domingo, 20 de abril de 2014

[CONFRARIA DOS BLOGS - Luto] Som Mutante - KING CRIMSON - March For No Reason - 1969


Desde que comecei o PRV em 2007, esta certamente é a postagem mais triste que publico ao longo desses anos. 
A Confraria dos Blogs se uniu mais uma vez em prol da boa música, só que hoje foi por uma causa onde o luto nos ronda desde o dia 13 de Abril, data de falecimento do amigo e parceiro Toni Luiz, mais conhecido por "Dead or Alive", administrador do blog Som Mutante.

Resolvemos prestar esta homenagem como forma de agradecimento por todo esse tempo em que convivemos juntos nesse mundo tão ingrato que ronda os blogs nacionais. 
Juntos, passamos por muitos perrengues a ponto de desistir e seguir em frente sem olhar pra trás, várias vezes fomos banidos e injustiçados por apenas destilar e divulgar música de qualidade a pessoas que não possuíam acesso a certos materiais. 
O mais bonito nisso tudo é que nunca desistimos, apesar de tudo, seguimos em frente e até hoje, aos trancos e barrancos, mantemos nossos blogs por puro amor a música. Somos trabalhadores, não dependemos disso pra viver, não ganhamos dinheiro com downloads e muitos de nós tiram dinheiro do próprio bolso para manter a boa qualidade das publicações.


A você Luiz, agradeço por não ter me deixado desistir disso que, há anos tem sido meu maior refúgio. Agradeço por ter me ensinado a ouvir a música com mais senso crítico e menos paixão, de forma com que eu conseguisse discernir de uma forma mais aprofundada o verdadeiro conceito do som em questão. 
Agradeço também por me inserir a blogs de fundamental importância para o que se tornou o PRV atualmente além disso, fiz excelentes amigos que hoje, de certa forma, me ajudam a superar sua súbita morte.

Você se foi muito magoado comigo, tínhamos nossas desavenças, algumas delas foram muito cruéis mas sempre com uma volta calorosa onde a amizade só se fortalecia. 
Nessa última, não deu tempo de me curvar e pedir perdão, restando-me apenas o remorso de sua partida. 
Peço muito por você todos esses dias, certamente você está sendo muito bem recebido aí em cima! 
Você era um cara com uma luz única e certamente está ao lado Daquele que sempre confiou toda sua espiritualidade. 

Fique em paz meu querido amigo!



A Confraria dos Blogs teve a linda iniciativa de selecionar algumas das publicações mais relevantes do Som Mutante como forma de homenagear esse guerreiro teimoso e o PRV nunca ficaria de fora dessa homenagem.

Escolhi uma das bandas as quais ele mais gostava apesar de seu pequeno "desafeto" com ranzinza e principal membro, Robert Fripp. Trata-se de um bootleg maravilhoso gravado na cidade de Chesterfield, Inglaterra, sendo lançado no ano de seu maior sucesso. 
Essa é uma publicação típica das alfinetadas que ele tanto gostava de dar em seus leitores. 

Segue a íntegra da postagem publicada originalmente em 12 de Abril de 2013 no blog Som Mutante.


King Crimson " March For No Reason " Chesterfield, Victoria Ballroom Jazz Club, Sept 7, 1969 (bootleg it.)




"Quando falo sobre exclusividades e discos que chegaram até minhas mãos por acaso, por amizade ou por ossos do ofício, sinto que alguns destilam seu fel tentando desmerecer o que digo ou não crendo mesmo o que é o direito de cada um.

Isto não é um julgamento e não estou me defendendo!!!!

Só quero deixar bem claro que prefiro encontrar aonde sei, capas com qualidade do trabalho que vou postar, e tb prq nunca tive material suficiente para ripar, converter, printar e etc, a única coisa que tive era um celerom com xp em 2008 e depois ganhei de uma então amiga o pc que me acompanha.

Este já veio com defeitos e era daquelas uniões pra desovar material e os trouxas como eu que não tem grana acabam comprando e depois não tem suporte, os caras da empresa não sabem prq não funciona e tão se lixando e daí em diante desisti e fui me virando buscando principalmente do Sara Evil e do Poucosiso explicações pra os problemas apresentados e até aqui venho me virando.



Até os primeiros backups que fiz perdi de 14/8 discos prq o meu gravador lg era um leitor condenado pela hp dos eua e qdo encontrado deveria ser imediatamente trocado, fato não aceito pela hp brazuca, o que é bem característico do país da vantagem não?

Mesmo perdidos, aprendi usar programas pra recuperar discos de dados mas havia gravado com um programa não tão confiável pra segurar um leitor defeituoso, e um hd idem, mas usando 4 ou 5 tipos de recuperadores consegui salvar uma parte do acervo baixado da net que era minha primeira vontade recuperar os discos que perdi durante minhas vidas lupinas.

Aliás foi só por isso que busquei ajuda num blog e depois fui convidado a postar lá o que tinha e assim foi por um ano até que percebi que tudo era permitido aos amigos do rei e como não gosto de baixaria e putaria mesmo, mexendo com religião, cor e time pedi um simples afastamento onde "dono" fechou as portas pra mim e ainda declamava em seu chat qdo perguntavam por mim que eu resolvi sair sem mais nem menos!!!!

Melhor assim, segui meu caminho e me dediquei ao que gosto que é música e amizades e claro que decepcionei alguns e tb fui frustrado por outros, mas mesmo assim tem valido muito tudo e nem sei como esse blog ainda tá ativo de tanta citação, retirada de posts e delações anônimas; mas ainda no ar.



Tudo isso pra atualizar alguns, situar outros e mostrar o que é qdo falo que tenho tal produto original.

Este disco que posto achei numa banca de camelô no centro da cidade de sp, e como fã do Greg Lake e dessa fase do KG paguei 10 paus e só percebi o que tinha à mão qdo na alcatéia li com calma todos os detalhes e de lá pra cá tenho procurado algo sobre esse trabalho e até onde sei se não for a primeira é uma das primeiras gravações não autorizadas e que leva na impressão italiana do cd o título de bootleg.

Neste site  ,somente um de vários existem mais de 1500 páginas e não fui ver se todas estão cheias, mas só a primeira te dá uma idéia da discografia da banda e do chato do Fripp.

Sim, não gosto e nem nunca gostei dele, aproveitador, usa os outros de escada e sempre fica na mão prq quem ele usa é gênio e percebe logo o próprio valor e sai pra montar um ELP, carreira solo ou compor óperas.

Exemplos?

Greg Lake
John Wetton
Keith Tipped

Só pra citar alguns, não dizendo que ele é ruim no que faz, ao contrário é excelente mas seu caráter é bem duvidoso ao ponto do Lizard ter sido roubado do Keith  (totalmente pronto e composto por ele inclusive o nome) qdo pronto pra masterizar e se ele quisesse aparecer deixou que entrasse pra discografia do King Crimsom; ou o Tree a Perfect Pair tb ter sido quase todo bolado pelos outros componentes e levar o nome do KG. 

Mas a história se repetiu e até no Red a capa é uma cópia escrachada da idéia dessa capa, embrião inicial que até onde sei foi do Lake e Giles e por isso ele aparece na foto acima e o Fripp abaixo.





Mas com tudo isso quero dizer que não gosto de King Crimson?

Não!!!!!! de forma alguma, adoro uma parte.

Que sou tão chato como os críticos profissionais que tanto pego no pé, os chamados "puristas"?

Não, mas recontar uma história que vai se perdendo e vão surgindo mitos e lendas e a verdade....bem a verdade é a primeira a morrer numa guerra e principalmente qdo for uma guerra de egos e vaidades.

Gosto demais do "In the Court...", "Epitaph", "Awake...", "Lizard", "Tree a perfect.."e "Red"; daí pra frente ou nos bootlegs existentes no meio tem um sobe e desce maior que aquelas montanhas russas monstruosas, obras maravilhosas misturadas à sonoridades medíocres e etc.

Não respeito o Fripp?

Não, mas não dá pra tirar o mérito que ele tem de ter e dar continuidade em sua carreira e com isso ter seu nome marcado na história da música mundial e não vai ser esse lobo estepario e vagabundo que nunca vai tocar como ele que vai mudar isso.

Só que pelo menos como cada um que aqui vem, até os covardes anônimos, podem expressar suas opiniões só exerci o meu direito de contar um pouco da história que conheço e trago com prazer de volta a nossa alcatéia esse bootleg italiano de 1969, com qualidade de áudio sofrível sim pois é totalmente original e aquela época seria muito difícil em 4 ou 8 canais modificar alguma coisa depois de gravado ou chupado de uma mesa de som pior ainda o que era uma prática ainda em fase inicial.




LIVE SHOW: September 7, 1969 Jazz Club, Chesterfield (audience recording)
(a4)    21st Century Schizoid Man
(a4)    Drop In
(a4)    Epitaph
(a4)    Get Thy Bearings Back
(a4)    Mantra
(a4)    Travel Weary Capricorn
(a4)    Improv
(a4)    Mars
        I Talk To The Wind
        The Court Of The Crimson King

Podem notar pela capa acima que são dois discos, com 06 e 07 músicas e é isso que está aqui postado e se o boot é italiano..."

Gustare!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 13 de abril de 2014

O PROGROCKVINTAGE ENCONTRA-SE TEMPORARIAMENTE EM MANUTENÇÃO DOS LINKS.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

[REPOST] PLANET GONG - Floating Anarchy - 1977


Creio que esta seja uma das postagens mais difíceis de se publicar por aqui, afinal o Gong é uma das bandas mais complexas do gênero, liderada por um gênio/monstro que muito contribuiu para os primeiros passos do progressivo britânico no começo dos anos 60.

Tudo começou quando Daevid Allen se mudou de Paris para a Inglaterra em 1961 onde alugou um quarto em uma pequena aldeia nas proximidades de Kent e conheceu lá o filho do proprietário da casa, nada menos que Robert Wyatt, na época com apenas 16 anos. Formaram então o Daevid Allen Trio que, mais tarde se juntaria aos remanescentes do Wilde Flowers (leia-se Kevin Ayers e Wyatt) e formariam o embrião do Soft Machine.


Após uma tour pela Europa, Allen tem problemas com seu visto e é impedido de entrar novamente na Inglaterra tendo assim que retornar a Paris. 

Chegando lá conheceu sua eterna musa e parceira Gilli Smyth, os dois formaram a primeira encarnação do Gong, que se desmanchou durante a Revolução Estudantil de 1968, quando Allen e Smyth foram obrigados a ir para Majorca, na Espanha. Lá eles conheceram o saxofonista Didier Malherbe, que morava em uma caverna na aldeia de Deya.

Durante esse período o cineasta Jerome La Perrousaz os convidou para voltar à França para gravar trilhas sonoras para seus filmes. Eles também conseguiram um contrato com a gravadora independente BYG, gravando os discos Magick Brother, Mystic Sister Bananmoon, este último um trabalho solo de Allen.


Em 1971, a banda decola com o lançamento do Camembert Electrique que foi o primeiro álbum a retratar a mística história do personagem central, Zero The Hero incluindo os Pot Head Pixies do Planeta Gong e o Radio Gnome Invisible.


Entre os anos de 73 e 74 lançaram a trilogia Radio Gnome Invisible (Flying Teapot, Angels Egg, You) onde se continuava a saga de Zero The Hero. Todos os personagens,lugares e situações foram criados por Allen e Smyth durante muitas de suas viagens psicodélicas. 


Vale lembrar que esses três registros contam com a ilustre participação de Steve Hillage que, em minha modesta opinião, é um dos melhores guitarristas de todos os tempos e que muito contribui para o bom andamento do movimento Canterbury no começo dos anos 70. 

Outro nome que vale a pena ser citado é o de Tim Blake (Hawkwind), exímio tecladista que conduzia um VCS 3 como poucos, era capaz de fazer com que a timbragem desse poderoso sintetizador soasse ainda mais ácida e psicodelicamente obscura. 


Em 1975, após a tour do Radio Gnome Invisible, Allen e Smyth deixam a banda por motivos de má convivência com Tim Blake e o baterista Pierre Moerlen. Smyth alegava que precisava também dar mais atenção aos dois filhos do casal.


Devido as obrigações contratuais da banda com a Virgin Records, Moerlen foi obrigado a manter o nome Gong lançando em 1976 o ousado disco Shamal.  A partir daí, o Gong seguiu uma linha mais voltada para o Jazz/Fusion fazendo uso de instrumentos percussivos nada convencionais como marimba, vibrafone e até mesmo um Tubullar Bells. 

Nesse mesmo ano, o excelente guitarrista, Allan Holdsworth foi convidado por Moerlen para integrar os discos Gazeuse! e Expresso II aos quais não foram muito bem aceitos pelos fãs mais exigentes, fazendo com que a banda sofresse sua primeira alteração no nome se tornando então Pierre Moerlen's Gong . 

Tinha-se ali um buraco quando o assunto rondava a criatividade, era nítida a falta que o excêntrico casal de loucos fazia naquele momento. 


Com o decorrer dos anos a banda passou por diversas ramificações em projetos diferenciados liderados por Allen e Smyth, mas sempre abordando os assuntos que rondavam a parte mística de toda a história do Gong até 1975. Essas ramificações ficaram conhecidas ao longo dos anos como "Gong Global Family" que englobavam projetos solos de Allen, além do surgimento de bandas como Gongzilla, Planet Gong, Here & Now  e  Mother Gong.



O disco que disponibilizo hoje, ocorreu durante o projeto Planet Gong onde a banda fez algumas apresentações ao vivo entre 1975 e 1977. Intitulado por Floating Anarchy foi lançado em 1978 por um selo ao qual desconheço.  

Disco curto, com apenas seis faixas, consiste de um som com uma batida um tanto ácida, mais voltada para o punk (pasmem!) mesclada com um pouco da sutileza do Canterbury. 
Este é um disco bem interessante, com passagens bem obscuras executadas pela forte voz de Allen acompanhado de uma banda de peso, onde os poderosos solos de guitarra muito se destacam em todo seu decorrer.

Posso afirmar que Daevid Allen e companhia possuem um carinho especial pelos brasileiros.

Em 2007, a banda excursionou pelo Brasil com o nome de Daevid Allen and Gong Global Family que, em sua formação contava, com dois músicos  brasileiros, o guitarrista Fábio Golfetti e o baixista Gabriel Costa (ambos da formação do Violeta de Outono) que muito acrescentaram na passagem da banda por aqui.  Allen gostou tanto das terras tupiniquins que acabou gravando um DVD intitulado por  "GONG Live In Brazil: 20th November 2007".

Outras passagens por aqui ocorreram em 2011 durante a Virada Cultural de São Paulo e em 2013 para duas apresentações ocorridas no Sesc Belenzinho também na capital paulista. 

Infelizmente, não fui em nenhum desses shows mas tenho comigo uma gravação exclusiva da última passagem da banda pelo Brasil. 
Minha intenção é postar na íntegra essa mesma gravação em um futuro próximo fazendo com que o projeto dos bootlegs do Progrockvintage se concretize de vez!



TRACKS:

1. Psychological Overture Zero
2. Floatin' Anarchy Zero
3. Stone Innoc Frankenstein Allen
4. New Age Transformation Try: No More Sages Zero
5. Opium For The People
6. Allez Ali Baba Black-Sheep Have You Any Bull Shit: Mama Maya Mantram Zero 





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domingo, 30 de março de 2014

JETHRO TULL - Filmore West - 1970





Sem dúvida este é um dos melhores bootlegs postados no PRV.
Essa impecável apresentação ocorreu em 1° de Maio de 1970 em São Francisco durante o auge da carreira do Tull. 

São encontradas aqui versões magníficas de faixas como Dharma For One seguido por um solo arrepiante de bateria do mestre Clive Bunker  e os impecáveis solos deguitarra do eterno e tão querido Martin Barre.
Outro destaque do disco fica por conta da faixa "inédita" My God acompanhada por um solo maravilhoso de flauta executada pelo mago Anderson.

 Vale lembrar que essa bela música faz parte do disco Aqualung, lançado no ano seguinte a essa apresentação.


TRACKS:

1. Nothing is Easy
2. My God
3. To Cry You A Song
4. With You To Help Me
5. Sossity, You´re A Woman
6. Dharma For One
7. We Used To Know
8. Guitar Solo
9. For A Thousand Mothers


quinta-feira, 27 de março de 2014

[RESENHA] ALAN PARSONS LIVE PROJECT - PALÁCIO DAS ARTES - BELO HORIZONTE 26 DE MARÇO DE 2014



Belo Horizonte foi contemplada em abrir a turnê sul americana do grande e simpático engenheiro de som e instrumentista Alan Parsons para um espetáculo memorável na noite da última quarta-feira.

A banda adentrou ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes emanando uma atmosfera pra lá de eletrônica com a faixa "I Robot", que dá nome a uma das mais importantes obras desse gênio que trouxe consigo talentosos músicos que abrilhantaram ainda mais aquele belo espetáculo.


O show teve prosseguimento com  cara de que seria uma noite recheada de grandes clássicos que levaria o público presente ao delírio em momentos emocionantes aos quais me arrancaram lágrimas durante boa parte do tempo.

"Time" foi muito bem recebida com boa parte dos presentes cantando em coro toda a música que ecoava nas paredes do teatro. Coisa linda de se ver!

Não posso deixar de lembrar da maravilhosa execução da íntegra da bela faixa pop-progressiva, "Turn Of A Friendly Card" que, levou ao choro compulsivo de um senhor com seus 50 e poucos anos sentado ao meu lado. Momentos como esse é muito bacana de se presenciar, deixando de lado aquele velho rótulo de que BH não tem público suficiente e fiel para shows internacionais.

Os momentos finais ficaram por conta da linda dobradinha da mini-progressiva faixa instrumental "Sirius", seguida do contagiante e excelente hit "Eye In The Sky" onde todos levantaram de suas cadeiras ovacionando o grande mestre que iluminava o teatro com todo seu talento e a voz que, mesmo com o passar dos anos, não mudou quase nada!

A banda se despediu com a vibrante "Games People Play" fazendo com que todos se aglomerassem em frente ao palco como uma singela forma de agradecimento ao belo espetáculo que acabaram de presenciar.


Queria deixar claro que essa é apenas minha opinião e relato pessoal a respeito desse show. Sei que muitos admiradores do gênero progressivo estiveram ontem no Palácio das Artes e deixaram o teatro antes que o show chegasse ao seu fim devido a atmosfera pop criada pela banda. Respeito tais atitudes, sei que foram lá esperando talvez um mediano espetáculo progressivo pois quem estava ali no palco era um cara que muito contribuiu por de trás de suas mirabolantes mesas de som fazendo com que o Pink Floyd se tornasse uma das mais influentes bandas de todos os tempos. 
Agora, se nem o Pink Floyd agrada a todos, imagina então o Alan Parsons...

Sempre, desde criança, admirei o profissional Alan Parsons por grande parte da sua discografia e por suas belas produções junto aos Beatles e ao Pink Floyd. 

Todos aqui sabem que admiro incondicionalmente o Rock Progressivo por toda sua obra e enorme complexidade mas também gosto de coisas que muito diferem ao gênero.

Heresia seria se eu deixasse de citar o show de abertura da tradicional banda Dogma, que muito me surpreendeu com um curto, porém belíssimo espetáculo instrumental. O guitarrista e líder, Fernando Campos encontrou jovens talentos no cenário progressivo mineiro e fez com que o Dogma surgisse com uma nova roupagem, dando a banda um ponto a mais de criatividade. 
O terceiro disco de estúdio ao qual será lançado em breve, promete arranjos muito bem elaborados e uma obra progressiva instrumental de muita qualidade. Aguardamos ansiosos  por esse lançamento.
Lembrando que o Dogma também fará a abertura do show do Marillion em 08 de Maio no Minascentro.

domingo, 23 de março de 2014

PATERNOSTER - Paternoster - 1972



Eis uma banda de Krautrock não vinda da Alemanha e pouco conhecida pelo público em geral. 

Paternoster foi criada em Viena na Aústria em 1970 e teve seu término após o lançamento do disco em questão.A banda faz um som bem psicodélico com um vocal bastante depressivo e excelentes passagens de órgão de igreja.

Destaque para a sexta faixa "The Pope Is Wrong" que traz misturas complexas e estranhas de progressivo, o que dá a nítida impressão que realmente se trata de um bom disco experimental para a época.


TRACKS:

1. Paternoster
2. Realization
3. Stop These Lines
4. Blind Children
5. Old Danube
6. The Pope is Wrong
7. 
Mammoth Opus O


quarta-feira, 19 de março de 2014

VINEGAR - Vinegar - 1971




Banda alemã de um som mais ácido com toques de psicodelia. O disco me soa um tanto obscuro e as vezes um tanto melancólico, com harmonias tristes misturadas a uma atmosfera bastante psicodélica que, em certas horas, nos fazem lembrar da primeira e grande fase do também alemão Amon Düül.

Destaque para a parte dois da faixa "Sawmill" que traz solos sequenciais de órgão, guitarra e flauta.

Não se trata de uma obra-prima do Krautrock mas não deixa de ser uma obra bem interessante.



TRACKS:

1. Missi Solis
2. Sawmill - Teil I
3. Sawmill - Teil II
4. Der Kaiser auf der Erbse
5. Fleisch



domingo, 16 de março de 2014

RUSH - Time Machine Tour - 2010


Excelente bootleg que fez parte da turnê Time Machine, a mesma que passou pelo Brasil em 2010 e que tive a grande honra de estar presente. Assistir a um show do Rush é um presente divino e uma experiência única. Energia contagiante e grandes clássicos que fizeram o Morumbi ruir naquele 8 de Outubro!

Não tenho o hábito de fazer postagens de discos com anos mais recentes mesmo se tratando de um registro não-oficial, mas não resisti a tentação. Fica como um presente a todos aqueles que puderam e não puderam comparecer as apresentações no Brasil.


Creio que esta seja a turnê mais esperada pelos fãs da banda, pois pela primeira vez na história eles executaram na íntegra o clássico e excelente álbum Moving Pictures durante o segundo set do show. O primeiro set ficou por conta da abertura com "Spirit of Radio" muito bem encaixada com "Time Stand Still", além de outros clássicos como "Marathon", "Subdivisions", "Limelight",e muitas outras. A que mais se destacou na minha opinião foi a faixa Presto, primeira vez inclusa em uma tour do Rush desde o lançamento do disco que leva o seu nome em 1989. 

Time Machine Tour teve início cidade de New Mexico, passou por algumas cidades do Canadá e   Estados Unidos antes da passagem pelo Brasil.
Este bootleg que vos apresento foi o terceiro show da turnê gravado em 13 de Julho de 2010 na cidade de Milwaukee e conta com faixas divididas em 2 sets. 

São por volta de 3 horas de show, 3 horas de puro delírio, energia contagiante e da certeza de que o dinheiro pago pelo "salgado" ingresso, valeu muito a pena!



TRACKS:

01. The Spirit of Radio
02. Time Stand Still
03. Presto
04. Stick It Out
05. Workin' Them Angels
06. Leave That Thing Alone
07. Faithless
08. Brought Up To Believe
09. Freewill
10. Marathon
11. Subdivisions

12. Intermission
13. Tom Sawyer
14. Red Barchetta
15. YYZ
16. Limelight
17. The Camera Eye
18. Witch Hunt
19. Vital Signs
20. Caravan
21. Love For Sale
22. Closer To The Heart
23. 2112 (Overture / Temples of Syrinx)
24. Far Cry
25. Encore Break
26. La Villa Strangiato
27. Working Man

terça-feira, 11 de março de 2014

[REPOST] CARAVAN - Canterbury Comes To London - 1997


Há tempos estou devendo algum registro decente desta maravilhosa banda a todos. Foi difícil escolher apenas um disco para compartilhar em meio a centenas de belas apresentações executadas pela banda no decorrer de sua longa e brilhante carreira. 

Quando o Blogger excluiu o antigo endereço em 2010, resolvi não postar discos oficiais de bandas consideradas como medalhões para que eu tivesse um pouco de paz em relação a DMCA. Com a reformulação do PRV e o novo domínio, não tive mais problemas relacionados a essa maldita empresa mas procuro sempre ser cautelosa ao postar alguma coisa. 

Nesse momento, estou arriscando a minha pele ao postar esse disco em particular pois foi lançado oficialmente em 1999 pela Transatlantic Records e ainda consta em catálogo, disponível inclusive para venda. 

Falar do Caravan é bastante complicado pois se trata de uma banda muito querida por essa que vos fala. Posso dizer com toda certeza que muitas portas se abriram em relação ao meu modesto conhecimento musical depois que passei a conhecer a fundo a extensa discografia dessa banda que foi nada menos que a grande percursora do movimento Canterbury, juntamente com os meninos audaciosos do Soft Machine. Sem contar que ambas criaram um estilo próprio misturando de uma forma genial e bastante original o Jazz com o progressivo,  que revolucionou a cena britânica no começo dos anos 70 com o embrião The Wilde Flowers. Banda de curta carreira mas que foi de suma importância para o surgimento tanto do Caravan quanto do Soft Machine. 

Só para citar alguns dos membros que compunham o WF que ainda hoje estão na ativa e são idolatrados por muitos, inclusive por mim: Robert Wyatt, Hugh Hopper, Kevin Ayers, Richard Coughlan, além dos primos Dave e Richard Sinclair. 
Recomendo a todos a audição desse excelente disco do WF que é muito fácil de se encontrar por aí. Existem algumas dezenas de blogs que disponibilizam o link deste disco.Como o mesmo foi lançado oficialmente em 1994, não o disponibilizarei justamente para não criar mais problemas.

Voltando ao disco em questão...

Resolvi postar esse registro em particular por se tratar de uma gravação impecável com alguns belos clássicos que nunca faltaram durante as apresentações ao vivo do Caravan. Outro motivo é a presença de membros ilustres nessa provável reunião da banda que aconteceu no Astoria em Londres no dia 19 de Setembro de 1997. 
Não costumo citar o line up dos discos postados por aqui mas creio que este seja essencial ao conhecimento de todos. 

São eles:

- Doug Boyle ( excelente guitarrista que fez parte da banda de Robert Plant por alguns anos e passou a integrar o Caravn nos anos 90)
- Richard Coughlan ( baterista, membro fundador do Caravan)
- Pye Hastings ( guitarrista e portador de uma das mais belas vozes de todos os tempos)
- Jim Leverton ( baixista, tocou com Frank Miller em 1973 além de outras bandas pouco conhecidas nos anos 70)
- Geoffrey Richardson (exímio multi-instrumentista além de excelente flautista, tocou Murray Head ( leia-se Jesus Cristo Superstar) e participou de alguns projetos com Bob Geldof)

Nesse disco encontramos belas versões de faixas como "Nine Feet Underground" e "For Richard", além de alguns clássicos como "The Dog The Dog...", "Memory Lain" e "Headloss". O restante das faixas vem de um álbum muito bom chamado The Battle Of Hastings, lançado em 1995.

É sempre muito bom ver bandas como o Caravan na ativa até hoje. Eles passaram brevemente pelo Brasil em 2003 mas a divulgação foi tão péssima que nem fiquei sabendo. Fui tomar conhecimento dessa apresentação ocorrida no Rio somente um ano depois. Lamentável...

Assim como eu, muitos por aqui sonham com a vinda do Caravan ao Brasil...
Quem sabe um dia...



TRACKS:

1. Memory Lain, Hugh
2. Headloss
3. Nine Feet Underground
4. The Dog, the Dog, He's at It Again
5. Cold as Ice
6. Somewhere in Your Heart
7. I Know Why You're Laughing
8. Liar
9. For Richard
10. Golf Girl 




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segunda-feira, 3 de março de 2014

THE COSMIC JOKERS

The Cosmic Jokers foi um projeto formado por intelectuais do movimento Krautrock lançando cinco importantes registros no ano de 1974. 

Esse projeto era liderado por nomes como Klaus Shulze, Manuel Göttsching (Ash Ra Tempel), Harald Grosskopf (Wallenstein) e tinham como único objetivo abusar do experimentalismo combinado a uma atmosfera espacial bem ácida, com improvisações alucinantes.

Disponibilizo aqui dois desses registros postados anteriormente por aqui em 2009 que, ao meu ver, são os melhores em termos de improviso e passagens obscuras. 
Um prato cheio aos apreciadores da música experimental alemã.

   

GALACTIC SUPERMARKET


Krautrock da melhor qualidade, o disco parece mais uma viagem a outra dimensão de psicodelia. Uma pena que esse excelente projeto teve poucos registros lançados, considero o Cosmic Jokers como uma das mais criativas modalidades da cena Krautrock.

Esse registro que posto aqui é composto apenas de duas faixas extremamente viajantes.Com um time de primeira qualidade, esse disco conta com o grandioso mestre dos sintetizadores Klaus Schulze misturado com os ácidos solos de guitarra do virtuoso Manuel Göttsching.

TRACKS:

1. Kinder des Alls 
2. 
Galactic supermarket



Planeten Sit-In - 1974


Excelente disco de características diferentes ao postado anteriormente. Esse disco contem faixas mais retalhadas com temas de curta duração compostos por pequenos fragmentos sonoros das extensas sessões de gravação, editados e misturados para dar uma ideia de continuidade ao longo do disco. Pra mim esse é o disco mais louco da banda.


TRACKS:

1. Raumschiff Galaxie startet 
2. The planet of communication 
3. Elektronenzirkus 
4. Der Narr im All 
5. Raumschiff Galaxie fliegt in die Sonne 
6. Intergalactic nightclub 
7. Loving frequencies
8. Electronic news 
9. Intergalactic Radio Guri broadcasting 
10. Raumschiff Galaxy gleitet im Sonnenwind 
11. Interstellar rock: Kosmische Musik 
12. Raumschiff Galaxy sanst in die Lichtbahnen 
13. 
Die Planet des Sternenmädchens



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

GENTLE GIANT - Hollywood Bowl - 1972

BOOTLEG POSTADO ORIGINALMENTE EM 25/03/2009



Bootleg muito interessante e um dos mais procurados pelo fãs do GG. 
Simplesmente porque nesse mesmo dia, a banda fazia a abertura de um show do Sabbath quando um headbanger louco jogou uma bombinha no palco atrapalhando a introdução da música Funny Ways. Um dos irmãos Shulman, parou o show, deu uma bronca no carinha e prosseguiu normalmente. 
No decorrer da apresentação, nota-se que os americanos não gostavam nada do que viam...

Esse registro foi gravado no estádio Hollywood Bowl na cidade de Los Angeles, em 15 de Setembro de 1972. A gravação não é de qualidade exemplar mas vale o belo registro. 

O disco é um tanto curto mas conta com cinco clássicos que fizeram do GG a banda mais criativa do gênero progressivo.




TRACKS:

1. Prologue
2. Alucard
3. Cherry Bomb
4. Funny Ways
5. Nothing At All
6. Plain Truth