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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

[PRV RECOMENDA] ORBIT FLIGHT - Lançamento de novo Single

 


Banda muito interessante, natural de Niterói, a Orbit Flight traz influências do Rock Progressivo britânico oriundo dos áureos anos 70. Com sonoridade 100% instrumental e autoral, apresenta nítidas inspiraçõoes a importantes nomes do gênero como Yes, Camel e Pink Floyd.

Engavetado desde 2004, a Orbit Flight veio a tona nesse ano complicado com muita coragem, encarando talvez o momento mais difícil em que estamos passando. Talvez, a pandemia tenha sido um momento de reflexão e criativade a seus integrantes para o prosseguimento desse projeto que, a meu ver, tem tudo para dar certo. 

A intensa sonoridade das guitarras, teclados e sintetizadores chama a atenção nas poucas porém, instensas composições da banda. As harmonias são muito bem alinhadas á junção instrumental dos solos de guitarra e fragmentos de belos teclados que se destacam no decorrer da audição. 

A banda é composta pelo talentoso tecladista Tiago Nagel e Alexandre Silveira no baixo, guitarra e bateria. O novo single 'Forks and Events' conta com a participação do guitarrista Rodrigo Fontenelle da Symphonic Age, velha conhecida dos intusiastas do Prog Metal nacional. 

No decorrer do ano lançaram os singles 'Nothern Dawn' e 'Orbit-X', sendo o mais recente e já citado 'Forks and Events'. 

Todas essas faixas encontram-se disponíveis nas plataformas de streaming Bandcamp, Spotify, Deezer, Apple Music.

Vale muito a pena conferir!

Disponibilizo abaixo os vídeos com as faixas retiradas do canal oficial da Orbit Flight no Youtube:





  


domingo, 4 de outubro de 2020

[PRV RECOMENDA] ELOY FRITSCH - MOMENT IN PARADISE - 2020

 


Eloy Fritsch, um dos nomes mais importantes do Rock Progressivo nacional, lançou em setembro seu décimo quarto disco de estúdio intitulado por Moment In Paradise. 

O renomado e premiado tecladista gaúcho, conhecido nos quatro cantos do mundo, foi membro fundador da banda Apocalypse no início dos anos 80, lançando quinze álbuns oficias ao longo de quase quarenta anos de carreira, fazendo com que o sul do Brasil se tornasse ainda mais prestigiado no gênero, pelo talento irretocável de suas composições e instrumentações impecáveis. 

Pessoalmente falando, tenho extrema admiração e respeito pelo músico em questão que, com toda sua vocação, consegue abranger de forma magistral o uso de complexas timbragens de sintetizadores em lindas composições sinfônicas com uma elegância instrumental que poucos conseguem imprimir. 

O novo álbum, Moment In Paradise, foge um pouco das composições eletrônicas e melódicas tão aclamadas por Fritsch. Neste trabalho, ele procura incluir instrumentações mais voltadas para o Fusion de forma mais experimental com certa ênfase nos pianos mesclados ao Moog, Clavinet , Hammond e Rhodes. Além, claro da clássica cozinha baixo/bateria que dá um toque a mais ao disco como um todo.

Vale lembrar que além de músico, Fritsch também possui uma carreira acadêmica onde leciona na UFRGS em Trilha Sonora, Música Eletrônica e Computação Musical na graduação e no Programa de Pós-graduação em Música e foi o idealizador do Centro de Música Eletrônica do  Instituto de Artes da UFRGS – complexo de laboratórios dedicado à composição musical auxiliada por computador.

Foto: Daniel Motta

Disponibilizo abaixo o release oficial do álbum enviado pelo próprio Eloy Fritsch ao Progrockvintage como forma de divulgação ao impecável trabalho produzido com muita maestria.

"O compositor e tecladista Eloy Fritsch irá lançar nas plataformas digitais o novo CD Moment in Paradise. Neste décimo quarto álbum solo o tecladista gravou doze novas músicas, incluindo a suíte "High Places"; formada por quatro partes em estilo instrumental fusion. 

Será um álbumdiferente dos anteriores, muito diversificado e com uma variedade de ideias e harmoniasmodernas provenientes do Jazz. A composição “Moment in Paradise” é no estilo sinfônico eprocura recriar a imagem da capa do álbum que representa o compositor ainda criança navegando em seu bote sobre um caminho de teclado que leva a um lugar de sonhos e fantasias. 

O álbum ainda traz a composição “Silver Dream”, uma homenagem ao tecladista Keith Emerson do grupo inglês ELP, que faleceu em 2016, uma das influências de Fritsch para compor esse disco. Fritsch comenta: “Este álbum é bem diferente do anterior Journey to the Future lançado em 2019. Ao invés de ser melódico e eletrônico baseado em sintetizadores, o novo disco é rock e fusion, com uma variedade maior de solos e improvisos nas músicas. Na maioria das composições, além de bateria e baixo, eu uso sons de piano e outros teclados clássicos como o Clavinet, Rhodes Fender, órgão Hamond e Minimoog”. 

O tecladista gaúcho também está disponibilizando o novo site com muita informação e uma prévia do álbum Moment in Paradise no endereço www.ef.mus.br."





   

segunda-feira, 27 de julho de 2020

[PRV RECOMENDA] ORQUESTRA PATAFÍSICA


Fonte: Divulgação banda


Excelente trio catarinense oriundo da bela cidade de Joinville que compõe um som puramente autoral que vem para agradar aos adeptos da psicodelia setentista em um formato contemporâneo de extremo bom gosto. 

De forma muito criativa, os músicos conseguem mesclar fragmentos da música brasileira, passando pelo Rock Psicodélico, Fusion e ainda alguns traços da música eletrônica. 

Deixo abaixo um Release oficial da banda para uma melhor compreensão. Segue também as principais fontes de divulgação. 

Mais uma vez o Progrockvintage usa seu espaço para mais uma disseminação do que há de melhor na música autoral, pouco valorizada pelos apreciadores da boa música. 

"Trio Joinvilense, essencialmente baseado em temas autorais.

O projeto musical se iniciou em 2017, como um duo (guitarra, percussão); tendo como elemento central o uso de guitarra para criar música ambiente e soundscapes. Nesse formato, foram criados temas orgânicos, remetendo à música contemplativa oriental, música experimental brasileira - sempre permeados por improvisos. Desde então, com frequência acompanhamos aulas de ioga ao ar livre em parceria a um projeto chamado sábado Zen e também de pequenos eventos e festas de amigos.

Em março de 2019, ocorreu uma expansão da sonoridade com a entrada de novos integrantes e elementos - direcionando a sonoridade para o Jazz-rock e rock psicodélico - baseada em elementos do fim da década de 1960, tendo como referências principais: Gong, Soft Machine, Pink Floyd, King Crimson e Jimi Hendrix.

Em maio lançamos nosso EP, com cerca de 17 minutos que de certa forma conta a história e evolução sonora do projeto: música experimental (faixa1), passando pelas paisagens sonoras (faixa2) e culminando no jazz-rock-psicodélico (faixa3). O EP teve boa repercussão e recepção pelo público roqueiro local. Participamos do festival Brotar em Joinville". 

Fonte: Divulgação banda


- O EP do trio formado por Thyago Kiam (guitarra, loops), Heitor Carneiro (contrabaixo) e Felipe Raffaeli Muller (bateria, clarinete e programações), pode ser encontrado na íntegra no site Bandcamp.

- Páginas oficiais Facebook e Instagram;

- Vídeos do canal oficial do Youtube:






quarta-feira, 22 de abril de 2020

[PRV RECOMENDA] LIVE INSTAGRAM - RALFE RODRIGUES (PERFORMANCE MUSICAL) - 24/04 - SEXTA 19:00hrs


Em tempos de Covid-19, resta a grande maioria da população ficar em casa e se privar de shows e outros eventos em grandes aglomerações. Por esse motivo, muitos nomes de grande destaque mundial ou não, aderiram as lives nas redes sociais como forma de divulgação de seus trabalhos e também para trazer um pouco de distração a quem está dentro de casa devido a quarentena.

Na próxima sexta-feira, 24/04/, ás 19:00hrs, o violonista mineiro, Ralfe Rodrigues fará uma live via Instagram apresentando suas composições autorais.

A live pode ser conferida através do link: https://www.instagram.com/rodriguesralfe/  @rodriguesralfe

Confira a seguir um texto retirado do release oficial de Ralfe Rodrigues com mais detalhes sobre sua trajetória na música mineira e alguns vídeos com belas perfomances do músico.

"Ralfe inicia sua carreira musical ainda na infância ao adotar o violão como
seu instrumento e filosofia de vida. Passou por várias fases musicais, do rock ao
progressivo, sempre com interesse em se envolver mais com a música barroca.
O refinamento de suas canções o incentivou a aprofundar na composição,
encantando plateias por onde passa com sua música.

Tendo em grandes mestres como Sebastian Bach e Johann Pachelbel, sua maior
fonde de inspiração, Ralfe Rodrigues participa de dois projetos musicais: a
Banda Opus IV e sua carreira solo.
Na Opus IV, ele e seus companheiros mesclam o clássico dosado pela
roupagem do rock. Já na carreira Solo, Ralfe se apresenta ao violão em
espetáculo erudito, onde interpreta suas composições em conjunto com
músicos convidados.

Seu primeiro CD, Século XVII, lançado em 2006, possui composições que
podem ser consideradas verdadeiras obras primas da atualidade no resgate da
tradição da música barroca mineira. Foi também um dos vencedores do prêmio
“Estímulo BDMG produção Artística Finalização de CD” e é, um dos vencedores
do “Vozes do Morro 2012” (Prêmio do SERVAS – Governo do Estado de Minas
Gerais), tendo sua música e um clipe divulgado por todo o estado de Minas
Gerais".




quarta-feira, 15 de abril de 2020

[PRV RECOMENDA] LIVE FACEBOOK - FREDERICO TAFURI - 16/04/2020 - 20:30


Em tempos de Covid-19, resta a grande maioria da população ficar em casa e se privar de shows e outros eventos em grandes aglomerações. Por esse motivo, muitos nomes de grande destaque mundial ou não, aderiram as lives nas redes sociais como forma de divulgação de seus trabalhos e também para trazer um pouco de distração a quem está dentro de casa devido a quarentena.

Como este espaço é dedicado ao Rock Progressivo, não poderia deixar de divulgar uma live que ocorrerá amanhã, 16/04 ás 20:30hrs, que será comandada pelo músico, compositor e produtor mineiro de Barbacena, Frederico Tafuri que irá executar releituras de bandas como Pink Floyd, Beatles, Supertramp dentre outras. Tafuri será acompanhado pelo saxofonista Matheus Duque em uma performance que promete agradar aos fãs mais exigentes do progressivo. 

A live poderá ser acompanhada no perfil do músico ás 20:30hrs de amanhã,16/04.
https://www.facebook.com/FredTafuri


IMPERDÍVEL!!! 


 Deixo abaixo alguns vídeos feitos pelo Fred apenas como uma amostra do que será a live de amanhã. Confira:



domingo, 24 de novembro de 2019

[PRV RECOMENDA] TAU CETI - Meus Dois Mundos - 2019



Engenheiro por formação e músico por vocação, o tecladista paulistano José Eduardo D'Elboux deu início ao seu promissor projeto no fim dos anos 80 quando formou o Tau Ceti ainda como um trio. Os anos se passaram e após longos estudos, resolveu desengavetar um lindo álbum solo lançado oficialmente no segundo semestre deste ano.

Intitulado por 'Meus Dois Mundos', traduz com perfeição as duas principais paixões de D'Elboux: a música clássica e o Rock Progressivo. Nesse trabalho, o músico consegue imprimir seu enorme talento e destreza ao criar lindos e, muitas vezes, complexos arranjos para órgãos, pianos e sintetizadores em peças de extremo bom gosto.


Acervo de José Eduardo D'Elboux


Sendo assim, o disco é dividido em duas partes distintas. A primeira é dedicada ao Rock Progressivo, incluindo várias técnicas nitidamente inspiradas em Keith Emerson, seu maior mentor.

Nesse segmento, destaco logo de cara a faixa, 'Prelúdio para Sintetizador', que abre os trabalhos com um enorme impacto causado pelos poderosos timbres extraídos de um Alesis QS7 (famoso sinthy digital dos anos 90 conhecido por sua infinidade de recursos e programações).

Outras que merecem atenção pela criatividade nas instrumentações e hamonias muito bem construídas são 'Tempestades Noturnas' e Reflexões Ectoplasmáticas, sendo esta última elaborada com uma infinidade de belos timbres, incluindo passagens de um simulador de piano e um Hammond bastante característico aos tempos áureos de Emerson no ELP. 

Fechando com maestria a seção progressiva, temos a linda 'Prelúdio Improviso Para Piano', composição de extremo bom gosto a qual me cativou bastante e a tenho como uma de minhas preferidas do álbum. Seguindo pouco ou nada aos moldes do Rock Progressivo, é uma faixa que demonstra toda versatilidade que um belo piano pode proporcionar a quem sabe realmente manusea-lo, mesmo em formato digital.

A segunda parte do trabalho de D'Elboux é dedicada a música erudita onde o músico dá ênfase a um quarteto de grandiosos compositores: Bah, Beethoven, Borodin e Bruckner. Além de composições de sua própria autoria. 

O mais interessante nesse segmento erudita é a incansável utilização de um potente Moog Prodigy que se encaixa com precisão ao gênero musical proposto e que acabou sendo inspiração ao que conhecemos por Rock Progressivo.

Os destaques aqui vão para 'Épica', uma construção de harmonias baseadas na 'Sinfonia Nr. 2 em Si Menor para Alegro' de Borodin. Também uma de minhas favoritas do disco. Valendo atenção também para 'Prelúdio Para Órgão', onde D'Elboux utiliza uma timbragem que simula um belo órgão de igreja. Faixa curta porém, muito bem executada produzindo uma encantadora atmosfera sombria, por assim dizer. 

O disco se encerra com duas faixas bônus de altíssimo nível, anteriormente lançadas no disco homônimo da banda em 1995 e rearranjadas para o trabalho atual. 'Antares', se inicia com uma bela introdução de piano seguida por um lindo solo de Prodigy, faixa esta considerada por mim como a mais progressiva de todo o disco. Encontramos também alguns fragmentos que se equiparam a uma espécie de chorus, o que nos faz remeter a um onipresente Mellotron.

Fechando a audição, uma bela releitura de Toccata (Bach) onde, mais uma vez, o Prodigy aparece em destaque em seus pouco mais de três minutos de execução em surpreendentes solos. Aqui D'Elboux destila ainda mais toda sua técnica e nítida destreza com o instrumento. 


Acervo de José Eduardo D'Elboux

O responsável pela produção, gravação e mixagem fica a cargo do músico e produtor Eduardo Aguillar (Vitral), proprietário do Laborátorio Pedra Branca onde o disco em questão foi gravado. 

Devo salientar aos poucos leitores deste espaço que não estou muito acostumada com obras realizadas a partir de instrumentos sampleados. Nesse trabalho em específico, temos a percussão e alguns fragmentos de baixo e bateria elaborados em formato digital e gravados em MIDI (Musical Instrument Digital Interface), que permite gravar informações musicais (em partitura ou tocadas em tempo real) para posterior reprodução. Porém, o álbum ''Meus Dois Mundos'' foi tão bem produzido que esses ''instrumentos'' acabam ficando em segundo plano, não atrapalhando em nada a proposta elaborada por D'Elboux. 

Trata-se de um dos melhores trabalhos realizados em terras brasileiras esse ano e que vale muito a pena ser conferido. 

O disco está disponível nas principais plataformas de streaming, podendo também ser adquirido fisicamente através de contato direto com o músico através do email jedelboux@hotmail.com

Deixo abaixo, amostras em vídeo de algumas faixas contidas no álbum "Meus Dois Mundos":






domingo, 15 de setembro de 2019

[PRV RECOMENDA] LUIZ ZAMITH - Introspecção - 2018


Luiz Zamith nasceu na capital fluminense em 1964 e ainda muito jovem ingressou no Conservatório Brasileiro de Música, dando seus primeiros passos nos estudos dedicados ao Violão. Anos mais tarde, ingressou na Escola de Música da UFRJ onde graduou-se em Violão Clássico, chegando a participar por um período de dois anos da Orquestra de Violões do Rio de Janeiro.

Após diversos trabalhos voltados para MPB, Zamith se rende á suas maiores influências musicais e lança no ano de 2014 um brilhante projeto intitulado por 'Ícones do Progressivo'. 

Esse projeto tem como objetivo adaptar versões instrumentais de bandas como ELP, Focus, Genesis, PFM, YES, dentre outras. Além de composições autorais de alto nível, muito me surpreende o talento e dedicação em cada acorde executado por esse distinto guitarrista que vem acompanhado por uma banda de peso.


Acervo Luiz Zamith e banda
O objetivo central da publicação de hoje é o álbum 'Introspecção', lançado em 2018. Esse projeto já vinha se desenhando há algum tempo e finalmente temos a felicidade de apreciar seu resultado final. 

O disco é dedicado á memória de Luiz Fernado Zamith, grande influenciador do guitarrista em questão e foi pianista, violoncelista e arranjador da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro. 

As primeiras e positivas impressões giram em torno de uma arte gráfica de extremo bom gosto. A tela principal da capa vem das mãos do talentoso artista plástico, amigo e também baterista Cláudio Dantas (Quaterna Réquiem, Vitral). A junção disso tudo ficou sob responsabilidade do querido Gustavo Paiva da Masque Records que centralizou todo o trabalho gráfico nas mãos do competente Gustavo Sazes, que também trabalhou no disco de estréia da banda Vitral. As inserções fotográficas ficaram sob as habilidosas lentes dos queridos Calos Vaz e Pedro Paulo Ripper. 

A produção de áudio ficou a encargo de Daniel Escobar proprietário da HR Estúdio. Sendo que, seis faixas foram captadas por Escobar nas apresentações ao vivo no Teatro Solar de Botafogo em datas distintas e as outras três gravadas no estúdio em questão. 

Além de Zamith, a banda conta com a participação de integrantes já citados no Progrockvintage com certo destaque. São eles:

- Augusto Mattoso (baixo)
- Elcio Cáfaro (bateria)
- Paulo Teles (flautas)
- Ronaldo Rodrigues (teclados)

Acervo de Pedro Paulo Ripper
O álbum abre com a faixa-título, obra bastante tenra centralizada em acordes de violão e delicadas melodias de flauta. Sua abertura define bem o que vem pela frente. 

Na segunda faixa contamos com uma peça que, em minha modesta opinião é a que mais se destaca no decorrer da audição. "Alguém ainda se lembra das Antas", traduz muito bem a preocupação do também biólogo Luiz Zamith com os diversos e ricos ecossistemas brasileiros tão judiados pela ação maléfica do homem na natureza. Aqui encontramos melodias um tanto 'abrasileiradas' que reúnem fortes solos de guitarra a lindas passagens de flauta, entrelaçados a poderosos solos de Hammond e sintetizadores. 

Em "Outro Dia" e "Cantiga", a banda destila ainda mais sua técnica em passagens bastante fusionadas ao Jazz, combinando diversos tipos de ritmos e harmonias um tanto diversificadas. A cozinha baixo e bateria em constante simetria, dita o compasso da guitarra e aos órgãos unidos a brasilidade da elegante flauta.

"Tema Nº 1" emendada a "Vice-Versa" também agrega ao fusion, com fortes solos de guitarra e, mais uma vez, belas passagens de flauta. 

"Balada", também uma de minhas favoritas, creio que seja a mais próxima ao progressivo sinfônico vindo de terras inglesas. Aqui é notória a incrível referência ao ilustre guitarrista Steve Hackett, músico este muito admirado por Zamith. Nitidamente, percebemos a essência do Genesis não somente nesta faixa em particular, como também em alguns fragmentos contidos nesse álbum. 

"Trem de Cão" é a única faixa cantada e de extremo bom gosto, de autoria da talentosa Masé Sant'Anna, parceira musical de longa data de Zamith. Já tive a oportunidade de vê-los dividindo o palco em uma bela apresentação no Rio em 2017. 

Fechando essa linda obra vem, "Essência" que me remeteu aos tempos áureos do Focus em contundentes solos de guitarra, entrelaçados a espetaculares solos de flauta e um Hammond de peso.


Acervo de Carlos Vaz
Trata-se de um disco denso, intenso, tenro que, mesmo passando por diversas influências de medalhões dos anos 70, possui uma forte ligação com a música brasileira de qualidade. 

É mais um trabalho que comprova ainda mais que o Rock Progressivo brasileiro muito se destaca nesse gênero tão complexo e muito admirado por milhões de pessoas. São projetos como esse que  permitem que o progressivo ainda tenha força e possa influenciar jovens bandas que pretendem seguir em frente, mesmo com todos os obstáculos em termos de captação de recursos para a realização e divulgação de seus trabalhos.

O disco físico pode ser adquirido através dos seguintes contatos:

- Luiz Zamith: zamithbanda@gmail.com
- Gustavo Paiva (Masque Records): masquerecords@gmail.com

Segue abaixo dois registros capturados pela BeProg no Teatro Solar de Botafogo no Rio de Janeiro:



quarta-feira, 4 de setembro de 2019

EM BREVE POR AQUI....

LANÇAREI NOS PRÓXIMOS DIAS UMA NOVA SESSÃO NO QUE SE REFERE A RESENHAS DE BANDAS AUTORAIS NACIONAIS. SERÃO PUBLICADOS PEQUENOS ARTIGOS DE MATERIAIS QUE VENHO RECEBENDO ATUALMENTE E AO LONGO DOS ANOS. O TÍTULO PARA A DESCRIÇÃO DOS MESMOS SERÁ DENOMINADO POR: "PRV RECOMENDA".

O PROGROCKVINTAGE SEMPRE ESTEVE ABERTO PARA A DIVULGAÇÃO DE BANDAS AUTORAIS COM ÊNFASE EXCLUSIVA NO ROCK PROGRESSIVO E SUAS VERTENTES. 

ENTRE EM CONTATO E ENVIE SEU PROJETO PARA QUE POSSA SER ANALISADO. CASO APROVADO, SERÁ DIVULGADO EM NOSSA NOVA SESSÃO DE PUBLICAÇÕES.

AGUARDEM! MUITA COISA BOA SERÁ DIVULGADA POR AQUI.