds & César de Mercês tocam: O Terço Lado B” foi criado com a intenção de mostrar ao grande público canções não tocadas ao vivo há mais de 30 anos e outras que não fazem parte do setlist atual da banda O Terço, como “Lagoa das Lontras”, “Adormeceu”, “Deus”, “Gente do Interior”, “Mudança de Tempo”, “Blues do Adeus”, “No Edifício da Avenida Central”. Destaque para a complexa e aclamada a obra “Amanhecer Total”, composta por seis movimentos.
Além do seu inestimável valor histórico e musical, as músicas foram selecionadas com base nos inúmeros pedidos feitos pelos fãs durante os últimos shows e, também, através de pesquisa realizada no Facebook. Os arranjos reproduzirão fielmente as gravações originais dos discos, lançados entre 1970 e 1978. Haverá também uma homenagem ao músico e cantor Jorge Amiden, um dos fundadores do O Terço, que faleceu recentemente. Completarão o set algumas das clássicas músicas do O Terço tradicional, tais como “Hey Amigo” e “1974”.
A apresentação contará com dois membros da formação atual do O Terço, o guitarrista e vocalista Sérgio Hinds e o baterista Fred Barley e com César de Mercês que foi integrante da banda.

18/02/2017-19 hs Bombay Groovy e Monstro Amigo


Encontro de duas das melhores bandas na nova geração do Progressivo brasileiro.
 

Bombay Groovy

No verão de 2012, DANNIEL COSTA, músico que já atuou como sitarista para nomes importantes da cena psicodélica nacional, resolveu rumar para o contrabaixo. Nesse ínterim, conheceu ROD BOURGANOS, multi-instrumentista que fazia aulas de sitar indiano com seu mesmo mestre e trazia peculiaridades como o instrumento russo, theremin.
Nascia então a ideia da BOMBAY GROOVY, que começou a se concretizar pouco tempo depois com a chegada do baterista LEO COSTA. Sua afinidade com percussões étnicas também incrementou o estilo particular e visceral do grupo. Para completar a demanda por harmonia e maior variedade de timbres, JIMMY PAPPON, pianista prodígio que participa do tributo ao Frank Zappa, Let’s Zappalin’, assume o posto do órgão Hammond.
A formação instrumental inusitada, com o som do sitar indiano, o timbre versátil do Hammond e a “cozinha” nervosa, revela uma banda repleta de psicodelismo, exotismo e groove. A presença constante do sitar é um elemento decisivo para o som do grupo e revela seu envolvimento com a música oriental que, com BOMBAY GROOVY, chega revisitada. ROD BOURGANOS, que teve aulas no Oriente com o Guru Chandranath Battacharya, toca o instrumento em pé, como se fosse uma guitarra elétrica, transgredindo assim dogmas da cultura indiana ao abandonar a postura de lótus.

Monstro Amigo


O trio paulistano Monstro Amigo foi fundado no espólio de duas bandas da capital chuvosa: O baixista Leonardo Cangellar veio da extinta Baratas Organolóides da Bolha do Rock, o baterista (Danilo Frizza) e o tecladista (Lukas Pessoa) da também extinta Piso Baixo Central. Em Dezembro de 2013 iniciaram seus ensaios e composições, pisando pela primeira vez nos palcos em Março de 2014, estreando sete composições num festival realizado na casa de shows Gillan’s Inn.
 

19/02/2017 - 18 hs – Violeta de Outono

A banda Violeta de Outono foi formada em 1984 em São Paulo, por Fabio Golfetti, Angelo Pastorello e Claudio Souza, moldando sua própria sonoridade ao misturar as tendências correntes na época com a psicodelia de Pink Floyd/Beatles, e rapidamente ganhou a atenção de público e mídia. Ao longo de quase 30 anos de estrada, a banda se manteve paralela ao mainstream, obtendo uma reputação cult e projeção internacional. Seu primeiro LP, homônimo, de 1987, marcado por uma psicodelia envolta em sombras, conseguiu a proeza de angariar fãs de rock progressivo e dos estilos pós-punk e dark/gótico.
Muitos anos e álbuns depois, o Violeta de Outono lançou em 2007 o "Volume 7”, um novo marco para o som do grupo, se aproximando mais do rock-jazz e instrumental. Também desse período é o DVD “Seventh Brings Return - A Tribute to Syd Barrett”, lançado na Inglaterra pelo selo Voiceprint.

O fundador do Violeta de Outono, Fabio Golfetti, é atualmente o guitarrista da lendária banda psicodélica inglesa GONG, criada em 1969 por Daevid Allen. Fabio tem excursionado por Reino Unido, Europa e Japão com o GONG desde 2012, e gravou com eles o álbum “I See You”, lançado em 2014. Em setembro deste ano, foi lançado também o novo álbum do GONG, intitulado "Rejoice! I'm Dead!", dedicado a Daevid Allen, falecido no ano passado. A formação atual conta com Fabio Golfetti (guitarra & vocal), Gabriel Costa (baixo), José Luiz Dinola (bateria) e Fernando Cardoso (órgão, piano & synth)."



Serviço:
Sala Adoniran Barbosa
lotação: 622 lugares
Ingresso R$ 20,00
Meia R$ 10,00
https://www.ingressorapido.com.br/
Dias 17 e 18 às 19hs
Dia 10 às 18hs