quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

[DIVULGAÇÃO] MEDALHÕES DO PROGRESSIVO EUROPEU INVADEM BELO HORIZONTE


O ano de 2018 promete fortes emoções aos fãs do bom e velho Rock Progressivo espalhados pelo Brasil e, dessa vez, BH não ficou de fora e está na rota de três grandiosas apresentações internacionais.

Esta será uma série de shows promovidos pela produtora Top Cat Produções Artísticas (leia-se Sr. Stephen Altit) que foi responsável pela vinda do Renaissance em algumas capitais ano passado, com excelente produção e visível profissionalismo. 

Estão confirmadas ainda para o primeiro semestre as seguintes apresentações:


Guitarrista da lendária formação do Genesis vem com um setlist composto por sua brilhante carreira solo incluindo faixas de seu projeto Genesis Revisited, com releituras dos grandes clássicos lançados pela banda até sua saída em 1977.

Vale lembrar que alguns anos atrás, esse gênio teve um show cancelado por aqui por falta de quórum. Difícil acreditar mas por um lado até que não foi um desfortúnio, um 'ginásio' não é o local mais apropriado para receber um espetáculo desse porte. Dessa vez contaremos com o Palácio das Artes, palco de grandes shows do gênero com infra estrutura adequada para receber artistas de alto nível.

Data: 25 de Março (domingo) - 19:00hrs
Local: Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 - Centro - BH)
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou através do site.
Mais informações na página oficial do evento.



Mais uma vez, receberemos de braços abertos os italianos do PFM esperando um espetáculo a altura do que foi em 2005, também no Palácio das Artes. Show memorável e de extrema beleza que ficou marcado pela perfeita execução das principais obras em língua nativa. Nessa passagem por BH, a banda divulga o seu mais novo trabalho intitulado por Emotional Tatoos, lançado no fim do ano passado incluindo alguns clássicos que não poderiam ficar de fora.

Data: 22 de Abril (domingo) - 19:00hrs
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec (Av. Amazonas, 315 - Centro - BH)
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou através do site.
Mais informações na página oficial do evento.




O maior baterista do Rock Progressivo retorna a Belo Horizonte após 21 anos desde o inesquecível show do Emerson, Lake and Palmer no Mineirinho. 

Carl Palmer vem agora com um projeto em formato power trio com adaptações para as principais obras lançadas pelo ELP nos anos 70. A apresentação também será no Palácio das Artes que certamente, será pequeno para a quebradeira que está por vir. 

Data: 27 de Maio (domingo) - 19:00hrs
Local: Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 - Centro - BH)
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou através do site.
Mais informações na página oficial do evento.


Fica aqui meu agradecimento pessoal a produtora Top Cat por proporcionar a Belo Horizonte a volta de grandes nomes do Rock Progressivo internacional.



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

LAVA - Tears Are Goin´ Home - 1973



Lava surgiu durante a cena undrground de Berlin no começo dos anos 70. Formada pelo excelente tecladista Thomas Karrenbach a banda possui um som mais diferenciado dos demais alemães, passagens bem leves de guitarra, piano e flauta criam uma atmosfera melódica contagiante.

Destaque paras as faixas Mad Dog e Piece of Piece, esta última a mais bela do disco, instrumental onde nota-se o nítido entrosamento entre seus membros. 

Lançaram apenas esse disco em 1973 e após a morte do próprio Thomas Karrenbach em 1974 a banda se dissolveu e não se sabe se os outros membros criaram projetos paralelos.

Uma curiosidade interessante sobre esse registro é que o lendário produtor e engenheiro de som alemão Conny Plank (1940 - 1987) foi o responsável pela produção do mesmo. Plank ficou conhecido por produzir excelentes bandas como Guru Guru, Kraan, Cluster, Kluster, Kraftwerk, Liliental dentre outras. 

Trata-se de um disco bem interessante e um pouco diferente do que já escutamos em termos de prog alemão.



TRACKS:

1. Tears Are Goin' Home
2. Crimes Of Love
3. Would Be Better You Run
4. All My Love To You
5. Mad Dog
6. Holy Fool
7. Piece Of Piece  


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

AOS 10 ANOS DO PROGROCKVINTAGE...






O tempo passou e nem reparei...

Foi tudo muito rápido, movido a muita dedicação, gente chata, ameaças infundadas de processos judiciais, perda de domínio envolvendo centenas de links mas mesmo assim continuo aqui, firme e forte tentando a cada dia divulgar o que há de melhor no Rock Progressivo nacional e internacional.
Não é e nunca foi fácil manter uma página ou um blog sobre um gênero musical amplamente dominado pelo sexo masculino. Já sofri críticas e deboches de diversas partes do mundo mas não levo nunca pelo lado pessoal e não me deixo abalar por certos comentários, alguns deles impublicáveis. Isso só tem a me fortalecer!

O Progrockvintage sem querer preencheu lacunas e me presenteou com amigos que hoje são de fundamental importância, incluindo também alguns ídolos aos quais nunca imaginei ter contato fora da capa de seus discos. Abriu portas para meu conhecimento pessoal e cultural através de incansáveis pesquisas sobre as mais diversas vertentes desse gênero musical que agrada um público bastante seleto e um tanto exigente. Tive a oportunidade de viajar por algumas cidades do Brasil para ir exclusivamente a shows de grande porte ou não e ser abordada em diversas ocasiões por pessoas as quais se quer conheço para falar do PRV. Esse tipo de tratamento não tem preço e sou muito grata por poder proporcionar a essas pessoas uma certa facilidade em conhecer novas e velhas bandas muitas vezes perdidas no tempo.

Vale deixar claro que não sou profissional de Jornalismo ou muito menos tenho o domínio de algum instrumento. Me interesso muito por flautas, órgãos e sintetizadores, conheço de ouvido uma ou outra marca específica, pesquiso frequentemente sobre esses instrumentos, especialmente os mais antigos. 
Justamente por não ter sabedoria e veia artística para tal, resolvi criar esse blog com o intuito de externar essa minha falta de talento em publicações muitas vezes simplórias (como já me disseram) porém criando textos diretos e objetivos.
Não estou aqui para impressionar ninguém, estou aqui fazendo o que gosto. Mesmo utilizando um vocabulário primário, venho contribuindo na divulgação do Rock Progressivo nacional para uma maior notoriedade nos dias de hoje, onde a música principalmente a brasileira, passa por uma situação agonizante.

Sigo em frente com a missão pessoal de manter esse espaço sempre recheado de divulgações de shows pelo Brasil continuando, mesmo que em passos mais lentos, a resenhar também sobre discos das mais diversas épocas e vertentes progressivas, disponibilizando quando possível arquivos para download.
Como já relatado em publicações anteriores, continuarei a divulgar novos e antigos nomes do cenários nacional, enfatizando em detalhes suas histórias e discos lançados. Possuo uma vasta lista de materiais vindos de artistas e bandas autorais de alto nível aos quais mantenho a promessa de publicações a altura de seus trabalhos.

Esses dez anos de 'estrada' não seriam possíveis sem o incansável e constante apoio de alguns parceiros que me acompanham desde o início, incentivando nos momentos de maior dificuldade e levando o nome Progrockvintage a diversos países. Certamente, sem essas pessoas nada teria dado tão certo.
Por tão grandioso apoio, este modesto espaço, conquistou ao longo da última década um valor superior a 4.000.000 visualizações de página. Números esses que não elevam em nada minha conta bancária. Nunca arrecadei um centavo neste espaço, pelo contrário, pago uma alta anuidade pela manutenção e pela propriedade do atual domínio criado em 2010.

Me resta somente agradecer de coração a todos que aqui frequentam por todo apoio ao longo desses anos.
Que venham mais 10!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

PEDRO BALDANZA E A CONFRARIA DO PROG - BETIM - 16 de DEZEMBRO 2017

Foto: Luciana Aun


No último sábado nossa Confraria do Prog, nascida e criada na cidade de Belo Horizonte, teve a honra de receber o membro fundador e baixista da cultuada banda paulistana, Som Nosso de Cada Dia, Pedro Baldanza.

Mais conhecido como Pedrão, gaúcho de Gravataí, fez de nossa confraternização de fim de ano um acontecimento histórico que ficará registrado na memória de todos que estiveram presentes naquele dia. Nos sentimos muito honrados com sua presença e carinho com todos nós. Sua energia e simplicidade contagiaram ainda mais um ambiente regado de boa música e fraternos amigos.
A sensação que tive foi que ele já fazia parte desse grupo de tamanha familiaridade com que tratava todos que ali se encontravam. 


Foto: Acervo Confraria 
Tive a honra de bater um longo papo com ele e pude aprender ainda mais sobre sua banda que muito contribuiu para que o Rock Progressivo nacional alcançasse maior projeção no cenário internacional nos idos dos anos 70. Aproveitei o momento e agradeci por tudo o que ele representou também na Música Popular Brasileira onde dividiu o palco com gigantes como Ney Matogrosso, Novos Baianos, Elis Regina e muitos outros.

Munido apenas de seu violão e um caderno de anotações, sem nenhum aparato profissional, deu um verdadeiro show que nos remeteu aos tempos áureos do Som Nosso. As palavras faltam para esse momento de puro encanto e extrema beleza. Somente voz, violão e psicodelia! 

Ter um músico desse porte em um pequeno evento, reunindo apenas pessoas que conhecem bem o assunto, se torna mais que uma festa e sim um verdadeiro ensinamento e uma experiência a qual somente a Confraria poderia me proporcionar. 
Agradeço a todos e principalmente aos anfitriões Wander e Valéria, por tamanha atmosfera de cumplicidade, amizade e música de qualidade.

À Pedro Baldanza e a Confraria do Prog, minha eterna gratidão por proporcionarem momentos tão significativos.

Vídeos gentilmente cedidos pelo canal Musical Box Records:




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

PREMIATA FORNERIA MARCONI - Torino - 1973


Raro registro em média qualidade composto apenas por cinco interessantes faixas, quatro delas do disco Photos Of Ghosts de 1973.

Esse bootleg conta com duas participações mais que especiais quando se trata do nosso mundo progressivo. Pete Sinfield e Mel Collins são velhos conhecidos quando  falamos da fase de ouro do Crimson. Sinfield ainda compôs as letras em inglês para o disco Photos of Ghosts lançado nesse mesmo ano de 73 e aqui executa lindamente o vocal na primeira faixa, River Of Life. 

O destaque fica para a quarta faixa recheada com o que há de melhor no progressivo. Apesar da média qualidade, contamos com uma rara jam executada por Pagani (violino), Mussida (guitarra), Premoli (teclados),  além da participação de Collins no sax.

O registro foi gravado em 31 de Maio de 1973 no Teatro Valdocco na cidade italiana de Torino. Como disse antes, a qualidade não é das melhores mas para os colecionadores que rondam o PRV é um belo presente!



TRACKS:

1. River Of  Life
2. Il Banchetto
3. Mr.9 Till 5
4. Manticore Jam

5. Photos Of Ghosts


YANDEX

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

[DIVULGAÇÃO] ORQUESTRA MINEIRA DE ROCK - 13 e 14 de DEZEMBRO - TEATRO BRADESCO - BELO HORIZONTE




Com o decorrente sucesso de público e extrema qualidade nas apresentações anteriores, venho mais uma vez por meio deste espaço, divulgar o retorno da Orquestra Mineira de Rock aos palcos do Teatro Bradesco em Belo Horizonte.

Com repertório recheado de belos clássicos do rock e progressivo, as bandas Cartoon, Cálix e Somba, incluem também no setlist suas faixas autorais já bastante conhecidas pelo público mineiro.

Conforme atualizações divulgadas pela própria OMR, restam poucos ingressos a venda para os dois dias de apresentação.

Foto: Vitor Maciel - Divulgação Oficial OMR

Data: 13 e 14 de dezembro de 2016, quarta e quinta-feira
Horário: 20h30
Local: Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes, Belo Horizonte-MG) 
Ingressos: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia-entrada)

Mais informações na página oficial do evento.

Como forma de divulgação, deixo aqui alguns vídeos disponibilizados pelo canal Musical Box Records da última apresentação ocorrida neste mesmo teatro.





A faixa a qual certamente mais emocionou os mineiros foi a linda homenagem feita a Marco Antônio Araújo no Sesc Paladium em 2016. Confira:





sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

EPIDAURUS - Earthly Paradise - 1977


Banda criada em 1976 em algum canto da Alemanha Oriental que faz um som notoriamente enraizado ao começo dos anos 70 onde o rock progressivo sinfônico obteve seu maior auge. 

O Epidaurus era fortemente influenciado por bandas inglesas como YES, Genesis, Renaissance, ELP, dentre outras mas sem perder suas origens nos remetendo ao começo de carreira do Eloy passando pelo experimentalismo do Tangerine Dream. 

Sem dúvida, essa é uma das maiores jóias do progressivo alemão. Seu estilo gira em torno da incrível virtuosidade de dois excelentes e desconhecidos tecladistas, Günther Henne e Gerd Linke, que fazem miséria com a mágica fusão entre bravos solos de sintetizadores e a sutileza do Mellotron que realça toda a magia contida nesse raro registro. O curioso é que os solos de guitarra e as linhas de baixo não são tão enfatizados no decorrer das faixas, que não chega a fazer muita diferença pelo fato da banda ser mais voltada para o uso de teclados. Não posso deixar de citar a linda e angelical voz de Christine Wand que apareçe como uma espécie de apoio em algumas faixas e que certamente teve forte influência da deusa mor do rock progressivo: Annie Haslam.

Não há muito o que se destacar por aqui, todas as composições contidas nesse registro tem seu aspecto único e criatividade relevantes. A sintonia entre os dois tecladistas é coisa de outro mundo, ou seja, coisa de alemão que sabe fazer diferença quando o assunto é rock progressivo. 

O disco é dividido basicamente em duas partes, sendo a primeira estabelecida como rock progressivo sinfônico mais sólido e voltado para influências de bandas britânicas. 
Já segunda e mais experimental parte do disco nos remete aos tempos áureos do Tangerine Dream onde a dupla de tecladistas mostra seu verdadeiro valor retratando de maneira enfática toda a obscuridade do progressivo alemão.

Muitos aqui já têm conhecimento de que eu não toco nenhum tipo de instrumento, sou completamente analfabeta em relação as notas musicais mas sou fascinada por teclados vintage principalmente quando o assunto gira em torno de sintetizadores, pianos elétricos e Mellotrons. 
Sempre que posso procuro pesquisar sobre o assunto e tenho a imensa sorte de conhecer alguns tecladistas que possuem o hobby de colecionar esse tipo de instrumentação. Portanto, recomendo esse disco a quem aprecia o assunto, sejam tecladistas ou leigos que, assim como eu, possuem verdadeira adoração pelo som desses instrumentos. Aqui encontramos de tudo, desde de belas timbragens de Mellotron até ruidosos solos de Moog entrelaçando-se a belas e tenras passagens de Rhodes.

Como sempre, esse registro é uma gravação privada com poucas cópias prensadas em vinil. Nos anos 90, o extinto selo Penner o remasterizou e lançou em CD. Mais tarde, o salvador Garden Of Delights obteve os direitos do Penner relançando o disco em 2000 com algumas faixas bônus. O que possuo aqui é apenas o primeiro lançamento com as 5 faixas originais. Se alguém tiver a edição do Garden of Delights e queira compartilhar, será muito bem vindo pois tenho muita curiosidade em ouvir essas faixas.
A banda chegou a se reunir nos anos 90 lançando um novo registro intitulado por Endangered que não obteve sucesso de vendagem e crítica. Como não o possuo e nunca ouvi, não cabe a mim criticá-lo.

Tenho o Epidaurus como uma de minhas bandas alemãs favoritas, posso dizer que a maioria das pessoas que frequentam esse espaço desconhecem essa maravilha e certamente se surpreenderão com tanta beleza contida em apenas 30 minutos de execução.

Boa viagem!




TRACKS:

1. Actions And Reactions
2. Silas Marner
3. Wings Of The Dove
4. Andas
5. Mitternachtstraum 



YANDEX

domingo, 12 de novembro de 2017

[RESENHA] LOCANDA DELLE FATE - TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI - 10/11/2017

 
Foto: Carlos Vaz



Difícil será dissociar a razão da emoção quanto a experiência vivida na última sexta-feira que, como um vivo e luzente cometa, passou pelas duas mais importantes cidades do estado do Rio de Janeiro. Foram apresentações que ficarão marcadas não somente pela experiência de poder ver ao vivo a uma das maiores bandas de Rock Progressivo italiano, mas também pela beleza de todo o espetáculo. Não pude comparecer ao show ocorrido no Rio mas possivelmente, boa parte do que irei relatar aqui foi também presenciado no Espaço das Artes e certamente com a mesma intensidade. 

Meu primeiro contato com os italianos do Locanda foi logo na passagem de som a qual tive a honra de presenciar. Os simpáticos músicos ali na minha frente testando os instrumentos, regulando os volumes para a perfeita equalização do teatro e ressonando parte das belas introduções instrumentais. Passado alguns minutos, entra Leonardo Sasso, já com uma certa idade e mesmo com suas visíveis limitações, ainda consegue manter com firmeza sua gama vocal na forte timbragem de um tenor. Sentado em um pequeno banco, começa a entoar as primeiras estrofes de 'Forse Le Lucciole Non Si Amano Più', faixa que dá nome ao disco que seria a evidência principal daquela noite. 
Naquele momento, senti um frio na espinha por toda a intensidade e energia a qual a banda acertava os últimos detalhes para dar início as comemorações dos 40 anos do lançamento do disco em questão, já com gostinho de sua inevitável despedida dos palcos.

O show seu teve início logo nos primeiros minutos das 8 da noite com o teatro abarrotado de gente. Apesar de pequeno, com pouco mais de 350 assentos, tive uma visão privilegiada na parte superior onde pude avistar o palco com a maior clareza de detalhes possível. O público presente se mesclava entre jovens senhores, muitos deles acompanhados de seus filhos e familiares, renomados músicos cariocas e um número expressivo de mulheres que também marcaram presença. Isso afasta ainda mais o estigma de que o progressivo é um gênero apreciado somente pelos homens. 
O teatro que no seu interior possui um estilo barroco, mais rústico, com as típicas cadeiras de palha indiana, lembrando os teatros das centenárias cidades históricas mineiras. Contém uma estrutura bastante moderna em termos de acústica e som, com gerenciamento e produção feita por profissionais muito bem preparados para receber uma apresentação daquele porte.

A abertura ficou por conta da faixa instrumental, 'A Volte Un Istante Di Quiete' que, em tradução livre significa 'Às vezes, um momento de silêncio', que de calmaria não tem absolutamente nada. Vemos uma melodia de características sinfônicas muito bem elaboradas em arranjos complexos e  impecáveis, contando com lindas passagens de piano e sintetizadores, entrelaçados a envolventes solos de guitarra. A flauta se encaixa a uma instrumentação que quebra um pouco da intensidade, estabelecendo assim uma certa quietação entre os momentos mais turbulentos e expressivos da música.

Vale deixar claro que, apesar do Locanda sempre ter contado com dois tecladistas distintos, incluindo dois Hammonds e uma vasta criatividade quando se trata do uso arrojado de sintetizadores (Mini e PolyMoog,), a espinha dorsal de toda essa estrutura se enfatiza na perfeita execução de um Grand Piano, que serviu como base para a grande maioria das composições da banda ao longo dos tempos. 
Foto: Carlos Vaz
Porém, nos últimos anos com exceção ao Mini Moog, os músicos vêm optando pela praticidade dos engenhosos e fiéis simuladores, criados por renomadas empresas do ramo das teclas. O uso da flauta transversal também não se faz mais presente nas apresentações ao vivo, sendo esta também substituída com muita precisão de detalhes por um simulador. 
Os sábios mestres que manipulam esses instrumentos de forma muitas vezes simultânea são os músicos Maurizio Muha e Oscar Mazzoglio, sendo este último um dos fundadores da banda e principal responsável pela total execução das flautas, Cravo e Clavinet. 
Muha destila toda sua genialidade com habilidade em conduzir o  Grand Piano e piano elétrico. A harmonia entre os dois gera uma interação a qual eu nunca vi no progressivo por tamanha beleza, cuidado extremo nos pequenos detalhes, destilando técnicas impecáveis e destreza com instrumentos de extrema complexidade, que exigem do músico uma seleção minuciosa dos timbres a serem trabalhados para que soem com notável fidelidade na execução final. 

A faixa título e uma das mais longas, também se inicia com uma introdução de piano incrivelmente linda, que liga imediatamente a uma passagem vocal de Leonardo Sasso, revelando ali uma energia e sensibilidade com sua gama incomum, mas quando tudo parece suave demais, entra a incrível progressão a bateria do brilhante Giorgio Galdino, também membro fundador e a guitarra do virtuoso Massimo Brignolon anunciando ali a quebra de estrutura e dando segmento a segunda parte da música por assim dizer. Sem modificar a atmosfera inicial, os instrumentos são adicionados a uma espécie de dança de sons e contrapontos de certo peso em várias passagens, fazendo com que todas as estruturas aparecessem em absoluta clareza e harmonia.
Foto: Carlos Vaz

'Profumo Di Colla Bianca' foi um dos pontos altos de todo o show. De pura leveza, com um timbre de Hammond mais sintetizado na introdução, o Rickenbacker de Boero afiado como nunca, com bateria envolvente e um piano magistral sobrepondo a base do Hammond. O esplêndido vocal de Sasso como sempre se sobressai em meio aos muito bem arranjados solos de flauta, guitarra e Polymoog. 

Quebrando a sequência original do disco de 77, vem a belíssima 'Sogno Di Estunno', que começa com uma introdução bem bucólica baseada em flauta e teclados, mas logo se transforma em uma forte faixa vocal com Sasso, proporcionando uma performance de arrepiar.

Entre uma música e outra tínhamos sempre um show a parte quando o excelente baixista e membro essencial da banda, Luciano Boero interagia com o público. Tentava com muito boa vontade entoar algumas palavras em português que acabavam se misturando ao inglês e ao italiano em uma miscelânea de línguas que, no fim das contas, era compreendida pela maioria dos presentes. Ele tentava anunciar as faixas que seriam apresentadas no decorrer do show que além da execução da íntegra do disco 'Forse Le Lucciole Non Si Amano Più', que acabou não seguindo a sequência exata no decorrer do show, o que não foi problema. Seriam apresentados ainda, os trabalhos mais recentes lançados entre o fim dos anos 90 quando a banda se reuniu novamente, até os dias atuais com faixas ainda não lançadas oficialmente.

 'Non Chiudere a Chiave le Stelle', é um lindo interlúdio acústico que se tornou parte fundamental da apresentação onde, Luciano Boero troca o imponente Rickenbacker por uma violão. A linha de conexão estabelecida por Boero e Sasso é algo raro no progressivo. É visível o entrosamento entre os dois músicos não somente pelo desenvolvimento de toda sua musicalidade mas também pela forte amizade mantida nos decorrer de mais de 40 anos. Isso transparece nitidamente em vários momentos do show.

'Mediterraneo' segue a linha mais atual da banda, com clássicas execuções de piano mescladas ao poderoso vocal de Sasso. Instrumentos como acordeon simulados e modernos timbres de sintetizadores também se fazem presentes nos teclados do genial Oscar Mazzoglio. Música lançada esse ano que consta apenas em vídeo no canal oficial do Youtube, juntamente com a faixa que dá seguimento ao show, 'Lettera di un Viaggiatore'.

Voltando a maravilhosa obra de 77 vem uma de minhas favoritas, 'Cercando Un Nuovo Confine'. Também acústica, com tenros vocais e um maravilhoso piano. Essa foi das que certamente pagou o ingresso.
Foto: Carlos Vaz
 
Na sequência, a banda emenda três faixas, 'Crescendo', a curta porém belíssima 'Sequenza Circolare', finalizando com 'La Giostra'. Todas extraídas de uma coletânea gravada nos anos 70, mas que só foram lançadas no disco " The Missing Fireflies" de 2012, mesclando gravações ao vivo e em estúdio.

Chegando ao final da apresentação, a banda apresenta a faixa homônima do disco 'Homos Homini Lupus', lançado em 99. Após anos de silêncio, a banda retorna aos estúdios com uma nova formação para as gravações de um novo álbum ao qual nem chega ao pés daquela maravilhosa obra que lançou o Locanda para o mundo.

No fechar das cortinas vem a belíssima, 'Vendesi Saggezza' que vem para fechar de forma magistral aquela espécie de sonho que tivemos a honra presenciar naquela noite. Intensa, pesada, obscura, densa e maravilhosamente executada. Todos os instrumentos, sem exceção se interagem em um nível de extrema complexidade sem perder a sutileza e sensatez quando entra o belo vocal de Leonardo Sasso. 
Aquele certamente foi um momento de êxtase misturado a uma tristeza em saber que estávamos a poucos minutos do encerramento de um concerto que, ao meu ver foi o mais intenso e emocionante de todos do gênero progressivo aos quais pude presenciar ao longo dos anos.
O Brasil mesmo com todos seus típicos problemas, é um país acolhedor. Era nítido que a banda estava visivelmente emocionada no fim da apresentação.

O motivo de tristeza e da ressaca moral que bateu no dia seguinte se deve também ao fato da banda Loccanda Delle Fate ter surgido em uma época em que os principais nomes do progressivo italiano tais como Banco, PFM e Le Orme já começavam a perder sua identidade própria e a maioria das outras excelentes bandas simplesmente desapareceram depois de gravar um ou dois álbuns. Naquele momento, o progressivo italiano se encontrava em nítida decadência e o Locanda surgiu do nada, lançando um trabalho que marcou e ainda marca o gênero progressivo como um todo.

Finalizando, deixo aqui alguns fundamentais agradecimentos que fizeram da noite do dia 10 de novembro ser ainda mais especial. 
Primeiramente a Vértice Cultural e LOBD Associado, leia-se Cláudio Paula e Luiz Octávio Drummond que tornaram possível a vinda da banda mesmo com todos os problemas, perrengues e gente chata. A vocês deixo o meu respeito e um sincero agradecimento por tudo. Desde a hora em que cheguei ao teatro para literalmente 'bicar' a passagem de som até sermos literalmente expulsos do simpático pátio do teatro, horas após o término do show.
Que vocês continuem com fôlego para trazer ainda mais bandas nacionais e internacionais. Público vocês já tiveram a prova de que existe, basta saber executar. Coisa que vocês já são mestres. Que os próximos anos sejam de muito sucesso, sabedoria e paciência para lidar com os percalços.

Aos amigos, Carlos Vaz e Jorge Carvalho que tiveram uma paciência incrível com esta que vos fala por importunar com pedidos quase utópicos. A todos os amigos aos quais pude rever e outros que pude finalmente conhecer naquela noite. Essa resenha pós-show certamente foi um dos pontos altos de toda minha rápida passagem por terras cariocas. Sempre que vou ao Rio sou recebida de uma forma muito calorosa e bastante acolhedora.

A Sônia Aun e Rafael Aun por terem proporcionado toda a parte burocrática que envolve a complicada logística de sair de Belo Horizonte para assistir a um show em Niterói.

Finalmente, agradeço a todos simpáticos e muito solícitos membros da banda pelo belo espetáculo e por receber com toda a paciência do mundo cada uma das centenas de pessoas que os abordaram ao fim do show. 

Certamente este show foi um dos momentos de maior emoção a qual pude presenciar em toda minha vida.

Aos cariocas, deixo aqui meu singelo agradecimento.



Segue o primeiro vídeo do show no Rio, já compartilhado pelo amigo e confrade Lucas Scarascia pelo canal Musical Box Records.



Em breve serão postados nessa mesma publicação as fotos e os vídeos oficiais da passagem do Locanda Delle Fate por Niterói.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

[DIVULGAÇÃO] VIOLETA DE OUTONO - TEATRO UMC - 18/11 - SÃO PAULO


 A tão estimada Violeta de Outono retorna a sua terra natal para uma justa homenagem aos 50 anos do disco The Piper at the Gates of Dawn. A banda apresentará também a íntegra de seu mais novo trabalho intitulado por Spaces, lançado no ano passado. Disco este que ilustra com maestria a nítida influência das bandas da cena Canterbury mescladas a psicodelia dos primórdios do Pink Floyd.

Violeta de Outono é mais uma daquelas importantes bandas que figuram no topo da lista para uma divulgação mais abrangente neste modesto espaço. 

Toda sua longa trajetória, discos muito bem produzidos, destacando também a carreira do guitarrista Fábio Golfetti em outros projetos que encantaram os gringos em diferentes partes da Europa. 



A abertura fica por conta do jovem e muito interessante trio progressivo, Stratus Luna para divulgação de mais novo trabalho que será lançado no fim desse ano

As apresentações estão marcadas para o próximo dia 18/11 (sábado) ás 21:00 hrs no Teatro UMC -
Avenida Imperatriz Leopoldina, 550 - São Paulo/SP.
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou através do site compreingressos.com

Mais informações na página oficial do evento. 






sábado, 28 de outubro de 2017

[DIVULGAÇÃO] LUMMEN - CENTRO CULTURAL SOLAR DE BOTAFOGO - 01/11 - RIO DE JANEIRO


Após o enorme sucesso de sua volta aos palcos no primeiro semestre, a banda medieval Lummen se apresenta já na próxima quarta-feira, véspera de feriado, para mais uma de suas impecáveis apresentações. 

Tive acesso a alguns registros dos shows passados e a qualidade técnica foi muito além de minhas expectativas. Marco Aurêh e a gigante banda por trás desse habilidoso multi-instrumentista, valem muito mais do que o valor proposto pelo ingresso. Algumas faixas me remeteram em muito a boa fase da banda inglesa setentista Gryphon, pela alta qualidade quando se pensa em progressivo medieval com o uso de flautas e violinos. Ver esses caras ao vivo deve ser uma experiência incrível!

Foto de Carlos Vaz

A APRESENTAÇÃO É MAIS UMA EXEMPLAR PRODUÇÃO DA VÉRTICE CULTURAL E  ESTÁ MARCADA PARA A PRÓXIMA QUARTA-FEIRA (01/11), ÁS 21hrs NO CENTRO CULTURAL SOLAR DE BOTAFOGO - R. GENERAL POLIDORO, 180. 
OS INGRESSOS PODEM SER ADQUIRIDOS NA BILHETERIA DO TEATRO A PREÇOS ACESSÍVEIS. 







segunda-feira, 23 de outubro de 2017

THE NAZGÜL - The Nazgül - 1975


Devo começar dizendo que este disco é totalmente dedicado aos fãs do escritor J.R.R Tolkien que narra a história dos Nazgül - os nove Cavaleiros Negros -  retirada do Senhor dos Anéis. Os membros da banda levam os nomes fictícios de Frodo, Gandalf e Pippin, também conhecidos personagens de Tolkien. 
Sei que muitos de vocês vão se decepcionar comigo mas nunca fui fã das estórias desse escritor pra lá de fantasioso, portanto, não entendo nada sobre suas obras e seus personagens. 

Por ser um disco conceitual e composto por quatro longas faixas, o experimentalismo e a obscuridade reinam durante todo o seu decorrer, abandonando a estrutura tradicional em termos de canção e melodia, abordando assim atmosferas mais sinistras. 


Resumindo, a banda faz um som mais voltado para excelentes improvisações de guitarra e baixo manipulados por ruídos bizarros de percussão, acompanhados de manifestações experimentais de órgão e Moog. 



O disco em seu decorrer nos remete 

àquela primeira fase do Tangerine Dream onde apenas ruídos e linhas de sintetizadores compunham a obra como um todo.

Se não me engano, esse registro foi lançado no fim de 75 onde o Krautrock já não era mais o mesmo, a Alemanha Oriental já havia sido tomada pelo movimento eletrônico, que foi uma verdadeira revolução em se tratando da cultura musical alemã.


Apesar dos nomes fictícios, não se sabe ao certo o número de membros da banda. Nas minhas incansáveis pesquisas, tive informações de apenas três de seus componentes.

 São eles:

- Reinhold Karwatsky, tecladista, foi fundador do excelente Galactic Explorers (já postado por aqui), além de ter feito parte do também excelente Dzyan.

- Zeus B. Held, também tecladista e famoso produtor alemão, fez participações em alguns discos do Birth Control e produziu o disco "Distant Horizons" de 1997 do Hawkwind.
- Hans-Jürgen Pütz, baterista, tocou no Mythos (Dreamlab 1975) e foi fundador da desconhecida mas ótima  banda de Krautrock, Cozmic Corridors.

Já aviso que esse é um disco de difícil digestão nas primeiras audições mas se você gosta realmente do gênero irá se surpreender. 

Pra quem gosta da literatura do Tolken, deve ser interessante ouvir o disco e ler alguma de suas obras ao mesmo tempo.
Não deixem de me contar tal experiência...


TRACKS:

1. The Tower of Barad Dur
2. The Dead Marshes
3. Shelob's Lair
4. Mount Doom  




YANDEX

terça-feira, 10 de outubro de 2017

[DIVULGAÇÃO] KAOLL - CENTRO CULTURAL SOLAR DE BOTAFOGO - 20 de OUTUBRO - RIO DE JANEIRO


Devo a dezenas de bandas e músicos espalhados pelo Brasil uma divulgação mais detalhada dos trabalhos lançados assim como suas devidas trajetórias, muitas vezes dificultada pela falta de incentivo em um país onde a música de qualidade vem sendo cada vez mais escassa. 

O Kaoll figura nessa lista e muito em breve abordarei com mais ênfase sobre o trabalho desse trio instrumental, que já dividiu palcos e estúdios com renomados músicos brasileiros e estrangeiros. Um exemplo disso foi a participação do baixista americano Billy Cox (Jimi Hendrix) como colaborador nas gravações do segundo álbum de estúdio "Odd", lançado em 2014.

A banda desembarca no Rio no próximo dia 20/10, em única apresentação para o lançamento do disco "Sob os Olhos de Eva". Além do show, o público será gentilmente presenteado com um exemplar do livro homônimo do autor Renato Shimmi que, segundo a própria banda, será a base da viagem sonora no decorrer da apresentação.

Os ingressos podem ser adquiridos no dia do show na bilheteria do Centro Cultural Solar de Botafogo, localizado á Rua General Polidoro, 180 - Botafogo - RJ.

Arte: Zé Otávio




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

[DIVULGAÇÃO] SÉRIGO FERRAZ - TRIBUTO A COLTRANE - CENTRO CULTURAL SOLAR DE BOTAFOGO - 13/10 - RIO DE JANEIRO


O violinista pernambucano Sérgio Ferraz desembarca no Rio na próxima sexta, 13/10, para um tributo ao maior jazzista de todos os tempos, John Coltrane.
Sérgio vem acompanhado do baixista Ricardinho Paraíso e baterista Éder Rocha.

A apresentação ocorrerá as 21hrs de sexta no Centro Cultural Solar de Botafogo no Rio de Janeiro.

Ingressos a venda na bilheteria do teatro a preços acessíveis. 

 

domingo, 1 de outubro de 2017

MAGMA - Philharmonic Hall - 1973



Entre todos os registros não-oficiais postados por aqui nos últimos anos, esse é o que menos se parece um bootleg. Qualidade impecável com poucos ruídos e gravação limpa para destacar ainda mais toda a complexidade do som executado pela banda naquela noite.

Hoje serei um tanto cara-de-pau e vou transcrever um pequeno resumo que fiz sobre o Magma em uma postagem anterior. Não faz sentido falar sobre a mesma coisa duas vezes, preciso economizar tempo e espero que não se importem.

"O Magma foi formado na França no fim dos anos 60 com toda a excentricidade de seu líder e baterista gênio/lunático Christian Vander, que deu mais vida ao rock progressivo criando um sub-gênero próprio denominado por Zeuhl, que significa "celeste" no dialeto Kobaïan, linguagem também criada por Vander e exclusiva da banda, o que se tornou um ponto de extrema importância para todo o sucesso do Magma.

Kobaïa é um planeta situado em um universo paralelo com péssimas condições climáticas e com nativos determinados a germinar o mau. Com o planeta Terra em destruição, um grupo de pessoas se mudam para Kobaïa com o objetivo de arquitetar uma nova civilização mas os nativos Kobaïns acabam entrando em conflito com os terráqueos. Toda essa guerra é narrada ao decorrer da magnífica discografia da banda que também aborda temas como as divindades e crenças do planeta Kobaïa.

O som executado pela banda é de extrema criatividade e circundado por excelentes rodas de compasso, com arranjos teatrais e guitarras pesadas e distorcidas. Efeitos medonhos de voz e os tambores de Vander também dão um certo destaque a toda discografia dessa banda que é considerada por mim como uma das mais criativas e inovadoras de todos os tempos, fora o experimentalismo e as técnicas de improvisação com batidas voltadas para o Jazz e desenvolvidos por pelo menos oito integrantes que fazem parte desse bizarro projeto."



Esse registro foi gravado no Philharmonic Hall (hoje conhecido como Avery Fisher Hall), situado à cidade de Nova York em 7 de Julho de 1973 e conta com apenas duas faixas que ilustram com clareza a áurea fase do experimentalismo musical criado por Vander em sua primeira passagem por terras americanas.

A primeira delas é um pequeno e genial medley resumindo as duas partes da faixa título do disco Köhntarkösz, que viria ser lançado no início do ano seguinte e cumpriu com maestria mais uma saga no obscuro planeta Kobaïa.


A segunda faixa é a execução na íntegra do álbum Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh que na época foi um dos carros-chefe em termos de divulgação do Magma pelo mundo.


Desejo a todos uma boa viagem rumo ao planeta Kobaïa!






TRACKS:

01. Tuning Up 

02. Köhntarkösz (excerpt) 
03. Mekanïk Destruktïw Kommandöh 





YANDEX