domingo, 25 de setembro de 2016

THREE FRIENDS - Gentle Giant Reunion Gig - 2009



Desde os primórdios do que conhecemos por Rock Progressivo, o Gentle Giant sempre teve um lugar reservado no topo da lista dos fãs mais exigentes do gênero. Comigo não é diferente, tenho ainda muito respeito e admiração por essa banda que sempre executou com perfeição toda a complexidade de seus mais criativos arranjos.  

Desde 1966 quando os irmãos Shulman criaram a banda Simon Dupret and The Big Sound com um som mais voltado para o R&B, o que era a febre do momento, chegaram a alcançar um certo sucesso mas não era esse o tipo de som que os três gostariam de fazer. Não satisfeitos, acabaram com a banda e no fim dos anos 60 se juntaram a um impecável trio composto por Kerry Minnear (teclados), Gary Green (guitarra) e Martin Smith (bateria) e formaram o Gentle Giant. Essa formação clássica chegou a gravar o essencial disco homônimo lançado em 1970 e no ano seguinte o Acquairing The Taste, que também se tornou um dos grandes álbuns lançados naquele ano.

Creio que o resto da história todos já conhecem, o GG se tornou uma das bandas mais importantes do cenário britânico durante os áureos anos 70 mas com um ponto a mais de criatividade, belas letras e compassos executados de diferentes formas em uma só faixa. A banda introduziu ao rock progressivo além de poderosos sintetizadores, instrumentos exóticos como xilofone, oboé, cellos e outros, que se encaixavam com perfeição a proposta estabelecida por seus componentes. 

A banda encerrou suas atividades no momento certo, quando o progressivo já não era mais o mesmo durante a fatídica década de 80 onde muitas bandas aclamadas seguiram outros rumos na música, partindo para um som mais voltado para o pop. Lamentável!


Mas eis que em 2008 uma tão esperada reunião do GG começa a sair dos estúdios de ensaio para os palcos britânicos. A ideia inicial partiu de Gary Green que se juntou ao inesquecível baterista Malcolm Mortimore (Three Friends 1972) e começaram a se apresentar com o nome de Rentle Giant, fazendo releituras ao vivo de obras clássicas do GG. 

Em 2009, Kerry Minnear se junta a dupla e a banda passa se chamar Three Friends, uma homenagem mais que justa!

O bootleg que hoje disponibilizo é nada menos que a primeira apresentação com a atual formação ocorrida em 16 de Abril de 2009 numa cidadezinha portuária da Inglaterra chamada Shoreham-by-Sea.

Além da impecável qualidade do áudio, encontramos aqui lindas versões de faixas como "Prologue", "In a Glass House" e "Giant", fora as outras que compõem o setlist desse show. Somente clássicos e alguns bons "lado b" que não poderiam nunca ficar de fora. 

Sabe-se que alguns meses depois Minnear deixou a banda sem maiores explicações mas o TF continuou  a excursionar pela Europa, Canadá, Alemanha e Japão. 

Sua mais recente apresentação ocorreu em Abril de 2014 no exótico "Cruise To The Edge", uma viagem dos sonhos, onde pelo menos dois mil aficionados pelo progressivo de todas as partes do mundo, se esbaldaram em um cruzeiro de quatro dias pelo México em companhia de bandas como Renaissance, Yes, Tangerine Dream, Soft Machine Legacy, PFM, Steve Hackett, dentre muitos outros...


Ficamos por enquanto com esse belo registro e esperando um dia, quem sabe, poder ver e ouvir ao vivo esse reunião de músicos que muito contribuíram com a trajetória de sucesso do progressivo no decorrer da década de 70.



TRACKS:

1. Prologue
2. Playing The Game
3. The Advent Of Panurge
4. Pantagruel´s Nativity
5. Just The Same
6. Think Of Me With Kindness
7. The House, The Street, The Room
8. The Boys In The Band
9. (Band Introduction)
10. His Last Voyage
11. In A Glass House
12. Mister Class & Quality
13. Three Friends
14. Free Hand
15. Giant 
16. Peel The Paint



YANDEX

sábado, 17 de setembro de 2016

RUSH - Time Machine Tour - 2010


Excelente bootleg que fez parte da turnê Time Machine, a mesma que passou pelo Brasil em 2010 e que tive a grande honra de estar presente. Assistir a um show do Rush é um presente divino e uma experiência única. Energia contagiante e grandes clássicos que fizeram o Morumbi ruir naquele 8 de Outubro!


Creio que esta tenha sido a turnê mais esperada pelos fãs da banda, pois pela primeira vez na história eles executaram na íntegra o clássico e excelente álbum Moving Pictures durante o segundo set do show, comemorando assim os 30 anos de sue lançamento

O primeiro set ficou por conta da abertura com "Spirit of Radio" muito bem encaixada com "Time Stand Still", além de outros clássicos como "Marathon", "Subdivisions", "Limelight",e muitas outras. A que mais se destacou na minha opinião foi a faixa "Presto", primeira vez inclusa em uma tour do Rush desde o lançamento do disco que leva o seu nome em 1989. 

Time Machine Tour teve início cidade de New Mexico, passou por algumas cidades do Canadá e   Estados Unidos antes da passagem pelo Brasil.
Este bootleg que vos apresento foi o terceiro show da turnê gravado em 3 de Julho de 2010 na cidade de Milwaukee e conta com faixas divididas em 2 sets. 

São por volta de 3 horas de show, 3 horas de puro delírio, energia contagiante e da certeza de que o dinheiro pago pelo "salgado" ingresso, valeu muito a pena!




TRACKS:

DISCO 1:

01. The Spirit of Radio
02. Time Stand Still
03. Presto
04. Stick It Out
05. Workin' Them Angels
06. Leave That Thing Alone
07. Faithless
08. Brought Up To Believe
09. Freewill
10. Marathon
11. Subdivisions
12. Tom Sawyer
13. Red Barchetta
14. YYZ

DISCO 2:
 
01. Limelight
02. The Camera Eye
03. Witch Hunt
04. Vital Signs
05. Caravan
06. Love For Sale
07. Closer To The Heart
08. 2112 (Overture / Temples of Syrinx)
09. Far Cry
10. Encore Break
11. La Villa Strangiato
12. Working Man


YANDEX

terça-feira, 13 de setembro de 2016

[DIVULGAÇÃO] ORQUESTRA MINEIRA DE ROCK - 15 e 16/09 - TEATRO BRADESCO - BH

 
A Orquestra Mineira de Rock retorna aos palcos de BH agora para duas apresentações no Teatro Bradesco. Esta é mais uma chance aos que ficaram de fora e perderam o espetáculo que lotou o Sesc Palladium em junho, esgotando assim todos os ingressos. Dessa vez também não será diferente, teremos novamente teatro abarrotado de gente para prestigiar o incrível projeto liderado pelas bandas Somba, Cálix e Cartoon

O repertório, além de contar com composições autorais das três bandas, também presenteia o público com grandiosos clássicos do rock em releituras diferenciadas e muito bem executadas pelos doze músicos presentes no palco. Um exemplo disso é a linda versão de "Floydiana", composta pelo tão saudoso músico mineiro, Marco Antônio Araújo e a qual espero que não fique de fora de ambas apresentações.

Deixo como uma pequena amostra, o vídeo da canção "I´ve Seen All Good People" (YES), produzido pelo canal Musical Box Records no Youtube.

 
OS SHOWS OCORRERÃO NA PRÓXIMA QUINTA (15) E SEXTA (16) NO TEATRO BRADESCO, LOCALIZADO Á RUA DA BAHIA 2244 NO BAIRRO DE LOURDES. 
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS NA BILHETERIA DO TEATRO OU ATRAVÉS DO LINK 

AVISO QUE OS INGRESSOS PARA SEXTA-FEIRA ESTÃO PRATICAMENTE ESGOTADOS!!!
 
 

sábado, 10 de setembro de 2016

CAPTAIN BEYOND - Texas - 1973



Outro dia reclamaram que ando boicotando bandas americanas aqui no PRV. Para acabar com a polêmica posto aqui uma das melhores bandas das terras do Tio Sam dos anos 70.

Este belo registro foi gravado em 6 de Outubro de 1973 na Universidade do Texas e conta com faixas do disco homônimo lançado em 1972.

Infelizmente a banda chegou ao fim no ano de 1974 fazendo com que Rod Evans (membro fundador do Deep Purple),  desistisse da carreira de músico e se dedicasse a medicina na cidade de São Francisco.  


TRACKS:

1- Distant Sun

2-  Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
3- Armworth
4- Myopic Void
5-  Drifting In Open Space
6- Pandora's Box
7- Thousand Days of Yesterdays
8- Frozen Over
9- Rhino Guitar Jam
10- Mesmerization Eclipse
11- Stone Free

YANDEX

domingo, 4 de setembro de 2016

LILIENTAL - Liliental - 1978


Liliental foi um projeto paralelo liderado por Dieter Moebius (Cluster) que procurava por algo mais inovador em termos de música eletrônica. Moebius então convidou dois ilustres membros do Kraan, o baixista Helmut Hattler e o saxofonista e flautista Johannes Pappert  que se juntaram a Conny Plank ,engenheiro de som e mestre de produção de diversas bandas de Krautrock como Neu!, Can, Harmonia e Kraftwerk. 

A proposta desse lindo projeto era criar uma atmosfera voltada para a ambientação eletrônica fazendo uso de guitarras distorcidas com belas passagens de sintetizadores, instrumentos de sopro e pouca percussão, o que nos remete em alguns momentos à fase áurea do próprio Cluster


O disco é composto por pequenas melodias que consistem em passagens eletrônicas muito criativas e com elementos bastante exóticos, criando assim, em certas partes, uma atmosfera beirando a obscuridade. 


O que realmente me estranha é o fato de Brian Eno ter ficado de fora desse projeto. Algumas passagens ao decorrer do disco lembra demais sua parceira com o Cluster em 1977 quando gravaram o excelente álbum "Cluster & Eno" que seguia mais ou menos a linha desse registro que vos apresento hoje.  Eno é nada menos que o percussor da chamada Ambient Music, que segue exatamente a proposta desse disco. Pena...


Esse registro foi lançado pelo selo Brain em 1978 mas foram prensadas poucas cópias em vinil pois se tratava de um projeto pessoal de Moebius. Se não estou enganada, a Universal Music lançou em 2007 um Digipack japonês deste mesmo disco e, pelo que me consta,se encontra disponível na internet para a compra. 

Posso dizer que foi um verdadeiro achado ter em mãos essa preciosidade e recomendo aos admiradores do bom e velho Krautrock.


TRACKS:

1. Stresemannstrasse
2. Adel
3. Wattwurm
4. Vielharmonie
5. Gebremster Schaum
6. Nachsaison


YANDEX

domingo, 28 de agosto de 2016

COSMIC CIRCUS MUSIC - Sternenmaskerade - 1972


Esqueça tudo o que você conhece ou já ouviu falar sobre Krautrock, progressivo alemão, música experimental e preste bastante atenção nessa magnífica e rara gravação que hoje vos disponibilizo. 

O Cosmic Circus Music foi um rápido projeto experimental criado por um trio de desconhecidos mas muito bem acompanhados por Tim Belbe, membro fundador e saxofonista da banda alemã Xhol Caravan, aqui encontramos Belbe conduzindo uma belíssima flauta.


Trata-se de uma edição totalmente rara e experimental baseada em acordes as vezes um tanto ácido de guitarra e muito bem elaborados, acompanhado de um poderoso baixo, liderada pela obscura percussão do baterista Ulrich Masshöfer que torna a audição desse registro ainda mais especial, justamente por conduzir com muita destreza o perfeito entrosamento entre seus membros e respectivos instrumentos. As passagens de flauta se tornam cada vez mais lindas e cativantes no decorrer dos mais de 45 minutos de execução de uma única faixa que dá nome a esse registro. 

As atmosferas chegam a variar bastante durante sua execução. Desde passagens mais brandas e melódicas até improvisações com bastante peso onde todos os instrumentos se mesclam de uma forma que somente os alemães sabem como fazer, nos remetendo em variados momentos as áureas fases de bandas como Agitation Free, Yatha Sihdra e até mesmo o Xhol Caravan.

Por assim dizer, temos em mãos o que há de melhor em termos de rock progressivo experimental gravado ao vivo em um galpão vazio na cidade de Wiesbaden, com equipamentos básicos para a edição em fitas cassete. A qualidade é inferior justamente pela nítida precariedade da gravação.  

A cópia deste registro foi gentilmente cedida a mim em 2008 por um amigo alemão, residente na cidade de Leipzig, com a seguinte nota: "Kraut rarity of the highest order". 

Vale lembrar que essa gravação nunca foi comercializada diretamente, mas em 1972 a revista alemã German Sounds Magazine publicou uma matéria onde disponibilizava o endereço para contato a quem se interessasse em adquirir tal material.

Pela informação que me foi passada, possuo aqui a cópia da cópia do original, portanto a qualidade não é das melhores. Consegui garimpar alguns arquivos e achei gravações bem piores do que estas que disponibilizo hoje.

Correm boatos de que ainda neste ano o salvador selo Garden Of Delights remasterize e relance essa gravação em CD com mais uma faixa bônus de 30 minutos que pelo jeito não consta na gravação original dessa fita. 

Sei que muitos aqui gostam e tem o hábito de garimpar essas gravações mais raras e um tanto caseiras. Portanto, aproveitem, pois esse maravilhoso material muito me surpreendeu e me fez admirar ainda mais o progressivo alemão e suas vertentes.




TRACK:

1. Sternenmaskerade



YANDEX

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

YES - Every Little Thing - 1970



Bootleg gravado em 03 de Abril de 1970 na cidade de Colônia na Alemanha durante um festival que também contava com bandas como Soft Machine e Deep Purple. 

Nesse registro temos uma das últimas aparições ao vivo de Peter Banks na banda. O disco traz faixas dos álbuns dois primeiros álbuns, Yes e Time and a Word.

 A qualidade sonora não é muito boa, os vocais estão baixos mas os instrumentos são "audíveis".

Bela aquisição para COLECIONADORES!!!!



TRACKS:

1- No Opportunity Necessary, No Experience Needed
2- Then
3- Every Little Thing
4- Astral Traveller
5- Everydays

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

ZIPPO ZETTERLINK - In The Poor Sun - 1971



Já havia postado essa raridade no antigo endereço do PRV em 2008 mas resolvi retirar pela péssima resenha que havia escrito na época. Me lembro que foram apenas três linhas de informações básicas e nada mais. Não achei muito justo com as poucas pessoas que passam por aqui procurando por algo de qualidade.

Certamente, o ZZ é uma das maiores incógnitas do progressivo alemão desde seus primórdios. Formada no fim dos anos 60 na cidade de Hamburgo pelo guitarrista Wolfgang Orschakowski,  nada se sabe sobre os outros integrantes já que o nome do mesmo é o único citado nos créditos do álbum. A banda fazia um blues pra lá de psicodélico onde os belos solos de guitarra se mesclavam ao forte vocal de Orschakowski  em todo o decorrer do disco. 

O maior destaque de toda essa obra é a primeira faixa com pouco mais de 20 minutos gravada ao vivo no Blow Up Club em Munique em 1969. Trata-se de uma verdadeira aula de música instrumental regada a improvisações que beiram a obscuridade, ou seja, um som bem digno ao movimento progressivo/experimental que emergia na Alemanha no fim dos anos 60.

Algumas faixas foram gravadas em um festival em Hamburgo em 1971 e o resto são improvisações feitas em mais um daqueles estúdios caseiros onde se gravava ao vivo e prensavam-se poucas cópias em fitas ou vinil para divulgação nesses mesmos festivais já muito citados aqui no PRV.


Sabe-se que um selo americano teve acesso a um dos originais e relançou em CD em 2002. A qualidade do áudio não é impecável mas certamente essa foi uma das maiores surpresas que os alemães já me proporcionaram.




TRACKS:

1. Zippo Zetterlink In The Poor Sun At Sunday Night In The Blow Up 
2. Kaputt 
3. Ein Gemmen-märchen 
4. It's Groovy, The Electric Light Machine, Boy 
5. Electric Light

domingo, 7 de agosto de 2016

BILL BRUFORD - Radio Strokes - 1979


Desde que passei a escutar progressivo ainda muito jovem, tenho Bill Bruford como um mestre das baquetas. Que me perdoem os fãs incondicionais do Rush e ELP mas posso dizer que esse senhor revolucionou a cena progressiva no começo dos anos 70 com sua técnica arrojada e passagens desconcertantes de bateria. 



Tudo começou quando ele conheceu Jon Anderson e Chris Squire e fez com que o YES se tornasse uma banda chave na cena progressiva britânica. Muito corajoso, Bruford deixa a banda após o estrondoso sucesso de Close To The Edge em 1972 e resolve partir para uma carreira mais voltada pro Fusion, nota-se que, o que ele queria mesmo era partir pra algo mais pesado e com mais pegada. 

Nesse mesmo ano de 72, Bruford é chamado pra tocar no Crimson para lançar o maravilhoso Lark Tongues In Aspic, parece que o Fripp viu que tinha uma jóia na mãos e o virtuoso baterista passou a fazer parte de uma importante e excelente fase do Crimson, onde a banda era voltada mais para um fusion de peso. Pode saber que essa fase após o Islands de 1972 fez com que a banda se tornasse única e exclusivamente fusion passando por variadas modificações em sua formação com o decorrer dos anos. 

Quando Fripp dava uma folga, Bruford tinha seus projetos paralelos, ficou seis meses com o Genesis durante a tour do Second´s Out em 1976, fundou a excelente banda U.K em 1977 junto com nomes de peso como John Whetton, Eddie Jobson e Allan Holdsworth. Além de ter substituído Laurie Allen durante a tour européia do Gong em 1974 e gravado oito e ótimos discos solos entre os anos de 1977 e 2008. Precisa de mais?

Sim, precisa...


Esse excelente bootleg foi gravado em 26 de Agosto de 1979 em Chicago durante uma breve passagem da banda de Bruford durante a tour do criativo disco "One Of A Kind" (1979) por terras americanas. O registro conta com faixas desse mesmo disco que se tornou um clássico na carreira solo de Bruford. Destaque para a segunda faixa, "Sample And Hold" que é introduzida por um excelente solo de bateria condizente ao que esse senhor se propunha a fazer: um showzaço de Fusion! O disco inteiro é uma verdadeira aula de prog/fusion.

Não posso deixar de citar a excelente formação que acompanhava o baterista durante essa tour que são pessoas de extrema importância para a cena progressiva da época. 

São eles: 

- Jeff Berlin, considerado um dos maiores baixistas de todos os tempos, gravou excelentes discos e participou de bandas como Passaport  , ABWH, além de tocar com grandes nomes como Patti Austin e Patrick Moraz. 

- John Clark, excelente, de uma técnica implacável porém desconhecido guitarrista.

- Dave Stewart, tecladista e percursor do movimento Canterbury. Foi braço direito de Steve Hillage na formação da excelente banda Khan e tocou em excelentes bandas de Canterbury tais como Gong, Egg, Hatfield And The North e Arzachel, além de ser membro fundador do National Health. 

(Pra quem não sabe, tenho esse "tal" de Dave Stewart como um dos tecladistas mais criativos e brilhantes de toda a cena progressiva. Ele é desconhecido para muitos mas recomendo a todos que escutem alguma dessas bandas citadas acima. Tenho certeza que a maioria irá concordar com essa que vos fala.)


Só pra fechar essa postagem de hoje, tenho o prazer em dizer que a qualidade sonora deste registro encontra-se impecável! Me parece que essa apresentação foi gravada por uma rádio de Chicago que muito provavelmente, a gravação deve ter vindo diretamente da mesa de som.


TRACKS:

01. Hell's Bells
02. Sample And Hold
03. Fainting In Coils
04. Forever Until Sunday
05. Joe Frazier
06. Travels With Myself / And Someone Else 
07. Beelzebub
08. The Sahara of Snow Part 1
09. The Sahara of Snow Part 2 






YANDEX

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

IKARUS - Ikarus - 1971




Banda pioneira e um tanto obscura do cenário alemão, Ikarus lançou apenas esse criativo e excelente disco no ano de 1971.

 Aqui encontramos excelentes arranjos de órgão e piano elétricos voltados para uma atmosfera fusion que nos remete aos bons tempos do Crimson onde o uso do sax  faz com que as faixas adquiram um peso único. 


O disco é composto por quatro longas faixas dando também uma boa ênfase nas pesadas guitarras mescladas a um poderoso órgão. 


Destaque para a primeira e longa faixa Eclipse que vai evoluindo em excelente interação instrumental com o forte vozeirão do ótimo vocalista, Lorenz Köhler.

Recomendado a quem admira um fusion com mais peso.



TRACKS:

1. Eclipse:
a) Skyscrapers
b) Sooner or later
2. Mesentery
3. The raven (including "Theme for James Marshall")
4. Early bell's voice 


YANDEX

quinta-feira, 28 de julho de 2016

PENTACLE - La Clef Des Songes - 1975



Banda francesa surgida na cidade de Belfort no começo dos anos 70 que faz um progressivo sinfônico de pura leveza e maestria. 

O disco é basicamente conduzido por belíssimos solos de guitarra elétrica e acústica com efeitos de Moog de muita criatividade e um belo Hammond por trás disso tudo. Os vocais são lindamente cantados em frânces , o que faz com que o disco fique ainda mais belo.

Pouco tempo atrás o selo Musea remasterizou esse registro incluindo três faixas bônus gravadas ao vivo mas a qualidade do áudio é tão ruim que fica apenas como um singelo souvenier  aos colecionadores do gênero.




TRACKS:

1. La Clef Des Songes 
2. Naufrage 
3. L'âme Du Guerrier
4. Les Pauvres
5. Complot 
6. Le Raconteur

7. La Clef Des Songes (Live Bonus)   
8. Complot (Live Bonus)  
9. Le Raconteur (Live Bonus)  


domingo, 24 de julho de 2016

ERLKOENIG - Erlkoenig - 1973




Banda alemã de nome bastante complicado retirada de um poema do também alemão Johann Wolfgang Von Goethe, importante figura da literatura germânica no final do século XVIII.

O Erlkoein era composto por quatro e excelentes músicos praticamente desconhecidos e que faziam um som altamente obscuro mesclando a beleza e seriedade do prog sinfônico ao estranho e tendencioso mundo do Krautrock.

Destaco o excelente tecladista Eckhardt Freynik que se esbalda em uma espécie de órgão de igreja com uma timbragem maravilhosa e condizente com a atmosfera decorrente no disco. Suas faixas como um todo são repletas de muita intensidade, virtuosismo e executadas de forma mágica por todos os integrantes.

 Grande parte é instrumental mas quando os vocais do mago baterista Michael Brandes aparecem, o som se torna ainda mais original e um tanto cativante, sem contar que as letras são todas vocalizadas em inglês mas com um forte e peculiar sotaque alemão.

Mais uma vez me entristeço ao dizer que é esse é o único registro lançado pela banda no começo de 1973 ao qual foram prensadas apenas mil cópias para serem vendidas em festivais pela Alemanha.


A boa notícia é que o selo salvador dos discos perdidos da cena alemã, Garden Of Delights, teve acesso a mais essa raridade perdida e conseguiu remasterizá-lo e ainda nos presenteia com 4 belas faixas bônus.



TRACKS:

1. Erlkoenig impression
2. Tomorrow
3. Thoughts
4. Castrop-Rauxel
5. Blind alley
6. Divertimento

Bônus:
7. The lad in the fen
8. Love is truth
9. Run away
10. Monday morning  


YANDEX

sexta-feira, 22 de julho de 2016

[DIVULGAÇÃO] CÁLIX - TEATRO BRADESCO - BELO HORIZONTE - 23 DE JULHO - LANÇAMENTO CD "CAMINHANTE"


AMANHÃ, 23/07/2016


Pertenço a uma época, lá pelo fim dos anos 90, em que algumas boas bandas independentes eram sinônimo de casa cheia pelos bares e palcos de diversos festivais em BH, onde possuíam um grande público cativo e que, certamente marcaram um tempo onde a boa música já começava a se tornar escassa.

Nessa nova geração de músicos que predominavam pela qualidade de suas composições, vimos surgir bandas como Somba, Cartoon, Mantra, Diapasão, Cálix, dentre outras. Algumas delas, infelizmente, não deram continuidade a seus projetos, sem sequer lançar algum material de divulgação. Mesmo assim, em Belo Horizonte surgiram nomes de peso não só pelo Brasil mas pelo mundo. 

Um bom exemplo disso foi o Cartoon que tocou em diversos festivais pela América do Norte e Europa, provando ainda mais que a música mineira é sim um dos maiores destaques do nosso país por aquelas terras.


FOTO: FELIPE TEMPONI

O Cálix possui uma trajetória bem interessante a qual pude acompanhar ao longo de seus quase 20 anos de carreira. A princípio, a banda tocava nas famosas calouradas de grandes universidades por aqui, fazendo dignas releituras de bandas como Beatles, Pink Floyd, The Who e Jethro Tull, sendo esta última o principal destaque das apresentações. Após algum tempo, a banda começa a encaixar faixas autorais ás releituras, agradando e conquistando ainda mais o público mineiro.

O primeiro trabalho autoral, Canções de Beurin foi lançado em 2000 em um show no Minas Centro com lotação máxima. Disco de estrondoso sucesso, foi gravado de forma independente onde apenas 3000 cópias foram prensadas, desaparecendo em poucos meses. 
Algum tempo depois, foram prensadas outras 8 mil cópias, sendo lançadas pelo selo carioca Rock Symphony que, proporcionou a banda a distribuição e divulgação de seu primeiro trabalho em países da Ásia, Europa e América Latina.   
Posso afirmar, sem dúvida que este é um dos 10 melhores discos de Rock Progressivo brasileiro dos últimos 30 anos. Disco este, bastante elogiado em vários países, gerando publicações de destaque em revistas especializadas no assunto. 

Passados dois anos, o Cálix lança A Roda, menos voltado para o progressivo mas com belos arranjos e composições muito bem produzidas. Nesse disco, vemos os músicos mais maduros, entoando uma variação de influências de gêneros musicais bem diversificados. Algumas passagens dão certa ênfase ao prog/folk, com referências nítidas ao estilo que o Jethro Tull emanava em alguns de seus 
FOTO: FELIPE TEMPONI
discos.


Para o lançamento e divulgação em grande estilo de seu segundo trabalho, o Cálix fez um show épico no Palácio das Artes também em 2002 com ingressos esgotados. 
 
Em outubro de 2006, a banda faz um show memorável para a gravação do DVD Cálix Ao Vivo também no Grande Teatro do Palácio das Artes. O show contou com a participação da percussionista Daniela Ramos e de uma orquestra especialmente formada para o evento, regida pelo maestro Rodrigo Garcia. Nesse mesmo ano, lançam a gravação desse show em CD com o nome de Ventos de Outono

Vale lembrar que o destaque que a banda possui em BH, não é somente em virtude de teatros e festivais lotados mas também pelos shows de grandes nomes do progressivo internacional. Um exemplo disso, foi a abertura do show da banda holandesa Focus em 2005, em que o flautista Renato Savassi dividiu o palco com This Van Leer em um dueto de flautas de pura beleza e extrema qualidade. Um presente inesquecível para o público naquela noite. Outro exemplo, foi a participação da banda no extinto festival Rio Art Rock Festival no Rio de Janeiro, onde o Cálix abriu para os italianos do Il Baleto Di Bronzo.

Não me lembro bem o ano exato, mas não poderia nunca deixar de lembrar de um show ocorrido na saudosa Lapa Multi Show em BH, onde a banda deixou de lado todo o seu rico repertório autoral, para nos presentear com duas horas seguidas das mais lindas releituras de faixas "lado b" do Jethro Tull

Cálix é:


Renato Savassi: vocal, flauta, violão e bandolim.

Sânzio Brandão: guitarra 
Marcelo Cioglia: baixo e vocal
Rufino Silvério: teclado e vocal
Andre Godoy: bateria

 A banda é composta por brilhantes músicos altamente qualificados, que estudam a fundo seus projetos, fazendo com que o Cálix seja sempre um exemplo de extrema dedicação para essa nova geração de músicos que surgem por terras mineiras. O mais interessante é que a banda, ao longo de todos esses anos, não sofreu nenhuma reformulação em sua formação, mantendo sempre o grande e nítido entrosamento entre seus membros, sempre mantendo a qualidade de suas composições seja em estúdio ou ao vivo.

Uma década após o lançamento de seu último disco, o Cálix nos presenteia agora com o álbum Caminhante, que terá sua estreia oficial em um show muito esperado no Teatro Bradesco. O disco foi gravado no condomínio Morro do Chapéu, nos arredores de BH, e contou com a produção de César Santos.

A apresentação está marcada para ás 21:00hrs do dia 23 de Julho com ingressos já praticamente se esgotando. Os mesmos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site Compre Ingressos.
O excelente Teatro Bradesco está situado á Rua Da Bahia, 2.244 no bairro de Lourdes em Belo Horizonte.


IMPERDÍVEL! 


Como divulgação, a banda disponibiliza a faixa Can You See It, que certamente estará presente no repertório de tão aguardado show.