sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

[FLAC] YES - Circus of Heaven - 1979


Pela correria e falta de tempo em me dedicar para escrever uma resenha decente, irei 'trapacear' e aproveitar parte de uma publicação vinda do bootleg 'Tormato in the Round - 1978' ao qual publiquei alguns dias atrás fazendo, claro, algumas alterações pertinentes ao registro a seguir. 

Diferentemente do já citado, este registro possui qualidade de áudio superior incluindo duas faixas a mais tais como: 'Don´t Kill the Whale' (substituindo Parallels)  e 'Starship Trooper'. Além de uma faixa intitulada por 'Tour Song', cantada em francês em forma de agradecimento ao público de Quebec.

O álbum Tormato lançado em 78, foi o encerramento da fase em estúdio do YES nos anos 70. Disco interessante que marca a posterior saída de Wakeman (que retornou nos anos 90) e Anderson (em 83), com faixas mais curtas e comerciais, com a finalidade de atrair um público mais eclético ao progressivo. Particularmente, gosto muito do disco em sua integridade.

O registro a seguir foi gravado na cidade de Quebec, Canadá em 18 de Abril de 1979, já finalizando a longa tour de lançamento oficial do disco em questão. As faixas são bem distribuídas em uma espécie de resumo no que há de melhor na carreira do YES. 

 Aqui encontramos belas versões de faixas retiradas de discos como Close to the Edge, Fragile, Going for the One e claro, Tormato. 

Os destaques vão para os solos de Wakeman, executando um breve apanhado de 'Six Wives Of Henry VIII'; Howe com 'The Clap' e Anderson com um belo solo de Arpa em 'Awaken'. 

Mas o que me fez mesmo publicar este bootleg foi por um medley de aproximadamente 26 minutos com fragmentos de faixas como 'Time and a Word', 'Long Distance Runaround', 'Survival', 'Perpetual Changes' e 'Gates of Delirium' (pequeno trecho de Battle e Soon).

Como disse, a qualidade é de alto nível e em extensão FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

01. Close Encounters Of The Third Kind (introdução)
02. Siberian Khatru
03. Heart Of The Sunrise
04. Future Times/Rejoice
05. Circus Of Heaven
06. Time And A Word/Long Distance Runaround/Survival/The Fish (Schindleria Praematurus)/Perpetual Change/Soon
07. Don't Kill The Whale
08. The Clap
09. Starship Trooper
10. On The Silent Wings Of Freedom
11. Wakeman Solo
12. Awaken
13. Tour Song
14. I've Seen All Good People
15. Roundabout

MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, PEÇO QUE RELATEM NOS COMENTÁRIOS DA POSTAGEM.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

[REPOST] YATHA SIDHRA - A Meditation Mass - 1974




Banda genial de um som extremamente viajado, cujo o nome já diz tudo: "meditação em massa". Trata-se de um disco lento, demorado composto por uma só faixa dividido em quatro suites que levam o ouvinte a uma outra dimensão, uma espécie de hipnose por 40 minutos.

A bela flauta de um desconhecido mas excelente músico Peter Elbracht e o Moog de Rolf Fichter são os instrumentos que mais se sintonizam no decorrer do disco.

 Mais um "one shot" de primeira que deve ser ouvido por inteiro, sem interrupções, só assim pude entender a verdadeira essência do disco. A primeira impressão é de que o registro seria mal digerido pelos fãs mais exigentes do prog alemão mas merece uma chance de ser apreciado por inteiro.Tenho certeza de que será uma bela viagem!!!


TRACKS:

1. A Meditation Mass Part 1
2. A Meditation Mass Part 2
3. A Meditation Mass Part 3 
4. A Meditation Mass Part 4

MEGA

sábado, 2 de fevereiro de 2019

[FLAC] ATOMIC ROOSTER - 2nd. British Rock Meeting - 1972



Certamente, o Atomic Rooster foi uma das mais importantes bandas que pertenceram ao movimento progressivo britânico, principalmente durante a primeira metade da década de setenta. 

Sua formação original era um trio de peso que contava com Carl Palmer, o baixista Nick Graham e o virtuoso tecladista Vicent Crane, sendo este último seu principal membro. Crane foi a alma da banda desde seu término em 83. 

AT se tornou um dos primeiros nomes a se identificar com o Heavy Prog reunindo atmosferas intrincadas em poderosos solos de Hammond, compassados a diferentes variações instrumentais entre baixo, guitarra e bateria.  

Após o lançamento do disco homônimo em 70, Palmer deixa a banda para se juntar ao lendário ELP. Crane decide então acrescentar ainda mais intensidade convidando o guitarrista Steve Bolton para se juntar ao trio, juntamente com o baterista Paul Hammond. Essa formação trouxe a tona também em 70, o disco de maior sucesso e um de meus favoritos, intitulado como 'Death Walks Behind You'. Essa mesma faixa abre a audição e possui uma das melhores e mais sinistras introduções de piano que conheço. 

Porém, neste raro bootleg contamos apenas com uma faixa do disco citado que, na minha opinião, vale por todo o registro. Gershatzer, faixa instrumental que inclui um impressionante duo entre o poderoso Hammond sincronizado a intensos solos de bateria. 

O registro mescla faixas dos quatro primeiros discos lançados entre os anos de 1970 e 1972 e ainda inclui uma versão interessante do single 'Devil´s Answer', lançado em uma compilação de faixas para um registro da BBC. 

Gravado em 22 de Maio de 1972 na Alemanha em uma ilha as margens do rio Reno, chamada Grün,  durante o festival 2nd British Rock Meeting, que reuniu não somente os principais nomes do progressivo britânico mas também alguns nomes de peso vindos de terras alemãs. 

Mesmo em FLAC, a qualidade é razoável porém, trata-se de um registro de extrema raridade ao qual merece toda a atenção dos verdadeiros admiradores do Rock Progressivo.


TRACKS:

01. Breakthrough
02. Save Me
03. A Spoonful Of Bromide Helps The Pulse Rate Go Down 
04. Black Snake
05. Stand by Me
06. The Devil´s Answer
07. Gershatzer

MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, FAVOR REPORTAR NOS COMENTÁRIOS

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

CYKLUS - Planet of Two Suns - 1979


Antes de iniciar esta publicação, peço que não julguem o disco pela capa e que não o depreciem pelo seu ano de lançamento. 

Cyklus veio da Alemanha, em carreira meteórica lançando um único disco no fim dos anos 70 e desapareceu sem deixar pistas. A banda surgiu após a saída de dois membros da excelente e também alemã Aera, incluindo o tecladista Achim Gieseler e o baixista Matz Steinke.

Som instrumental em sua totalidade partindo para um fusion mais descontraído, intercalado a esporádicas atmosferas de certo peso. A cozinha baixo/bateria funciona em perfeita consonância, seguida por suntuosos solos de guitarra de muita criatividade e qualidade, em constantes variações harmônicas. 

A banda não é adepta a nenhum tipo de metal, não faz uso de sax ou flauta por exemplo. Confesso que na primeira audição, notei que os diferentes timbres de teclado soavam um pouco defasados, não se contrastando com o bom entrosamento entre os outros instrumentos. 

Após ouvir novamente na íntegra e com uma percepção menos crítica concluí que, fatalmente trata-se um registro do fim dos anos 70 onde os órgãos analógicos já estavam começando a ficar um tanto ultrapassados. O progressivo e o fusion já começavam a respirar novos ares e começaram a aderir aos instrumentos digitais. 

Contudo, o criativo Achim Gieseler, conseguiu de certa forma, amenizar essa 'transição', contribuindo de forma essencial para o bom andamento do disco. As duas últimas faixas são belíssimas e conduzidas por um denso simulador de piano que paga por todo o registro. Vale lembrar que esse mesmo músico, tocou em duas faixas do disco RA da banda Eloy em 1988.

O disco foi lançado pela extinta gravadora alemã, Erlkönig em 1979 e não foi relançado em CD até o presente momento. Consegui essa cópia através de contato com um senhor alemão que, com muito capricho, me enviou há alguns anos, algumas cópias em CD muito bem gravadas direto de raros discos de vinil. 

Fico aqui com a certeza de que esse é um registro que certamente irá agradar a maioria dos que passam por aqui. Apenas dê uma chance, sem pré-julgamentos...


TRACKS:

01. Airflow
02. Nito 
03. Planet Of Two Suns
04. Funky Depression 
05. Zeitblende 
06. Wolken 
07. Water And Sun 
08. Ocean's Gift 

MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, PEÇO QUE RELATEM NOS COMENTÁRIOS DA POSTAGEM.

sábado, 12 de janeiro de 2019

[REPOST-FLAC] YES - Madison Square Garden - 1977


Após o hiato de mais ou menos três anos em estúdio entre os lançamentos dos excelentes e essenciais discos Relayer e Going For The One, o YES volta aos palcos com uma de suas melhores tours que marca a importante volta de Wakeman aos palcos. Nesse show, em particular, percebe-se uma energia muito calorosa e um entrosamento marcante entre os membros da banda.

 Essa formação (Wakeman, Anderson, White, Squire e Howe) pra mim é a mais clássica, onde o progressivo é mais emblemático e a atmosfera criada por Anderson é ainda mais contagiante.


Esse belo espetáculo ocorreu durante a tour mundial do já citado Going For The One em 7 de Agosto de 1977 no Madison Square Garden em Nova York onde os americanos ficaram extasiados diante a tanta beleza. A pessoa que gravou esse bootleg percorreu várias cidades americanas atrás do YES e registrando a maioria dos shows em áudio.

 Esse que vos apresento é um dos melhores em termos de harmonia e criatividade. Um exemplo disso é a linda versão de Awaken executada com maestria por Wakeman acompanhado da doce e mística voz de Anderson. Inclusive, creio que esta música em particular, tenha sido a última composição progressiva do YES. 

Destaco também uma de minhas favoritas, Parallels, onde Wakeman levado por uma espécie de órgão de igreja, faz juntamente com Howe uma parceria eletrizante! 

Tenho o YES como uma das minhas bandas mais queridas, foi meio que o começo de tudo nessa minha trajetória musical, portanto, sou meio suspeita em relação as minhas opiniões formadas sobre a banda. Gosto de praticamente todas as fases e formações, desde o primeiro disco, passando pelo tão criticado mas ótimo 90125 até o coitado do Fly From Here que, por mais esforço que eu faça, não dava pra engolir o tal do Benoit David. Até que ele não decepcionou muito no show de São Paulo em 2010 mas o que parecia mesmo era que tava faltando alguma coisa naquele show... 

Devo enfatizar que a qualidade do áudio não é tão espetacular mas como nem todos os bootlegs são perfeitos, fiz questão de compartilhar esse belo espetáculo em formato FLAC para uma melhor apreciação dos mais exigentes. 




TRACKS:

01. Firebird Suite  
02. Parallels  
03. I've Seen All Good People 
04. Close To The Edge  
05. Wonderous Stories  
06. Colors Of The Rainbow  
07. Turn Of The Century 
08. And You And I  
09. Flight Jam  
10. Awaken  
11. Starship Trooper  
12. Roundabout  
13. Yours Is No Disgrace  

MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, PEÇO QUE RELATEM NOS COMENTÁRIOS DA POSTAGEM.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

YES - Tormato in the Round - 1978


O álbum Tormato lançado em 78, foi o encerramento da fase em estúdio do YES nos anos 70. Disco interessante que marca a posterior saída de Wakeman (que retornou nos anos 90) e Anderson (em 83), com faixas mais curtas e comerciais, com a finalidade de atrair um público mais eclético ao progressivo. Particularmente, gosto muito do disco em sua integridade.

O registro a seguir foi gravado na cidade de Boston em 30 de Agosto de 1978, dias antes do lançamento oficial do disco em questão. As faixas são bem distribuídas em uma espécie de resumo no que há de melhor na carreira do YES. 

 Aqui encontramos belas versões de faixas retiradas de discos como Close to the Edge, Fragile, Going for the One e claro Tormato. 

Os destaques vão para os solos de Wakeman, executando um breve apanhado de 'Six Wives Of Henry VIII'; Howe com 'The Clap' e Anderson com um belo solo de Arpa em 'Awaken'. 

Mas o que me fez mesmo publicar este bootleg foi por "Big Medley" de aproximadamente 26 minutos com fragmentos de faixas como 'Time and a Word', 'Long Distance Runaround', 'Survival' (pasmem!), 'Perpetual Changes' e 'Gates of Delirium' (pequeno trecho de Battle e Soon).

A qualidade é boa mas por ser um registro ao vivo de alto nível do YES, vale o download!


TRACKS:

01. Siberian Khatru
02. Heart of the Sunrise
03. Future Times
04. Circus of Heaven
05. The Big Medley
06. Release Release
07. Howe Solo
08. Parallels
09. On the Silent Wings of Freedom
10. Wakeman solo
11. Anderson [harp] solo/Awaken
12. All Good People
13. Roundabout


MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, PEÇO QUE RELATEM NOS COMENTÁRIOS DA POSTAGEM.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

11 ANOS DO PROGROCKVINTAGE - 2007/2018


Apenas para não passar em branco, sinalizo que hoje 27/12, o Progrockvintage completa 11 anos de muitas histórias, bons registros musicais e merecidas divulgações de bandas nacionais de alto nível.

Que o ano de 2019 seja ainda mais repleto de boa música e saúde para os poucos porém, fiéis seguidores deste modesto espaço.

Agradeço a todos pelo incentivo de sempre!

Luciana Aun

domingo, 23 de dezembro de 2018

JETHRO TULL - Newport Pop Festival - 1969


Sem dúvida, o Jethro Tull é uma das bandas de progressivo a qual possui o início de carreira dos mais brilhantes. Trajando roupas desleixadas e vagabundas, parecendo mais um anacronismo de um conto de Charles Dickens, Anderson transmitiu uma antiga aura durante os anos de formação da banda no final dos anos 60 e início dos anos 70, que persistiria em diversas outras formações por décadas a fio emanando sempre muita qualidade e extrema criatividade em suas composições.

O registro a seguir, conta com faixas dos dois primeiros e essenciais discos do Tull lançados entre os anos de 1968 e 1969, This Was e Stand Up respectivamente. 

Gravado um mês antes do lançamento de Stand Up, a banda já havia se apresentado em território americano anteriormente e foi convidado a se apresentar no Newport Pop Festival na Califórnia ao lado de nomes como Hendrix, The Birds, Flock, Creedence, entre outros. 

A apresentação ocorreu no segundo dia do festival em 21 de Junho de 1969 com um setlist relativamente curto com duração aproximada de 60 minutos. 

A qualidade do bootleg é boa e certamente destinado aos admiradores desse tipo de registro.

TRACKS:

01. Nothing is Easy
02. A Song for Jeffrey
03. Back to the Family
04. Dharma for One
05. Martins Tune
06. For a Thousand Mothers

MEGA

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

U.K - Lost U.K Tapes - 1979



Costumo dizer que o U.K foi um dos últimos suspiros do nosso bom e velho rock progressivo que contava com nomes geniais e de muita importância para todo o êxito do gênero durante a década de 70. 

 A banda teve seu início em 1976 quando Wetton e Bruford se juntaram para gravar umas demos referentes a um álbum solo de Wetton que fracassou e nunca chegou a ser lançado. Empenhados por voltar aos estúdios e aos palcos, os dois resolvem procurar Fripp para uma possível volta do Crimson (em hiato na época), o "convite" não foi aceito e os dois partiram juntos para um projeto paralelo que acabou dando origem ao U.K.

O combinado era que cada um escolhesse um membro para dar o devido suporte nas guitarras e teclados. Wetton escolheu nada menos que Eddie Jobson (Jethro Tull, Curved Air, Zappa, Roxy Music) como tecladista e violinista, que por sinal, deu um diferencial absurdamente deslumbrante a banda. Já Bruford convidou o virtuoso  guitarrista Allan Holdsworth, figura de extrema importância quando o assunto é fusion. Chegou a tocar no ótimo disco Bundles do Soft Machine lançado em 75 e ainda fez parte do Gong por alguns anos antes de aceitar o convite de Bruford para integrar o U.K. Infelizmente, faleceu em 2017 aos 70 anos.

Em 78 a banda lança seu excelente álbum homônimo e sai em uma turnê de quatro longos meses pelos EUA. Acabada a turnê, Wetton despede Holdsworth por diferenças musicais e Bruford também acaba saindo por  ser um baterista mais voltado para o jazz/fusion e a proposta de Wetton para um novo álbum não o agradou.  

O U.K então passa a ser um trio composto pelo tão saudoso Wetton, Jobson e o grandioso baterista Terry Bozzio, fiel parceiro de Zappa nos anos 70. Em 79, lançam o ótimo Danger Money com uma nova roupagem e também muito bem aceito pelo público e crítica da época.

Esse bootleg foi gravado dias após do lançamento do segundo disco na Filadélfia em 24 de Março de 1979 e conta com um generoso setlist com quase todas as faixas dos dois álbuns lançados. Além de um belo solo de bateria executado por Bozzio e uma majestosa improvisação vinda do violino elétrico de Jobson.

Trata-se de um excelente bootleg executado com maestria por esse trio de competentes músicos que possuem um inigualável entrosamento de palco.

A qualidade do registro não é das piores, chegando a oscilar um pouco em alguns momentos mas nada que atrapalhe o humor dos ouvintes mais exigentes.


TRACKS:

1. Danger Money
2. The Only Thing She Needs
3. Nothing To Loose
4. Improvisation (Incl. Bass Solo)
5. By The Light Of Day
6. Presto Vivace
7. In The Dead Of  Night
8. Rendezvous 602
9. Thirty Years
10. Carrying No Cross
11. Violin Solo
12. Time To Kill
13. Caesar's Palace Blues

MEGA

domingo, 2 de dezembro de 2018

PROGNOISE (Porto Velho/RO)



Dentre as diversas bandas nacionais de Rock Progressivo já divulgadas por aqui, todas pertencem exclusivamente ao núcleo da região sudeste do Brasil, incluindo os estados de Minas Gerais e principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Bandas essas de diferentes vertentes ligadas ao gênero e que, de certa forma, possuem uma maior notoriedade entre os mais assíduos ao progressivo. 

Hoje, tento quebrar um pouco esse paradigma, bastante monopolizado por esses estados e trago aqui uma interessante banda oriunda da região norte do Brasil que, muito surpreendeu e chamou a atenção com a divulgação de seu primeiro EP nas redes sociais em 2015. 

Prognoise vem do estado de Rondônia, mais precisamente da capital Porto Velho e foi criada em 2012 pelo guitarrista Zeno Germano e o baixista Alessandro Amorim com a proposta de criar um som mais voltado para o progressivo, estilo esse pouco explorado nas regiões Norte/Nordeste. 
(Citando mais alguns nomes atuais, destaco as bandas Canyon de São Luís/MA, UltraNova de Belém/PA e a já conhecida Anjo Gabriel de Recife/PE, onde também merecem um maior destaque em futuras publicações neste espaço). 

Suas principais influências vêm de bandas clássicas como Crimson, Yes, Eloy, Jethro Tull e outras, passando também por nomes de grande notoriedade no Brasil como Som Nosso, Mutantes e O Terço. 
Em seus primórdios, a Prognoise era composta por uma série de músicos incluindo dois bateristas, um violinista e um flautista. No decorrer dos anos, a banda passou por mudanças de formação e acabou se readaptando para que fosse possível se apresentar em locais menores e de fácil logística para a locomoção de seus instrumentos. Fato este, que não mudou em absolutamente nada a maestria destilada pelo quinteto formado nos dias atuais. 

Liderada pelos membros fundadores, Zeno e Alessandro, a banda ainda conta com um trio de jovens e talentosos músicos que, nitidamente, chegaram para agregar ainda mais qualidade ao que a banda se propõe em executar. Além disso, a Prognoise se dispõe da participação do violinista local, Eduardo Barros durante as apresentações ao vivo. 

A formação atual conta com os seguintes músicos:

- Alessandro Amorim – Baixo e violão nylon 
- Anderson Benvindo – Teclado 
- Ícaro Dickow – Bateria 
- Victor Salles – Guitarra e violão
 - Zeno Germano – Voz, guitarra e violão


Seu primeiro EP lançado em 2015 e intitulado por Esquizóide, conta com seis faixas relativamente curtas e de intensa instrumentação onde intricados solos de guitarra e fragmentos de teclados se destacam no decorrer da audição. 
Minhas favoritas deste registro são 'Esquizóide' que abre o EP com uma bela simulação de imponentes sintetizadores e 'No Raiar do Dia', onde o tema progressivo se destaca em seus nove minutos de execução. Belas passagens de flauta são intercaladas a solos de guitarra e ao agradável vocal de Zeno.

Já o seu trabalho mais atual, Solar, lançado nesse ano conta com a formação citada acima além de competentes músicos convidados com intuito de preencher as variadas nuances instrumentais contidas neste álbum. 
Nota-se que esse trabalho possui uma maior maturidade em termos de arranjos, criando diversificadas atmosferas em seu decorrer. Mais uma vez, fortes solos de guitarra se destacam na maioria de suas faixas acompanhados pela expressiva cozinha baixo/bateria que formam a base para esse belo registro. 

Na minha opinião, a mais bela e longa faixa de Solar é a ´Hanging in the Garden', única com vocais em inglês onde o destaque maior nos primeiros minutos vem acompanhado por um tenro violino. Na sequência, as variações dos timbres de teclados se mesclam a agora, mais cadenciados solos de guitarra. Belíssima faixa que merece certa atenção!

É difícil pra mim definir a qual vertente do progressivo se encaixa a Prognoise até porque não sou profissional no assunto. Porém, percebo que a banda possui diferentes conotações que variam do progressivo sinfônico, passando por uma ambientação mais voltada para o Neo Prog e com o peso do Progressive Metal, devido ao uso excessivo de guitarras fortes e um tanto estridentes em certas passagens. Deixo claro que isso não é um problema, pelo contrário. Vejo na Prognoise uma extensa diversificação nas mais variadas ramificações que somente o gênero progressivo pode nos oferecer. É nítido que seus músicos são bastante virtuosos e extremamente preocupados em relação a qualidade de suas composições. 

Certamente, essa foi uma das mais difíceis publicações de minha autoria por aqui. Trata-se de uma banda extremamente técnica com nuances de difícil compreensão que fogem ao meu restrito e, muitas vezes, vago conhecimento musical. Não sou profissional no que se diz respeito a crítica musical e muito menos jornalística. Aqui está expressa apenas minha opinião com uma linguagem um tanto simplória, a fim de expor em palavras simples o meu ponto de vista sobre um trabalho vindo de uma banda a qual tenho um enorme apreço.

Deixo abaixo a íntegra dos dois trabalhos lançados pela Prognoise entre os anos de 2015 e 2018:




 Para maiores informações de como adquirir esses registros, recomendo que entrem em contato com a própria banda através de sua página oficial no Facebook.

domingo, 25 de novembro de 2018

BLUE PHANTOM - Distortions - 1971


Muito distante de ser um clássico italiano do inicio dos anos 70, o Blue Phantom foi um obscuro projeto altamente psicodélico liderado pelo compositor de cinema italiano, Armando Sciascia (leia-se H. Tical) que também foi editor, maestro, violinista, produtor  e simultaneamente proprietário da gravadora italiana Vedette nos anos 60. 

Trata-se de um projeto inteiramente instrumental e secreto composto por um grupo de músicos de sessão, astuciosamente planejado por Sciascia. As faixas foram usadas como parte de trilhas sonoras- não orquestradas- para filmes 'B' locais. 

O aparato usado para a composição das faixas vêm de instrumentos como diferentes órgãos um tanto estridentes e distorcidos em certas passagens. As melodias são curtas e voltadas para uma atmosfera mais orientada para o fusion, em perfeita ressonância na cozinha baixo/bateria mesclados a fortes e ácidos riffs de guitarra. 

Disco de alto nível porém, longe de ser uma obra-prima quando nos referimos a alta competência destilada pela música italiana da época. Não se trata de um registro rotulado como Rock Progressivo mas sim um álbum extremamente psicodélico. Talvez esta seja a primeira banda italiana do gênero a qual tive a sorte de conhecer e pesquisar sobre.

Lançaram somente este registro em 1971 via Vedette Records, que foi distribuído em cópias muito limitadas apenas na Itália, Reino Unido e França. Em 2008, o selo independente italiano AMS teve acesso aos originais relançando cópias em vinil e CD com uma faixa bônus.

Como disse, está longe de ser uma obra-prima mas temos aqui um raro registro psicodélico vindo de terras altamente conservadoras em termos de fusion e complexa instrumentação.


TRACKS:

1. Diodo 
2. Metamorphosis 
3. Microchaos 
4. Compression 
5. Equilibrium 
6. Dipnoi 
7. Distillation
8. Violence 
9. Equivalence 
10. Psycho-Nebulous 
Bonus
11. Uncle Jim

MEGA

terça-feira, 20 de novembro de 2018

[DIVULGAÇÃO] ÍCONES DO PROGRESSIVO - TEATRO SOLAR DE BOTAFOGO - RIO DE JANEIRO - 29 de NOVEMBRO



O projeto Ícones do Progressivo retorna ao Teatro Solar de Botafogo para mais uma grande apresentação que contará com interessantes releituras em formato instrumental de bandas como PFM, Focus, Elp, Steve Hackett, dentre outras. 

A banda é liderada pelo guitarrista carioca Luiz Zamith acompanhado por músicos de renome no cenário brasileiro tais como Paulo Teles (teclados), Elcio Cáfaro (bateria), Paulo Menezes (baixo) e Roberto Ovalle (teclados).

A proposta do Ícones do Progressivo é mostrar a contemporaneidade e vigor das ideias e concepções musicais deste diversificado e influente gênero musical mesmo com o passar do tempo e convidamos o público apreciador do gênero a levar amigos e familiares de todas as idades que não conhecem o progressivo, pois queremos contribuir com a formação de novas plateias.


SERVIÇO:

Local: Teatro Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180 - Botafogo - RJ)
Data: 29 de Novembro (quinta) - 21hrs
Os ingressos podem ser adquiridos a preços acessíveis na bilheteria do teatro ou antecipadamente nos seguintes pontos de venda:

- Site Tudus
- Loja RockSession (Rua Conde de Bonfim, 80, Loja 16 - Tijuca) 
Scheherazade Cds (Rua Conde de Bonfim 346 - Tijuca)
- Renaissance Discos (Rua Conde de Bonfim, 55 - 15 - Tijuca)




sábado, 17 de novembro de 2018

CARAVAN - Canterbury Comes To London - 1997


Há tempos estou devendo algum registro decente desta maravilhosa banda a todos. Foi difícil escolher apenas um disco para compartilhar em meio a centenas de belas apresentações executadas pela banda no decorrer de sua longa e brilhante carreira. 

Quando o Blogger excluiu o antigo endereço em 2010, resolvi não postar discos oficiais de bandas consideradas como medalhões para que eu tivesse um pouco de paz em relação a DMCA. Com a reformulação do PRV e o novo domínio, não tive mais problemas relacionados a essa maldita empresa mas procuro sempre ser cautelosa ao postar alguma coisa. 


Nesse momento, estou arriscando a minha pele ao postar esse disco em particular pois foi lançado oficialmente em 1999 pela Transatlantic Records e ainda consta em catálogo, disponível inclusive para venda. 

Falar do Caravan é bastante complicado pois se trata de uma banda muito querida por essa que vos fala. Posso dizer com toda certeza que muitas portas se abriram em relação ao meu modesto conhecimento musical depois que passei a conhecer a fundo a extensa discografia dessa banda que foi nada menos que a grande percursora do movimento Canterbury, juntamente com os meninos audaciosos do Soft Machine. Sem contar que ambas criaram um estilo próprio misturando de uma forma genial e bastante original o Jazz com o progressivo,  que revolucionou a cena britânica no começo dos anos 70 com o embrião The Wilde Flowers. Banda de curta carreira mas que foi de suma importância para o surgimento tanto do Caravan quanto do Soft Machine. 


Só para citar alguns dos membros que compunham o WF que ainda hoje estão na ativa e são idolatrados por muitos, inclusive por mim: Robert Wyatt, Hugh Hopper, Kevin Ayers, Richard Coughlan, além dos primos Dave e Richard Sinclair. 

Recomendo a todos a audição desse excelente disco do WF que é muito fácil de se encontrar por aí. Existem algumas dezenas de blogs que disponibilizam o link deste disco.Como o mesmo foi lançado oficialmente em 1994, não o disponibilizarei justamente para não criar mais problemas.

Voltando ao disco em questão...


Resolvi postar esse registro em particular por se tratar de uma gravação impecável com alguns belos clássicos que nunca faltaram durante as apresentações ao vivo do Caravan. Outro motivo é a presença de membros ilustres nessa provável reunião da banda que aconteceu no Astoria em Londres em 19 de Setembro de 1997. 
Não costumo citar o line up dos discos postados por aqui mas creio que este seja essencial ao conhecimento de todos. 

São eles:


- Doug Boyle ( excelente guitarrista que fez parte da banda de Robert Plant por alguns anos e passou a integrar o Caravan nos anos 90)

- Richard Coughlan ( baterista, membro fundador do Caravan)
- Pye Hastings ( guitarrista e portador de uma das mais belas vozes de todos os tempos)
- Jim Leverton ( baixista, tocou com Frank Miller em 1973 além de outras bandas pouco conhecidas nos anos 70)
- Geoffrey Richardson (exímio multi-instrumentista além de excelente flautista, tocou Murray Head ( leia-se Jesus Cristo Superstar) e participou de alguns projetos com Bob Geldof)

Nesse disco encontramos belas versões de faixas como "Nine Feet Underground" e "For Richard", além de alguns clássicos como "The Dog The Dog...", "Memory Lain" e "Headloss". O restante das faixas vem de um álbum muito bom chamado The Battle Of Hastings, lançado em 1995.


É sempre muito bom ver bandas como o Caravan na ativa até hoje. Eles passaram brevemente pelo Brasil em 2003 mas a divulgação foi tão péssima que nem fiquei sabendo. Fui tomar conhecimento dessa apresentação ocorrida no Rio somente um ano depois. Lamentável...


Assim como eu, muitos por aqui sonham com a vinda do Caravan ao Brasil...

Quem sabe um dia...



TRACKS:


1. Memory Lain, Hugh
2. Headloss
3. Nine Feet Underground
4. The Dog, the Dog, He's at It Again
5. Cold as Ice
6. Somewhere in Your Heart
7. I Know Why You're Laughing
8. Liar
9. For Richard
10. Golf Girl 



YANDEX

MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, PEÇO QUE RELATEM NOS COMENTÁRIOS DA POSTAGEM.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

[DIVULGAÇÃO] LUMMEN - CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL - RIO DE JANEIRO - 20 de NOVEMBRO


Mais uma vez, o Progrockvintage tem a honra em divulgar mais uma apresentação da banda de progressivo medieval, LummeN trazendo agora uma nova turnê intitulada por Viagem Progressiva. 

Essa estréia contará com belas releituras de bandas como Jethro Tull, PFM e Focus além de suas belíssimas composições autorais lançadas ao longo de sua brilhante carreira. 

A banda LummeN segue uma linha puramente medieval onde instrumentos como flauta e violino são os principais e mais belos destaques das apresentações ao vivo. A banda impõe também características cênicas no decorrer de algumas músicas, além de projeções de imagens conceituais em telão de alta qualidade.

Segue o chamado oficial para o show do próximo dia 20:

"É a pré-estreia de um novo show: "Viagem Progressiva". 

Além das composições autorais, teremos uma homenagem às principais bandas que influenciaram o som da LummeN, como Focus, Premiata Forneria Marconi e Jethro Tull. 

Destaque também para duas músicas do CD "Palma-12 ciclos".

E a formação tem novidades: 
A presença de dois antigos integrantes: o violinista André Henriques, que participou do show de estreia, em 1995 e do CD ao vivo, em 1997; e o baterista Giovani Vicenzo que também participou de importantes momentos da LummeN, como no espetáculo "Em Concerto", realizado em 2013. 

A cantora soprano Patrícia Scagliusi é a artista convidada. 

Marco Aurêh, na voz, flautas e violão, Paulinho Cabral, na guitarra e Diego Peres no baixo e vocal completam o elenco".

Mais informações na página oficial do evento no Facebook.


SERVIÇO:

LummeN - Pré estréia da turnê VIAGEM PROGRESSIVA

Data: 20 de Novembro (terça) 19hrs

Local: Centro Cultural Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 - Centro - RJ)

Os ingressos podem ser adquiridos a preços populares na bilheteria do teatro no dia do show ou antecipadamente nas lojas RockSession (Rua Conde de Bonfim, 80, Loja 16 - Tijuca) e Scheherazade Cds (Rua Conde de Bonfim 346 - Tijuca)





terça-feira, 6 de novembro de 2018

URIAH HEEP - Byron´s Lost Poem - 1972


Na primeira metade da década de setenta, o Uriah Heep certamente foi uma das mais importantes bandas de rock da Inglaterra que, até nos dias atuais, é lembrada por seus clássicos álbuns e pelo grande dilema tanto discutido pelos fãs por se tratar de uma banda de Rock Progressivo (Heavy Prog) ou simplesmente uma banda de Hard Rock. Particularmente, fico com a primeira opção pelo menos no decorrer da primeira leva de sua extensa discografia, lançada entre os anos de 1970 e 1976. 

O culpado de toda essa minha convicção atende pelo nome de Ken Hensley que, na minha lista, figura entre os cinco maiores tecladistas de todos os tempos, onde estava sempre munido de um poderoso Hammond, acompanhado de belas harmonias de piano e suntuosos solos de Moog. Hensley também foi responsável pela autoria da grande maioria das composições da fase áurea da banda, além de contribuir com algumas passagens de guitarra e violão. 

Nessa publicação, temos a formação 'clássica' do Uriah Heep que contava com a extrema energia do vocal do falecido David Byron, contagiante e muito marcante em todos os momentos, a pesada cozinha baixo e bateria conduzida, pelo também falecido Gary Thain e Lee Kerslake respectivamente, que sempre dão um show a parte seja em estúdio ou ao vivo. Sem contar com os fortes riffs de guitarra do mestre Mick Box mesclados ao poderoso arsenal de Ken Hensley. 

Gravado em 03 de Maio de 1972 na cidade alemã de Münster, esse bootleg é constituído por faixas de discos altamente clássicos como Very 'Eavy...Very 'Umble, Salisbury, Look at Yourself, e o "recém lançado" Demons and Wizards, sendo este último um dos melhores e mais importantes álbuns produzidos por uma banda inglesa nos anos 70. Um interessante destaque vem da quinta faixa, que nada mais é que uma bela e pesada improvisação com duração aproximada de 22 minutos. 

Tenho a obrigação de informar que trata-se de um BOOTLEG ou seja, um registro não-oficial e um tanto precário, feito por alguém da plateia com um gravador deveras amador. 
Recomendo o download deste modesto registro por aqueles que gostam e respeitam esse tipo de publicação, já muitas vezes feitas por aqui. 

Adianto que os colecionadores terão em mãos um raro registro ao vivo de uma das maiores bandas de todos os tempos!


TRACKS:

01. I Wanna Be Free
02. Easy Livin
03. July Morning
04. Tears In My Eyes
05. Improvisation
06. Bird Of Prey
07. Rainbow Demon
08. The Wizard
09. Look At Yourself
10. Lady In Black
11. Gipsy


MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, PEÇO QUE RELATEM NOS COMENTÁRIOS DA POSTAGEM.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

KIN PING MEH - Concrete - 1976



O Kin Ping Meh juntamente com o excelente Birth Control foram os percursores do movimento Heavy Prog alemão que abriu as portas para outras bandas desse mesmo estilo. Algumas dessas bandas lançaram os famosos e excelentes one shot gravados, em sua maioria, precariamente em estúdios improvisados onde as gravações eram executadas ao vivo, sem mixagem apropriada e produção bastante caseira. 

Um bom exemplo disso foi o Baumstam (já postado por aqui), que segue mais ou menos a mesma linha dessas bandas já citadas e também pouco conhecida na época. Tocavam apenas em alguns festivais e depois foi esquecida pelo tempo.

Com o Kin Ping Meh, a história é bem diferente. A banda contava com as produções do famoso engenheiro de som Conny Plank em seus discos, Plank lançou  grandes nomes do Krautrock onde obtiveram reconhecimento merecido por toda Europa nos anos 70. Alguns bons exemplos são: Neu!, Kraftwerk, Harmonia, Can, dentre outros. Também tocava muito bem guitarra e diversos tipos de teclados e sintetizadores e chegou a tocar em alguns discos do Guru Guru e Cluster.

Aqui encontramos a banda em perfeita harmonia e entrosamento entre seus membros. Guitarras pesadas se entrelaçam ao poderoso Hammond do excelente Chris Klober, um dos melhores tecladistas da cena alemã na minha opinião.

 Esse é um dos poucos registros ao vivo em catálogo que posto por aqui por ser um dos melhores já feitos pelo KPM. Pra quem não conhece a banda, esse é um bom começo para se familiarizar pois nesse disco contém uma perfeita seleção com as melhores faixas. Faixas essas pertencentes aos quatro primeiros e essenciais álbuns lançados entre os anos de 1971 e 1974. 

A título de curiosidade, o KPM regravou Come Together dos Beatles e lançou no disco de estúdio, intitulado por No.2 em 1972. A versão ao vivo contida no registro em questão pesa uma tonelada e é bem melhor do que o original lançado pelos Fab Four em 69. (Que atirem as pedras!)

O vinil Concrete foi lançado em edição dupla pelo selo independente inglês Nova Records em 1976. Já fim dos anos 90, o selo Second Battle o lançou o cd em versão single. 

Em termos de progressivo alemão, esse é um de meus cincos discos favoritos lançados ao vivo nos anos 70 ao qual recomendo sem medo!


TRACKS:

1. Light Entertainment
2. Come Together
3. Too Many People
4. Me and I
5. I Want to Die A Millionaire
6. Night-Time Glider
7. East Winds
8. High Time Whiskey Flyer
9. Blue Horizon
10. Dancing in the Street
11. Don't Force Your Horse
12. Good Time Gracie
13. Rock Is the Way


MEGA

QUALQUER PROBLEMA COM O LINK, PEÇO QUE RELATEM NOS COMENTÁRIOS DA POSTAGEM.