sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

U.K - Paris - 1979




Costumo dizer que o U.K foi um dos últimos suspiros do nosso bom e velho rock progressivo que contava com nomes geniais e de muita importância para todo o êxito do gênero durante a década de 70. 

A banda teve seu início em 1976 quando Wetton e Bruford se juntaram para gravar umas demos referentes a um album solo de Wetton que fracassou e nunca chegou a ser lançado. Empenhados por voltar aos estúdios e aos palcos, os dois resolvem procurar Fripp para uma possível volta do Crimson (em hiato na época), o "convite" não foi aceito e os dois partiram juntos para um projeto paralelo que acabou dando origem ao U.K. 

O combinado era que cada um escolhesse um membro para dar o devido suporte nas guitarras e teclados. Wetton escolheu nada menos que Eddie Jobson (Jethro Tull, Curved Air, Zappa, Roxy Music) como tecladista e violinista, que por sinal, deu um diferencial absurdamente deslumbrante a banda. Já Bruford convidou o virtuoso guitarrista Allan Holdsworth, figura de extrema importância quando o assunto é fusion. Chegou a tocar no ótimo disco Bundles do Soft Machine lançado em 75 e ainda fez parte do Gong por alguns anos antes de aceitar o convite de Bruford para integrar o U.K.

Em 78 a banda lança seu excelente álbum homônimo e sai em uma turnê de quatro longos meses pelos EUA. Acabada a turnê, Wetton despede Holdsworth por diferenças musicais e Bruford também acaba saindo por  ser um baterista mais voltado para o jazz/fusion e a proposta de Wetton para um novo álbum não o agradou.  

O U.K então passa a ser um trio composto por Wetton, Jobson e o grandioso baterista Terry Bozzio, fiel parceiro de Zappa nos anos 70. Em 79, lançam o ótimo Danger Money com uma nova roupagem e também muito bem aceito pelo público e crítica da época.

Esse bootleg foi gravado dias antes do lançamento do segundo disco na cidade de Paris em 11 de Fevereiro de 1979 e conta com um generoso setlist com quase todas as faixas dos dois álbuns lançados e alguns singles. Além de um belo solo de bateria executado por Bozzio e uma majestosa improvisação vinda do violino elétrico de Jobson


As duas últimas faixas foram gravadas para um programa televisivo da BCC chamado The Old Grey Whistle Test também em 1979 sem data específica.

Trata-se de um excelente bootleg executado com maestria por esse trio de competentes  músicos que possuem um inigualável entrosamento de palco.

A qualidade do registro não é das piores, chegando a oscilar um pouco em alguns momentos mas nada que atrapalhe o humor dos ouvintes mais exigentes.



TRACKS:

1. Danger Money
2. The Only Thing She Needs
3. Rendezvous 602
4. By The Light Of  Day
5. Presto Vivace
6. Drum Solo
7. In The Dead Of  Night
8.Nothing To Loose
9. Improvisation
10. Thirty Years
11. Carrying No Cross
12. Alaska
13. Time To Kill
14. Violin Solo
15. Time To Kill (Reprise)
16. Ceaser´s Palace Blues
17. Night After Night*
18. Ceaser´s Palace Blues*

*The Old Grey Whistle Test - 1979


YANDEX

sábado, 6 de dezembro de 2014

ZIPPO ZETTERLINK - In The Poor Sun - 1971



Já havia postado essa raridade no antigo endereço do PRV em 2008 mas resolvi retirar pela péssima resenha que havia escrito na época. Me lembro que foram apenas três linhas de informações básicas e nada mais. Não achei muito justo com as poucas pessoas que passam por aqui procurando por algo de qualidade.

Certamente, o ZZ é uma das maiores incógnitas do progressivo alemão desde seus primórdios. Formada no fim dos anos 60 na cidade de Hamburgo pelo guitarrista Wolfgang Orschakowski,  nada se sabe sobre os outros integrantes já que o nome do mesmo é o único citado nos créditos do álbum. A banda fazia um blues pra lá de psicodélico onde os belos solos de guitarra se mesclavam ao forte vocal de Orschakowski  em todo o decorrer do disco. 

O maior destaque de toda essa obra é a primeira faixa com pouco mais de 20 minutos gravada ao vivo no Blow Up Club em Munique em 1969. Trata-se de uma verdadeira aula de música instrumental regrada a improvisações que beiram a obscuridade, ou seja, um som bem digno ao movimento progressivo/experimental que emergia na Alemanha no fim dos anos 60.

Algumas faixas foram gravadas em um festival em Hamburgo em 1971 e o resto são improvisações feitas em mais um daqueles estúdios caseiros onde se gravava ao vivo e prensavam poucas cópias em fitas ou vinil para divulgação nesses mesmos festivais já muito citados aqui no PRV.

Sabe-se que um selo americano teve acesso a um dos originais e relançou em CD em 2002. A qualidade do áudio não é impecável mas certamente essa foi uma das maiores surpresas que os alemães já me proporcionaram.



TRACKS:

1. Zippo Zetterlink In The Poor Sun At Sunday Night In The Blow Up 
2. Kaputt 
3. Ein Gemmen-märchen 
4. It's Groovy, The Electric Light Machine, Boy 
5. 
Electric Light

YANDEX

Abaixo, uma pequena amostra:


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SUPERSISTER - Dordrecht - 1970

 Criada na Holanda pelo ótimo tecladista  Robert Jan Stips em 1970, o Supersister é uma banda holandesa de carreira relativamente curta e que fazia um som mais voltado para as raízes de Canterburry mas sem pertencer ao movimento criado no fim dos anos 60. 

Seus arranjos eram, de certa forma, muito parecidos com a proposta do começo da trajetória de bandas como Caravan e Soft Machine. Inclusive a voz de Stips tem uma semelhança incrível com a suave e linda voz de Pie Hastings.  

Sem contar que o disco apresenta solos maravilhosos de Hammond em seu decorrer nos remetendo muitas vezes ao que o Soft Machine se propunha a fazer quando tudo começou . A semelhança de timbres e certos arranjos, também chega a ser um tanto assustadora. 
Será isso coincidência demais ou o Supersister era fortemente influenciado por essa turma de Canterbury?

Vale destacar a abundância dos instrumentos de sopro mesclados a poderosos riffs de guitarra acompanhados ao fundo pelo poderoso Hammond de Stips. 
Os solos de flauta valem por todo o registro, de extremo bom gosto e executados na hora certa. 

Neste excelente bootleg gravado em 21 de Junho de 1970 na cidade holandesa de Dordrecht,  encontramos basicamente 75% das faixas do primeiro e excelente disco Present For Nancy lançado em 1970, disco este que contém uma roupagem mais voltada para o progressivo sinfônico. 
Nos outros dois registros lançados pela banda entre 1971 e 1974, encontramos um som mais pesado e certamente mais voltado para o fusion. Vale a pena dar uma conferida nesses trabalhos. 

O destaque maior desse disco é uma faixa que não encontramos nos registros oficiais. Trata-se de uma bela improvisação de quase 20 min de deixar até os fãs mais intelectuais e chatos do progressivo de queixo caído...

A qualidade do áudio se encontra impecável, totalmente limpa e de acordo com as exigências de quem ronda por aqui e ainda reclama da qualidade dos discos. Portanto, um registro ao vivo decente!



TRACKS:


01 - Memories Are New (incl. She Was Naked)
02 - Mexico
03 - 11-8 -> Dreaming Wheelwhile
04 - Unknown Instrumental
05 - Wow
06 - Metamorphosis -> Eight Miles High


sábado, 29 de novembro de 2014

VAN DER GRAAF GENERATOR - The Other World - 1975


Revirando meu acervo de bootlegs, me deparei com esta raridade que estava meio escondida e um tanto empoeirada, não pensei duas vezes e resolvi compartilhá-lo com todos vocês. Andei fuçando na internet por algumas horas e constatei que trata-se de um registro raro.

A apresentação ocorreu em 9 de Agosto de 1975 durante um festival na pequena cidade de Rimini, Itália em um amplo galpão improvisado com o nome de L'Altro Mondo que contou também com bandas como Banco, Suzi Quatro, Demis Roussous, dentre outros. 

Nesse mesmo dia, o VDGG fez duas espetaculares apresentações a tarde e a noite. A que vos apresento, foi o show realizado na parte da tarde e conta com a execução na íntegra mas em diferentes sequências do reçem lançado álbum Godbluff, além de outros clássicos que marcaram para sempre a trajetória dessa incrível banda. Peter Hammil, como sempre muito esperto, presenteou o público com três lindas canções de sua carreira solo, uma delas é a excelente "Faint-Heart and the Sermon" do álbum Camera de 1974.

Segundo fontes, a apresentação noturna também acabou virando um outro raro bootleg e o mesmo foi parar nas mãos do Hammil que, por incrível que pareça, gostou muito! 

Pra quem não sabe, esse senhor é totalmente contra qualquer tipo de reprodução oficial e não-oficial de seus discos ou apresentações ao vivo. Já passei muito perrengue com empresários do VDGG por postar discos oficiais. Até o presente momento, os bootlegs eles deixaram em paz. Bom pra nós!

Este é um disco duplo de média qualidade mas que, com toda certeza, simboliza a melhor fase da banda. 



TRACKS:

DISCO 1:

01 - The Undercover Man
02 - Scorched Earth
03 - Man-Erg
04 - Lemmings
05 - La Rossa

DISCO 2:

01 - Arrow
02 - A Louse Is Not A Home
03 - Faint-Heart And The Sermon
04 - The Sleepwalkers



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

FRAME - Frame Of Mind - 1972



O Frame é mais uma dessas bandas alemãs desconhecidas por muitos e que lançou apenas este excelente trabalho. A capa do disco acusa ser uma banda de Krautrock mas ao contrário do que se imaginava, temos aqui um trabalho de Heavy Prog de primeira qualidade. 

A banda abusa dos excelentes riffs de guitarra muito bem executados por Andy Kirnberger (primeiro guitarrista do Pell Mell)  que também conduz os vocais com maestria e muito bem acompanhado pelo exemplar tecladista Cherry Hochdorfer (que mais tarde, em 1978 também fez parte da excelente banda Pell Mell juntamente com o baterista Wolfgang Noel). 

Não há o que destacar, as faixas são muito bem arranjadas e executadas de uma forma bem pesada, toda a atmosfera presente nesse registro é de um êxtase essencial pra quem gosta de um som mais enérgico a lá Birth Control. 

Em especial, esse disco me remeteu a uma excelente e também desconhecida banda britânica chamada Aardvark, fundada por Steve Milliner que mais tarde passou a integrar o Free. 
É também um disco bastante interessante e que já foi postado aqui anteriormente. 

Lembrando que esse registro também conta com o famoso produtor alemão Dieter Diierks que produziu bandas essenciais como Asha Ra Tempel, Nektar e Tangerine Dream. Foi também o responsável pelo estouro do Scorpions em 1975 que acabou se tornando uma das bandas mais populares da Alemanha Oriental.

Posso dizer que essa é uma excelente pedida a quem gosta de ouvir uma boa música no carro a qualquer hora do dia ou da noite.



TRACKS:

1. Frame Of Mind
2. Crusical Scene
3. All I Really Want Explain
4. If
5. Winter
6. Penny For An Old Guy
7. Childrens Freedom
8. Truebsal 




YANDEX

domingo, 16 de novembro de 2014

YES - Open The Gates - 1976



 Gravado durante a extensa tour do Relayer, esse talvez seja um dos bootlegs mais populares do YES espalhados por aí. Também conhecido pelo nome de The Story of Relayer Live, esse registro foi gravado e transmitido ao vivo por uma rádio americana em 17 de Junho de 1976 na cidade americana de Jersey e transmitido por uma rádio e posteriormente, remasterizado por um fã. Até hoje, não achei um bootleg de melhor qualidade sonora com um áudio que chega até a impressionar. 

Destaque absoluto para a impecável atuação do tecladista Patrick Moraz que dá um show a parte em todo o decorrer da apresentação. Criticado por muitos mas idolatrado por essa que vos fala, Moraz executa com maestria a melhor versão ao vivo de Gates Of Delirium dentre os registros não-oficiais do YES.  

Quando se trata de um registro mais popular como este, surgem certos boatos em algumas resenhas dizendo que Squire e Anderson teriam retirado as faixas "And You And "I e "Close To The Edge" do set list da tour alegando incapacidade de Moraz para executar as músicas em questão. 

Particularmente, acho isso um verdadeiro absurdo. Moraz é dono de uma técnica inigualável e não deixa a desejar em tempo algum. O sucesso do Relayer se deve a ele que, adaptou brilhantemente um leve toque jazzy à sonoridade do YES. 

Não poderia deixar de destacar também a linda versão de "Long Distance Runaround" que traz arranjos diversificados em versão acústica.

A penúltima faixa "I’m Down" traz um cover dos Beatles do álbum Help-B Sides lançado em 1965.



 TRACKS:

DISCO 1:

01. WNEW/WMMB DJ’s Introduction
02. Intro/Apocalypse
03. Siberian Khatru
04. Sound Chaser
05. I’ve Seen All Good People
06. Gates Of Delirium

DISCO 2:

01. Long Distance Runaround
02. Patrick Moraz Solo
03. Steve Howe Solo – Clap
04. Jon Anderson Solo – Excerpt From Olias
05. Heart Of The Sunrise
06. Ritual
07. DJ Chatter #1
08. Roundabout
09. DJ Chatter #2
10. 
I’m Down
11. DJ Outro



YANDEX

domingo, 2 de novembro de 2014

[RESENHA] RICK WAKEMAN - PALÁCIO DAS ARTES - BELO HORIZONTE - 1º de NOVEMBRO de 2014

ACERVO: CONFRARIA DO PROG

Após um hiato de 20 anos, Rick Wakeman retorna aos palcos de BH para um concerto memorável de Rock Progressivo que lotou o Palácio das Artes na noite deste sábado. Estávamos todos saudosos e muito felizes com a sua volta. Parece que foi ontem mas sua última passagem por terras mineiras foi em 1994 com o show Wakeman & Wakeman, onde o mestre era acompanhado de seu filho Adam. Também um lindo show munido de um setlist bem parecido com que presenciamos essa noite.

O visual do palco era algo absurdamente incrível, a sobreposição de todos os oito ou nove teclados, vistos da parte superior do teatro, davam a sensação de estar vendo muito de perto a sala de comando (bridge) do seriado Star Trek, por todas aquelas luzes coloridas piscando incansavelmente por todos os lados. 
ACERVO: CONFRARIA DO PROG
Os teclados não eram analógicos, com exceção aos dois Mini Moogs, e decepcionaram em certas partes com timbragens bem diferentes da era setentista, onde Hammonds, Mellotrons, Clavinets e piano, possuíam destaque absoluto no set de instrumentos de Wakeman e hoje foram covardemente substituídos por teclados super modernos e de fácil transporte que permitem tocar um milhão de timbres em um só instrumento. Em compensação, de vinte anos até os dias atuais, Wakeman tem melhorado bastante suas perfomances ao vivo quando se trata de simulação de timbragens nesse tipo de equipamento e nesse show não foi diferente. Ele adaptou com maestria os poderosos Korg Kronos e Roland V Synth de forma impecável fazendo com que os mesmos soassem como os instrumentos usados na época.

O começo da apresentação foi marcado pelo o que todos esperávamos, um coral em playback ao fundo com as primeiras introduções de Return To The Centre Of The Earth, lançado no fim dos anos 90.
Nesse momento, adentra-se ao palco o Deus dos teclados mais progressivos, a uma meia luz azulada,  trajando uma capa de veludo azul marinho com discretas lantejoulas prateadas, realçando um tênis branco.

 Ovacionado pelo público, toca os primeiros acordes de um dos trabalhos mais respeitados de todos os tempos fazendo, naquele momento o teatro ruir com a belíssima introdução da primeira parte do disco em questão. 

 O disco não foi tocado na íntegra mas nos contentamos com um medley de Journey To The Centre Of The Earth, que ultrapassou seus quinze minutos com as suites mais importantes da saga de Prof. Lidenbrook pelas profundezas da Terra, na estória escrita por Julio Verne. O show contou com a participação do vocalista original de 1974, Ashley Holt que deu um tom a mais de originalidade a execução dessa parte em especial. 

Wakeman presenteou o público com algumas peças essenciais que pagaram pelo preço do ingresso. 
Um exemplo disso, foi um longo medley de King Arthur, introduzido por um impecável solo de bateria do espanhol Tony Fernandez, que já é um velho companheiro de estrada de Wakeman desde os anos 70 e ainda chegou a participar de alguns discos do Strawbs nos anos 90.
Após o show a parte de Fernandez, entra a lindíssima introdução de King Arthur seguido por Guinevere, uma das mais belas suites contidas no disco lançado em 1975.
Na parte final do show, Wakeman executou uma das melhores versões de Merlin - The Magician que já escutei. Além de ter interagido com o público ao final da música, passando pelas diversas fileiras do teatro, "armado" de um keytar. Espécie de sintetizador com algumas características de guitarra, sendo bastante popular nos anos 80.

Como não poderia faltar, ainda fomos surpreendidos por três das seis esposas de Henrique VIII, executadas em diferentes partes do show. Catherine Parr foi a primeira delas com toda sutileza de um lindo solo de Moog em sua introdução; Jane Seymour, a mais bela das seis, fez com que as paredes do teatro tremessem com a simulação de um lindo órgão de tuba que teimava em ecoar com a nítida sensação de estar dentro de uma catedral; por último vem a primeira esposa do vaidoso e perigoso rei inglês, Cathrine Howard com a linda introdução de piano que lhe é bastante peculiar. 

ACERVO: CONFRARIA DO PROG
O show também contou com versões muito bem trabalhadas de faixas como No Earthly Connection lançada em 1976 e  White Rock, lançada no ano seguinte. Além de The Visit emendada com Phantom Power extraídas do primeiro disco lançado nos anos 90.

Wakeman fechou a apresentação com chave de ouro quando anunciou "Starship Trooper", uma de suas grandes obras no YES. Todos se levantaram e a partir daí ninguém mais se sentou. Alguém na plateia jogou a bandeira de Minas no palco que ele, gentilmente colocou em destaque sob os teclados. 
Estavam ali todos extasiados, meio que sem acreditar no grandioso espetáculo de Rock Progressivo ao qual tinham acabado de presenciar. Foram duas horas e meia de uma aula de música, uma apresentação memorável que, certamente ficará cravada nas paredes do Palácio das Artes por um bom tempo.

Tive a grande honra de poder conversar com o Mago dos teclados após o show. Esbanjando simpatia, Wakeman e toda a banda recebeu cada uma das pessoas ali presentes. Conversei com ele por alguns segundos, meio que sem acreditar quem era aquele senhor que estava ali, bem na minha frente. 
Muito gentilmente, ele assinou a capa interna do meu vinil (Six Wives) e agradeci a ele pelo esplendoroso espetáculo. Não poderia deixar também de agradecer ao Tony Fernandez pelo show a parte nas baquetas e pelo mágico entrosamento entre os dois, fazendo com que o show ficasse ainda mais intenso.

Belo Horizonte agradece pelos últimos shows de Progressivo realizados na cidade e pelos próximos que ainda estão por vir. No último mês, passaram por aqui nomes como Jon Anderson e Roger Hodgson. Ainda aguardamos para o final do ano a volta do Sagrado Coração da Terra em BH depois de muitos anos e, em 2015, a tão esperada vinda de Steve Hackett em terras mineiras.



sábado, 1 de novembro de 2014

RICK WAKEMAN - Boston - 1975


Richard Christopher Wakeman dispensa comentários a maioria dos frequentadores deste modesto espaço mas que deve ser sempre lembrado por toda a sua indispensável contribuição ao que conhecemos hoje por rock progressivo.

Esse senhor no auge de seus 63 anos ainda possui a mesma genialidade diante seus teclados, dono de uma técnica invejável que muitos já tentaram imitar mas não chegaram nem perto da perfeição e destreza que somente ele consegue destilar. 

Wakeman foi um dos percursores quanto ao uso de sintetizadores e toda uma parafernalha eletrônica que o cercava em suas apresentações ao vivo. 
Pelo menos três Mini Moog os acompanhavam no palco além de um Hammond, pianos elétricos, um lindo Mellotron ao qual ele ainda toca com extrema maestria.

Sua carreira profissional teve início em 1970 na gravação do ótimo disco "From The Witchwood" da banda Strawbs e em 1971, se junta ao YES fazendo com que seu nome fique ainda mais conhecido e idolatrado por milhares de pessoas. 

Vale lembrar que Wakeman entrou e saiu do YES por diversas vezes e em diferentes espaços de tempo. Muito tumulto de bastidores está por trás disso e os fãs mais enérgicos do YES podem dar mais detalhes sobre os ocorridos da época. Não estou aqui para especular nada mas pelo que já li por aí, nosso querido Chris Squire não é flor que se cheire...

Em 1973, após a gravação do disco "Tales From Topographic Oceans", Wakeman deixa o YES pela primeira vez e vai dedicar-se a seu primeiro e brilhante projeto solo onde descrevia de forma genial todas as seis esposas de Henrique VIII em um disco intrumental que se tornou indispensável a qualquer discoteca básica. 

Em 1974, lança o "Journey To The Centre Of The Earth", disco conceitual baseado na obra de Julio Verne ao qual também dispensa comentários. Posso dizer que comecei a escutar o gênero progressivo depois que tive acesso a essa verdadeira jóia. A quem chegou a ler o livro, o disco em certas partes nos remete claramente aos cenários sombrios e mágicos descritos por Verne no decorrer da obra. 

Não posso e nem tenho vasto conhecimento para descrever aqui a extensa discografia deste ser icônico que influenciou gerações, inclusive essa que vos fala. Além de sua vasta carreira solo e idas e vindas pelo YES, Wakeman também trabalhou ao lado de grandes nomes como Alice Cooper, Black Sabbath, Elton John, Lou Reed, David Bowie, dentre outros fazendo participações em alguns discos clássicos.

Basicamente, meu primeiro contato de "terceiro grau" com o progressivo foi durante uma passagem de Wakeman por BH em 1994. Além de todo seu conhecimento ele trouxe na bagagem o filho Adam, que o acompanhou com uma certa timidez mas com muito talento diante do gigante que é seu pai. 
O show foi maravilhoso, estava tendo a honra de sentir ali ao vivo o que só ouvia nos discos e certamente, foi um momento único para uma menina de apenas 15 anos que saiu do show completamente deslumbrada e muito emocionada com tudo aquilo que tinha presenciado. 

Posso dizer que após esse dia muita coisa mudou, comecei a me dedicar mais e mais ao rock progressivo e hoje tenho a honra de compartilhar com todos vocês certas experiências que muitos aqui também já viveram. Indescritível!

Esse raro bootleg foi gravado na cidade de Boston em 11 de Outubro de 1975 durante a passagem de Wakeman pelos EUA na divulgação do também excelente álbum " The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights OF The Round Table" lançado nesse mesmo ano. 

Aqui consta apenas um pequeno mas excelente medley do album "Journey" dividido en algumas faixas e belíssimas versões de "Catherine Howard" e "Anne Boleyn", além das faixas do disco em evidência na época que também se tornou essencial. As três primeiras obras de Wakeman evidenciam com muita clareza toda a genialidade desse mestre que até hoje consegue me arrancar lágrimas dos olhos com suas belíssimas composições.
Creio que esta tour também passou pelo Brasil em 1976 com shows no Rio e São Paulo. 

A qualidade se encontra impecável e com certeza vai matar a saudade de quem teve a oportunidade de vê-lo ao vivo em sua recente passagem pelo Brasil. Infelizmente, não estava presente mas esse show de São Paulo foi bem parecido com o que fui em 1994 em termos de setlist. Maravilhoso e de uma energia ímpar!


TRACKS:

DISCO 1:

1. Intro
2. The Journey
3. Recollection
4. Catherine Howard
5. Lancelot & The Black Knight
6. Down And Out
7. Anne Boleyn
8. The Forest

DISCO 2:

1. Arthur & Guinevere
2.  Catherine Parr
3. Merlin The Magician
4. Hungarian Rhapsody
5. The Battle


YANDEX

sábado, 25 de outubro de 2014

EPIDAURUS - Earthly Paradise - 1977


Banda criada em 1976 em algum canto da Alemanha Oriental que faz um som notoriamente enraizado ao começo dos anos 70 onde o rock progressivo sinfônico obteve seu maior auge. 
O Epidaurus era fortemente influenciado por bandas inglesas como YES, Genesis, Renaissance, ELP, dentre outras mas sem perder suas origens nos remetendo ao começo de carreira do Eloy passando pelo experimentalismo do Tangerine Dream. 

Sem dúvida, essa é uma das maiores jóias do progressivo alemão. Seu estilo gira em torno da incrível virtuosidade de dois excelentes e desconhecidos tecladistas, Günther Henne e Gerd Linke, que fazem miséria com a mágica fusão entre bravos solos de sintetizadores e a sutileza do Mellotron que realça toda a magia contida nesse raro registro. O curioso é que os solos de guitarra e as linhas de baixo não são tão enfatizados no decorrer das faixas, que não chega a fazer muita diferença pelo fato da banda ser mais voltada para o uso de teclados. Não posso deixar de citar a linda e angelical voz de Christine Wand que apareçe como uma espécie de apoio em algumas faixas e que certamente teve forte influência da deusa mor do rock progressivo: Annie Haslam.

Não há muito o que se destacar por aqui, todas as composições contidas nesse registro tem seu aspecto único e criatividade relevantes. A sintonia entre os dois tecladistas é coisa de outro mundo, ou seja, coisa de alemão que sabe fazer diferença quando o assunto é rock progressivo. 

O disco é dividido basicamente em duas partes, sendo a primeira estabelecida como rock progressivo sinfônico mais sólido e voltado para influências de bandas britânicas. 
Já segunda e mais experimental parte do disco nos remete aos tempos áureos do Tangerine Dream onde a dupla de tecladistas mostra seu verdadeiro valor retratando de maneira enfática toda a obscuridade do progressivo alemão.

Muitos aqui já têm conhecimento de que eu não toco nenhum tipo de instrumento, sou completamente analfabeta em relação as notas musicais mas sou fascinada por teclados vintage principalmente quando o assunto gira em torno de sintetizadores, pianos elétricos e Mellotrons. 
Sempre que posso procuro pesquisar sobre o assunto e tenho a imensa sorte de conhecer alguns tecladistas que possuem o hobby de colecionar esse tipo de instrumentação. Portanto, recomendo esse disco a quem aprecia o assunto, sejam tecladistas ou leigos que, assim como eu, possuem verdadeira adoração pelo som desses instrumentos. Aqui encontramos de tudo, desde de belas timbragens de Mellotron até ruidosos solos de Moog entrelaçando-se a belas e tenras passagens de Rhodes.

Como sempre, esse registro é uma gravação privada com poucas cópias prensadas em vinil. Nos anos 90, o extinto selo Penner o remasterizou e lançou em CD. Mais tarde, o salvador Garden Of Delights obteve os direitos do Penner relançando o disco em 2000 com algumas faixas bônus. O que possuo aqui é apenas o primeiro lançamento com as 5 faixas originais. Se alguém tiver a edição do Garden of Delights e queira compartilhar, será muito bem vindo pois tenho muita curiosidade em ouvir essas faixas.
A banda chegou a se reunir nos anos 90 lançando um novo registro intitulado por Endangered que não obteve sucesso de vendagem e crítica. Como não o possuo e nunca ouvi, não cabe a mim criticá-lo.

Tenho o Epidaurus como uma de minhas bandas alemãs favoritas, posso dizer que a maioria das pessoas que frequentam esse espaço desconhecem essa maravilha e certamente se surpreenderão com tanta beleza contida em apenas 30 minutos de execução.

Boa viagem!



TRACKS:

1. Actions And Reactions
2. Silas Marner
3. Wings Of The Dove
4. Andas
5. Mitternachtstraum 




YANDEX

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CAPITOLO 6 - Frutti Per Kagua - 1972



Grupo italiano formado no começo dos anos 70 a partir da fusão entre duas bandas falidas da região da Toscana. Formou-se então um quinteto liderado pelo tecladista Jimmy Santerini e pelo baterista Luciano Casa, sendo que neste caso, Casa tocava apenas violão de 12 cordas e ajudava nos vocais. 

A banda teve seu auge em 1971 quando assinou com a subsidiária italiana da gravadora RCA para lançar um disco que só foi consumado algum tempo depois. Nesse mesmo ano a banda participou de festivais em sua cidade natal, Viareggio e ainda chegou a abrir um show do Led Zeppelin em Roma para centenas de milhares de pessoas. 

Em 1972 a banda perde os dois principais membros sendo substituídos pelo excelente e já falecido tecladista Antonio Favilla e o flautista/sax Loriano Berti, que deixou a banda logo após o lançamento desse disco em questão.

Com todas essas estranhas mudanças na formação ao longo do curto período de sua duração, a banda conseguiu manter uma essencial qualidade no que diz respeito a técnica de seus músicos com a perfeita harmonia vocal do também baterista Lorenzo Donati. 

O disco é composto por apenas cinco mas grandiosas faixas sendo a primeira delas uma verdadeira joia digna ao que conhecemos por progressivo italiano. A faixa de quase 19 minutos dá nome ao disco e é conduzida com extrema perfeição por Berti com belíssimas passagens de flauta em todo o seu decorrer. Em certos momentos nota-se uma nítida semelhança ao estilo Ian Anderson de se conduzir o instrumento mas sem esquecer do toque sutil que só o progressivo italiano pode oferecer aos ouvidos dos mais exigentes.

A segunda parte do disco é composta de faixas menores com vocais bastante expressivos, dando mais ênfase as passagens de violão e guitarra se mesclando a tenros solos de Moog acompanhado de um tímido, porém, belíssimo Hammond.

Infelizmente, a banda se dissolveu após o lançamento desse disco que, por incrível que pareça, não atingiu o sucesso esperado tanto por seus membros quanto pela gravadora. Sabe-se que Favilla se juntou a uma suposta segunda formação do Campo di Marte alguns anos depois que também não obteve sucesso.

Tenho esse disco em particular como obra essencial a minha lista de bandas italianas. Além dos poderosos medalhões, o Capitolo 6 certamente foi peça fundamental para o desenvolvimento do progressivo italiano no começo da década de 70. 

Hoje paga-se muito por esse raro registro lançado originalmente em 1972 pelo selo Ricordi It (RCA) que continha na capa interna o índio de corpo inteiro. Em 1994, o salvador selo italiano Mellow Records relança o disco em CD tornando possível o acesso dos fãs a uma bela raridade como essa. 



TRACKS:

1. Frutti per Kagua
2. Grande spirito
3. Il tramonto di un popolo
4. L'ultima notte 
 




domingo, 12 de outubro de 2014

YES - In The Beginning - 1969


É sempre uma honra poder falar do início de carreira desta banda que se tornou um dos maiores ícones do rock progressivo de todos os tempos. Sua formação original foi fundamental para todo o crescimento da banda no decorrer de seus 45 anos de estrada e sempre nos presenteando com belos e clássicos discos. Um deles é seu trabalho de estréia "YES" lançado em 1969 que, certamente é um de meus favoritos.  


Nessa época a banda seguia uma linha menos progressiva e ainda estava em fase de desenvolvimento, dando menos ênfase aos fortes teclados de Kaye e destacando mais a destreza de Banks, na maioria das vezes acompanhado de uma linda guitarra Rickenbacker. A banda ainda contava com o feeling jazzy de Bruford sempre acompanhado pelo também nervoso Rickenbacker de Squire, que dava um peso a mais ás belas composições escritas por seu líder maior e detentor da voz mais linda e marcante do progressivo, Jon Anderson.

Após as gravações do álbum "Time And A Word" de 1970, Peter Banks foi literalmente chutado da banda. Nessa época, o YES já estava com projetos mais voltados para o progressivo sinfônico e precisavam de um guitarrista com uma formação mais clássica, sendo Banks substituído por Steve Howe, que mudou por completo toda a roupagem do YES lançando em seguida um dos discos mais marcantes do progressivo, "The YES Album".

Após sua saída, Banks deu continuidade a sua carreira de músico e em 1971 fundou a excelente banda Flash juntamente com Peter Barden (Camel). No ano seguinte, lança seu álbum homônimo com a participação especial de Tony Kaye nos teclados. O Flash seguia mais ou menos a mesma linha do primeiro disco do YES, com arranjos regrados a fortes linhas de guitarra e e belas passagens de Arp, piano elétrico e órgão. O Flash não durou muito tempo, lançou apenas três discos e a banda acabou se dissolvendo em 1973.

Banks ainda chegou a trabalhar em um projeto paralelo de Jan Akkerman (Focus) em 1972 e no ano seguinte lança seu primeiro e excelente trabalho solo intitulado por "Two Sides Of Peter Banks".

Esse bootleg em questão foi gravado ao vivo em três diferentes datas durante o mês de Outubro de 1969 na Alemanha e Inglaterra. As faixas são basicamente do primeiro álbum sendo as outras do "Time And A Word", lançado no ano seguinte. Além de conter duas versões diferenciadas da faixa "Eleanor Rigby" com uma roupagem bem fora do propósito da versão original composta pelos Beatles. Versões essas muito boas inclusive.

O destaque maior está na última faixa "I See You", onde Peter Banks protagoniza excelentes solos de guitarra por quase 20 minutos, muito bem acompanhado pela mágica bateria de Brufford. A maioria do tempo somente os dois dão um show a parte que, certamente vale por todo esse registro. 
Pelo menos a grande maioria dos registros não oficiais do YES lançados em 1969 e 1970 são de péssima qualidade sonora e com este não é diferente. Cada faixa possui uma certa oscilação na qualidade, portanto, recomendo que apenas os colecionadores baixem esse arquivo. Posso disponibilizá-lo em FLAC a quem se interessar mas já adianto que não muda muita coisa.

Mesmo com esse porém, vale a pena ter guardado um registro desse porte pois são poucos os materiais disponíveis da banda durante essa época onde tudo começou.


TRACKS:

1. Introduction*
2. No Opportunity Necessary, No Experience Needed*
3. Dear Father*
4. Every Little Thing*
5. Something Coming*
6. Eleanor Rigby**
7. Dear Father***
8. Eleanor Rigby***
9. I See You (Banks Solo)***

*10/10/69 => Essen, Alemanha
**10/69 => Hamburg, Alemanha 
*** 10/69 => Shefield, Inglaterra




sábado, 4 de outubro de 2014

[BOOTLEG EXCLUSIVO] GONG - Teapots In São Paulo - 2013


Dando continuidade aos bootlegs exclusivos do PRV, hoje presenteio a todos com uma épica apresentação do Gong durante uma breve passagem pelo Brasil. Não estive presente mas quem viu ao vivo disse ter sido uma experiência única, uma verdadeira viagem lisérgica ao planeta verde habitado pelos simpáticos gnomos Pot Head Pixies. 

Apesar da idade avançada, Allen ainda é sinônimo de muita energia e contagiante presença de palco, fazendo com que o Gong em pleno século XXI ainda soe como uma banda altamente psicodélica, não deixando nada desejar ao que era durante o auge de toda sua a criatividade.  

Esse registro foi gravado na capital paulista em 24 de Maio de 2013 no Sesc Belenzinho e apresenta faixas de álbuns que vão desde seus primórdios até o mais recente trabalho lançado em 2009..
Pude notar que o set list escolhido por seu mentor é basicamente um resumo de toda a saga de Zero-The Hero durante suas alucinantes aventuras pelo planeta verde, incluindo sua última parte lançada em 2000 com o nome de "Zeroid". 


Vale muito destacar alguns dos músicos que acompanharam Allen neste show que certamente ficaram a altura de alguns ilustres membros que passaram pelo Gong ao longo dos anos. 

Começando pelo guitarrista brasileiro Fábio Golfetti é que tem a árdua tarefa de substituir nada menos que Steve Hillage nesta tour. Hillage tem um projeto paralelo voltado para a música eletrônica com o nome de System 7 e não pôde (infelizmente) acompanhar a banda durante sua passagem pelo Brasil.
Golfetti é um velho conhecido dos admiradores do prog nacional por ser membro fundador e atual guitarrista da aclamada banda paulista Violeta de Outono, além do excelente projeto The Invisible Opera Company Of Tibet criado por Daevid Allen em 2001.

Em 1992 Daevid veio ao Brasil para participar da conferência mundial RIO-92, onde se apresentou ao lado de Fabio Golfetti. Depois disso, inúmeras parcerias em diversos projetos surgiram e desde então Golfetti acompanha Allen pelo mundo em suas apresentações.


Outro que vale a pena ser lembrado é o jovem saxofonista e também flautista Ian East que cumpriu com honras o também difícil dever de substituir Didier Malherbe, um dos ilustres fundadores da banda.

A única parte ruim dessa apresentação foi a ausência de Gilli Smyth, esposa e sempre companheira de Allen desde que o mesmo foi extraditado para a França nos anos 60. Sem ela, certamente a banda não seria a mesma coisa já que Smyth foi responsável pela parceria mais incrível do rock progressivo. Mesmo sem sua fiel escudeira, Allen veio acompanhado pelo filho Orlando no comando das baquetas. O menino já vem tocando na banda já faz algum tempo e em hora alguma decepcionou. 

Estou começando a amadurecer uma ideia de fazer algumas postagens em video por aqui e hoje será meu primeiro teste. Além do arquivo da íntegra do show em FLAC, disponibilizo também alguns vídeos de excelente qualidade dessa apresentação em particular.

Boa viagem de preferência com uma xícara de chá!




TRACKS:

1. One by One/757 2. Radio Gnome Invisible 3. Zero The Hero and the Witch's Spell 4. Escape Control Delete 5. Tropical Fish/Selene 6. Rational Anthem 7. Flute Salad 8. Oily Way 9. Outer Temple 10. Inner Temple 11. Master Builder 12. I've Bin Stone Before & Mister Long Shanks/O Mother 13. Zeroid 14. Revolution Intro 15. Opium for the People 16. Dynamite 17. You Can't Kill Me





YANDEX




VÍDEOS: