segunda-feira, 7 de setembro de 2020

BADGER - One Live Badger - 1973

 




(PUBLICADO ORIGINALMENTE EM JUNHO DE 2016)

Após sua saída do YES, o tecladista Tony Kaye auxiliou Peter Banks 
no primeiro álbum da banda Flash, e posteriormente formou seu 
próprio grupo: Badger, que ainda contava com a presença do 
baixista David Foster, que coincidentemente tocou com Anderson 
alguns anos antes no The Warriors, chegando a compôr junto com o 
mesmo pelo menos duas canções do YES no início da carreira.

Badger lançou somente dois álbuns One Live Badger de 1973 
(co- produzido por Jon Anderson) e White Lady em 1974, este último 
gravado em estúdio, com vários convidados incluindo o guitarrista
 Jeff Beck. É um disco que foge do conceito progressivo para um som mais voltado para o soul com uma formação completamente diferente do trabalho lançado ao vivo no ano anterior, mantendo somente 
Kaye na banda.Uma grande decepção na minha opinião em relação ao
 primeiro, que recomendo como sendo o único de qualidade 
condizente ao que o Badger se propunha a executar.
 
Não é muito comum uma banda fazer com que seu primeiro trabalho lançado não seja vindo de um estúdio e, sim soltando um disco 
ao vivo logo de cara. Esse foi o caso do Badger que, apesar de sua
curta duração, teve apenas dois discos gravados, sendo esse que vos
apresento, o melhor deles. 
  
Com uma atmosfera bastante elucidada por seu competente
 tecladista, acompanhado pela técnica e destreza do belo guitarrista 
Brian Parrish, faz do disco em questão, uma banda progressiva um 
pouco diferente do habitual.  

Trata-se de um disco leve, sem muito peso onde, nitidamente 
Tony kaye consegue colocar em prática toda sua liberdade de criação
contando com lindas passagens de Hammond e Mellotron duelados
 aos solos de guitarra de Parrish. 
 
Aqui contamos também com músicos de extrema técnica que muito 
contribuem para a bela qualidade de sua sonoridade. Além da destreza de David Foster no baixo, ele ainda canta em algumas 
músicas, conduzido pelo ótimo baterista Roy Dyke, fundadador da banda 
Ashton, contemporânea aos Beatles e também produzida por 
Brian Epstein no início dos anos 60.


Uma curiosidade interessante é o fato da linda capa do texugo ter 
sido feita por Roger Dean, artista responsável pelas mais belas capas 
não só do YES como de diversas outras bandas, que assinou parceira 
com o próprio YES somente após a saída de Kaye da banda. 

Esse disco foi lançado pela Atlantic Records em 1973 e gravado nesse mesmo ano no
 Rainbow Theater em Londres, por ocasião a uma 
abertura de um show do YES durante a tour do 
recém-lançado Yessongs.


TRACKS:

1. Wheel Of Fortune
 2. Fountain 
 3. Wind Of Change 
 4. River 
 5. The Preacher
 6. On The Way Home 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

[REPOST] ARCPELAGO - SIMBIOSE - 2016

                             

(Publicado originalmente em 29 de dezembro de 2016)

O retrospecto de 2016 não foi nada favorável para o nosso cotidiano mas no que se diz respeito ao progressivo nacional, tivemos gratas novidades. O retorno do Quaterna Requiem aos palcos  foi uma realização pessoal, indo direto para a lista dos memoráveis shows aos quais tive a oportunidade de assistir e não foram poucos...

 O surgimento do projeto Cena Carioca de Música Progressiva, muitas vezes divulgado por aqui, também é um claro exemplo de que nem tudo está perdido. Desse projeto foram reveladas bandas de alto nível, lançando materiais impecáveis, proporcionando também o ressurgimento de alguns competentes músicos, muito respeitados por aquelas terras e que merecem o devido destaque.

Desse projeto, divulgo hoje o primeiro disco lançado pela banda Arcpelago que, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa de 2016. Trabalho com produção impecável e notável preocupação com a qualidade de cada arranjo executado nas seis belas faixas que compõem o disco. 

Antes mesmo do processo de finalização do CD para gravação, tive acesso a algumas faixas demo que hoje guardo com muito apreço. São gravações ao vivo em estúdio que naquela época já me aguçava a curiosidade do que viria pela frente. O resultado final foi certeiro. Foram lançadas 200 cópias que rapidamente se esgotaram e a banda teve que providenciar uma nova leva para atender aqueles que ainda procuravam pelo disco, destacando também uma certa notoriedade em países como Inglaterra, Canadá e Japão.
Foto: Patricia Soransso
 Arcpelago nos remete ao que há de melhor no progressivo sinfônico, com fortes influências a importantes bandas como Pink Floyd, King Crimson e Eloy. Apesar dessa formação mais clássica, torna-se clara a inovação em suas composições, com variações em conjunto onde cada instrumento se funde em perfeita harmonia. Infelizmente sou leiga quanto a assuntos técnicos e não toco nenhum instrumento, procuro apenas prestar atenção naquilo que escuto e creio que posso dizer que estamos vivendo a era do progressivo moderno, sem perder aquela nuance do progressivo setentista. 

A primeira faixa vem com certo impacto. Introdução de Moog muito bem arranjada pelo tecladista Ronaldo Rodrigues, que no decorrer da faixa intercala lindas passagens de Hammond, entrelaçadas a bela guitarra de Eduardo Marcolino. As fortes linhas de baixo de Jorge Carvalho também são um show a parte, afinal não é qualquer músico que domina um baixo poderoso e imponente como o Rickenbacker.
'Sopro Vital' é a mais longa do disco, seus onze minutos de duração sofrem variações instrumentais bastante precisas e de extrema qualidade. Mais para o fim, entra o delicado porém um tanto proeminente vocal de Ronaldo Rodrigues, que dá um toque a mais de beleza a abertura deste belo trabalho.

A segunda faixa, predomina o dueto entre o forte baixo Precision e os solos de guitarra nos remetendo a uma fase mais 'Crimsoniana', por assim dizer. Principalmente nos minutos iniciais, surge uma atmosfera mais obscura fazendo lembrar algumas passagens do álbum 'Red' de 1974. Ao fundo, um suave piano elétrico apenas como um luxuoso acompanhamento para a quebradeira que se segue. 

O maestro responsável por conduzir a banda com uma habilidade e destreza invejáveis, fica por conta do baterista Renato Navega. Não conheço outros trabalhos do Renato mas sem dúvida existe aí fortes influências a Bill Brufford e Carl Palmer. O primeiro por sua técnica bastante característica e o segundo pela habilidade com o instrumento, qualidades estas que escuto de longe no Renato. 

A terceira faixa 'Ebulição dos Tempos' é a menos progressiva do disco, quebrando um pouco a complexidade do gênero e partindo para um estilo mais pesado com nítidas influências ao Rush no início dos anos 80. 

As faixas 'Cidade Solar' e 'Universos Paralelos' são inteiramente instrumentais e, de novo, muito bem executadas, sendo a segunda um composição exclusiva de Eduardo. O que impressiona é a dedicação e o alto nível de detalhes como escolha de timbres, composições e arranjos que nitidamente foram selecionados a dedo para que saíssem como planejado.

Para encerrar, entra a minha faixa favorita do disco. 'Dentro de Si' aparece como uma atmosfera calma e melancólica para depois evoluir a uma instrumentação mais complexa. O curioso dessa faixa é a ênfase dada a cada instrumento. O solo final de Hammond Moog é de tirar o fôlego, fechando o disco com extrema maestria.

Vale destacar também a arte gráfica de muito bom gosto que ficou por conta da gravurista e fotógrafa Fernanda Pio.  


Foto: Carlos Vaz

Espero sinceramente que este seja apenas o começo de uma longa carreira. Qualquer um sabe o quão difícil é manter uma banda desse nível nos dias atuais. Já cansei de ver, não só bandas nacionais a lançarem um disco maravilhoso, muito bem recebido pelo público e depois desaparecer. Espero que com o Arcpelago seja diferente. Mesmo com algumas mudanças enfrentadas pela banda nos últimos meses e por mais triste que tenha sido a saída do Eduardo da banda, os músicos logo trataram de correr atrás de outro guitarrista que se encaixou perfeitamente a proposta estabelecida. Creio que o jovem talentoso Diogo Albano tenha vindo para ficar e já está correspondendo muito bem durante os shows feitos no Rio, aos quais tiveram sua lotação esgotada. 

Confio muito no projeto Cena Carioca de Música Progressiva que tem servido como um alicerce para manter um gênero musical ao qual agrada a poucos mas esses poucos são completamente apaixonados pelo o que ouvem e valorizam por demais as boas e escassas bandas nacionais. 


 
TRACKS:

1. Sopro Vital 
2. Distância Entre Um Dia E Outro 
3. Ebulição dos Tempos
4. Cidade Solar 
5. Universos Paralelos 
6. Dentro De Si 

Simbiose pode ser ouvido na íntegra e na mesma qualidade contida no CD em canais de streaming tais como Google Play, SpotifyItunesDeezer, dentre outros. 

Com a devida autorização de Jorge Carvalho, o Progrockvintage disponibiliza o download da íntegra do disco Simbiose através do link:


YANDEX

Abaixo alguns videos feitos durante apresentações no Espaço Marun e Teatro Solar de Botaforgo no Rio de Janeiro.


sábado, 1 de agosto de 2020

[FLAC] EMERSON LAKE & PALMER - Stomping Encore - 1971



Desde que aderi ao Rock Progressivo, sempre tive o ELP no topo da minha lista de bandas essenciais. Trio de extrema criatividade, liderada por grandiosos nomes que tiveram colaboração mais que indispensável para toda cena britânica da época. Todos os três membros vieram de bandas que abriram as portas para esse gênero musical que tanto nos impressiona mesmo com o passar de tantos e tantos anos. 

Carl Palmer, começou muito bem ao lado do excêntrico Arthur Brown; o tão saudoso Keith Emerson foi de relevante importância para o sucesso do Nice entre os anos de 1967 e 1971;  Greg Lake, que também nos faz muita falta, foi essencial com a presença de sua tenra e marcante timbragem de voz. Tornou-se membro fundador do Crimson, uma das bandas de extrema importância nascida no fim dos anos 60 que, juntamente com outros nomes, foi peça fundamental para o surgimento da cena progressiva européia que, há mais de 50 anos, ainda é venerada por muitos ao redor do mundo.

O registro a seguir é dividido em duas datas distintas. A primeira gravação aconteceu na cidade de Nova York em 1° de Setembro de 1971 e conta com ótimas versões dos dois primeiros álbuns da banda. Talvez essa tenha sido uma das primeiras aparições do trio em terras norte-americanas. A versão de Tarkus nesse setlist é certamente uma das melhores já 'vistas', na minha opinião, apesar da instável qualidade do áudio. 

A segunda gravação pertence a um pequeno registro gravado na cidade de Birmingham na Inglaterra e conta com faixas do disco Trilogy, lançado no ano seguinte a essa apresentação. Aqui encontramos uma gravação menos precária e também uma linda versão de Howdown, minha favorita de todos os tempos do trio. 

Como disse, a qualidade do áudio não é das melhores mas em se tratando de mais um raro registro, vale a pena compartilhar com todos vocês.


TRACKS:

DISCO I:

01. The Barbarian 
02. Take A Pebble 
03. Tarkus (Eruption, Stones Of Years, Iconoclast, Mass, Manticore, Battlefield, Aquata Rkus) 
04. Knife Edge 
05. Rondo- Drum Solo*

DISCO II:

01. Fugue 
02. Hoedown 
03. Tarkus (Eruption, Stones Of Years, Mass, Manticore, Battlefield, Aquatarkus) 

* No momento em que fui compactar os dois discos, coloquei Rondo como a primeira faixa do disco II porém, a mesma encerra o segmento do disco I. Perdoem-me pelo lapso. 




segunda-feira, 27 de julho de 2020

[PRV RECOMENDA] ORQUESTRA PATAFÍSICA


Fonte: Divulgação banda


Excelente trio catarinense oriundo da bela cidade de Joinville que compõe um som puramente autoral que vem para agradar aos adeptos da psicodelia setentista em um formato contemporâneo de extremo bom gosto. 

De forma muito criativa, os músicos conseguem mesclar fragmentos da música brasileira, passando pelo Rock Psicodélico, Fusion e ainda alguns traços da música eletrônica. 

Deixo abaixo um Release oficial da banda para uma melhor compreensão. Segue também as principais fontes de divulgação. 

Mais uma vez o Progrockvintage usa seu espaço para mais uma disseminação do que há de melhor na música autoral, pouco valorizada pelos apreciadores da boa música. 

"Trio Joinvilense, essencialmente baseado em temas autorais.

O projeto musical se iniciou em 2017, como um duo (guitarra, percussão); tendo como elemento central o uso de guitarra para criar música ambiente e soundscapes. Nesse formato, foram criados temas orgânicos, remetendo à música contemplativa oriental, música experimental brasileira - sempre permeados por improvisos. Desde então, com frequência acompanhamos aulas de ioga ao ar livre em parceria a um projeto chamado sábado Zen e também de pequenos eventos e festas de amigos.

Em março de 2019, ocorreu uma expansão da sonoridade com a entrada de novos integrantes e elementos - direcionando a sonoridade para o Jazz-rock e rock psicodélico - baseada em elementos do fim da década de 1960, tendo como referências principais: Gong, Soft Machine, Pink Floyd, King Crimson e Jimi Hendrix.

Em maio lançamos nosso EP, com cerca de 17 minutos que de certa forma conta a história e evolução sonora do projeto: música experimental (faixa1), passando pelas paisagens sonoras (faixa2) e culminando no jazz-rock-psicodélico (faixa3). O EP teve boa repercussão e recepção pelo público roqueiro local. Participamos do festival Brotar em Joinville". 

Fonte: Divulgação banda


- O EP do trio formado por Thyago Kiam (guitarra, loops), Heitor Carneiro (contrabaixo) e Felipe Raffaeli Muller (bateria, clarinete e programações), pode ser encontrado na íntegra no site Bandcamp.

- Páginas oficiais Facebook e Instagram;

- Vídeos do canal oficial do Youtube:






terça-feira, 14 de julho de 2020

[FLAC] MAGMA - Zombies In The Storm 1977



Magma foi formado na França no fim dos anos 60 com toda a excentricidade de seu líder e baterista gênio/lunático Christian Vander, que deu mais vida ao rock progressivo criando um sub-gênero próprio denominado por Zeuhl, que significa "celeste" no dialeto Kobaïan, linguagem também criada por Vander e exclusiva da banda, o que se tornou um ponto de extrema importância para todo o sucesso do Magma.

Kobaïa é um planeta situado em um universo paralelo com péssimas condições climáticas e com nativos determinados a germinar o mau. Com o planeta Terra em destruição, um grupo de pessoas se mudam para Kobaïa com o objetivo de arquitetar uma nova civilização mas os nativos Kobaïns acabam entrando em conflito com os terráqueos. Toda essa guerra é narrada ao decorrer da magnífica discografia da banda que também aborda temas como as divindades e crenças do planeta Kobaïa.

O som executado pela banda é de extrema criatividade e circundado por excelentes rodas de compasso com arranjos teatrais e guitarras pesadas e distorcidas. Efeitos medonhos de voz e os tambores de Vander também dão um certo destaque a toda discografia dessa banda que é considerada por mim como uma das mais criativas e inovadoras de todos os tempos, fora o experimentalismo e as técnicas de improvisação com batidas voltadas para o Jazz e desenvolvidos por pelo menos oito integrantes que fazem parte desse lindo e audacioso projeto.

Nesse bootleg, gravado na cidade francesa de Orleãns em 15 de Junho de 1977, encontramos algumas faixas que não se encaixam na discografia oficial da banda. O que se sabe é que nem tudo o que era criado por Vander e cia não era lançado oficialmente mas virava repertório de shows, exemplo disso são as faixas "Ptah" e "Hhai". 

Fora isso, encontramos uma interessante versão da faixa  "Zombies" intercalada em "Emëhntëhtt Rë II" com mais de 20 minutos de duração. Lembrando que esta última foi originalmente lançada em CD no ano de 2009 em quatro segmentos e se tornou um dos melhores registros oficiais desde seu surgimento no fim dos anos 60 (minha opinião). 
Quem esteve presente na única apresentação da banda em terras brasileiras, mais precisamente em São Paulo em Novembro de 2017, certamente se recordará da execução desta faixa intercalada no terceiro segmento que foi um dos grandes destaques da noite.

 Como é comum nos registros não-oficiais do Magma, encontramos também a execução na íntegra do álbum "Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh", álbum este que pra mim é o mais criativo de toda a carreira desta que é uma das mais excêntricas e criativas bandas de toda a história musical.

A qualidade do arquivo disponibilizado é média porém, bastante aceitável por se tratar de um registro raro de se encontrar por aí. 



TRACKS: 

DISCO I:

01. Emëhntëhtt Rë (intro) 
02. Hhaï 
03. De Futura 
04. Zombies / Emëhntëhtt Rë II
05. Ptah (4:53)

DISCO II:

01. Morrison In The Storm 
02. Titilbon 
03. Mekanïk Destruktïw Kommandöh 
04. Troller Tanz 




terça-feira, 30 de junho de 2020

GENESIS - Hammersmith Odeon - 1976



A era pós-Gabriel no Genesis, trouxe mudanças significativas no que diz respeito a qualidade 'progressiva' dos discos lançados após o brilhante The Lamb Lies Down on Broadway em 1975. Particularmente, a 'nova' fase que se iniciou na segunda metade da década de setenta até sua última reunião em 2007, nunca me encheu os olhos.

Porém, devo admitir que, com o passar dos anos, consegui digerir os discos 'A Trick of The Tail'  e Wind & Wuthering que se tornaram uma grata surpresa em termos de regularidade e proporções instrumentais, bem nivelado a qualidade com que a banda executava nos seus cinco primeiros registros (69-75). Maturidade é tudo, senhores!

Um outro fator relevante ao declínio progressivo do Genesis, foi a saída de Hackett logo após o encerramento da turnê do disco Wind & Wuthering. Turnê esta, que também passou pelo Brasil em três capitais, meses depois da apresentação do registro em questão. Os vocais praticados por Collins nesse registro em particular, são de bom nível e com a incrível habilidade em dividir as baquetas com as complexas letras do Genesis, além de ter o apoio de Chester Tompson durante toda a execução dos shows. Não é segredo pra ninguém que nunca fui fã assídua deste nobre baterista porém, reconheço suas características como um exímio músico mas que pouco me emociona com seus atributos vocais. (Não me joguem pedras!)

O registro a seguir representa uma aparição histórica no programa de rádio americano King Biscuit Flower Hour, marcando a primeira vez que a banda foi ouvida em uma transmissão nacional com sua nova formação, após a saída de Gabriel. 

Gravado durante a tour do 'A Trick Of The Tail' no Hammersmith Odeon em Londres, na data de 10 de Junho de 1976, essa apresentação marca uma das últimas aparições de Bill Brufford como baterista oficial do Genesis, sendo logo substituído por Chester Thompson. 

As faixas mesclam entre a divulgação do disco em questão com alguns dos maiores clássicos da época, incluindo uma bela versão de White Mountain do álbum Trespass (1970) que não ficou nada mal na voz de Collins. Essa faixa, até onde sei, nunca foi executada ao vivo pelo Genesis na era Gabriel. 

Eis um registro bastante interessante e de boa qualidade que, ao longo dos anos, se tornou um clássico para os fãs desta que é uma das maiores bandas de todos os tempos. 

Disponibilizado em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

DISCO I:

01. Dance On A Volcano
02. The Lamb Lies Down on Broadway 
03. Fly On A Windshield 
04. Carpet Crawlers 
05. The Cinema Show 
06. Robbery Assault and Battery 
07. White Mountain 
08. Firth of Fifth 
09. Entangled 
10. Squonk 

DISCO II:

01. Intro
02. Supper's Ready 
03. I Know What I Like 
04. Los Endos 
05. It/Watcher Of The Skies 

terça-feira, 16 de junho de 2020

STEVE HACKETT - Milão - 2013




Em 1978, o Genesis iniciava uma nova turnê e também a fase mais decadente de sua história (que venham as pedras dos fãs mais enérgicos) que perdura até os dias atuais com o anúncio de um novo retorno programado até então para esse ano.

Steve Hackett deixou a banda em 1977, determinado a continuar sua jornada através da música como artista solo. Após sua saída, presenteou seus fãs com nada menos que nove álbuns solo em 15 anos, incluindo dois com composições inteiramente de peças instrumentais de violão. Apesar do sucesso de seus primeiros álbuns, "Voyage Of The Acolyte", "Please Don't Touch", "Spectral Mornings" e "Defector", o guitarrista evitava intencionalmente tocar músicas do Genesis no palco, incluindo apenas segmentos muito curtos como 'I Know What I Like' e 'Horizons'.

Após seu desligamento do projeto GTR em parceria com Steve Howe no final de 1986, Hackett voltou a seguir suas próprias instruções musicais. Seu próximo álbum, "Momentum" (1988), foi um registro completo de peças instrumentais de guitarra clássica. Ele então formou sua própria gravadora, Camino Records, e lançou seu primeiro álbum ao vivo, "Time Lapse" no início dos anos 90. Em seguida foi "Guitar Noir" (1993), uma mistura de progressivo, guitarra clássica em uma atsmofera que remetia a um tom mais sombrio. Em seguida, seguiu por novas vertentes lançando um álbum inteiro de Blues, intitulado por "Blues With A Feeling" (1994). 

Atendendo a pedidos de milhares de fãs, Hackett se dedica a um novo projeto onde as músicas do Genesis ganhariam destaque absoluto. Em 1996, veio então a notícia do lanaçamento de um novo álbum, "Genesis Revisited", que contou com uma constelação de importantes nomes do Rock Progressivo tais como Ian McDonald (Crimson), John Wetton (Crimson, U.K, Asia) , Tony Levin (Crimson, Peter Gabriel), Bill Bruford (Crimson, Yes), Chester Thompson (Genesis), dentre muitos outros.

 O projeto consistiu em vários clássicos de sua passagem pelo Genesis. As peças tocadas no álbum variavam de recriações cuidadosas a novos arranjos em impecáveis versões, adicionando novos capítulos e variações a esses clássicos. O álbum foi muito bem recebido pela exigente crítica britânica. No entanto, a turnê foi outra questão, pois a agenda da maioria dos artistas convidados impossibilitava qualquer turnê prolongada. Mas Steve conseguiu agendar quatro datas no Japão, com uma banda sólida e de nomes consolidados (já citados por aqui anteriormente).

O registro a seguir conta com uma apresentação mais atual digamos assim e com uma banda mais sólida, com membros fixos e sem agendas cheias como os antigos do primeiro Genesis Revisited dos anos 90. 

O diferencial desse bootleg é participação de Ray Wilson em três faixas (Carpet Crawlers, I Know What I Like e Entangled). Wilson teve uma rápida passagem pelo Genesis onde substituiu Phil Collins e gravou o vocal do fraco Calling All Stations em 2007. 

Gravado na cidade de Milão em 24 de Abril de 2013 com extensão de áudio em MP3 porém, em qualidade aceitável. Vale pelo registro e as versões de Chamber Of 32 Doors e Afterglow, muito bem registradas pelo vocal do competente Nad Sylvan.


TRACKS:

01. Watcher Of The Skies  
02. Chamber Of 32 Doors  
03. Dancing With The Moonlit Knight  
04. Fly On A Windshield  
05. Carpet Crawlers 
06. Firth Of Fifth  
07. Blood On The Rooftops  
08. Unquiet Slumbers For Sleepers ...  
09. ... In That Quiet Earth  
10. Afterglow  
11. I Know What I Like  
12. Dance On A Volcano 
13. Entangled
14. The Musical Box 
15. Supper's Ready 
16. Encore break 
17. Eleventh Earl Of Mar  
18. Los Endos  



quinta-feira, 4 de junho de 2020

JETHRO TULL - Master Reel - 1969




Sem dúvida, o Jethro Tull é uma das bandas de progressivo a qual possui o início de carreira dos mais brilhantes. Trajando roupas desleixadas e vagabundas, parecendo mais um anacronismo de um conto de Charles Dickens, Anderson transmitiu uma antiga aura durante os anos de formação da banda no final dos anos 60 e início dos anos 70, que persistiria em diversas outras formações por décadas a fio emanando sempre muita qualidade e extrema criatividade em suas composições.

O registro a seguir, conta com faixas dos dois primeiros e essenciais discos do Tull lançados entre os anos de 1968 e 1969, This Was e Stand Up respectivamente. Sendo o primeiro disco com grande destaque no decorrer das apresentações.

Nesse show, talvez o mais antigo ao qual possuo, foi gravado bem no início de 1969 quando a banda dava seus primeiros passos em apresentações ao vivo de grande porte pela Europa. 

Possivelmente, essa apresentação foi uma das primeiras aparições de Martin Barre no Jethro Tull. O renomado e virtuoso guitarrista substituiu Mick Abrahams após o lançamento de This Was ainda em 1968.

Esse bootleg foi gravado na cidade de Estocolmo na Suécia em 14 de Janeiro de 1969 e conta com duas apresentações na mesma data sendo a primeira gravação na parte da tarde e a segunda já a noite. 

Mesmo estando em MP3, a qualidade do áudio encontra-se impecável! 



DISCO I (Early Show):

01. My Sunday Feeling
02. Martin´s Tune
03. To Be Sad Is a Mad Way To Be
04. Back To The Family
05. Dharma For One
06. Nothing Is Easy
07. Song For Jeffrey

DISCO II (Late Show):

01. Intro
02. My Sunday Feeling
03. Martin´s Tune
04. To Be Sad Is a Mad Way To Be
05. Back To The Family
06. Dharma For One
07. Nothing Is Easy
08. Song For Jeffrey



domingo, 24 de maio de 2020

[FLAC] STEVE HACKETT - A Friendly Fold - 1996



Em 1978, o Genesis iniciava uma nova turnê e também a fase mais decadente de sua história (que venham as pedras dos fãs mais enérgicos) que perdura até os dias atuais com o anúncio de um novo retorno programado até então para esse ano.

Steve Hackett deixou a banda em 1977, determinado a continuar sua jornada através da música como artista solo. Após sua saída, presenteou seus fãs com nada menos que nove álbuns solo em 15 anos, incluindo dois com composições inteiramente de peças instrumentais de violão. Apesar do sucesso de seus primeiros álbuns, "Voyage Of The Acolyte", "Please Don't Touch", "Spectral Mornings" e "Defector", o guitarrista evitava intencionalmente tocar músicas do Genesis no palco, incluindo apenas segmentos muito curtos como 'I Know What I Like' e 'Horizons'.

Após seu desligamento do projeto GTR em parceria com Steve Howe no final de 1986, Hackett voltou a seguir suas próprias instruções musicais. Seu próximo álbum, "Momentum" (1988), foi um registro completo de peças instrumentais de guitarra clássica. Ele então formou sua própria gravadora, Camino Records, e lançou seu primeiro álbum ao vivo, "Time Lapse" no início dos anos 90. Em seguida foi "Guitar Noir" (1993), uma mistura de progressivo, guitarra clássica em uma atsmofera que remetia a um tom mais sombrio. Em seguida, seguiu por novas vertentes lançando um álbum inteiro de Blues, intitulado por "Blues With A Feeling" (1994). 

Atendendo a pedidos de milhares de fãs, Hackett se dedica a um novo projeto onde as músicas do Genesis ganhariam destaque absoluto. Em 1996, veio então a notícia do lanaçamento de um novo álbum, "Genesis Revisited", que contou com uma constelação de importantes nomes do Rock Progressivo tais como Ian McDonald (Crimson), John Wetton (Crimson, U.K, Asia) , Tony Levin (Crimson, Peter Gabriel), Bill Bruford (Crimson, Yes), Chester Thompson (Genesis), dentre muitos outros.

 O projeto consistiu em vários clássicos de sua passagem pelo Genesis. As peças tocadas no álbum variavam de recriações cuidadosas a novos arranjos em impecáveis versões, adicionando novos capítulos e variações a esses clássicos. O álbum foi muito bem recebido pela exigente crítica britânica. No entanto, a turnê foi outra questão, pois a agenda da maioria dos artistas convidados impossibilitava qualquer turnê prolongada. Mas Steve conseguiu agendar quatro datas no Japão, com uma banda sólida e de nomes consolidados (já citados por aqui anteriormente).

 Esses quatro shows foram os únicos para a mini-turnê de 1996. O setlist incluia várias faixas do disco em questão que intercalava com composições da carreira solo de Hackett, além de algumas músicas do King Crimson (para John e Ian) e até mesmo um hit do Asia ('Heat of the Moment', apresentada em formato acústico). 

As duas primeiras noites (em Tóquio) foram gravadas, filmadas e lançadas oficialmente como "The Tokyo Tapes" em 1998. Certamente shows únicos e memoráveis. 

As outras duas noites (em Osaka e Nagoya) ficaram disponíveis como gravações não-oficiais e rematerizadas posteriormente pelo selo independente Progressive Rock Remasters Project (PRRP). 

Nesta publicação encontra-se apenas o show de Osaka gravado em 19 de Dezembro de 1996 pois a qualidade é superior ao show de Nagoya e o setlist é o mesmo.

Disponibilizado em FLAC para uma melhor apreciação deste que é um dos melhores bootlegs publicados no Progrockvintage.


TRACKS:

DISCO I:

01. Watcher Of The Skies  
02. Depth Charge  
03. Firth Of Fifth  
04. Battle Lines
05. Camino Royale  
06. In The Court Of The Crimson King  
07. Horizons 
08. Walking Away From Rainbows 

DISCO II:

01. Heat Of The Moment 
02. In That Quiet Earth
03. A Vampire (With A Healthy Appetite) 
04. I Talk To The Wind  
05. Shadow Of The Hierophant 
06. Drum Solo 
07. Los Endos 
08. Blood On The Rooftops - Black Light  
09. The Steppes 
10. I Know What I Like 


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