domingo, 15 de setembro de 2019

[PRV RECOMENDA] LUIZ ZAMITH - Introspecção - 2018


Luiz Zamith nasceu na capital fluminense em 1964 e ainda muito jovem ingressou no Conservatório Brasileiro de Música, dando seus primeiros passos nos estudos dedicados ao Violão. Anos mais tarde, ingressou na Escola de Música da UFRJ onde graduou-se em Violão Clássico, chegando a participar por um período de dois anos da Orquestra de Violões do Rio de Janeiro.

Após diversos trabalhos voltados para MPB, Zamith se rende á suas maiores influências musicais e lança no ano de 2014 um brilhante projeto intitulado por 'Ícones do Progressivo'. 

Esse projeto tem como objetivo adaptar versões instrumentais de bandas como ELP, Focus, Genesis, PFM, YES, dentre outras. Além de composições autorais de alto nível, muito me surpreende o talento e dedicação em cada acorde executado por esse distinto guitarrista que vem acompanhado por uma banda de peso.


Acervo Luiz Zamith e banda
O objetivo central da publicação de hoje é o álbum 'Introspecção', lançado em 2018. Esse projeto já vinha se desenhando há algum tempo e finalmente temos a felicidade de apreciar seu resultado final. 

O disco é dedicado á memória de Luiz Fernado Zamith, grande influenciador do guitarrista em questão e foi pianista, violoncelista e arranjador da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro. 

As primeiras e positivas impressões giram em torno de uma arte gráfica de extremo bom gosto. A tela principal da capa vem das mãos do talentoso artista plástico, amigo e também baterista Cláudio Dantas (Quaterna Réquiem, Vitral). A junção disso tudo ficou sob responsabilidade do querido Gustavo Paiva da Masque Records que centralizou todo o trabalho gráfico nas mãos do competente Gustavo Sazes, que também trabalhou no disco de estréia da banda Vitral. As inserções fotográficas ficaram sob as habilidosas lentes dos queridos Calos Vaz e Pedro Paulo Ripper. 

A produção de áudio ficou a encargo de Daniel Escobar proprietário da HR Estúdio. Sendo que, seis faixas foram captadas por Escobar nas apresentações ao vivo no Teatro Solar de Botafogo em datas distintas e as outras três gravadas no estúdio em questão. 

Além de Zamith, a banda conta com a participação de integrantes já citados no Progrockvintage com certo destaque. São eles:

- Augusto Mattoso (baixo)
- Elcio Cáfaro (bateria)
- Paulo Teles (flautas)
- Ronaldo Rodrigues (teclados)

Acervo de Pedro Paulo Ripper
O álbum abre com a faixa-título, obra bastante tenra centralizada em acordes de violão e delicadas melodias de flauta. Sua abertura define bem o que vem pela frente. 

Na segunda faixa contamos com uma peça que, em minha modesta opinião é a que mais se destaca no decorrer da audição. "Alguém ainda se lembra das Antas", traduz muito bem a preocupação do também biólogo Luiz Zamith com os diversos e ricos ecossistemas brasileiros tão judiados pela ação maléfica do homem na natureza. Aqui encontramos melodias um tanto 'abrasileiradas' que reúnem fortes solos de guitarra a lindas passagens de flauta, entrelaçados a poderosos solos de Hammond e sintetizadores. 

Em "Outro Dia" e "Cantiga", a banda destila ainda mais sua técnica em passagens bastante fusionadas ao Jazz, combinando diversos tipos de ritmos e harmonias um tanto diversificadas. A cozinha baixo e bateria em constante simetria, dita o compasso da guitarra e aos órgãos unidos a brasilidade da elegante flauta.

"Tema Nº 1" emendada a "Vice-Versa" também agrega ao fusion, com fortes solos de guitarra e, mais uma vez, belas passagens de flauta. 

"Balada", também uma de minhas favoritas, creio que seja a mais próxima ao progressivo sinfônico vindo de terras inglesas. Aqui é notória a incrível referência ao ilustre guitarrista Steve Hackett, músico este muito admirado por Zamith. Nitidamente, percebemos a essência do Genesis não somente nesta faixa em particular, como também em alguns fragmentos contidos nesse álbum. 

"Trem de Cão" é a única faixa cantada e de extremo bom gosto, de autoria da talentosa Masé Sant'Anna, parceira musical de longa data de Zamith. Já tive a oportunidade de vê-los dividindo o palco em uma bela apresentação no Rio em 2017. 

Fechando essa linda obra vem, "Essência" que me remeteu aos tempos áureos do Focus em contundentes solos de guitarra, entrelaçados a espetaculares solos de flauta e um Hammond de peso.


Acervo de Carlos Vaz
Trata-se de um disco denso, intenso, tenro que, mesmo passando por diversas influências de medalhões dos anos 70, possui uma forte ligação com a música brasileira de qualidade. 

É mais um trabalho que comprova ainda mais que o Rock Progressivo brasileiro muito se destaca nesse gênero tão complexo e muito admirado por milhões de pessoas. São projetos como esse que  permitem que o progressivo ainda tenha força e possa influenciar jovens bandas que pretendem seguir em frente, mesmo com todos os obstáculos em termos de captação de recursos para a realização e divulgação de seus trabalhos.

O disco físico pode ser adquirido através dos seguintes contatos:

- Luiz Zamith: zamithbanda@gmail.com
- Gustavo Paiva (Masque Records): masquerecords@gmail.com

Segue abaixo dois registros capturados pela BeProg no Teatro Solar de Botafogo no Rio de Janeiro:



domingo, 8 de setembro de 2019

[FLAC] NATIONAL HEALTH - University of Dundee - 1976


Em 1972, ao deixar o Matching Mole, o tecladista Dave Sinclair e o guitarrista Phil Miller juntaram-se novamente a Richard Sinclair (que também havia deixado o Caravan nessa época), junto com o baterista Pip Pyle para formar a banda de fusion vinda de Canterbury, Hatfield and The North. No entanto, Dave não ficou muito tempo (retornando ao Caravan em 1973) sendo substituído pelo brilhante tecladista Dave Stewart. O Hatfield and The North gravou dois excelentes álbuns antes de sua dissolução em1975.

 Após o fim da banda, Dave Stewart e Phil Miller, juntamente com o tecladista Alan Gowen (Gilgamesh) e o baterista Bill Bruford, formaram uma das mais importantes bandas da cena Canterbury, o National Health ainda em 1975. Bruford não durou muito e nem chegou a gravar o primeiro disco e foi substituído por Pip Pyle. Embora a formação mudasse regularmente (com uma série de baixistas e Stewart e Gowen alternadamente saindo e retornando), eles gravaram dois álbuns (National Health (77) e Of Queues and Cures (78)) e permaneceram como uma banda até 1981. 

Após a morte de Gowen em maio desse mesmo ano, Stewart juntou-se aos membros restantes para gravar o álbum D.S. Al Coda, um conjunto de composições de Gowen, a maioria não registrada, incluindo duas releituras do Gilgamesh. 

Os álbuns originais e material de arquivo adicional foram posteriormente lançados em CD nos anos 90.

 Uma banda progressiva, espacial, executando um fusion de altíssimo nível, que sempre primou por composições longas e, principalmente instrumentais com notória ênfase aos teclados e pianos elétricos, bem ao estilo do movimento Canterbury, erguido no final dos anos 60 e que se tornou uma das mais importantes vertentes do Rock Progressivo. 

Gravado em 02 de Fevereiro de 1976 na University Of Dundee na Escócia, o National Health ainda contava com Bruford em sua formação original e incluíram ao seu setlist apenas duas faixas do ábum homônimo (ainda não lançado na época desse registro) e faixas nunca antes divulgadas oficialmente até os anos 90.

Vale destacar as aparições da vocalista Amanda Parsons não só no primeiro álbum do National Health como em nomes importantes do movimento Canterbury já citados por aqui, além de participações nas carrerias solo de Bruford e Stewart. 

A formação dessa apresentação contava com:

Alan Gowen: Moog, piano e piano elétrico
Dave Stewart: Piano, piano elétrico, Clavinet e órgãos
Phil Miller: Guitarra
Mont Campbell: Baixo
Amanda Parsons: Vocais
Bill Bruford: Bateria

A qualidade do áudio não é excelente mas aceitável por se tratar de uma banda cujo registros como esse são altamente raros e muito bem vindos aos que apreciam o bom e velho Canterbury. 

Em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

01. Tenemos Roads
02. Paracelsus
03. Trident Asleep
04. Clocks And Clouds
05. The Lethargy Shuffle
06. Agrippa
07. Elephants

MEGA

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

EM BREVE POR AQUI....

LANÇAREI NOS PRÓXIMOS DIAS UMA NOVA SESSÃO NO QUE SE REFERE A RESENHAS DE BANDAS AUTORAIS NACIONAIS. SERÃO PUBLICADOS PEQUENOS ARTIGOS DE MATERIAIS QUE VENHO RECEBENDO ATUALMENTE E AO LONGO DOS ANOS. O TÍTULO PARA A DESCRIÇÃO DOS MESMOS SERÁ DENOMINADO POR: "PRV RECOMENDA".

O PROGROCKVINTAGE SEMPRE ESTEVE ABERTO PARA A DIVULGAÇÃO DE BANDAS AUTORAIS COM ÊNFASE EXCLUSIVA NO ROCK PROGRESSIVO E SUAS VERTENTES. 

ENTRE EM CONTATO E ENVIE SEU PROJETO PARA QUE POSSA SER ANALISADO. CASO APROVADO, SERÁ DIVULGADO EM NOSSA NOVA SESSÃO DE PUBLICAÇÕES.

AGUARDEM! MUITA COISA BOA SERÁ DIVULGADA POR AQUI.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

[DIVULGAÇÃO] CARIOCA PROG FESTIVAL 2019

Mais uma vez os cariocas saíram na frente quando o assunto é Rock Progressivo. Os próximos dois meses serão dedicados a apresentações de bandas nacionais autorais divididas entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói. 

O CaRIOca Prog Festival é mais uma competente realização da Vértice Cultural em parceria com a BeProg.

Confira a programação com datas e locais onde ocorrerão as apresentações:


Para mais informações acesse a página oficial do festival no Facebook.


domingo, 18 de agosto de 2019

BANCO DEL MUTUO SOCCORSO - Seguendo Le Tracce - 1975 (2005)


(Postado originalmente em Junho de 2012)

Eis um disco idolatrado pelos fãs do belo progressivo italiano. Considerado por muitos como um dos melhores discos ao vivo já lançados no mundo progressivo, encontramos aqui o Banco em seu auge. 

Versões impecáveis de faixas como "Dopo"... e "La Danza Dei Grandi Rettili" são executadas com perfeição pelos irmãos Nocenzi acompanhados pela linda voz do saudoso Francesco Di Giacomo. Destaco também a faixa de abertura, uma das mais lindas da banda, em versão cantada em inglês. 

Os 26 minutos da faixa "Metamorfosi", fecha o disco com maestria e vale por todo o registro. 

Essa bela obra do Rock Progressivo Italiano, foi gravada na cidade italiana de Salerno em 23 de Abril de 1975 e lançada 30 anos depois pelo selo MaRaCash Records.


TRACKS:

1. R.I.P (English Version)
2. L'albero del pane
3. La danza dei grandi rettili
4. Passaggio
5. Non mi rompete
6. Dopo... niente é più lo stesso
7. Traccia II
8. Metamorfosi 


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

GOLEM - Orion Awakes - 1973


(Publicado originalmente em Setembro de 2011)

Mais uma excelente banda alemã esquecida pelo tempo que nos contempla com um registro totalmente instrumental que remete ao psicodelismo com cativantes improvisações de um poderoso Hammond e percussões um tanto pesadas. 

As informações sobre a gravação do disco e seus membros são bastante desencontradas. Alguns insistem em dizer que se trata de uma gravação dos anos 90 mas já foi devidamente comprovado que esse registro foi gravado sim no ano de 1973 e apenas 25 cópias foram prensadas em vinil. Muitos anos depois, a gravadora Pyramid fez o seu lançamento em CD. 

Trata-se de uma combinação fascinante de música e improvisação estruturada de forma livre. Bem a cara dos alemães setentistas!


TRACKS:

 1. Orion Awakes
2. Stellar Launch
3. Godhead Dance
a) Signal
b) Noise
c) Rebirth
4. Jupiter & Beyond
5. The Returning

MEGA

domingo, 11 de agosto de 2019

ATLAS - Blå Vardag - 1979


(Postado originalmente em Maio de 2012)

Banda sueca de curta carreira no fim dos anos 70 mas que lançou um dos mais surpreendentes registros sinfônicos que já escutei.

Trata-se de um disco muito bem arranjado,praticamente instrumental e com músicos de extrema qualidade.

 A banda é constituída por dois tecladistas que executam simultâneamente instrumentos como Clavinet, Rhodes, sintetizadores e órgãos com perfeição. Sem esqueçer dos Mellotrons que chegam a ser um toque a parte.

Assim como nos teclados encontramos também dois guitarristas cuja a interação dá um toque a mais ao disco. 

O selo sueco APM remasterizou esse belo registro e ainda nos presenteou com três faixas adicionais que se tornaram essenciais a audição completa desse joia esquecida pelo tempo.


 TRACKS:


1. Elisabiten
2. På Gata
3. Blå Vardag
4. Gånglåt
5. Den Vita Tranans Väg
6. Björnstorp (Bonus)
7. Hemifrån (Bonus)
8. Sebastian (Bonus)

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

CODE III - Planet of Man - 1974


(Postado originalmente em Dezembro de 2011)

Projeto formado pelos alemães Klaus Schulze e Manfred Schunke que retrata o lado obscuro da criação do homem e a evolução da humanidade com o passar dos anos. 

Trata-se de um disco  um tanto experimental que alterna momentos de ruídos cósmicos com coros bizarros passando por uma atmosfera meio folk criando assim uma variedade de vibrações eletrônicas abstratas. 

O som é realmente profundo, obsessivo, opressivo e estranho mas fascinante.
Os últimos 10 minutos são uma exploração consideravelmente sinistra para nossos ouvidos, vozes extasiadas incluindo linhas de guitarra distorcidas e variados efeitos cósmicos.

Eis aqui a verdadeira essência do Krautrock!!!


TRACKS:

1. Formations / The Genesis
2. Dawn of an Era
3-4. Countdown-Phoenix Rising


MEGA

domingo, 28 de julho de 2019

JETHRO TULL - Detroit - 1969



Sem dúvida, o Jethro Tull é uma das bandas de progressivo a qual possui o início de carreira dos mais brilhantes. Trajando roupas desleixadas e vagabundas, parecendo mais um anacronismo de um conto de Charles Dickens, Anderson transmitiu uma antiga aura durante os anos de formação da banda no final dos anos 60 e início dos anos 70, que persistiria em diversas outras formações por décadas a fio emanando sempre muita qualidade e extrema criatividade em suas composições.

O registro a seguir, conta com faixas dos dois primeiros e essenciais discos do Tull lançados entre os anos de 1968 e 1969, This Was e Stand Up respectivamente. 

Gravado meses após lançamento de Stand Up, a banda já havia se apresentado em território americano anteriormente e dessa vez se apresentou no Grand Riviera Theater na cidade de Detroit.

A apresentação a seguir ocorreu em 28 de Novembro de 1969 em um setlist relativamente curto com duração aproximada de 60 minutos. Porém, aqui encontramos uma versão de 22 minutos da faixa 'We Used To Know', que fecha o registro com maestria. Vale o destaque para 'Fat Man' que, na minha opinião é uma das melhores faixas 'labo B' compostas pelo Jethro Tull em toda sua carreira.

A qualidade do bootleg é razoavel e certamente destinado aos admiradores desse tipo de registro.

TRACKS:

01. Nothing is Easy
02. Bouree - Living in the Past
03.  A New Day Yesterday
04. Fat Man
05. My Sunday Feeling
06. Dharma For One
07. We Used to Know

MEGA

quarta-feira, 17 de julho de 2019

FUCHSIA - Fuchsia - 1971


Prog-folk inglês liderado pelo guitarrista e também vocalista Tony Durant. A banda lançou apenas esse disco no ano de 1971 e em 2005 lançou um outro registro com o nome de Fuchsia, Mahagonny & Other Gems. 

Trata-se de um disco leve, sem muitas influências de grandes bandas da época e com um estilo prórpio voltado para o folk. Suas melodias são bem suaves que compõe instrumentos como violino, violão e um lindo Harmonium, além do básico baixo, guitarra e bateria. 

O único defeito é os backing vocals que poderiam muito bem ter ficado de fora mas não chega a tirar a beleza do disco que mistura um estilo gótico com arranjos de cordas que, em certas partes, nos remete levemente ao bom e velho Canterbury. 

Pra quem gosta do estilo, é um prato cheio. Eu particularmente, adoro esse disco e não poderia deixar de dividí-lo com vocês.



TRACKS:

1. Gone With The Mouse
2. A Tiny Book
3. Another Nail
4. Shoes And Ships
5. The Nothing Song
6. Me And My Kite
7. Just Anyone 

BONUS TRACKS:

8. Ragtime Brahms
9. The Waves

terça-feira, 9 de julho de 2019

KLUSTER - Klopfzeichen - 1971

EM HOMENAGEM A DIETER MOEBIUS...
(Originalmente publicado no antigo domínio em 21/09/2009)




Primeiro e excelente album de mais uma linda obra de Krautrock que posto por aqui. 
Este é um projeto brilhante composto por três gênios que abusaram de suas técnicas e colocaram em prática uma das mais belas traduções do que se tornou a música eletrônica. Trata-se de um disco que conta com a participação de Conrad Schnitzler que participou do primeiro álbum do Tangerine Dream, fundou o Eruption - outra excelente banda de Krautrock que lançou apenas um disco - e,posteriormente, seguiu em carreira solo lançando discos importantes para a cena eletrônica alemã da época.


Hans-Joachim Roedelius, grande ídolo, infelizmente pouco conhecido, que contribui imensamente para o movimento surgido na Alemanha no fim dos anos 60. Roedelius foi o percursor da chamada Ambient Music e um dos fundadores, juntamente com  Schnitzler, do Zodiak Free Arts Lab,grande centro da música experimental em Berlim fundado em 1969. Por lá consagraram-se bandas fundamentais como Ash Ra Tempel, Curly Curve, Agitation Free e Tangerine Dream.

Dieter Moebius foi outra grandiosa figura que também muito contribuiu para a ascensão do movimento Krautrock na Alemanha no fim dos anos 60. Sempre acompanhado por Roedelius, fundou a excelente banda Harmonia em 1974 que contava com a vasta experiência de Michael Rother, membro fundador do Neu!

Moebius também participou em diversos projetos de Ambient Music juntamente com Cony Plank e Mani Neumeier (Guru Guru).

Assim como a capa, o disco traz uma atmosfera bem obscura sem melodias e rítmos concretos. A primeira faixa do disco, traz uma espécie de oração narrada em alemão por uma mulher que mais pareçe a esposa do demônio. Essa mesma mulher, participou posteriormente do disco do Eruption juntamente com Schnitzler.

O nome Kluster foi utilizado até meados de 1971, lançando três ótimos trabalhos e após a saída de Schnitzler a banda passa a se chamar Cluster, que conta agora com a essencial presença de Plank neste projeto sequencial que rendeu nada menos que oito discos de estúdio, sendo o último lançado em 2009.

Prato cheio aos que apreciam o gênero... 




TRACKS:

1. Klopfzeichen, Pt. 1
2. Klopfzeichen, Pt. 2

YANDEX

quinta-feira, 4 de julho de 2019

DOM - Edge Of Time - 1970


Talvez esse seja um dos discos mais incríveis que escutei nos últimos tempos. Trata-se de um album conceitual baseado fortemente a uma viagem de ácido, só pela introdução da capa já temos uma pequena amostra do que está por vir. Inclusive esse é o único trecho vocalizado no registro contido na faixa título, Edge Of Time, fora os gemidos e murmuros sombrios contidos em seu decorrer.

A banda é composta por um desconhecido quarteto vindo de países como Alemanha, Polônia e Hungria que mistura a pureza e a leveza do Folk com o experimentalismo pesado e confuso do Krautrock. O conceito do album baseia-se especificamente em uma "viagem errada", as consequências do ácido sobre os efeitos da mente humana e a percepção do tempo. Uma interpretação bastante criativa onde a mente é capaz de evocar uma série de diferentes estados de consciência e emoção profunda, ou seja, pra derreter mesmo! rs

Musicalmente falando, encontramos nesse registro uma série de belos instrumentos acústicos onde o uso de guitarras elétricas pesadas e bateria foram abolidos em seu decorrer. Apenas lindos solos de flauta e violão misturados a instrumentos estranhos de percussão que se entrelaçam a um forte som de órgão emaranhado em passagens eletrônicas espaciais um tanto complexas. 

Este é mais um daqueles discos raros onde se tem a nítida impressão de que foi gravado ao vivo em um desses estúdios fundo de quintal e que hoje valem centenas de libras. A gravação não é limpa, mas temos aqui uma verdadeira raridade quando o assunto é Krautrock.

Tenho certeza que a maioria das pessoas que frequentam o PRV não conhecem essa jóia esquecida pelo tempo, por isso não pensei duas vezes e tratei de compartilhar, espero que todos tenham a mesma impressão que tive quando escutei pela primeira vez. Não tem erro, quem gosta do gênero vai pirar com esse disco. Prometo!

Have a nice trip!



TRACKS:

1. Intruitus
2. Silence
3. Edge Of Time
4. Dream  

Bonus:

Flotenmenschen 1
Flotenmenschen 2
Flotenmenschen 3
Flotenmenschen 4
Let Me Explain  

YANDEX

terça-feira, 25 de junho de 2019

[NOVA PARCERIA] PROGSKY Web Rock Radio Station


A partir de hoje, o Progrockvintage firma uma parceria de peso juntamente com a Progsky que está há pouco tempo no ar e que já vem ganhando fiéis ouvintes não somente no Brasil como por diversas partes do mundo. 

No comando da rádio encontram-se nomes de peso, profissionais e colecionadores com o mais variado acervo, que dominam a fundo quando o assunto é Rock Progressivo. Pelo o que já ouvi durante a programação, a proposta é tocar desde os clássicos medalhões passando pelas mais diversas vertentes desse gênero musical que muito nos encanta. 

Além da incansável programação, outra proposta da ProgSky é divulgar os eventos pelo Brasil que envolvem o progressivo, além de destacar as novidades de bandas nacionais e internacionais, sejam elas conhecidas ou não. 

Desde a semana passada no ar, posso dizer que é uma rádio viciante e  vem para somar forças com quem tem o prazer em difundir o Rock Progressivo nos mais diversos meios de comunicação. 

Imperdível e altamente viciante!!!!

Disponível também o aplicativo para Android.

domingo, 16 de junho de 2019

[FLAC] GROBSCHNITT - Oldenburg - 1975


Quem me conhece sabe que o Grobschnitt figura no topo da minha lista de bandas favoritas e foi quem me abriu as portas para o progressivo alemão como um todo. A razão deste modesto espaço ser recheado de dezenas de bandas alemãs das mais diversas vertentes, é por culpa deste excelente grupo que me fez aprofundar ainda mais pelo universo do progressivo vindo dos mais profusos cantos da Alemanha Ocidental.

Uma das melhores e mais criativas bandas da história, o Grobschnitt se consagrou especialmente pela excentricidade de suas melodias, letras um tanto tolas e geniais intrumentações. Alguns de seus discos são de complexa e difícil audição mas que possuem certa genialidade na grande maioria de suas inúmeras composições. 

Suas apresentações ao vivo giravam em torno de um espetáculo cênico, onde o grupo teatralizava todas as canções em uma exibição que mesclava circo, progressivo de muita qualidade, humor e crítica social. Os shows ultrapassavam cerca de três horas de duração com caixas em volumes um tanto tortuosos aos espectadores mais desavisados.  

O grande nome por trás de toda essa excentricidade é o baterista Joachim Heinz Ehrig, mais conhecido como Eroc que fundou e liderou a banda por mais de uma década. Dono de uma voz inconfundível e um exímio instrumentista, foi o maior responsável por todo o sucesso do Grobschnitt, além de possuir um trabalho solo impecável com discos lançados entres os anos de 1975 a 1987 que valem a pena conferir.

Com o passar dos anos, a banda lançou oficialmente diversos CDs dos inúmeros shows que fizeram por grande parte da Europa nos anos 70 e os disponibilizou em formato Boxset para venda livre. O registro que disponibilizo hoje é um bootleg (não-oficial) de uma pequena parte de uma apresentação realizada durante a tour do disco Jumbo, gravado oficialmente em duas versões no ano de 1975. Uma versão em alemão e a outra em inglês. O bootleg gira em torno do disco citado (versão em língua inglesa), acrescido de uma longa introdução e da faixa Der Westner, tocada apenas ao vivo. 

Essa apresentação foi gravada em 1975 na cidade de Oldenburg, com qualidade abaixo do desejado. Procuro manter sempre o alto nível dos bootlegs em termos de áudio por aqui mas como se trata de um registro raro, resolvi disponibilizá-lo no Progrockvintage para a apreciação de todos. 


TRACKS:

01. Introduction
02. Der Western
03. The Excursion Of Father Smith
04. The Clown
05. Sunny Sunday's Sunset 

MEGA

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

[FLAC] GONG - Bremen 1974


O Gong teve seu início quando o saudoso Daevid Allen se mudou de Paris para a Inglaterra em 1961 onde alugou um quarto em uma pequena aldeia nas proximidades de Kent e conheceu lá o filho do proprietário da casa, nada menos que Robert Wyatt, na época com apenas 16 anos. Formaram então o Daevid Allen Trio que, mais tarde se juntaria aos remanescentes do Wilde Flowers (leia-se Kevin Ayers e Wyatt) e formariam o embrião do Soft Machine.

Após uma tour pela Europa, Allen tem problemas com seu visto e é impedido de entrar novamente na Inglaterra tendo assim que retornar a Paris. 

Chegando lá conheceu sua eterna musa e parceira Gilli Smyth, os dois formaram a primeira encarnação do Gong, que se desmanchou durante a Revolução Estudantil de 1968, quando Allen e Smyth foram obrigados a ir para Majorca, na Espanha. Lá eles conheceram o saxofonista Didier Malherbe, que morava em uma caverna na aldeia de Deya.

Durante esse período o cineasta Jerome La Perrousaz os convidou para voltar à França para gravar trilhas sonoras para seus filmes. Eles também conseguiram um contrato com a gravadora independente BYG, gravando os discos 'Magick Brother, Mystic Sister' e 'Bananmoon', este último um trabalho solo de Allen.


Em 1971, a banda decola com o lançamento do 'Camembert Electrique' que foi o primeiro álbum a retratar a mística história do personagem central, Zero The Hero incluindo os Pot Head Pixies do Planeta Gong e o Radio Gnome Invisible.


Entre os anos de 73 e 74 lançaram a trilogia Radio Gnome Invisible (Flying Teapot, Angels Egg, You) onde se continuava a saga de Zero The Hero. Todos os personagens,lugares e situações foram criados por Allen e Smyth durante muitas de suas viagens psicodélicas. 


Vale lembrar que esses três registros contam com a ilustre participação de Steve Hillage que, em minha modesta opinião, é um dos melhores guitarristas de todos os tempos e que muito contribuiu para o bom andamento do movimento Canterbury no começo dos anos 70. 

Outro nome que vale a pena ser citado é o de Tim Blake (Hawkwind), exímio tecladista que conduzia um VCS 3 como poucos, era capaz de fazer com que a timbragem desse poderoso sintetizador soasse ainda mais ácida e psicodelicamente absurda. 

O bootleg a seguir foi gravado logo após o lançamento do disco You (último volume da trilogia), na cidade de Bremen na Alemanha, em 04 de Novembro de 1974 e conta com um resumo altamente alucinante do que há de melhor na carreira dessa desenvolta banda. 

O registro foi retirado de uma rádio que captou o áudio da mesa de som e, posteriormente, foi transmitido pela mesma. Fico com a sensação de que não se trata da íntegra do show, apenas uma seleta escolha das faixas mais marcantes, além de uma seleção de músicas totalmente obscuras e desconhecidas por mim. 

Disponibilizado em FLAC para melhorar ainda mais a qualidade do áudio.


TRACKS:

01. Magick Mother Invocation / Master Builder
02. Perfect Mystery
03. Tropical Fish
04. I Never Glid Before
05. Sun Song (I Love It's Holy Mystery)
06. Flute Salad
07. Oily Way
08. Outer Temple 
09. Inner Temple 
    Gliss Gliss (Flying Teapot)
    A Sprinkling Of Clouds
10. You Can't Kill Me
11. On The Isle Of Everywhere
12. Get It Inner
13. Ya Never Blow Your Trip Forever
14. Why Don't You Try


MEGA

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segunda-feira, 3 de junho de 2019

[DIVULGAÇÃO] LUIZ ZAMITH - LANÇA O CD INTROSPECÇÃO - CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL - RIO DE JANEIRO - 05 de JUNHO


O guitarrista Luiz Zamith lança já na próxima quarta, dia 05 de Junho, o belíssimo CD Introspecção que conta com uma banda de peso e um repertório instrumental recheado de muita qualidade.

Tive a honra em assisti-los de perto em 2017 e posso dizer que foi uma experiência incrível. Banda altamente entrosada com músicos de alto nível técnico em uma apresentação impecável. Altamente recomendado a quem admira o Rock Progressivo e a música erudita, influenciados também por uma pegada mais jazzy.

Veja abaixo a descrição de como será a apresentação a se realizar em 05 de Junho no teatro do Centro Cultural Justiça Federal na cidade do Rio de Janeiro:

"O guitarrista e compositor carioca lança seu primeiro CD autoral com composições instrumentais que mostram influências da música erudita, rock progressivo, jazz e MPB contemporânea. Das nove faixas do CD, seis foram gravadas ao vivo. É integrante da banda “Ícones do Progressivo” e participou da banda de progressivo sinfônico Vitral, com a qual gravou o CD “Entre as Estrelas”, lançado em 2017. Neste show Luiz Zamith será acompanhado por Alexandre Rabello (baixo), Elcio Cáfaro (bateria), Paulo Teles (flauta e sax soprano) e Ronaldo Rodrigues (teclados). Após o show, o guitarrista e demais músicos estarão autografando o CD, que estará sendo vendido no local por R$ 25,00".


SERVIÇO:

Luiz Zamith e banda
Local: Centro Cultural Justiça Federal (Avenida Rio Branco, 241 - Centro, Rio de Janeiro)
Data: Próxima quarta-feira, 05/06 ás 19hrs.
Ingressos a venda na bilheteria do teatro a preços acessíveis.


IMPERDÍVEL E ALTAMENTE RECOMENDADO!



segunda-feira, 27 de maio de 2019

FRAGILE - FRAGILE 1976



(Postado originalmente em Setembro de 2013 - Recuperação de link)

Banda de hard prog holandesa de muita criatividade e competência musical onde seus músicos são fascinantes e muito técnicos. Os solos de guitarra soam um tanto psicodélicos e poderosos e a execução dos vocais, cantados em inglês, nos transmitem uma certa obscuridade no decorrer do disco.

 Destaco a última faixa, a mais progressiva e longa de todo o registro.Essa foi mais uma das tantas bandas experimentais que mal lançaram apenas um álbum.

 Consta mais um boato já visto por aqui em outras postagens que o estúdio de gravação foi incendiado e perderam-se a maior parte das cópias. As que "sobreviveram" foram dadas a amigos e parentes.

 Em 2004 o disco foi remasterizado e lançado em CD. Mesmo assim não temos uma qualidade impecável de som mas essa é uma banda que merece ser ressuscitada.


TRACKS:

01. Sweet Introspect
02. Caroline Funk
03. Good Evening
04. Back On My Feet Again
05. Face To Face
06. So Sad
07. I Wonder

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